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        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

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      <pubDate>Mon, 27 Oct 2025 10:14:51 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[A esquerda a ser esquerdista]]></title>
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      <pubDate>Mon, 27 Oct 2025 10:14:51 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>«Uso descontrolado de smartphones e redes sociais transforma ansiedade de jovens em epidemia.<br>Esta é reflexo das transformações profundas que as novas tecnologias trazem para a sociedade. Embora as novas ferramentas de comunicação tenham potencial de conectar e informar também podem alienar e causar problemas de saúde. É preciso encontrar um equilíbrio que permita aproveitar os benefícios da tecnologia.»</p>
</blockquote>
<p>Esta é a nova tendência da esquerda, descartar-se por completo da culpa do problema da saúde mental do mais jovens, culpando exclusivamente as redes sociais.<br>As políticas de esquerda que em vez de educar, prefiro doutrinar as crianças, através de uma ruptura completa com a educação e os valores do passado. Um corte com os valores de família e de crença.</p>
<p>Isso provocou um vazio nas crianças, cresceram num mundo do arco-íris, sem qualquer noção da realidade, sem estarem preparados para o mundo real.<br>O deixar de ver o mal, não significa que mal deixe de existir, pelo contrário. É similar ao esconder a sujidade para debaixo do tapete. A melhor maneira de educar um jovem contra a droga, é mostrar-lhe a realidade, as consequências do seu consumo, como destrói a vida de quem consome e da sua família ao seu redor. Enconder que existem drogas, é o caminho mais rápido para os jovens experimentarem. </p>
<p>Foi uma geração que cresceu sem ouvir um não, que viveram sempre dentro de uma redoma, agora estão na adolescência, estão a ter um choque com a realidade, não estavam preparados mentalmente, por isso estamos perante uma epidemia de saúde mental. Os esquerdistas gostam de criticar a educação do passado, acusando de ser retrógrada, mas no passado não havia estes problemas, é algo recente.</p>
<p>A esquerda em vez de recolher os seus erros, prefere empurrar as culpas para as redes sociais. É claro que as redes sociais contribuírem para o problema, mas o principal problema, é que os jovens não estão preparados para o mundo real, por mais que fantasiarmos, o mundo real é duro e as crianças têm que estar preparadas para isso. Não podemos ter uma educação, onde se nega e esconde que o mundo é duro.</p>
<p>É claro que as crianças muito pequenas não devem ter acesso a redes sociais, talvez entre os 10 e 12 anos, a partir daí,  é saudável começar a ter as primeiras responsabilidades e ter noção do mundo real, que existem coisas boas e más na sociedade, para conseguirem distinguir. </p>
<p>Agora a esquerda, quer a proibição das redes sociais, olham para isto como uma bala de prata. Alguns ingenuamente acreditam que isto irá resolver o problema, mas outros, olham para isto como uma oportunidade certa, um bode expiatório para implementar mais controle estatal. A única maneira para garantir as restrições de idades é com implementações de através de DigitalID.</p>
<p>O pior é que estas leis terão uma eficácia similar, às leis que proíbem os menores de consumirem álcool ou de tabaco, são apenas leis no papel, os jovens continuam a ter acesso a esses produtos sem qualquer problemas, as leis são facilmente contornadas.<br>Temos que ser honestos, objectivo principal desta lei não é proteger os jovens, mas sim obrigar todos os adultos a fazerem o seu ID nas redes sociais, para limitar a liberdade de expressão. </p>
<p>O problema das redes sociais não um caso de falta de “ID”, mas sim dos algoritmos que manipulam os conteúdos, criam um efeito echo chamber, permitindo a doutrinação e manipulação do pensamento humano.<br>Se querem criar leis para as redes sociais, proíbam a possibilidade de sugerir post, onde as pessoas só teriam acesso aos conteúdos de todas as pessoas que seguem, todos os posts e sem filtros. Mas a esquerda não quer nada disto, pelo contrário, eles querem este algoritmo para fazer censura, para doutrinar as pessoas. A presidência Biden usou e abusou dos algoritmos para fazer censura, para manipular a opinião pública. A UE não fica atrás, faz o mesmo, sem qualquer pudor.</p>
<p>Em suma, a esquerda quer apagar o incêndio com gasolina.</p>
<p><np-embed url="https://www.esquerda.net/artigo/uso-descontrolado-de-smartphones-e-redes-sociais-transforma-ansiedade-de-jovens-em-epidemia"><a href="https://www.esquerda.net/artigo/uso-descontrolado-de-smartphones-e-redes-sociais-transforma-ansiedade-de-jovens-em-epidemia">https://www.esquerda.net/artigo/uso-descontrolado-de-smartphones-e-redes-sociais-transforma-ansiedade-de-jovens-em-epidemia</a></np-embed></p>
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<p>«Uso descontrolado de smartphones e redes sociais transforma ansiedade de jovens em epidemia.<br>Esta é reflexo das transformações profundas que as novas tecnologias trazem para a sociedade. Embora as novas ferramentas de comunicação tenham potencial de conectar e informar também podem alienar e causar problemas de saúde. É preciso encontrar um equilíbrio que permita aproveitar os benefícios da tecnologia.»</p>
</blockquote>
<p>Esta é a nova tendência da esquerda, descartar-se por completo da culpa do problema da saúde mental do mais jovens, culpando exclusivamente as redes sociais.<br>As políticas de esquerda que em vez de educar, prefiro doutrinar as crianças, através de uma ruptura completa com a educação e os valores do passado. Um corte com os valores de família e de crença.</p>
<p>Isso provocou um vazio nas crianças, cresceram num mundo do arco-íris, sem qualquer noção da realidade, sem estarem preparados para o mundo real.<br>O deixar de ver o mal, não significa que mal deixe de existir, pelo contrário. É similar ao esconder a sujidade para debaixo do tapete. A melhor maneira de educar um jovem contra a droga, é mostrar-lhe a realidade, as consequências do seu consumo, como destrói a vida de quem consome e da sua família ao seu redor. Enconder que existem drogas, é o caminho mais rápido para os jovens experimentarem. </p>
<p>Foi uma geração que cresceu sem ouvir um não, que viveram sempre dentro de uma redoma, agora estão na adolescência, estão a ter um choque com a realidade, não estavam preparados mentalmente, por isso estamos perante uma epidemia de saúde mental. Os esquerdistas gostam de criticar a educação do passado, acusando de ser retrógrada, mas no passado não havia estes problemas, é algo recente.</p>
<p>A esquerda em vez de recolher os seus erros, prefere empurrar as culpas para as redes sociais. É claro que as redes sociais contribuírem para o problema, mas o principal problema, é que os jovens não estão preparados para o mundo real, por mais que fantasiarmos, o mundo real é duro e as crianças têm que estar preparadas para isso. Não podemos ter uma educação, onde se nega e esconde que o mundo é duro.</p>
<p>É claro que as crianças muito pequenas não devem ter acesso a redes sociais, talvez entre os 10 e 12 anos, a partir daí,  é saudável começar a ter as primeiras responsabilidades e ter noção do mundo real, que existem coisas boas e más na sociedade, para conseguirem distinguir. </p>
<p>Agora a esquerda, quer a proibição das redes sociais, olham para isto como uma bala de prata. Alguns ingenuamente acreditam que isto irá resolver o problema, mas outros, olham para isto como uma oportunidade certa, um bode expiatório para implementar mais controle estatal. A única maneira para garantir as restrições de idades é com implementações de através de DigitalID.</p>
<p>O pior é que estas leis terão uma eficácia similar, às leis que proíbem os menores de consumirem álcool ou de tabaco, são apenas leis no papel, os jovens continuam a ter acesso a esses produtos sem qualquer problemas, as leis são facilmente contornadas.<br>Temos que ser honestos, objectivo principal desta lei não é proteger os jovens, mas sim obrigar todos os adultos a fazerem o seu ID nas redes sociais, para limitar a liberdade de expressão. </p>
<p>O problema das redes sociais não um caso de falta de “ID”, mas sim dos algoritmos que manipulam os conteúdos, criam um efeito echo chamber, permitindo a doutrinação e manipulação do pensamento humano.<br>Se querem criar leis para as redes sociais, proíbam a possibilidade de sugerir post, onde as pessoas só teriam acesso aos conteúdos de todas as pessoas que seguem, todos os posts e sem filtros. Mas a esquerda não quer nada disto, pelo contrário, eles querem este algoritmo para fazer censura, para doutrinar as pessoas. A presidência Biden usou e abusou dos algoritmos para fazer censura, para manipular a opinião pública. A UE não fica atrás, faz o mesmo, sem qualquer pudor.</p>
<p>Em suma, a esquerda quer apagar o incêndio com gasolina.</p>
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      <title><![CDATA[Idiocracias]]></title>
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      <pubDate>Tue, 07 Oct 2025 09:30:33 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa sociedade com valores errados, onde querem forçar a igualdade, quando deveria ser equidade. Um ensino que não ensina, mas sim, doutrina. Onde não interessa demonstrar conhecimento, nem ter conhecimento crítico, o importante é decorar e repetir ideias feitas, deecorar apenas aquilo que uma pseudo elite quer, aquilo que eles acham o que é melhor para todos, em prol dos seus interesses. Com um ensino, onde ninguém reprova, mesmo para aqueles que não têm conhecimentos, o fundamental é manipular as estatísticas do país, para dar a ideia que somos letrados. Um incentivo à mediocridade, o nivelar por baixo.</p>
<p>Estas políticas tem efeitos a médio prazo, as crianças tornam-se adultas, transformando as democracias em idiocracias.</p>
<p>As pessoas adoram eleger políticos que prometem tudo, onde tudo é grátis, não têm capacidade para compreender que isso é impossível. Os governos são um sistema de soma-zero, ou seja, se alguém tem acesso a algo grátis, significa que outra pessoa teve que pagar por isso, NÃO existem coisas grátis.<br>Se um governo não reduzir a despesa pública e ao mesmo tempo baixa um imposto, significa, obrigatoriamente, que outro ou outros impostos terão que aumentar.<br>E uma dívida agora, significa mais impostos no futuro.</p>
<p>Se estas coisas mais básicas as pessoas não conseguem compreender, como conseguirão entender a expansão monetária? Nunca entenderão, que não são os produtos que estão mais caros no supermercado, mas sim, a moeda é que vale menos, perdeu poder de compra.</p>
<p>Os políticos sempre usaram e abusaram da inflação, o imposto oculto, para financiar políticas populistas, ou seja, para comprar votos. Eles sabem, que ao fazer austeridade, a próxima eleição está perdida, por isso preferem desvalorizar a moeda, aproveitam-se da ignorância da população, que não consegue compreender o efeito inflacionário.</p>
<p>Isto é assim durante décadas, por interesse próprio, os políticos recusaram fazer austeridade, mas neste momento existem dois movimentos interessantes, a França e Argentina.<br>A França está num pântano político e económico, já tiveram 5 primeiros-ministro em menos de 2 anos, o último durou menos de 1 mês. A França está com enormes problemas orçamentais e fiscais, com uma gigante dívida soberana e uma carga fiscal enorme. Chegou ao ponto de os políticos já perceberam  que a austeridade é a única solução mas é a própria população a recusar um corte de despesa públicas, querem manter tudo como está.<br>Na Argentina está a acontecer algo similar, Milei conseguiu fazer algumas reformas, mas os resultados só são positivos a médio prazo, a curto prazo é duro para a população. Apesar de algumas medidas já se notarem resultados positivos, sobretudo na inflação, só que as pessoas têm uma alta preferência temporal, querem tudo de imediato, para ontem. Existe uma forte possibilidade do Milei perder na próxima eleição e a Argentina voltar ao mesmo.</p>
<p>Não vale a pena um político querer mudar, se a população não o quiser, não dá. </p>
<h2>No Bitcoin</h2>
<p>O caso do Milei, é uma importante lição para nós bitcoiners, para refletirmos. A economia é mais uma ciencia social, do que uma ciencia exata. Apesar do Milei, estar envolvido em alguns escândalos estúpidos, o principal problema foi querer fazer uma reforma tão profunda, em tão pouco tempo. A população não estava preparada, não tem literacia para compreender as medidas, elas devem ser absorvidadas lentamente. Teoricamente e economicamente, as medidas podem estar corretas, mas se a população não compreende, não aceitam, acabam por rejeitar, preferindo o anterior.</p>
<p>Isto é uma lição para os bitcoiners que defendem que os governos devem acabar e substituir a moeda FIAT por Bitcoin. Apesar de Bitcoin ser a opção certa, as mudanças são tão profundas e complexas, as pessoas acabariam por rejeitar a meio caminho, como está a acontecer na Argentina. As mudanças são tão drásticas, dificilmente as gerações adultas que viveram na era FIAT, vão aceitar o padrão Bitcoin. Para ser eficaz, a população terá que ser educada e adaptar-se gradualmente a um novo sistema, de forma gradual e ao longo de várias décadas. Se for muito rápido, falhará.</p>
<p>A adoção deve ser sempre de baixo para cima e não o seu contrário. </p>
<p>Nós bitcoiners temos um viés, somos demasiado racionais, como o Bitcoin é a melhor moeda, acreditamos que toda a gente é racional suficiente para querer ter Bitcoin. Da mesma maneira, achamos que a auto-custódia é essencial e queremos que toda a gente tenha o Bitcoin em auto-custódia, mas isto é viés nosso, a maioria das pessoas não vão querer. Nós somos a excepção e não a regra.</p>
<p>A escassez ou a descentralização não será suficiente para uma adoção alargada, o comportamento humano é mais importante que os fundamentos. Se as pessoas não conseguem compreender o básico da moeda FIAT, dificilmente vão compreender a complexidade do Bitcoin e a teoria dos jogos.</p>
<p>Nós bitcoiners sobrestimamos a inteligência e a racionalidade das pessoas, para comprovar isso, nem necessitamos de olhar para Bitcoin, basta olhar para o Dólar, que é uma moeda com muito mais história e com uma adoção ainda mais ampla. Se observarmos países com recorrentes inflações altas e onde existe um alargado acesso à internet, se perguntarmos qual é a melhor moeda FIAT, a local ou o dólar. A maioria das pessoas vai responder que é o dólar, mas apenas uma pequena percentagem dessas pessoas, na realidade preservam a sua poupança em dólares, a maioria preferem a moeda FIAT local. Parece um contrassenso, mas é a realidade, apesar de acharem que o dólar é melhor, mas preferem a moeda local. Hoje em dia, com as stablecoin é facílimo ter dólares, se estas pessoas nem dólares tem, muito menos irão ter Bitcoin.</p>
<p>Se queremos ter uma adoção generalizada de Bitcoin, esta deve ser lenta e gradual, cada pessoas deverá adotar e aumentar a alocação ao seu próprio ritmo.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Vivemos numa sociedade com valores errados, onde querem forçar a igualdade, quando deveria ser equidade. Um ensino que não ensina, mas sim, doutrina. Onde não interessa demonstrar conhecimento, nem ter conhecimento crítico, o importante é decorar e repetir ideias feitas, deecorar apenas aquilo que uma pseudo elite quer, aquilo que eles acham o que é melhor para todos, em prol dos seus interesses. Com um ensino, onde ninguém reprova, mesmo para aqueles que não têm conhecimentos, o fundamental é manipular as estatísticas do país, para dar a ideia que somos letrados. Um incentivo à mediocridade, o nivelar por baixo.</p>
<p>Estas políticas tem efeitos a médio prazo, as crianças tornam-se adultas, transformando as democracias em idiocracias.</p>
<p>As pessoas adoram eleger políticos que prometem tudo, onde tudo é grátis, não têm capacidade para compreender que isso é impossível. Os governos são um sistema de soma-zero, ou seja, se alguém tem acesso a algo grátis, significa que outra pessoa teve que pagar por isso, NÃO existem coisas grátis.<br>Se um governo não reduzir a despesa pública e ao mesmo tempo baixa um imposto, significa, obrigatoriamente, que outro ou outros impostos terão que aumentar.<br>E uma dívida agora, significa mais impostos no futuro.</p>
<p>Se estas coisas mais básicas as pessoas não conseguem compreender, como conseguirão entender a expansão monetária? Nunca entenderão, que não são os produtos que estão mais caros no supermercado, mas sim, a moeda é que vale menos, perdeu poder de compra.</p>
<p>Os políticos sempre usaram e abusaram da inflação, o imposto oculto, para financiar políticas populistas, ou seja, para comprar votos. Eles sabem, que ao fazer austeridade, a próxima eleição está perdida, por isso preferem desvalorizar a moeda, aproveitam-se da ignorância da população, que não consegue compreender o efeito inflacionário.</p>
<p>Isto é assim durante décadas, por interesse próprio, os políticos recusaram fazer austeridade, mas neste momento existem dois movimentos interessantes, a França e Argentina.<br>A França está num pântano político e económico, já tiveram 5 primeiros-ministro em menos de 2 anos, o último durou menos de 1 mês. A França está com enormes problemas orçamentais e fiscais, com uma gigante dívida soberana e uma carga fiscal enorme. Chegou ao ponto de os políticos já perceberam  que a austeridade é a única solução mas é a própria população a recusar um corte de despesa públicas, querem manter tudo como está.<br>Na Argentina está a acontecer algo similar, Milei conseguiu fazer algumas reformas, mas os resultados só são positivos a médio prazo, a curto prazo é duro para a população. Apesar de algumas medidas já se notarem resultados positivos, sobretudo na inflação, só que as pessoas têm uma alta preferência temporal, querem tudo de imediato, para ontem. Existe uma forte possibilidade do Milei perder na próxima eleição e a Argentina voltar ao mesmo.</p>
<p>Não vale a pena um político querer mudar, se a população não o quiser, não dá. </p>
<h2>No Bitcoin</h2>
<p>O caso do Milei, é uma importante lição para nós bitcoiners, para refletirmos. A economia é mais uma ciencia social, do que uma ciencia exata. Apesar do Milei, estar envolvido em alguns escândalos estúpidos, o principal problema foi querer fazer uma reforma tão profunda, em tão pouco tempo. A população não estava preparada, não tem literacia para compreender as medidas, elas devem ser absorvidadas lentamente. Teoricamente e economicamente, as medidas podem estar corretas, mas se a população não compreende, não aceitam, acabam por rejeitar, preferindo o anterior.</p>
<p>Isto é uma lição para os bitcoiners que defendem que os governos devem acabar e substituir a moeda FIAT por Bitcoin. Apesar de Bitcoin ser a opção certa, as mudanças são tão profundas e complexas, as pessoas acabariam por rejeitar a meio caminho, como está a acontecer na Argentina. As mudanças são tão drásticas, dificilmente as gerações adultas que viveram na era FIAT, vão aceitar o padrão Bitcoin. Para ser eficaz, a população terá que ser educada e adaptar-se gradualmente a um novo sistema, de forma gradual e ao longo de várias décadas. Se for muito rápido, falhará.</p>
<p>A adoção deve ser sempre de baixo para cima e não o seu contrário. </p>
<p>Nós bitcoiners temos um viés, somos demasiado racionais, como o Bitcoin é a melhor moeda, acreditamos que toda a gente é racional suficiente para querer ter Bitcoin. Da mesma maneira, achamos que a auto-custódia é essencial e queremos que toda a gente tenha o Bitcoin em auto-custódia, mas isto é viés nosso, a maioria das pessoas não vão querer. Nós somos a excepção e não a regra.</p>
<p>A escassez ou a descentralização não será suficiente para uma adoção alargada, o comportamento humano é mais importante que os fundamentos. Se as pessoas não conseguem compreender o básico da moeda FIAT, dificilmente vão compreender a complexidade do Bitcoin e a teoria dos jogos.</p>
<p>Nós bitcoiners sobrestimamos a inteligência e a racionalidade das pessoas, para comprovar isso, nem necessitamos de olhar para Bitcoin, basta olhar para o Dólar, que é uma moeda com muito mais história e com uma adoção ainda mais ampla. Se observarmos países com recorrentes inflações altas e onde existe um alargado acesso à internet, se perguntarmos qual é a melhor moeda FIAT, a local ou o dólar. A maioria das pessoas vai responder que é o dólar, mas apenas uma pequena percentagem dessas pessoas, na realidade preservam a sua poupança em dólares, a maioria preferem a moeda FIAT local. Parece um contrassenso, mas é a realidade, apesar de acharem que o dólar é melhor, mas preferem a moeda local. Hoje em dia, com as stablecoin é facílimo ter dólares, se estas pessoas nem dólares tem, muito menos irão ter Bitcoin.</p>
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      <pubDate>Thu, 31 Jul 2025 05:59:06 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje assistir o filme AirPlane com a geração Z é um excelente exercício social. É um filme de 1980, não se nota a passagem do tempo, é um dos melhores filmes de sempre no geral e para mim é sem dúvida nenhuma o melhor filme de humor de sempre.<br>São piadas após piadas continuamente, quase sem pausas, mesmo após ter visto várias vezes, acabo sempre com uma dor nos maxilares de tanto rir.</p>
<p>Mas ao assistir o filme com a geração Z, é vê-los a ficar chocados e escandalizados com as piadas, eles não acreditam como é possível isso ter sido feito. O filme faz humor com tudo e todos, na maioria delas, hoje em dia sob este “novos padrões” são considerados racistas, sexistas e muitos mais istas.</p>
<p>Para ser sincero, não sei como ainda está disponível no catálogo da Netflix em alguns países, como é possível ainda não ter sido cancelado pela geração woke. A Netflix classifica o filme como 13+, mas nas décadas de 80 e 90 era PG, para todas idades, era um filme que se via durante a tarde ao fim de semana em família.<br>Este filme e muitos outros do mesmo género ou filme de guerra que estavam disponíveis para todas idades, não existiam restrições. Lembro-me perfeitamente de ir com o meu irmão mais velho, mas ambos menores, irmos ao videoclube para alugar filmes. Filmes como Police Academy ou os Terence Hill and Bud Spencer, eu adora apesar de tenra idade. </p>
<p>Hoje em dia, seria impossível realizar um filme similar, seria rapidamente cancelado, é politicamente incorrecto. Inacreditável como a nossa sociedade mudou, um filme com 45 anos é mais moderno e teve mais liberdade criativa que os de hoje, a liberdade de expressão está completamente sob ameaça.<br>Por isso, hoje em dia quase não existem filmes de humor, é praticamente impossível de os fazer, porque hoje em dia quase tudo ofende alguém.</p>
<p>As gerações dos anos 80 e 90 foram educadas com um pensamento de liberdade, tendo acesso à informação e exposição à realidade. Isso permitia compreender o que é certo e o que é errado.<br>Hoje em dia, em vez de educar/informar prefere-se esconder a realidade, ocultar das crianças que os problemas existem, vivem numa redoma, no mundo fantástico dos unicórnios.</p>
<p>Este filme tem várias piadas sobre brancos, negros ou judeus, que hoje em dia são consideradas racistas. Mas à época, todos se riam delas, mesmo os visados, ninguém se ofendia, ninguém se vitimizava. Curiosamente, hoje existe muito mais racismo do que antigamente.</p>
<p>É ao ter acesso à informação, ao rir de nós próprios e dos outros, com liberdade de expressão, vai permitir um pensamento crítico, que vai dar ferramentas para podermos evoluir.<br>O doutrinar uma sociedade e esconder a realidade nunca será solução.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Hoje assistir o filme AirPlane com a geração Z é um excelente exercício social. É um filme de 1980, não se nota a passagem do tempo, é um dos melhores filmes de sempre no geral e para mim é sem dúvida nenhuma o melhor filme de humor de sempre.<br>São piadas após piadas continuamente, quase sem pausas, mesmo após ter visto várias vezes, acabo sempre com uma dor nos maxilares de tanto rir.</p>
<p>Mas ao assistir o filme com a geração Z, é vê-los a ficar chocados e escandalizados com as piadas, eles não acreditam como é possível isso ter sido feito. O filme faz humor com tudo e todos, na maioria delas, hoje em dia sob este “novos padrões” são considerados racistas, sexistas e muitos mais istas.</p>
<p>Para ser sincero, não sei como ainda está disponível no catálogo da Netflix em alguns países, como é possível ainda não ter sido cancelado pela geração woke. A Netflix classifica o filme como 13+, mas nas décadas de 80 e 90 era PG, para todas idades, era um filme que se via durante a tarde ao fim de semana em família.<br>Este filme e muitos outros do mesmo género ou filme de guerra que estavam disponíveis para todas idades, não existiam restrições. Lembro-me perfeitamente de ir com o meu irmão mais velho, mas ambos menores, irmos ao videoclube para alugar filmes. Filmes como Police Academy ou os Terence Hill and Bud Spencer, eu adora apesar de tenra idade. </p>
<p>Hoje em dia, seria impossível realizar um filme similar, seria rapidamente cancelado, é politicamente incorrecto. Inacreditável como a nossa sociedade mudou, um filme com 45 anos é mais moderno e teve mais liberdade criativa que os de hoje, a liberdade de expressão está completamente sob ameaça.<br>Por isso, hoje em dia quase não existem filmes de humor, é praticamente impossível de os fazer, porque hoje em dia quase tudo ofende alguém.</p>
<p>As gerações dos anos 80 e 90 foram educadas com um pensamento de liberdade, tendo acesso à informação e exposição à realidade. Isso permitia compreender o que é certo e o que é errado.<br>Hoje em dia, em vez de educar/informar prefere-se esconder a realidade, ocultar das crianças que os problemas existem, vivem numa redoma, no mundo fantástico dos unicórnios.</p>
<p>Este filme tem várias piadas sobre brancos, negros ou judeus, que hoje em dia são consideradas racistas. Mas à época, todos se riam delas, mesmo os visados, ninguém se ofendia, ninguém se vitimizava. Curiosamente, hoje existe muito mais racismo do que antigamente.</p>
<p>É ao ter acesso à informação, ao rir de nós próprios e dos outros, com liberdade de expressão, vai permitir um pensamento crítico, que vai dar ferramentas para podermos evoluir.<br>O doutrinar uma sociedade e esconder a realidade nunca será solução.</p>
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      <title><![CDATA[O Bitcoin é muito poluente?]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 03 Oct 2024 11:22:08 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/qhewkkowvwtcbwz9tortg/</link>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Antes de ver se é ou não muito poluente, é necessário compreender que consumir energia, nem sempre significa que é necessário produzir mais energia, consequentemente poluindo mais. Podemos consumir energias que existem em abundância, que atualmente estão a ser desperdiçadas, que não são aproveitadas por ninguém.</p>
<p>Vamos imaginar uma árvore que consome 1000 litros de água, com isso produz 1000 maçãs. Mas o agricultor apenas consegue vender 800 maçãs, as outras 200 maçãs vão acabar por apodrecer e vão parar ao lixo.</p>
<p>Não comer as 200 maçãs, não significa que vamos poupar 200 litros de água. A água já foi consumida pela árvore, é indiferente se as maçãs são ou não comidas. É claro que é mais sustentável que todas as maçãs sejam consumidas e também mais lucrativas para os agricultores.</p>
<p>Por esse motivo, a fruta que não é vendida para o consumo direto, o agricultor acaba por vender por preços muito inferiores para a indústria das bebidas, é uma medida totalmente sustentável.</p>
<p>É exatamente isto, que parte da mineração de Bitcoin faz, consome energia que existe por toda a parte, que não é consumida, a chamada energia ociosa ou desperdiçada. A energia ociosa, como as 200 maçãs, não representa mais poluição mas sim mais sustentabilidade. Já que a energia existe, vamos aproveitar para algo útil, em vez de a “jogar para o lixo”.</p>
<p>A energia ociosa está por toda a parte, locais onde existe excesso de produção, locais onde existem muitos recursos naturais, mas não existe consumo.</p>
<h1>Estabilidade da rede</h1>
<p>O crescimento da energia de origem Eólica e Solar criou um problema de estabilidade nas redes elétricas, devido à sua intermitência.</p>
<p>Quando a energia era essencialmente de origem fóssil, a energia era gerada consoante a necessidade do consumo. De dia colocava-se mais carvão nas caldeiras, à noite/madrugada teria que ser bem menos carvão.</p>
<p>Se de dia é consumido 100, é necessário produzir 101. Se de madrugada for 70, tem que ser produzido 71. Com o carvão era fácil estabilizar a rede elétrica, bastava controlar a quantidade de carvão que se colocava nas caldeiras.</p>
<p>Como as energia de origem Eólica e Solar, a geração de energia está condicionada às condições meteorológicas. Se for um dia com muito vento, o vento não pode ser desligado nem os aerogeradores podem ser desligados. É indiferente se existe ou não consumo, essa energia é gerada.</p>
<p>No caso da energia de origem hídrica, por norma a geração pode ser controlada, excepto quando a barragem(usina) está na capacidade máxima, nesse caso são obrigados a descarregar a água.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f4cf45a352c8e6b98998243b1b16ce1b9e7dc994d21181dcf32ff90cef5cc24e.jpg" alt=""></p>
<p>No gráfico é notório o descasamento entre a geração e o consumo, a geração foi muito superior ao consumo.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/b2cca71f3cc6c14a48e14342a23f3632808c240c8a6e948ee5f27046c021f6cf.jpg" alt=""></p>
<p>No mesmo dia, o preço da energia chegou a zero, não havia consumidores para tanta energia. Este excedente de energia pode ser utilizado pelos mineradores, é exatamente isto, o que está a acontecer no Texas, EUA. Este excedente que não seria utilizado e como é muito barato é consumido pela indústria do bitcoin. Quando não existe excedente, os mineradores são obrigados, por lei, a desligar as máquinas.</p>
<p>Com o crescimento das renováveis, o papel dos mineradores será cada vez mais essencial. Esta energia não é criada com o objeto da mineração, é um excedente que existe no mercado, logo não aumenta a poluição, é totalmente sustentável.</p>
<h1>Novos recursos renováveis</h1>
<p>A indústria de mineração está também aproveitando os recursos naturais e renováveis, que não são explorados por questões de viabilidade económica, permitindo ajudar as populações ao seu redor.</p>
<p>Em África ou em locais muito recônditos, as empresas de mineração estão a construir pequenas barragens(usinas) hidroeléctricas em localidades onde existem condições naturais, só que existe pouca população ao seu redor, como os consumos são baixos, esses projetos não são viáveis economicamente. A única alternativa para as populações, era consumir energia com origem não renováveis. Com a mineração, esses projetos tornam-se viáveis economicamente, uma parte da energia gerada é vendida à população e o restante é utilizado para minerar bitcoin. É o chamado Win Win, a população tem uma fonte de energia mais barata e renovável e a empresa de mineração tem lucros que permite financiar a construção das instalações e ter lucros.</p>
<p>Existem países com abundância de energia hídrica como os países nórdicos, Paraguai, Canadá ou o Reino do Butão. O Butão, é um caso curioso, como é um país com pouca população, mas com muita água, que permite ter uma elevada capacidade de produção energética. Mas só uma parte dessa capacidade é consumida, por isso, o governo está a utilizar esse excesso de energia para minerar bitcoin. Também existe o caso de El Salvador, que utiliza a energia termoelétrica, quase inesgotável, dos seus vulcões. Em ambos os casos 100% renováveis, com reduzidas ou nulas emissão de gases com efeito estufa.</p>
<p>Além de não ser poluente, a mineração é um incentivo para o desenvolvimento e para uma maior produção de energias renováveis.</p>
<h1>Metano</h1>
<p>Outra fonte de energia muito despercebida, é o metano. Todos nós temos aquela imagem dos poços de petróleo, com uma chaminé a queimar gás metano. Devido ao metano ser muito prejudicial para a camada do ozono, é preferível queimá-lo, do que libertá-lo em bruto.</p>
<p>Esta fonte de energia, simplesmente foi queimada durante anos, sem qualquer utilidade. Hoje em dia, a indústria do Bitcoin está aproveitando essa energia desperdiçada, utilizando o calor da queima para gerar energia elétrica e com ela, minerar Bitcoin.</p>
<p>Ou seja, com ou sem mineração, a poluição já existe, a mineração apenas aproveita o recurso, dá utilidade. Este processo não aumenta as emissões, pelo contrário, até reduz as emissões, é carbono negativo, mas isto é um assunto altamente complexo, fica para uma explicação mais tarde.</p>
<p>Estudos indicam que apenas uma parte do gás metano é queimado, devido ao seu custo e à escassa fiscalização, muitas explorações petrolíferas acabam por fraudar, libertando o metano diretamente, sem queimar.</p>
<p>Agora como a atividade é lucrativa, existe um incentivo para fazer o correto, sem fraudes. Isto vai permitir estimar, o valor mais aproximado do metano queimado, até agora esse valor era subestimado.</p>
<p>O metano não existe só na exploração petrolífera, também existe nas instalações de produção agrícola e em aterros de resíduos urbanos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A indústria de mineração de bitcoin é extremamente exigente, o custo de energia é essencial, por isso procuram pelas energias mais baratas em todo o mundo. Hoje em dia, já não é viável economicamente para as mineradoras, a utilização de energia com origem fóssil.</p>
<p>Agora os mineradores procuram por energias ociosas/excedentes, renováveis e apostam na produção própria.</p>
<p>A ideia de que a mineração de bitcoin é muito poluente, não corresponde à verdade.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Antes de ver se é ou não muito poluente, é necessário compreender que consumir energia, nem sempre significa que é necessário produzir mais energia, consequentemente poluindo mais. Podemos consumir energias que existem em abundância, que atualmente estão a ser desperdiçadas, que não são aproveitadas por ninguém.</p>
<p>Vamos imaginar uma árvore que consome 1000 litros de água, com isso produz 1000 maçãs. Mas o agricultor apenas consegue vender 800 maçãs, as outras 200 maçãs vão acabar por apodrecer e vão parar ao lixo.</p>
<p>Não comer as 200 maçãs, não significa que vamos poupar 200 litros de água. A água já foi consumida pela árvore, é indiferente se as maçãs são ou não comidas. É claro que é mais sustentável que todas as maçãs sejam consumidas e também mais lucrativas para os agricultores.</p>
<p>Por esse motivo, a fruta que não é vendida para o consumo direto, o agricultor acaba por vender por preços muito inferiores para a indústria das bebidas, é uma medida totalmente sustentável.</p>
<p>É exatamente isto, que parte da mineração de Bitcoin faz, consome energia que existe por toda a parte, que não é consumida, a chamada energia ociosa ou desperdiçada. A energia ociosa, como as 200 maçãs, não representa mais poluição mas sim mais sustentabilidade. Já que a energia existe, vamos aproveitar para algo útil, em vez de a “jogar para o lixo”.</p>
<p>A energia ociosa está por toda a parte, locais onde existe excesso de produção, locais onde existem muitos recursos naturais, mas não existe consumo.</p>
<h1>Estabilidade da rede</h1>
<p>O crescimento da energia de origem Eólica e Solar criou um problema de estabilidade nas redes elétricas, devido à sua intermitência.</p>
<p>Quando a energia era essencialmente de origem fóssil, a energia era gerada consoante a necessidade do consumo. De dia colocava-se mais carvão nas caldeiras, à noite/madrugada teria que ser bem menos carvão.</p>
<p>Se de dia é consumido 100, é necessário produzir 101. Se de madrugada for 70, tem que ser produzido 71. Com o carvão era fácil estabilizar a rede elétrica, bastava controlar a quantidade de carvão que se colocava nas caldeiras.</p>
<p>Como as energia de origem Eólica e Solar, a geração de energia está condicionada às condições meteorológicas. Se for um dia com muito vento, o vento não pode ser desligado nem os aerogeradores podem ser desligados. É indiferente se existe ou não consumo, essa energia é gerada.</p>
<p>No caso da energia de origem hídrica, por norma a geração pode ser controlada, excepto quando a barragem(usina) está na capacidade máxima, nesse caso são obrigados a descarregar a água.</p>
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<p>No gráfico é notório o descasamento entre a geração e o consumo, a geração foi muito superior ao consumo.</p>
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<p>No mesmo dia, o preço da energia chegou a zero, não havia consumidores para tanta energia. Este excedente de energia pode ser utilizado pelos mineradores, é exatamente isto, o que está a acontecer no Texas, EUA. Este excedente que não seria utilizado e como é muito barato é consumido pela indústria do bitcoin. Quando não existe excedente, os mineradores são obrigados, por lei, a desligar as máquinas.</p>
<p>Com o crescimento das renováveis, o papel dos mineradores será cada vez mais essencial. Esta energia não é criada com o objeto da mineração, é um excedente que existe no mercado, logo não aumenta a poluição, é totalmente sustentável.</p>
<h1>Novos recursos renováveis</h1>
<p>A indústria de mineração está também aproveitando os recursos naturais e renováveis, que não são explorados por questões de viabilidade económica, permitindo ajudar as populações ao seu redor.</p>
<p>Em África ou em locais muito recônditos, as empresas de mineração estão a construir pequenas barragens(usinas) hidroeléctricas em localidades onde existem condições naturais, só que existe pouca população ao seu redor, como os consumos são baixos, esses projetos não são viáveis economicamente. A única alternativa para as populações, era consumir energia com origem não renováveis. Com a mineração, esses projetos tornam-se viáveis economicamente, uma parte da energia gerada é vendida à população e o restante é utilizado para minerar bitcoin. É o chamado Win Win, a população tem uma fonte de energia mais barata e renovável e a empresa de mineração tem lucros que permite financiar a construção das instalações e ter lucros.</p>
<p>Existem países com abundância de energia hídrica como os países nórdicos, Paraguai, Canadá ou o Reino do Butão. O Butão, é um caso curioso, como é um país com pouca população, mas com muita água, que permite ter uma elevada capacidade de produção energética. Mas só uma parte dessa capacidade é consumida, por isso, o governo está a utilizar esse excesso de energia para minerar bitcoin. Também existe o caso de El Salvador, que utiliza a energia termoelétrica, quase inesgotável, dos seus vulcões. Em ambos os casos 100% renováveis, com reduzidas ou nulas emissão de gases com efeito estufa.</p>
<p>Além de não ser poluente, a mineração é um incentivo para o desenvolvimento e para uma maior produção de energias renováveis.</p>
<h1>Metano</h1>
<p>Outra fonte de energia muito despercebida, é o metano. Todos nós temos aquela imagem dos poços de petróleo, com uma chaminé a queimar gás metano. Devido ao metano ser muito prejudicial para a camada do ozono, é preferível queimá-lo, do que libertá-lo em bruto.</p>
<p>Esta fonte de energia, simplesmente foi queimada durante anos, sem qualquer utilidade. Hoje em dia, a indústria do Bitcoin está aproveitando essa energia desperdiçada, utilizando o calor da queima para gerar energia elétrica e com ela, minerar Bitcoin.</p>
<p>Ou seja, com ou sem mineração, a poluição já existe, a mineração apenas aproveita o recurso, dá utilidade. Este processo não aumenta as emissões, pelo contrário, até reduz as emissões, é carbono negativo, mas isto é um assunto altamente complexo, fica para uma explicação mais tarde.</p>
<p>Estudos indicam que apenas uma parte do gás metano é queimado, devido ao seu custo e à escassa fiscalização, muitas explorações petrolíferas acabam por fraudar, libertando o metano diretamente, sem queimar.</p>
<p>Agora como a atividade é lucrativa, existe um incentivo para fazer o correto, sem fraudes. Isto vai permitir estimar, o valor mais aproximado do metano queimado, até agora esse valor era subestimado.</p>
<p>O metano não existe só na exploração petrolífera, também existe nas instalações de produção agrícola e em aterros de resíduos urbanos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A indústria de mineração de bitcoin é extremamente exigente, o custo de energia é essencial, por isso procuram pelas energias mais baratas em todo o mundo. Hoje em dia, já não é viável economicamente para as mineradoras, a utilização de energia com origem fóssil.</p>
<p>Agora os mineradores procuram por energias ociosas/excedentes, renováveis e apostam na produção própria.</p>
<p>A ideia de que a mineração de bitcoin é muito poluente, não corresponde à verdade.</p>
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      <title><![CDATA[Onde...]]></title>
      <description><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 16:05:42 GMT</pubDate>
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      <category>Sociedade</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
]]></itunes:summary>
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      <item>
      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/9uqa9glrufcxqtqspwrqo/</link>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <npub>npub1a9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsvvzz87</npub>
      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <title><![CDATA[Polarização]]></title>
      <description><![CDATA[AI e sociedades cada vez mais polarizadas e intolerantes.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[AI e sociedades cada vez mais polarizadas e intolerantes.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 30 Oct 55568 20:25:25 GMT</pubDate>
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      <category>Política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova máxima nas tecnologias/bigtech, <strong>se o serviço é gratuito,</strong> <strong>tu és o produto</strong>. Se as pessoas são o produto, quanto mais tempo estiverem online, mais lucro terão as empresas.</p>
<p>Isto é especialmente visível nas redes sociais ( onde também incluo o youtube) e serviços com conteúdos online, que criaram sistema de AI que maximizam os lucros e na qual estão a criar uma sociedade viciada. Criando um efeito perverso, quanto mais viciados estão as pessoas, mais lucrativa se torna para os seus proprietários.</p>
<p>Há muitos anos que falo disso, poucos acreditavam, alguns me acham chalupa, mas eu continuo com a minha ideia sólida. É curioso que a sociedade na sua generalidade já começa a perceber o problema do vício das redes sociais, mas são poucos os que percebem que a origem do problema é a <strong>AI</strong>.</p>
<p>Existe um documentário na Netflix que explora este assunto, é de 2020, nestes 3 anos a AI desenvolveu-se monstruosamente. O documentário chama-se “O Dilema das Redes Sociais” e aproveito para transcrever a descrição que faz um resumo básico:&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>“Este documentário dramatizado explora o perigoso impacto das redes sociais nas pessoas, com especialistas em tecnologia a soarem o alarme sobre as suas próprias criações”</p>
</blockquote>
<p>O problema das AI e das redes sociais vai muito mais além do <strong>vício</strong>, as AI estão a <strong>moldar o pensamento humano</strong>, desde dos adultos até às crianças, especialmente as crianças. Eu não tenho qualquer dúvida que a AI do Google conhece melhor as crianças que os próprios pais. Além de a conhecer desde muito pequenos, a AI também teve um papel fundamental na sua educação, ao sugerir notícias e vídeos. A AI assumiu o lugar dos pais, ao decidir o que aquela criança deve ou não consumir (ler, ver, ouvir).</p>
<p>Certo grupo de pensamento e de ideias estavam diversos nas sociedade, não tinham força. Com as redes sociais, as AI justou, deu espaço, divulgou, deu muita mais força a esses movimentos, como os terraplanistas, QAnon e muitos outros.</p>
<p>É notória que as sociedades estão a tornar-se <strong>mais radicais</strong>, <strong>mais polarizadas</strong> a nível político/ideais. A maioria das pessoas atribuem à pandemia este crescimento da intolerância, que por momentos chega a ser de ódio, será que foi a pandemia? É verdade que acelerou após o outro, mas será que existe causa-efeito? Na minha visão, diretamente não, o que aconteceu é que com a pandemia as pessoas consumiram exaustivamente as redes sociais, tiveram tempo para refletir assuntos que anteriormente não tinha tempo. As pessoas estavam melancólicas, introspectivas e assimilaram as informações sugeridas pelas <strong>AI</strong>, moldando o seu pensamento e viciando-os como cocaína.</p>
<h2>Moldam o pensamento</h2>
<p>Como o objecto da AI é manter ao máximo as pessoas ligadas e a consumir, sugerem exaustivamente produtos/ideias que as pessoas gostam, é tudo altamente personalizado, a AI sabe até ao ínfimo pormenor, o que aquele sujeito gosta. Qual o problema de seguir conteúdo que nós gostamos? Enquanto sugere uma caixa de cereais, não existe problema, o problema acontece quando a sugestões são a nível político ( no significado lato da palavra ). As AI colocam as pessoas num gueto, afunilam o seu pensamento, o <strong><em>echo chamber</em></strong>. Um pensamento saudável, é aquele que recebe as informações de várias fontes, os prós e os contras, da direita e da esquerda e a partir daí tira a sua própria conclusão.</p>
<p>Vou utilizar um exemplo “mais ligeiro” para facilitar a explicação, os adeptos de futebol. A AI sugere a um benfiquista essencialmente conteúdos que outros benfiquistas tiveram interesse, quais são? As que o assunto é sobre o Benfica e a que falam mal do Porto. E o oposto acontece com os portistas.</p>
<p>As AI privilegiam os conteúdos com mais leitura e engajamento, que são geralmente com conteúdos controversos. E quanto mais engajamento, dissemina mais esses conteúdos a outras pessoas, é uma bola de neve.</p>
<p>Este tipo de funcionamento limita imenso a diversidade de pensamento, radicalizando o mesmo, criando movimentos de ódio, moldando por completo o pensamento humano, com consequências devastadoras para o mundo e para a sociedade. <strong>Uma sociedade que é intolerante a um pensamento diferente do seu, quer impor o seu pensamento como doutrina, só o seu pensamento devia existir, o senhor da razão.</strong></p>
<h2>Radicalização</h2>
<p>Voltando à política, as AI provocaram uma <strong>polarização da sociedade</strong>, os partidos do centro-esquerda e centro-direita estão se <strong>afastando do centro</strong> e os partidos da extrema-esquerda e de extrema-direita estão a crescer e com ideias cada vez <strong>mais radicais</strong>, mais extremistas.</p>
<p>Isto em termos políticos já está ser um problema e só tem tendência a crescer. Basta observar as eleições em muitos países nos últimos anos, como EUA, Brasil, Espanha, Itália e muito mais. Os resultados das eleições, estão a ser demasiadas partidas ao meios, a direita e a esquerda, muito próximo dos 50% 50%, tornando muito complexo criar um governo estável. Com os partidos dos extremos a conquistar muito eleitorado.</p>
<p>Agora os grandes partidos, mais ao centro, têm que coligar com partidos extremistas para criar um governo e mesmo assim, por vezes nem assim é possível criar um governo com maioria.&nbsp;</p>
<p>Vou dar o exemplo de Portugal, mas pode ser alargado a muitos outros países, antigamente os grandes partidos, centro-esquerda e de centro-direita, o PS e o PSD respectivamente, têm visões diferentes mas partilhavam uma parte importante das suas propostas. Mesmo o governo sem maioria, o partido da oposição aprovava ( ou abastecia ) muitas propostas do governo, existia um entendimento entre os dois. Agora as propostas e os ideais dos dois partidos estão tão antagônicos, é impossível existir um consenso, a única maneira é uma coligação com os extremos.&nbsp;</p>
<p>As pessoas estão a ficar muito radicais, intolerantes uns aos outros, querem impor as suas ideias. Para “combater o radicalismo”, está sendo criado movimentos anti-radicalismo que por sua vez, também são radicais, ou seja, pessoas que são contra os ideais da extrema-esquerda, vão votar em partido da extrema-direita e o oposto também acontece.</p>
<p>Não, a solução para combater a extrema-esquerda é votar num partido de centro e para combater a extrema-direita também é votar num partido de centro. A única maneira de combater os extremos é o centro, a tolerância.</p>
<h2>Cancelamentos</h2>
<p>A sociedade está ficando intolerante a pensamento diferente ao seu, quer impor a suas ideias, um bom exemplo é a cultura do cancelamento que está a acontecer nas redes sociais.</p>
<blockquote>
<p>A cultura do cancelamento é uma corrente que incentiva as pessoas a deixarem de apoiar determinadas pessoas e empresas, independentemente de serem públicas ou não, por seus comportamentos considerados incorretos e repreensíveis. Ela tem sido bastante observada nas mídias sociais. A cultura do cancelamento se dá quando alguém percebe uma ação que considera errada nas redes sociais, registra esta falha e posta para os seguidores com críticas ao futuro cancelado. Em questão de pouco tempo, milhares de pessoas são alcançadas com as mensagens. Nem sempre o cancelamento se dá por conta de uma atitude do alvo cancelado, mas por algumas distorções cognitivas dos usuários das redes sociais.&nbsp;</p>
</blockquote>
<p>Na prática este movimento procura censurar e limitar os direitos de expressão, as suas consequências são similares entre movimentos e a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Internacional_e_de_Defesa_do_Estado"><strong>PIDE</strong></a>. Isto provoca um efeito perverso, as pessoas escondem as suas opiniões, com medo das consequências. Por isso que os movimentos de extrema direita, como o Chega e o Trump, tem muito melhores resultados nas eleições que nas sondagens.</p>
<p>Um bom exemplo foi o caso do <a href="https://expresso.pt/sociedade/2022-06-30-O-fundador-da-Prozis-foi-infeliz-e-ofendeu-os-portugueses-Miguel-Milhao-que-diz-ser-incancelavel-esta-a-ser-boicotado-be51ada0">Miguel Milhão</a>, o fundador da Prozis, houve uma tentativa de “cancelado” nas redes sociais, só por ter expressado a sua opinião. Estes movimentos de cancelamento, além de atacar as pessoas em causa, atacaram a sua empresa e maquiavelicamente também atacaram os terceiros/parceiros da empresa, pressionando a abandonar a empresa. Devido a essa pressão muitos influenciadores deixaram de promover os produtos da Prozis. Estes movimentos <strong>pidescos</strong>, não resolve nada, tem o único objectivo de colocar medo e calar, os alvos não mudam de opinião apenas deixam de dizer o que pensam.</p>
<p>No caso específico do Miguel, eu não concordo com o Miguel, mas ele tem o pleno direito de expressar a sua opinião, como nós temos o direito de expressar a nossa opinião.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da frase/ideia criada pelo filósofo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Herbert_Spencer">Herbert Spencer</a>:</p>
<blockquote>
<p><strong>“A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro.”</strong></p>
</blockquote>
<p>É uma forma de expressar o princípio de que a liberdade de cada um deve respeitar a liberdade do outro. No entanto, isso não significa que a liberdade de alguém termina ou diminui por causa da liberdade de outro. Pelo contrário, a liberdade de cada um deve ser exercida de forma responsável e acolhedora, reconhecendo o valor da liberdade alheia.</p>
<p>No caso do aborto, o direito de fazer ou não, é um decisão exclusiva dos intervenientes, os que tiveram a relação sexual, é um decisão individual. Não faz sentido eu ser a favor de uma lei que impede os direitos de outros. Quem é contra o aborto, tem todo o direito de o não fazer, mas não pode impedir o direito os outros de o fazer.</p>
<h2>Intolerância</h2>
<p>A intolerância e o radicalismo não é algo exclusivo da direita, também existe na esquerda e em movimentos que nasceram para promover a “liberdade”, para reivindicar os direitos de liberdade. Estou a falar do <strong>LGBT</strong>, foi um movimento criado para combater a discriminação que as pessoas sofriam, só que com o passar do tempo, <strong>uma parte</strong> deste movimento&nbsp; radicalizou-se, com reivindicação mais extremistas. Muitos são intolerantes a opiniões contrárias à sua, criando fortes movimentos de cancelamento de pessoas e de empresas, não conseguem compreender que as pessoas possam ter uma opinião diferente da deles.</p>
<p>Eu concordo com <strong>maiores</strong> das reivindicações deste movimento, mas se eu dizer que não concordo com algo, sou logo de rotulado de <strong>homofóbico</strong> ou do partido Chega. Não conseguem compreender que eu não concordo apenas numa pequena parte.</p>
<p>Uma coisa que eu não concordo é a <strong>linguagem neutra</strong>, acho um absurdo, chegando ao ponto de países criarem lei para obrigar os documentos oficiais com linguagem neutra.</p>
<p>Voltamos aos princípios da frase de Spencer, duas pessoas adultas fazem o que quer da sua vida, tem tudo o direto de casar, sendo ou não do mesmo sexo, é a liberdade individual deles, quem sou eu para impedir que eles seja feliz, não tenho o direito de o fazer.</p>
<p>Tudo muda quando tu queres mudar os direitos de terceiros, no caso da <strong>linguagem neutra</strong> estão a querer, que terceiros o utilizem, quase como uma obrigação, eu tenho o direito de não utilizar e também tenho o direito de não concordar.</p>
<p>É curioso que este movimento nasceu para defender os membros que sofriam <em>bullying</em>, agora são os <em>bully</em>. Esta comunidade não está a fazer nada para demarcar-se e combater essas atitudes, vai custar muito caro no futuro. A população em geral que concorda com o movimento vai acabar de mudar de lado, alimentando os partidos de extrema-direita. E quando esses partidos chegarem ao governo vão reverter todos os direitos que levaram décadas a conquistar, possivelemente até a criminalização da homossexualidade.</p>
<p>Voltando ao início, a única maneira de combater o radicalismo é ser moderado, o centro.</p>
<h2>O espectro político</h2>
<p>A maioria tem a ideia que o espectro político é uma linha do eixo, da esquerda para a direita. Mas está completamente errada.</p>
<p>A representação mais precisa é com <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Espectro_pol%C3%ADtico">dois eixos</a>, com um eixo <strong>socioeconómico</strong> na horizontal e um eixo <strong>sociocultural</strong> na vertical.</p>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/b23b23c21e2d54361a4064812685cd65b9e080a04fa6a92fc9bf17ba844eb86f.jpg" alt=""></p>
<p>Esta representação é tão complexa, que existem inúmeras versões da disposição dos partidos políticos portugueses, esta foi a melhor que eu encontrei. Este tipo de interpretação é muito difícil porque os partidos são muito dinâmicos, consoante a visão dos seus líderes e/ou se estão em coligações governamentais.</p>
<p>A distância entre a extrema-esquerda e a&nbsp;extrema-direita (no topo do quadrado) é similar à distância do centro político(centro do quadrado). Os extremos compartilham certas atitudes e métodos semelhantes como autoritários, discriminatórios, apenas têm uma visão económica diferente mas as consequências na liberdade são similares.&nbsp;</p>
<h2>Radicalização Binária</h2>
<p>Na vida nem tudo é binário (sem conotação LGBT, em termos latos), por eu gostar do Benfica, não é obrigação de ter que odiar o Fc Porto, irrita-me esta cultura do ódio, as claques dos clubes de futebol estão cheias desses tipos de adereços. O futebol é apenas um exemplo, porque a sociedade está cheia de situações similares.</p>
<p>No meu caso, muitas pessoas colocam em causa o meu maximalismo do Bitcoin, porque eu não detesto e nem ofendo os shitcoiners. Essas pessoas não conseguem compreender que eu gosto de Bitcoin, quem sou eu para ofender os outros. Eu apenas reconheço o Bitcoin como uma moeda e a única que poderá corrigir a sociedade, as outras criptos são representantes do mundo actual (FIAT) em sistemas blockchain. Se as criptos (Bitcoin não é cripto) fazem igual, sem melhorias do sistema atual, porque mudar? servem apenas para algumas pessoas tirarem proveitos económicos do desconhecimento de outros.</p>
<p>Cada um é livre de fazer as suas escolhas, igualmente livre como eu, que escolhi o Bitcoin, outros podem escolher uma shitcoin. Mas todos têm a liberdade de escolher e de arcar com as consequências dos seus actos.</p>
<p>A grande maioria dos Bitcoiners maximalistas tem um passado com shitcoins, é um caminho, uma aprendizagem que na maioria das vezes leva ao maximalismo. Esse percurso, o caminhar sobre as pedras, leva ao estudo e à compreensão do ethos do Bitcoin. Existe uma diferença tremenda entre utilizar Bitcoin e compreender o Bitcoin. O compreender é muito importante, quem percebe, dificilmente deixa de usar; mas quem utiliza apenas por influência, sem compreender, mais tarde ou mais cedo, acaba por deixar.</p>
<p>Será que devemos afugentar as pessoas que utilizam mas não o compreendem?</p>
<p>Bitcoin é isto, para todos, para os que <strong>percebem</strong> e <strong>especialmente para os que não percebem</strong>. As pessoas poderão não perceber, mas sabem que é útil para a sua vida. No futuro, a maioria dos utilizadores vão utilizar sem o saber, vão utilizar serviços que na sua base tem tecnologia Bitcoin mas não está visível. E também serão mais os utilizadores de <strong>IOU</strong> do que de <strong>btc</strong>.</p>
<p>Será que temos o direito de ofender e desprezar alguém que não entende o ethos?</p>
<p>Claro que não, se as pessoas usam Bitcoin é que reconhecem valor, não entendem 100% mas percebem uma parte, senão não usavam.</p>
<p>É claro que temos a liberdade de criticar,&nbsp; mas sempre respeitosamente,&nbsp; mas mais de tudo, temos o dever de ajudar e ensinar o próximo.</p>
<p>Mas isto não é só contra shitcoiners, acontece o mesmo com nocoiners, não temos direito de insultar as pessoas que usam do FIAT, é a escolha deles (apesar de ser imposto pelo estado), são livres de não querer Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Os nocoiners são como uma tela em branco, pronta a ser pintada; os shitcoiners já que encontraram o problema da moeda FIAT, mas escolherem a solução errada, ou seja, colocaram rabiscos na tela, agora será necessário repintar toda de branco e pintar de novo.</p>
<p>Um dos alvos dos maximalistas é <strong>Warren Buffett</strong>, criticam porque este não reconhecer o valor do Bitcoin. Nós temos que compreender o ponto de vista dele, ele é muito bem sucedido no mundo FIAT, não tem a necessidade de mudar, não faz sentido agora aos 92 anos começar a estudar algo totalmente diferente. É como se diz no futebol, a equipa que ganha não se mexe, ele ganha muito dinheiro e tem clientes fiéis, não faz sentido mudar ou perder tempo a estudar o Bitcoin.</p>
<hr>
<p><strong>Sejam menos radicais</strong>, mais tolerantes, tenham empatia com o próximo, não se esqueçam que os futuros Bitcoiners maximalistas são os atuais shitcoiners e nocoiners, mais cedo ou mais tarde, eles vão descobrir <strong>o caminho certo</strong>.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Uma nova máxima nas tecnologias/bigtech, <strong>se o serviço é gratuito,</strong> <strong>tu és o produto</strong>. Se as pessoas são o produto, quanto mais tempo estiverem online, mais lucro terão as empresas.</p>
<p>Isto é especialmente visível nas redes sociais ( onde também incluo o youtube) e serviços com conteúdos online, que criaram sistema de AI que maximizam os lucros e na qual estão a criar uma sociedade viciada. Criando um efeito perverso, quanto mais viciados estão as pessoas, mais lucrativa se torna para os seus proprietários.</p>
<p>Há muitos anos que falo disso, poucos acreditavam, alguns me acham chalupa, mas eu continuo com a minha ideia sólida. É curioso que a sociedade na sua generalidade já começa a perceber o problema do vício das redes sociais, mas são poucos os que percebem que a origem do problema é a <strong>AI</strong>.</p>
<p>Existe um documentário na Netflix que explora este assunto, é de 2020, nestes 3 anos a AI desenvolveu-se monstruosamente. O documentário chama-se “O Dilema das Redes Sociais” e aproveito para transcrever a descrição que faz um resumo básico:&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>“Este documentário dramatizado explora o perigoso impacto das redes sociais nas pessoas, com especialistas em tecnologia a soarem o alarme sobre as suas próprias criações”</p>
</blockquote>
<p>O problema das AI e das redes sociais vai muito mais além do <strong>vício</strong>, as AI estão a <strong>moldar o pensamento humano</strong>, desde dos adultos até às crianças, especialmente as crianças. Eu não tenho qualquer dúvida que a AI do Google conhece melhor as crianças que os próprios pais. Além de a conhecer desde muito pequenos, a AI também teve um papel fundamental na sua educação, ao sugerir notícias e vídeos. A AI assumiu o lugar dos pais, ao decidir o que aquela criança deve ou não consumir (ler, ver, ouvir).</p>
<p>Certo grupo de pensamento e de ideias estavam diversos nas sociedade, não tinham força. Com as redes sociais, as AI justou, deu espaço, divulgou, deu muita mais força a esses movimentos, como os terraplanistas, QAnon e muitos outros.</p>
<p>É notória que as sociedades estão a tornar-se <strong>mais radicais</strong>, <strong>mais polarizadas</strong> a nível político/ideais. A maioria das pessoas atribuem à pandemia este crescimento da intolerância, que por momentos chega a ser de ódio, será que foi a pandemia? É verdade que acelerou após o outro, mas será que existe causa-efeito? Na minha visão, diretamente não, o que aconteceu é que com a pandemia as pessoas consumiram exaustivamente as redes sociais, tiveram tempo para refletir assuntos que anteriormente não tinha tempo. As pessoas estavam melancólicas, introspectivas e assimilaram as informações sugeridas pelas <strong>AI</strong>, moldando o seu pensamento e viciando-os como cocaína.</p>
<h2>Moldam o pensamento</h2>
<p>Como o objecto da AI é manter ao máximo as pessoas ligadas e a consumir, sugerem exaustivamente produtos/ideias que as pessoas gostam, é tudo altamente personalizado, a AI sabe até ao ínfimo pormenor, o que aquele sujeito gosta. Qual o problema de seguir conteúdo que nós gostamos? Enquanto sugere uma caixa de cereais, não existe problema, o problema acontece quando a sugestões são a nível político ( no significado lato da palavra ). As AI colocam as pessoas num gueto, afunilam o seu pensamento, o <strong><em>echo chamber</em></strong>. Um pensamento saudável, é aquele que recebe as informações de várias fontes, os prós e os contras, da direita e da esquerda e a partir daí tira a sua própria conclusão.</p>
<p>Vou utilizar um exemplo “mais ligeiro” para facilitar a explicação, os adeptos de futebol. A AI sugere a um benfiquista essencialmente conteúdos que outros benfiquistas tiveram interesse, quais são? As que o assunto é sobre o Benfica e a que falam mal do Porto. E o oposto acontece com os portistas.</p>
<p>As AI privilegiam os conteúdos com mais leitura e engajamento, que são geralmente com conteúdos controversos. E quanto mais engajamento, dissemina mais esses conteúdos a outras pessoas, é uma bola de neve.</p>
<p>Este tipo de funcionamento limita imenso a diversidade de pensamento, radicalizando o mesmo, criando movimentos de ódio, moldando por completo o pensamento humano, com consequências devastadoras para o mundo e para a sociedade. <strong>Uma sociedade que é intolerante a um pensamento diferente do seu, quer impor o seu pensamento como doutrina, só o seu pensamento devia existir, o senhor da razão.</strong></p>
<h2>Radicalização</h2>
<p>Voltando à política, as AI provocaram uma <strong>polarização da sociedade</strong>, os partidos do centro-esquerda e centro-direita estão se <strong>afastando do centro</strong> e os partidos da extrema-esquerda e de extrema-direita estão a crescer e com ideias cada vez <strong>mais radicais</strong>, mais extremistas.</p>
<p>Isto em termos políticos já está ser um problema e só tem tendência a crescer. Basta observar as eleições em muitos países nos últimos anos, como EUA, Brasil, Espanha, Itália e muito mais. Os resultados das eleições, estão a ser demasiadas partidas ao meios, a direita e a esquerda, muito próximo dos 50% 50%, tornando muito complexo criar um governo estável. Com os partidos dos extremos a conquistar muito eleitorado.</p>
<p>Agora os grandes partidos, mais ao centro, têm que coligar com partidos extremistas para criar um governo e mesmo assim, por vezes nem assim é possível criar um governo com maioria.&nbsp;</p>
<p>Vou dar o exemplo de Portugal, mas pode ser alargado a muitos outros países, antigamente os grandes partidos, centro-esquerda e de centro-direita, o PS e o PSD respectivamente, têm visões diferentes mas partilhavam uma parte importante das suas propostas. Mesmo o governo sem maioria, o partido da oposição aprovava ( ou abastecia ) muitas propostas do governo, existia um entendimento entre os dois. Agora as propostas e os ideais dos dois partidos estão tão antagônicos, é impossível existir um consenso, a única maneira é uma coligação com os extremos.&nbsp;</p>
<p>As pessoas estão a ficar muito radicais, intolerantes uns aos outros, querem impor as suas ideias. Para “combater o radicalismo”, está sendo criado movimentos anti-radicalismo que por sua vez, também são radicais, ou seja, pessoas que são contra os ideais da extrema-esquerda, vão votar em partido da extrema-direita e o oposto também acontece.</p>
<p>Não, a solução para combater a extrema-esquerda é votar num partido de centro e para combater a extrema-direita também é votar num partido de centro. A única maneira de combater os extremos é o centro, a tolerância.</p>
<h2>Cancelamentos</h2>
<p>A sociedade está ficando intolerante a pensamento diferente ao seu, quer impor a suas ideias, um bom exemplo é a cultura do cancelamento que está a acontecer nas redes sociais.</p>
<blockquote>
<p>A cultura do cancelamento é uma corrente que incentiva as pessoas a deixarem de apoiar determinadas pessoas e empresas, independentemente de serem públicas ou não, por seus comportamentos considerados incorretos e repreensíveis. Ela tem sido bastante observada nas mídias sociais. A cultura do cancelamento se dá quando alguém percebe uma ação que considera errada nas redes sociais, registra esta falha e posta para os seguidores com críticas ao futuro cancelado. Em questão de pouco tempo, milhares de pessoas são alcançadas com as mensagens. Nem sempre o cancelamento se dá por conta de uma atitude do alvo cancelado, mas por algumas distorções cognitivas dos usuários das redes sociais.&nbsp;</p>
</blockquote>
<p>Na prática este movimento procura censurar e limitar os direitos de expressão, as suas consequências são similares entre movimentos e a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Internacional_e_de_Defesa_do_Estado"><strong>PIDE</strong></a>. Isto provoca um efeito perverso, as pessoas escondem as suas opiniões, com medo das consequências. Por isso que os movimentos de extrema direita, como o Chega e o Trump, tem muito melhores resultados nas eleições que nas sondagens.</p>
<p>Um bom exemplo foi o caso do <a href="https://expresso.pt/sociedade/2022-06-30-O-fundador-da-Prozis-foi-infeliz-e-ofendeu-os-portugueses-Miguel-Milhao-que-diz-ser-incancelavel-esta-a-ser-boicotado-be51ada0">Miguel Milhão</a>, o fundador da Prozis, houve uma tentativa de “cancelado” nas redes sociais, só por ter expressado a sua opinião. Estes movimentos de cancelamento, além de atacar as pessoas em causa, atacaram a sua empresa e maquiavelicamente também atacaram os terceiros/parceiros da empresa, pressionando a abandonar a empresa. Devido a essa pressão muitos influenciadores deixaram de promover os produtos da Prozis. Estes movimentos <strong>pidescos</strong>, não resolve nada, tem o único objectivo de colocar medo e calar, os alvos não mudam de opinião apenas deixam de dizer o que pensam.</p>
<p>No caso específico do Miguel, eu não concordo com o Miguel, mas ele tem o pleno direito de expressar a sua opinião, como nós temos o direito de expressar a nossa opinião.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da frase/ideia criada pelo filósofo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Herbert_Spencer">Herbert Spencer</a>:</p>
<blockquote>
<p><strong>“A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro.”</strong></p>
</blockquote>
<p>É uma forma de expressar o princípio de que a liberdade de cada um deve respeitar a liberdade do outro. No entanto, isso não significa que a liberdade de alguém termina ou diminui por causa da liberdade de outro. Pelo contrário, a liberdade de cada um deve ser exercida de forma responsável e acolhedora, reconhecendo o valor da liberdade alheia.</p>
<p>No caso do aborto, o direito de fazer ou não, é um decisão exclusiva dos intervenientes, os que tiveram a relação sexual, é um decisão individual. Não faz sentido eu ser a favor de uma lei que impede os direitos de outros. Quem é contra o aborto, tem todo o direito de o não fazer, mas não pode impedir o direito os outros de o fazer.</p>
<h2>Intolerância</h2>
<p>A intolerância e o radicalismo não é algo exclusivo da direita, também existe na esquerda e em movimentos que nasceram para promover a “liberdade”, para reivindicar os direitos de liberdade. Estou a falar do <strong>LGBT</strong>, foi um movimento criado para combater a discriminação que as pessoas sofriam, só que com o passar do tempo, <strong>uma parte</strong> deste movimento&nbsp; radicalizou-se, com reivindicação mais extremistas. Muitos são intolerantes a opiniões contrárias à sua, criando fortes movimentos de cancelamento de pessoas e de empresas, não conseguem compreender que as pessoas possam ter uma opinião diferente da deles.</p>
<p>Eu concordo com <strong>maiores</strong> das reivindicações deste movimento, mas se eu dizer que não concordo com algo, sou logo de rotulado de <strong>homofóbico</strong> ou do partido Chega. Não conseguem compreender que eu não concordo apenas numa pequena parte.</p>
<p>Uma coisa que eu não concordo é a <strong>linguagem neutra</strong>, acho um absurdo, chegando ao ponto de países criarem lei para obrigar os documentos oficiais com linguagem neutra.</p>
<p>Voltamos aos princípios da frase de Spencer, duas pessoas adultas fazem o que quer da sua vida, tem tudo o direto de casar, sendo ou não do mesmo sexo, é a liberdade individual deles, quem sou eu para impedir que eles seja feliz, não tenho o direito de o fazer.</p>
<p>Tudo muda quando tu queres mudar os direitos de terceiros, no caso da <strong>linguagem neutra</strong> estão a querer, que terceiros o utilizem, quase como uma obrigação, eu tenho o direito de não utilizar e também tenho o direito de não concordar.</p>
<p>É curioso que este movimento nasceu para defender os membros que sofriam <em>bullying</em>, agora são os <em>bully</em>. Esta comunidade não está a fazer nada para demarcar-se e combater essas atitudes, vai custar muito caro no futuro. A população em geral que concorda com o movimento vai acabar de mudar de lado, alimentando os partidos de extrema-direita. E quando esses partidos chegarem ao governo vão reverter todos os direitos que levaram décadas a conquistar, possivelemente até a criminalização da homossexualidade.</p>
<p>Voltando ao início, a única maneira de combater o radicalismo é ser moderado, o centro.</p>
<h2>O espectro político</h2>
<p>A maioria tem a ideia que o espectro político é uma linha do eixo, da esquerda para a direita. Mas está completamente errada.</p>
<p>A representação mais precisa é com <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Espectro_pol%C3%ADtico">dois eixos</a>, com um eixo <strong>socioeconómico</strong> na horizontal e um eixo <strong>sociocultural</strong> na vertical.</p>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/b23b23c21e2d54361a4064812685cd65b9e080a04fa6a92fc9bf17ba844eb86f.jpg" alt=""></p>
<p>Esta representação é tão complexa, que existem inúmeras versões da disposição dos partidos políticos portugueses, esta foi a melhor que eu encontrei. Este tipo de interpretação é muito difícil porque os partidos são muito dinâmicos, consoante a visão dos seus líderes e/ou se estão em coligações governamentais.</p>
<p>A distância entre a extrema-esquerda e a&nbsp;extrema-direita (no topo do quadrado) é similar à distância do centro político(centro do quadrado). Os extremos compartilham certas atitudes e métodos semelhantes como autoritários, discriminatórios, apenas têm uma visão económica diferente mas as consequências na liberdade são similares.&nbsp;</p>
<h2>Radicalização Binária</h2>
<p>Na vida nem tudo é binário (sem conotação LGBT, em termos latos), por eu gostar do Benfica, não é obrigação de ter que odiar o Fc Porto, irrita-me esta cultura do ódio, as claques dos clubes de futebol estão cheias desses tipos de adereços. O futebol é apenas um exemplo, porque a sociedade está cheia de situações similares.</p>
<p>No meu caso, muitas pessoas colocam em causa o meu maximalismo do Bitcoin, porque eu não detesto e nem ofendo os shitcoiners. Essas pessoas não conseguem compreender que eu gosto de Bitcoin, quem sou eu para ofender os outros. Eu apenas reconheço o Bitcoin como uma moeda e a única que poderá corrigir a sociedade, as outras criptos são representantes do mundo actual (FIAT) em sistemas blockchain. Se as criptos (Bitcoin não é cripto) fazem igual, sem melhorias do sistema atual, porque mudar? servem apenas para algumas pessoas tirarem proveitos económicos do desconhecimento de outros.</p>
<p>Cada um é livre de fazer as suas escolhas, igualmente livre como eu, que escolhi o Bitcoin, outros podem escolher uma shitcoin. Mas todos têm a liberdade de escolher e de arcar com as consequências dos seus actos.</p>
<p>A grande maioria dos Bitcoiners maximalistas tem um passado com shitcoins, é um caminho, uma aprendizagem que na maioria das vezes leva ao maximalismo. Esse percurso, o caminhar sobre as pedras, leva ao estudo e à compreensão do ethos do Bitcoin. Existe uma diferença tremenda entre utilizar Bitcoin e compreender o Bitcoin. O compreender é muito importante, quem percebe, dificilmente deixa de usar; mas quem utiliza apenas por influência, sem compreender, mais tarde ou mais cedo, acaba por deixar.</p>
<p>Será que devemos afugentar as pessoas que utilizam mas não o compreendem?</p>
<p>Bitcoin é isto, para todos, para os que <strong>percebem</strong> e <strong>especialmente para os que não percebem</strong>. As pessoas poderão não perceber, mas sabem que é útil para a sua vida. No futuro, a maioria dos utilizadores vão utilizar sem o saber, vão utilizar serviços que na sua base tem tecnologia Bitcoin mas não está visível. E também serão mais os utilizadores de <strong>IOU</strong> do que de <strong>btc</strong>.</p>
<p>Será que temos o direito de ofender e desprezar alguém que não entende o ethos?</p>
<p>Claro que não, se as pessoas usam Bitcoin é que reconhecem valor, não entendem 100% mas percebem uma parte, senão não usavam.</p>
<p>É claro que temos a liberdade de criticar,&nbsp; mas sempre respeitosamente,&nbsp; mas mais de tudo, temos o dever de ajudar e ensinar o próximo.</p>
<p>Mas isto não é só contra shitcoiners, acontece o mesmo com nocoiners, não temos direito de insultar as pessoas que usam do FIAT, é a escolha deles (apesar de ser imposto pelo estado), são livres de não querer Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Os nocoiners são como uma tela em branco, pronta a ser pintada; os shitcoiners já que encontraram o problema da moeda FIAT, mas escolherem a solução errada, ou seja, colocaram rabiscos na tela, agora será necessário repintar toda de branco e pintar de novo.</p>
<p>Um dos alvos dos maximalistas é <strong>Warren Buffett</strong>, criticam porque este não reconhecer o valor do Bitcoin. Nós temos que compreender o ponto de vista dele, ele é muito bem sucedido no mundo FIAT, não tem a necessidade de mudar, não faz sentido agora aos 92 anos começar a estudar algo totalmente diferente. É como se diz no futebol, a equipa que ganha não se mexe, ele ganha muito dinheiro e tem clientes fiéis, não faz sentido mudar ou perder tempo a estudar o Bitcoin.</p>
<hr>
<p><strong>Sejam menos radicais</strong>, mais tolerantes, tenham empatia com o próximo, não se esqueçam que os futuros Bitcoiners maximalistas são os atuais shitcoiners e nocoiners, mais cedo ou mais tarde, eles vão descobrir <strong>o caminho certo</strong>.</p>
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