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        <title><![CDATA[reiartur]]></title>
        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

study #Bitcoin]]></description>
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      <pubDate>Mon, 25 Aug 2025 09:19:35 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Falta de espelhos em casa]]></title>
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      <pubDate>Mon, 25 Aug 2025 09:19:35 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>É curioso o atual mundo em que vivemos, onde pessoas que andam com cravos vermelhos em abril, mas no resto do ano, defendem o chatcontrol, eurodigital e a regulação da internet.</p>
<p>Pessoas que fazem documentários a criticar a PIDE, por violar a correspondência dos prisioneiros políticos, como Mário Soares ou Álvaro Cunhal, mas agora são a favor da violação da correspondência a todos os portugueses, todos não, vão deixar uma excepção para os políticos, curiosamente…<br>Foram contra a PIDE, mas agora querem uma PIDE com esteróides.</p>
<p>Só que estes indivíduos esquecem-se de um pequeno “pormenor”, estas armas não serão apenas utilizadas pelos seus amigos, mais tarde ou mais cedo, serão os seus inimigos que terão no controlo destas armas, depois serão utilizadas contra si, é inevitável. </p>
<p>Estes senhores que agora são a favor de limitar as liberdades, estão a fazer o mesmo que os pró-ditadura faziam, estes sempre concordaram e defendiam a PIDE. Apenas a oposição à ditadura foram sempre contra a PIDE.</p>
<p>NUNCA, podemos esquecer, hoje apoiamos quem está no poder, mas amanhã seremos oposição, ninguém fica internamente no poder.</p>
<p>E para aqueles que defendem com o seguinte argumento: «Eu não tenho nada a esconder, não faço nada ilegal»<br>O problema é esse mesmo, quem define o que é legal ou ilegal, é quem está no poder. Amanhã quem está no poder, poder criar uma lei que criminaliza quem crítica o governo… exatamente o que Salazar fez.</p>
<p>Estas pessoas que aplaudem Soares e Cunhal pela sua luta pela liberdade no passado, hoje em dia, seria a favor da prisão de ambos, porque estes tinham um pensamento diferente ao das elites que estava no poder e eram a favor de mais liberdade.<br>Podemos concordar ou não com as ideias do Cunhal, mas todos nós temos que defender que ele tinha o direito de se expressar, a liberdade de expressão é fundamental.</p>
<p>Se eles fossem vivos, seria muito interessante ouvir as suas opiniões sobre o assunto. Cunhal tenho dúvidas, mas acredito que Soares seria contra este novo autoritarismo esquerdista.</p>
<p>Os burocratas europeus estão a seguir exatamente os mesmos passos da China, apenas estão a usar nomes diferentes. Uns usam o nome pomposo, Grande Firewall, outros "apenas" querem moderar a internet. Uns tem créditos sociais e vigilância, outro quer "apenas" Chatcontrol e CBDC.<br>Os burocratas europeus estão a repetir a fórmula da China, propagandeiam que querem resultados diferentes, mas nós todos sabemos, que lá no fundo eles querem o mesmo resultado.</p>
<p>NUNCA, podemos esquecer, quem troca liberdade por segurança, acaba SEMPRE por perder os dois.</p>
<p>A CBDC é uma arma carregada com infinitas balas, que o governo quer distribuir pela população. Propagando a ideia, que não é perigosa porque a arma não tem um gatilho.<br>É verdade que por agora não tem gatilho, agora ainda não tem, mas amanhã terá. Será adicionado simplemente com alteração remota de alguns bits, sem qualquer consentimento do titular da arma.</p>
<p>Todas as armas são um ponto sem retorno, depois de inventadas são impossível de “desinventar”. Estas ferramentas de vigilância e de controle são como armas nucleares, o melhor é ninguém ter acesso, porque quem tiver acesso, mais tarde ou mais cedo, irá utilizar contra o povo.</p>
<p>As armas não têm lado, tanto podem ser utilizadas pelo polícia para prender o ladrão, como pode ser o ladrão para matar o polícia.</p>
<p>Armas serão sempre Armas, tanto podem conter pólvora ou apenas bits.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>Pessoas que fazem documentários a criticar a PIDE, por violar a correspondência dos prisioneiros políticos, como Mário Soares ou Álvaro Cunhal, mas agora são a favor da violação da correspondência a todos os portugueses, todos não, vão deixar uma excepção para os políticos, curiosamente…<br>Foram contra a PIDE, mas agora querem uma PIDE com esteróides.</p>
<p>Só que estes indivíduos esquecem-se de um pequeno “pormenor”, estas armas não serão apenas utilizadas pelos seus amigos, mais tarde ou mais cedo, serão os seus inimigos que terão no controlo destas armas, depois serão utilizadas contra si, é inevitável. </p>
<p>Estes senhores que agora são a favor de limitar as liberdades, estão a fazer o mesmo que os pró-ditadura faziam, estes sempre concordaram e defendiam a PIDE. Apenas a oposição à ditadura foram sempre contra a PIDE.</p>
<p>NUNCA, podemos esquecer, hoje apoiamos quem está no poder, mas amanhã seremos oposição, ninguém fica internamente no poder.</p>
<p>E para aqueles que defendem com o seguinte argumento: «Eu não tenho nada a esconder, não faço nada ilegal»<br>O problema é esse mesmo, quem define o que é legal ou ilegal, é quem está no poder. Amanhã quem está no poder, poder criar uma lei que criminaliza quem crítica o governo… exatamente o que Salazar fez.</p>
<p>Estas pessoas que aplaudem Soares e Cunhal pela sua luta pela liberdade no passado, hoje em dia, seria a favor da prisão de ambos, porque estes tinham um pensamento diferente ao das elites que estava no poder e eram a favor de mais liberdade.<br>Podemos concordar ou não com as ideias do Cunhal, mas todos nós temos que defender que ele tinha o direito de se expressar, a liberdade de expressão é fundamental.</p>
<p>Se eles fossem vivos, seria muito interessante ouvir as suas opiniões sobre o assunto. Cunhal tenho dúvidas, mas acredito que Soares seria contra este novo autoritarismo esquerdista.</p>
<p>Os burocratas europeus estão a seguir exatamente os mesmos passos da China, apenas estão a usar nomes diferentes. Uns usam o nome pomposo, Grande Firewall, outros "apenas" querem moderar a internet. Uns tem créditos sociais e vigilância, outro quer "apenas" Chatcontrol e CBDC.<br>Os burocratas europeus estão a repetir a fórmula da China, propagandeiam que querem resultados diferentes, mas nós todos sabemos, que lá no fundo eles querem o mesmo resultado.</p>
<p>NUNCA, podemos esquecer, quem troca liberdade por segurança, acaba SEMPRE por perder os dois.</p>
<p>A CBDC é uma arma carregada com infinitas balas, que o governo quer distribuir pela população. Propagando a ideia, que não é perigosa porque a arma não tem um gatilho.<br>É verdade que por agora não tem gatilho, agora ainda não tem, mas amanhã terá. Será adicionado simplemente com alteração remota de alguns bits, sem qualquer consentimento do titular da arma.</p>
<p>Todas as armas são um ponto sem retorno, depois de inventadas são impossível de “desinventar”. Estas ferramentas de vigilância e de controle são como armas nucleares, o melhor é ninguém ter acesso, porque quem tiver acesso, mais tarde ou mais cedo, irá utilizar contra o povo.</p>
<p>As armas não têm lado, tanto podem ser utilizadas pelo polícia para prender o ladrão, como pode ser o ladrão para matar o polícia.</p>
<p>Armas serão sempre Armas, tanto podem conter pólvora ou apenas bits.</p>
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      <title><![CDATA[Um problema sem solução]]></title>
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      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
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      <title><![CDATA[Terramoto]]></title>
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      <pubDate>Wed, 21 May 2025 16:18:32 GMT</pubDate>
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      <category>Política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Passou alguns dias, após as eleições legislativas, a cabeça está mais fria, é um bom momento para um rescaldo e para um pouco de futurologia. Esta análise vai ser limitada apenas aos grandes partidos.</p>
<p>Podemos resumir esta eleição, numa única palavra: <strong>Terramoto</strong>.</p>
<p>A AD ganhou, mas o grande destaque foi a queda do PS e a subida do Chega. Se a governação do país estava difícil, agora com este novo desenho da assembleia, será quase impossível, piorou bastante. Neste momento, ainda falta contabilizar os votos da emigração, mas o mais provável é o Chega ultrapassar o PS.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4a679373870c977d40bdbfc0067fac6b25bd32cbbf581a4b13cb215cbd6e36eb.jpg" alt=""></p>
<p>A queda do PS foi tremenda, ninguém esperava tal coisa, o partido está em estado de choque. O partido vai necessitar de tempo para estabilizar e para se reconstruir.</p>
<p>Devido a motivos constitucionais (6 meses antes e 6 meses depois da eleição do presidente da República) só poderá existir eleições no final do próximo ano, isso garante que o novo governo da AD vai estar no poder pelo menos um ano. Isso vai obrigar a aprovação do próximo orçamento de estado, como o PS necessita de tirar os holofotes sobre si, vai facilitar o governo. Provavelmente vai existir um acordo de cavalheiro, um pacto de não agressão entre o governo e o PS, o PS vai se abster na votação do orçamento de estado e a governo não fará revisão constituicional sem o consentimento do PS e também não fará reformas nas leis ou políticas que sejam contra os princípios básicos do partido socialista. Em suma, não haverá grandes reformas, será um governo de gestão com ligeiramente mais poderes.</p>
<p>Não será um governo de bloco central, nem um governo da AD com apoio PS, será apenas um governo da AD com uma falsa oposição do PS. Um governo de bloco central, é uma bomba nuclear, ainda seria demasiado cedo para utilizá-la.</p>
<p>O Partido Socialista sabe que, para ter algumas hipóteses de vencer a próxima eleição, necessita de estar bem e o governo da AD tem que demonstrar algum desgaste, uma queda na popularidade. Eu não acredito que um ano seja suficiente, talvez, seja necessário 2 anos. Isto significa que o país poderá ficar estagnado 1 ou 2 anos, se o governo não conseguir fazer grandes reformas, se os cidadãos não virem/sentirem sinais de mudança, vai dar ainda mais força ao Chega.</p>
<p>Eu acredito que o ponto chave, é a imigração, o governo terá que demonstrar muito trabalho e minimizar o problema, para “esvaziar” um pouco o Chega, caso não faça será um problema.</p>
<h2>XXVI Governo</h2>
<p>Assim, nessa próxima eleição, talvez em 2027, acredito que as percentagens ficarão mais ou menos como esta eleição, com um partido ligeiramente à frente e os outros dois mais equilibrados. Só que o vencedor seria o Chega, ficando a AD(provavelmente o PSD) e o PS a disputa pelo 2º lugar.</p>
<p>Seria um novo terramoto, mas aqui seria necessário utilizar a bomba nuclear, iria surgir uma nova geringonça. Apesar da vitória do Ventura, iria surgir o governo bloco central, com o PSD e PS, não haveria outra alternativa.</p>
<p>O governo de bloco central, teria que ser muito competente, porque se não o for, iria para novas eleições. Se o governo for um fiasco, PS corre o risco de ser esvaziado, cairá ainda mais, correrá um risco de existência, poderá tornar-se num partido insignificante na nossa política.</p>
<h2>XXVII Governo</h2>
<p>Agora o terramoto ainda maior, nessa futura eleição, o Chega venceria com maioria absoluta, aí sim, seria um verdadeiro terramoto, ao nível de 1755.</p>
<p>O Chega tem o tempo a seu fazer, tem uma forte penetração nos jovens. Cada jovem que faça 18 anos, existe uma forte possibilidade de ser eleitor do Chega, o seu oposto, acontece com o PCP e o PS, os mais velhos vão morrendo, não existe renovação geracional. Mas o ponto fulcral é a ausência de competência generalizada nos partidos e políticos que têm governado o nosso país nos últimos anos, o descontentamento da população é completo. Esses políticos vivem na sua bolha, não tem noção do mundo real, nem compreendem quais são os problemas das pessoas simples, do cidadão comum.</p>
<h2>Ventura</h2>
<p>Na minha opinião só existirá três situações, que poderão travar as ascensão do André Ventura a primeiro-ministro:</p>
<ul>
<li>Ou existe um óptimo governo, que crie um bom crescimento na qualidade de vida das pessoas e que resolva os 3 problemas que mais anseiam actualmente os portugueses: Habitação, Saúde e Imigração. A probabilidade de isso acontecer é quase nula.</li>
<li>Ou se o André Ventura desistir, a batalha será muito longa e ele poderá ficar cansado. Pouco provável.</li>
<li>Ou então, um <em>Argumentum ad hominem</em>, terá que surgir algo, factos concretos que manche a imagem do André Ventura, que destrua por completo a sua reputação.</li>
</ul>
<hr>
<p>É a minha a linha leitura da bola de cristal, poderão dizer é uma visão pessimista, eu acho que é realista e pragmática, não vejo qualquer competência na classe política para resolver os problemas do país. Esta é a opinião de um recorrente crítico do Chega.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Passou alguns dias, após as eleições legislativas, a cabeça está mais fria, é um bom momento para um rescaldo e para um pouco de futurologia. Esta análise vai ser limitada apenas aos grandes partidos.</p>
<p>Podemos resumir esta eleição, numa única palavra: <strong>Terramoto</strong>.</p>
<p>A AD ganhou, mas o grande destaque foi a queda do PS e a subida do Chega. Se a governação do país estava difícil, agora com este novo desenho da assembleia, será quase impossível, piorou bastante. Neste momento, ainda falta contabilizar os votos da emigração, mas o mais provável é o Chega ultrapassar o PS.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4a679373870c977d40bdbfc0067fac6b25bd32cbbf581a4b13cb215cbd6e36eb.jpg" alt=""></p>
<p>A queda do PS foi tremenda, ninguém esperava tal coisa, o partido está em estado de choque. O partido vai necessitar de tempo para estabilizar e para se reconstruir.</p>
<p>Devido a motivos constitucionais (6 meses antes e 6 meses depois da eleição do presidente da República) só poderá existir eleições no final do próximo ano, isso garante que o novo governo da AD vai estar no poder pelo menos um ano. Isso vai obrigar a aprovação do próximo orçamento de estado, como o PS necessita de tirar os holofotes sobre si, vai facilitar o governo. Provavelmente vai existir um acordo de cavalheiro, um pacto de não agressão entre o governo e o PS, o PS vai se abster na votação do orçamento de estado e a governo não fará revisão constituicional sem o consentimento do PS e também não fará reformas nas leis ou políticas que sejam contra os princípios básicos do partido socialista. Em suma, não haverá grandes reformas, será um governo de gestão com ligeiramente mais poderes.</p>
<p>Não será um governo de bloco central, nem um governo da AD com apoio PS, será apenas um governo da AD com uma falsa oposição do PS. Um governo de bloco central, é uma bomba nuclear, ainda seria demasiado cedo para utilizá-la.</p>
<p>O Partido Socialista sabe que, para ter algumas hipóteses de vencer a próxima eleição, necessita de estar bem e o governo da AD tem que demonstrar algum desgaste, uma queda na popularidade. Eu não acredito que um ano seja suficiente, talvez, seja necessário 2 anos. Isto significa que o país poderá ficar estagnado 1 ou 2 anos, se o governo não conseguir fazer grandes reformas, se os cidadãos não virem/sentirem sinais de mudança, vai dar ainda mais força ao Chega.</p>
<p>Eu acredito que o ponto chave, é a imigração, o governo terá que demonstrar muito trabalho e minimizar o problema, para “esvaziar” um pouco o Chega, caso não faça será um problema.</p>
<h2>XXVI Governo</h2>
<p>Assim, nessa próxima eleição, talvez em 2027, acredito que as percentagens ficarão mais ou menos como esta eleição, com um partido ligeiramente à frente e os outros dois mais equilibrados. Só que o vencedor seria o Chega, ficando a AD(provavelmente o PSD) e o PS a disputa pelo 2º lugar.</p>
<p>Seria um novo terramoto, mas aqui seria necessário utilizar a bomba nuclear, iria surgir uma nova geringonça. Apesar da vitória do Ventura, iria surgir o governo bloco central, com o PSD e PS, não haveria outra alternativa.</p>
<p>O governo de bloco central, teria que ser muito competente, porque se não o for, iria para novas eleições. Se o governo for um fiasco, PS corre o risco de ser esvaziado, cairá ainda mais, correrá um risco de existência, poderá tornar-se num partido insignificante na nossa política.</p>
<h2>XXVII Governo</h2>
<p>Agora o terramoto ainda maior, nessa futura eleição, o Chega venceria com maioria absoluta, aí sim, seria um verdadeiro terramoto, ao nível de 1755.</p>
<p>O Chega tem o tempo a seu fazer, tem uma forte penetração nos jovens. Cada jovem que faça 18 anos, existe uma forte possibilidade de ser eleitor do Chega, o seu oposto, acontece com o PCP e o PS, os mais velhos vão morrendo, não existe renovação geracional. Mas o ponto fulcral é a ausência de competência generalizada nos partidos e políticos que têm governado o nosso país nos últimos anos, o descontentamento da população é completo. Esses políticos vivem na sua bolha, não tem noção do mundo real, nem compreendem quais são os problemas das pessoas simples, do cidadão comum.</p>
<h2>Ventura</h2>
<p>Na minha opinião só existirá três situações, que poderão travar as ascensão do André Ventura a primeiro-ministro:</p>
<ul>
<li>Ou existe um óptimo governo, que crie um bom crescimento na qualidade de vida das pessoas e que resolva os 3 problemas que mais anseiam actualmente os portugueses: Habitação, Saúde e Imigração. A probabilidade de isso acontecer é quase nula.</li>
<li>Ou se o André Ventura desistir, a batalha será muito longa e ele poderá ficar cansado. Pouco provável.</li>
<li>Ou então, um <em>Argumentum ad hominem</em>, terá que surgir algo, factos concretos que manche a imagem do André Ventura, que destrua por completo a sua reputação.</li>
</ul>
<hr>
<p>É a minha a linha leitura da bola de cristal, poderão dizer é uma visão pessimista, eu acho que é realista e pragmática, não vejo qualquer competência na classe política para resolver os problemas do país. Esta é a opinião de um recorrente crítico do Chega.</p>
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      <title><![CDATA[Revoluções e populações]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 06 Apr 2025 14:15:31 GMT</pubDate>
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      <category>Económica</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A electricidade ou os computadores ou a Internet foram revoluções que mudaram o mundo, mas a adoção e a evolução da tecnologia foi lenta, permitindo que as populações e as económicas se adaptassem.</p>
<p>Ao contrário, na AI, a evolução está a ser tão rápida, que as sociedades não vão conseguir acompanhar e adaptar a uma nova realidade.</p>
<p>A AI tem um potencial inacreditável, talvez seja a revolução tecnológica mais rápida de sempre, além disso é muito abrangente, quase todos os sectores económicos podem beneficiar, pode provocar um forte aumento na produtividade.</p>
<p>O potencial é tão elevado, como pode ser perigoso, sobretudo quando utilizado como uma arma contra a humanidade. Os governos ou empresas vão construir ferramentas com AI para monitorizar, manipular e controlar os cidadãos.</p>
<p>Muitas profissões vão desaparecer ou reduzir drasticamente o número de trabalhadores. Tal como aconteceu nas revoluções anteriores, muitas profissões acabaram, mas surgir outras novas profissões.</p>
<p>Ou seja, o problema não é a tecnologia, mas sim a maneira como se usa essa tecnologia. Os desafios para o futuro são tremendos.</p>
<p>E o cidadão comum, o que está a fazer e a pensar…<br>a fazer desenhos, a fazer idiotices.<br><a href="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg"></a></p>
<p>Algo similar acontece com o Bitcoin, uma tecnologia revolucionária, em alguns casos particulares, as stablecoins poderão ser interessantes. Mas o povo prefere especulador em tokens absurdos e jogar no casino das memecoins.</p>
<p>Também acontece com a internet, é uma fonte acessível e inesgotável de conhecimento, mas as pessoas preferem passar horas sem fim, nas redes sociais a fazer swipe up, a consumir conteúdo degradante.</p>
<p>O mundo ocidental está a transformar os cidadãos em zumbis, facilmente manipuláveis, obedientes, viciados. Nós necessitamos é de pessoas curiosas, com espírito crítico, criativas. Essencialmente, que pensem pela sua própria cabeça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A electricidade ou os computadores ou a Internet foram revoluções que mudaram o mundo, mas a adoção e a evolução da tecnologia foi lenta, permitindo que as populações e as económicas se adaptassem.</p>
<p>Ao contrário, na AI, a evolução está a ser tão rápida, que as sociedades não vão conseguir acompanhar e adaptar a uma nova realidade.</p>
<p>A AI tem um potencial inacreditável, talvez seja a revolução tecnológica mais rápida de sempre, além disso é muito abrangente, quase todos os sectores económicos podem beneficiar, pode provocar um forte aumento na produtividade.</p>
<p>O potencial é tão elevado, como pode ser perigoso, sobretudo quando utilizado como uma arma contra a humanidade. Os governos ou empresas vão construir ferramentas com AI para monitorizar, manipular e controlar os cidadãos.</p>
<p>Muitas profissões vão desaparecer ou reduzir drasticamente o número de trabalhadores. Tal como aconteceu nas revoluções anteriores, muitas profissões acabaram, mas surgir outras novas profissões.</p>
<p>Ou seja, o problema não é a tecnologia, mas sim a maneira como se usa essa tecnologia. Os desafios para o futuro são tremendos.</p>
<p>E o cidadão comum, o que está a fazer e a pensar…<br>a fazer desenhos, a fazer idiotices.<br><a href="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg"></a></p>
<p>Algo similar acontece com o Bitcoin, uma tecnologia revolucionária, em alguns casos particulares, as stablecoins poderão ser interessantes. Mas o povo prefere especulador em tokens absurdos e jogar no casino das memecoins.</p>
<p>Também acontece com a internet, é uma fonte acessível e inesgotável de conhecimento, mas as pessoas preferem passar horas sem fim, nas redes sociais a fazer swipe up, a consumir conteúdo degradante.</p>
<p>O mundo ocidental está a transformar os cidadãos em zumbis, facilmente manipuláveis, obedientes, viciados. Nós necessitamos é de pessoas curiosas, com espírito crítico, criativas. Essencialmente, que pensem pela sua própria cabeça.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Orientação de Voto]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 05 Apr 2025 11:17:06 GMT</pubDate>
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      <category>portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/2bb15b1caff46c800d9fc42c136738aed7e8075441198f64f99e2a8db8d79ed5.jpg" alt="image"></p>
<p>Este estudo é bem representativo da divergência geracional que existe em Portugal, sobretudo em quem foi votar nas legislativas de 2024.</p>
<p>Nos +65 anos, são 65% esquerda e 37% na direita. Mas entre os 18 e 34 anos, são 30% na esquerda e 64% na direita. A esquerda tem menos da metade. Ainda é muito o reflexo da herança do 25 de Abril, muitas pessoas votam em partidos, pelo que fizeram no passado e não pelo que fazem hoje em dia.</p>
<p>A maior discrepância é no PS, com 48% nos +65 anos, para apenas 13% dos mais novos. O Chega está no sentido oposto, 8% para 25%.</p>
<p>Nos “pequeninos”, a situação do PCP era previsível, mas o destaque vai para o Livre e o IL, ambos com 1% nos +65 anos, mas têm um crescimento nos mais jovens, com 6% e 11%, respectivamente.</p>
<p>O PS, nos últimos anos, virou muito para esquerda, afastando-se do centro, mas agora está numa encruzilhada, ou volta mais para o centro, ou poderá acontecer o mesmo que o PCP, tornar-se num partido insignificante, sobretudo com um público de pessoas idosas, sem prespetivas de futuro.</p>
<p>Quem tem +65 anos, quer governos mais de esquerda e os mais novos(18 a 34 anos) preferem um governo de direita. Isto é bem demonstrativo, o porquê dos políticos, de todos quadrantes, apostarem em políticas de aumento de pensões, subsídios, tudo para cativar os mais velhos. Muitas das políticas beneficiam mais os velhos em detrimento dos mais novos, isso provocou uma ruptura geracional, no pensamento político, os jovens demonstram um certo cansaço com as políticas socialistas.</p>
<p>E como Portugal é um país com envelhecimento acentuado e o abstencionismo é menor nos mais velhos, quem cativar esta parcela de pessoas, vencerá as eleições. Segundo o INE, existem 2.2 milhões(22%) com +65 anos e 1.8 milhões (18%) entre os 18 e os 34 anos.</p>
<h2>Nível de Instrução</h2>
<p>Nos níveis de instrução, as diferenças não são profundas mas existem, mas a direita tem um ligeira preferência pelos mais instruídos. A única excepção é o Chega, que é muito mais forte mas pessoas menos instruídas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/36ab6a0744366787fbb694a9faa65e0bb5db4dcb4a2e12977b2b684db70ccce1.jpg" alt="image"></p>
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<p>Este estudo é bem representativo da divergência geracional que existe em Portugal, sobretudo em quem foi votar nas legislativas de 2024.</p>
<p>Nos +65 anos, são 65% esquerda e 37% na direita. Mas entre os 18 e 34 anos, são 30% na esquerda e 64% na direita. A esquerda tem menos da metade. Ainda é muito o reflexo da herança do 25 de Abril, muitas pessoas votam em partidos, pelo que fizeram no passado e não pelo que fazem hoje em dia.</p>
<p>A maior discrepância é no PS, com 48% nos +65 anos, para apenas 13% dos mais novos. O Chega está no sentido oposto, 8% para 25%.</p>
<p>Nos “pequeninos”, a situação do PCP era previsível, mas o destaque vai para o Livre e o IL, ambos com 1% nos +65 anos, mas têm um crescimento nos mais jovens, com 6% e 11%, respectivamente.</p>
<p>O PS, nos últimos anos, virou muito para esquerda, afastando-se do centro, mas agora está numa encruzilhada, ou volta mais para o centro, ou poderá acontecer o mesmo que o PCP, tornar-se num partido insignificante, sobretudo com um público de pessoas idosas, sem prespetivas de futuro.</p>
<p>Quem tem +65 anos, quer governos mais de esquerda e os mais novos(18 a 34 anos) preferem um governo de direita. Isto é bem demonstrativo, o porquê dos políticos, de todos quadrantes, apostarem em políticas de aumento de pensões, subsídios, tudo para cativar os mais velhos. Muitas das políticas beneficiam mais os velhos em detrimento dos mais novos, isso provocou uma ruptura geracional, no pensamento político, os jovens demonstram um certo cansaço com as políticas socialistas.</p>
<p>E como Portugal é um país com envelhecimento acentuado e o abstencionismo é menor nos mais velhos, quem cativar esta parcela de pessoas, vencerá as eleições. Segundo o INE, existem 2.2 milhões(22%) com +65 anos e 1.8 milhões (18%) entre os 18 e os 34 anos.</p>
<h2>Nível de Instrução</h2>
<p>Nos níveis de instrução, as diferenças não são profundas mas existem, mas a direita tem um ligeira preferência pelos mais instruídos. A única excepção é o Chega, que é muito mais forte mas pessoas menos instruídas.</p>
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      <title><![CDATA[IPC em Portugal]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 28 Mar 2025 12:18:58 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/46f6dc264a638f88405951368e5767a0e2b67dfa4fad5d601cacfeb356e67a43.jpg" alt="image"></p>
<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/46f6dc264a638f88405951368e5767a0e2b67dfa4fad5d601cacfeb356e67a43.jpg" alt="image"></p>
<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
]]></itunes:summary>
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      <item>
      <title><![CDATA[Outra vez eleições]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 12 Mar 2025 06:57:18 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que se passou, hoje, no parlamento português é indescritível, simplesmente um bando de garotos, para não dizer um bando de imbecis, que não querem saber do país, apenas se movem por interesses partidários ou/e pessoais.</p>
<p>Todos queriam ir para eleições, mas negava-o publicamente e empurravam a responsabilidade para o outro, foi um teatro. Agora vamos para eleições, 3° eleições em 4 anos, isto é um absurdo, um completo absurdo.</p>
<p>Eu desde pequeno, sempre tive interesse por política, gosto de estar informado, mas nunca me senti tão cansado e sem paciência para esta atual classe de políticos. São quase todos medíocres, de ano para ano, só piora, sinceramente, não sei como o país vai sair desta espiral.</p>
<p>Há uns anos, os partidos ainda tinham a decência de limpar as maçãs podres, mesmo que fosse impopular, ou mesmo que perdessem votos ou cargos. Hoje em dia, parecem que escolhe a dedo, as maçãs podres como candidatos a líder e consequentemente para governar o país.</p>
<p>Da mesma maneira que critiquei o PS, quando elegeu o PNS, após ser demitido do governo após vários escândalos e por demonstrar incompetência. Agora com todas estas suspeitas sobre Montenegro, que esteve em todos os momentos, péssimo no caso, deixou o caso crescer, crescer, até que ficou indomável. Não seria melhor o PSD escolher outro líder, eu acho que sim, não é a opinião do partido.</p>
<p>O Montenegro está a fazer uma jogada muito arriscada, o tiro pode sair pela culatra. Eu acho que eles não estão a fazer bem as contas.<br>Depois de todas as polémicas é previsível que o Chega perca votos, é neste ponto a crença do AD, que acredita que pode ganhar 1 ou 2% e a IL fica com os restantes. Eles acreditam que podem fazer um governo de maioria, juntamente com a IL.<br>Mas eu acho que eles estão se a esquecer de um pormenor, será que os eleitores descontentes do Chega, vão mudar o voto para o AD ou para o IL?</p>
<p>Uma pequena parte vai mudar com certeza, mas o grande público do Chega, são malta descontentes com política e com os políticos, que viram no partido um esperança. Isso foi visível nas últimas eleições, o Chega foi fundamental na queda da abstenção, eram pessoas que não votavam há anos ou que nunca tinham votado, acreditaram que o Chega era diferente, foi um voto de protesto.<br>Possivelmente, estas pessoas não vão mudar o voto para AD ou para IL, mas sim, vão voltar a contar como abstenção.</p>
<p>Eu acho que o AD não está a fazer bem as contas. O pior disto tudo, é que vamos para eleições agora, não resolvemos nada e daqui a um ano e meio, estamos de novo em eleições.<br>Os portugueses estão saturados de eleições, mas os políticos só olham para o seu umbigo, não querem saber dos portugueses.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O que se passou, hoje, no parlamento português é indescritível, simplesmente um bando de garotos, para não dizer um bando de imbecis, que não querem saber do país, apenas se movem por interesses partidários ou/e pessoais.</p>
<p>Todos queriam ir para eleições, mas negava-o publicamente e empurravam a responsabilidade para o outro, foi um teatro. Agora vamos para eleições, 3° eleições em 4 anos, isto é um absurdo, um completo absurdo.</p>
<p>Eu desde pequeno, sempre tive interesse por política, gosto de estar informado, mas nunca me senti tão cansado e sem paciência para esta atual classe de políticos. São quase todos medíocres, de ano para ano, só piora, sinceramente, não sei como o país vai sair desta espiral.</p>
<p>Há uns anos, os partidos ainda tinham a decência de limpar as maçãs podres, mesmo que fosse impopular, ou mesmo que perdessem votos ou cargos. Hoje em dia, parecem que escolhe a dedo, as maçãs podres como candidatos a líder e consequentemente para governar o país.</p>
<p>Da mesma maneira que critiquei o PS, quando elegeu o PNS, após ser demitido do governo após vários escândalos e por demonstrar incompetência. Agora com todas estas suspeitas sobre Montenegro, que esteve em todos os momentos, péssimo no caso, deixou o caso crescer, crescer, até que ficou indomável. Não seria melhor o PSD escolher outro líder, eu acho que sim, não é a opinião do partido.</p>
<p>O Montenegro está a fazer uma jogada muito arriscada, o tiro pode sair pela culatra. Eu acho que eles não estão a fazer bem as contas.<br>Depois de todas as polémicas é previsível que o Chega perca votos, é neste ponto a crença do AD, que acredita que pode ganhar 1 ou 2% e a IL fica com os restantes. Eles acreditam que podem fazer um governo de maioria, juntamente com a IL.<br>Mas eu acho que eles estão se a esquecer de um pormenor, será que os eleitores descontentes do Chega, vão mudar o voto para o AD ou para o IL?</p>
<p>Uma pequena parte vai mudar com certeza, mas o grande público do Chega, são malta descontentes com política e com os políticos, que viram no partido um esperança. Isso foi visível nas últimas eleições, o Chega foi fundamental na queda da abstenção, eram pessoas que não votavam há anos ou que nunca tinham votado, acreditaram que o Chega era diferente, foi um voto de protesto.<br>Possivelmente, estas pessoas não vão mudar o voto para AD ou para IL, mas sim, vão voltar a contar como abstenção.</p>
<p>Eu acho que o AD não está a fazer bem as contas. O pior disto tudo, é que vamos para eleições agora, não resolvemos nada e daqui a um ano e meio, estamos de novo em eleições.<br>Os portugueses estão saturados de eleições, mas os políticos só olham para o seu umbigo, não querem saber dos portugueses.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Excesso de Impostos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre os impostos em Portugal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre os impostos em Portugal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 05 Sep 2024 13:01:59 GMT</pubDate>
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      <category>Estado</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>«Only 10 of the 190 taxes collect 90% of the total revenue. The other 180 taxes don’t cause direct economic damage but they generate obstacles, delays and an endless number of procedures that hinder economic activity in a country where making money is already an impossible task» </p>
</blockquote>
<p>Eu concordo plenamente com este pensamento do Javier Milei e tinha a convicção que a situação de Portugal é muito similar, por isso fiz o meu “Don’t Trust, verify”.</p>
<h1>Receita tributária</h1>
<p>Foi analisar o caso de Portugal, as receitas tributárias de <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">2023</a>:</p>
<blockquote>
<p>«Carga fiscal subiu para 95 mil milhões de euros. Mas cai para 35,8% do PIB em 2023» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/04/16/carga-fiscal-subiu-para-95-mil-milhoes-de-euros-atingiu-358-do-pib-em-2023/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png" alt=""></a></p>
<p>Se o objetivo final da estatística é para efetuar uma comparação entre países, é necessário efetuar a divisão pelo PIB. Mas se a análise é apenas para comparações internas ou homólogas, não faz qualquer sentido efetuar a divisão.<br>Com a divisão dos valores pelo PIB, mascaramos a realidade, sobretudo em períodos inflacionários, porque o crescimento do PIB não é real, é uma consequência da inflação.<br>A melhor maneira para analisar as estatísticas internamente é utilizar o valor nominal.</p>
<p>No <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">relatório do INE</a>, os impostos são divididos em 3 grupos:</p>
<ul>
<li>Impostos Diretos</li>
<li>Impostos Indiretos</li>
<li>Contribuições Sociais</li>
</ul>
<p><img src="https://image.nostr.build/ecb7d7a798e52f2b72d11a3cd8afab151891f7a52646379c1c12701a295c0354.jpg" alt="image"></p>
<p>Segundo esses dados, nos últimos anos, tem acontecido um enorme crescimento da arrecadação fiscal por parte do estado, a única exceção foi 2020, devido ao covid. De 2019 a 2023, o aumento foi de quase 30%. Ou seja, totalmente oposto à ideia (divisão pelo PIB) que os governos gostam de propagandear.</p>
<p>Para termos uma comparação, no mesmo período, o salário mínimo nacional(Portugal) subiu 27%, mas o salário médio apenas subiu 17%. As pessoas estão a perder poder de compra.</p>
<p>A tabela seguinte é a compilação dos dados:<br><img src="https://image.nostr.build/033823165dcef6179de7236f362df35af978c180e12e78c1e5d3d92bd16da4d1.jpg" alt="image"></p>
<p>O IVA é o imposto com maior arrecadação, corresponde a aproximadamente a 25% do total da arrecadação fiscal, seguido pelo IRS, com 19.5%. É curioso que a constituição portuguesa, defende que os impostos devem ser progressivos, ou seja, quem ganha mais, deve pagar mais. </p>
<blockquote>
<p>Artigo 104.º<br>(Impostos)</p>
<ol>
<li>O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.</li>
<li>A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.</li>
<li>A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.</li>
<li>A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>Mas o IVA é um imposto cego, onde os principais afetados são os mais pobres, totalmente oposto ao que a constituição diz, sem justiça social.</p>
<p>Somando os 10 maiores impostos, resulta em 93.6% da receita fiscal, é similar à situação da Argentina:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9cb127606d5e0c3d682e2cae99c073e22a2f89c19dcad14e66bb8c39d7380f18.jpg" alt="image"></p>
<p>A quantidade de impostos em Portugal é tal, que a maioria deles nem aparece nos relatórios, apenas ficam nas secções “outros”. Curiosamente, perguntei a uma AI, quantos impostos existem em Portugal, mas a AI, esquivou-se à resposta.</p>
<blockquote>
<p>Em Portugal, existem cerca de 20 impostos principais, incluindo os mais conhecidos como o IRS, IRC, IVA, IMI, e IMT. Além desses, há vários outros impostos e taxas específicas que podem ser aplicáveis em diferentes situações.</p>
</blockquote>
<p>Eu insisti mais que uma vez, mas ele nunca deu um número concreto. Possivelmente, nem o governo sabe quantos impostos existem…</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Em Portugal e na Argentina, a esmagadora receita fiscal acontece, sobretudo em apenas 10 impostos, os restantes são residuais na receita do governo mas gera uma enorme burocracia nas empresas e nas pessoas. </p>
<p>Se muitos desses "mini" impostos fossem eliminados, permitia uma maior dinamização do mercado, gerando crescimento económico e mais empregos. Nos fins das contas, o estado acabaria por arrecadar mais receitas através dos outros impostos, sobretudo no IVA. Em certos casos, é provável que custos operacionais para o estado são superior à propria arrecadação fiscal desse respectivo imposto. Sem esquecer os casos de impostos sobre impostos, da dupla tributação, como acontece na compra de um automóvel. A curva de Laffer, há muito que foi ultrapassada em Portugal.</p>
<p>Além de prejudicar a economia diretamente, esta enorme quantidade de taxas, taxinhas e burocracias, tem um efeito perverso no “estado”. Os estados necessitam de muitos meios físicos e humanos para efetuar a gestão, fiscalização e a recolha desses impostos, além disso, a burocracia leva ao surgimento da corrupção.<br>A burocracia é criada propositadamente pelos políticos para atrapalhar a vida dos cidadãos, com o objectivo final de beneficiar terceiros, como advogados ou lobis ou os próprios políticos. A receita fiscal é mínima, mas é um incentivo à corrupção, isto é especialmente visível a nível mais local, nas autarquias. Qualquer coisa que se faça, sobretudo a nível de obras, é necessário uma infindável quantidade de autorizações, papeladas e claro, muitas taxinhas. Devido a essa burocracia, qualquer licenciamento demoram meses a anos, no meio disto tudo, existem empresários/pessoas impacientes, que desesperam com a tremenda demora e acabam por colocar uma notinha no bolso de alguém importante, para que este acelere o processo. Coisas que normalmente demorariam meses, são aprovadas em semanas, a burocracia incentiva a corrupção.</p>
<p>Portugal necessita urgentemente de uma simplificação fiscal, se houvesse vontade política para mudar, o governo poderia diminuir drasticamente o número de impostos sem diminuir a arrecadação fiscal. Se esta mudança, eles não são capazes de a fazer, muito menos vão fazer uma mudança que provoque uma redução da arrecadação fiscal.<br>Eu acho que Portugal vai seguir o caminho oposto, em vez de simplificar, vai é criar ainda mais novos impostos, porque como os atuais impostos já estão demasiado elevados, é extremamente impopular aumentá-los ainda mais, a maneira mais simples para o governo é criar novos impostos para aumentar a arrecadação fiscal.</p>
<p>Os governos modernos só olham para o aumento da arrecadação/impostos, "esquecem” por completo a redução de gastos, a eficiência.<br>Resumindo, isto é o mundo FIAT.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<blockquote>
<p>«Only 10 of the 190 taxes collect 90% of the total revenue. The other 180 taxes don’t cause direct economic damage but they generate obstacles, delays and an endless number of procedures that hinder economic activity in a country where making money is already an impossible task» </p>
</blockquote>
<p>Eu concordo plenamente com este pensamento do Javier Milei e tinha a convicção que a situação de Portugal é muito similar, por isso fiz o meu “Don’t Trust, verify”.</p>
<h1>Receita tributária</h1>
<p>Foi analisar o caso de Portugal, as receitas tributárias de <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">2023</a>:</p>
<blockquote>
<p>«Carga fiscal subiu para 95 mil milhões de euros. Mas cai para 35,8% do PIB em 2023» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/04/16/carga-fiscal-subiu-para-95-mil-milhoes-de-euros-atingiu-358-do-pib-em-2023/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png" alt=""></a></p>
<p>Se o objetivo final da estatística é para efetuar uma comparação entre países, é necessário efetuar a divisão pelo PIB. Mas se a análise é apenas para comparações internas ou homólogas, não faz qualquer sentido efetuar a divisão.<br>Com a divisão dos valores pelo PIB, mascaramos a realidade, sobretudo em períodos inflacionários, porque o crescimento do PIB não é real, é uma consequência da inflação.<br>A melhor maneira para analisar as estatísticas internamente é utilizar o valor nominal.</p>
<p>No <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">relatório do INE</a>, os impostos são divididos em 3 grupos:</p>
<ul>
<li>Impostos Diretos</li>
<li>Impostos Indiretos</li>
<li>Contribuições Sociais</li>
</ul>
<p><img src="https://image.nostr.build/ecb7d7a798e52f2b72d11a3cd8afab151891f7a52646379c1c12701a295c0354.jpg" alt="image"></p>
<p>Segundo esses dados, nos últimos anos, tem acontecido um enorme crescimento da arrecadação fiscal por parte do estado, a única exceção foi 2020, devido ao covid. De 2019 a 2023, o aumento foi de quase 30%. Ou seja, totalmente oposto à ideia (divisão pelo PIB) que os governos gostam de propagandear.</p>
<p>Para termos uma comparação, no mesmo período, o salário mínimo nacional(Portugal) subiu 27%, mas o salário médio apenas subiu 17%. As pessoas estão a perder poder de compra.</p>
<p>A tabela seguinte é a compilação dos dados:<br><img src="https://image.nostr.build/033823165dcef6179de7236f362df35af978c180e12e78c1e5d3d92bd16da4d1.jpg" alt="image"></p>
<p>O IVA é o imposto com maior arrecadação, corresponde a aproximadamente a 25% do total da arrecadação fiscal, seguido pelo IRS, com 19.5%. É curioso que a constituição portuguesa, defende que os impostos devem ser progressivos, ou seja, quem ganha mais, deve pagar mais. </p>
<blockquote>
<p>Artigo 104.º<br>(Impostos)</p>
<ol>
<li>O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.</li>
<li>A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.</li>
<li>A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.</li>
<li>A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>Mas o IVA é um imposto cego, onde os principais afetados são os mais pobres, totalmente oposto ao que a constituição diz, sem justiça social.</p>
<p>Somando os 10 maiores impostos, resulta em 93.6% da receita fiscal, é similar à situação da Argentina:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9cb127606d5e0c3d682e2cae99c073e22a2f89c19dcad14e66bb8c39d7380f18.jpg" alt="image"></p>
<p>A quantidade de impostos em Portugal é tal, que a maioria deles nem aparece nos relatórios, apenas ficam nas secções “outros”. Curiosamente, perguntei a uma AI, quantos impostos existem em Portugal, mas a AI, esquivou-se à resposta.</p>
<blockquote>
<p>Em Portugal, existem cerca de 20 impostos principais, incluindo os mais conhecidos como o IRS, IRC, IVA, IMI, e IMT. Além desses, há vários outros impostos e taxas específicas que podem ser aplicáveis em diferentes situações.</p>
</blockquote>
<p>Eu insisti mais que uma vez, mas ele nunca deu um número concreto. Possivelmente, nem o governo sabe quantos impostos existem…</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Em Portugal e na Argentina, a esmagadora receita fiscal acontece, sobretudo em apenas 10 impostos, os restantes são residuais na receita do governo mas gera uma enorme burocracia nas empresas e nas pessoas. </p>
<p>Se muitos desses "mini" impostos fossem eliminados, permitia uma maior dinamização do mercado, gerando crescimento económico e mais empregos. Nos fins das contas, o estado acabaria por arrecadar mais receitas através dos outros impostos, sobretudo no IVA. Em certos casos, é provável que custos operacionais para o estado são superior à propria arrecadação fiscal desse respectivo imposto. Sem esquecer os casos de impostos sobre impostos, da dupla tributação, como acontece na compra de um automóvel. A curva de Laffer, há muito que foi ultrapassada em Portugal.</p>
<p>Além de prejudicar a economia diretamente, esta enorme quantidade de taxas, taxinhas e burocracias, tem um efeito perverso no “estado”. Os estados necessitam de muitos meios físicos e humanos para efetuar a gestão, fiscalização e a recolha desses impostos, além disso, a burocracia leva ao surgimento da corrupção.<br>A burocracia é criada propositadamente pelos políticos para atrapalhar a vida dos cidadãos, com o objectivo final de beneficiar terceiros, como advogados ou lobis ou os próprios políticos. A receita fiscal é mínima, mas é um incentivo à corrupção, isto é especialmente visível a nível mais local, nas autarquias. Qualquer coisa que se faça, sobretudo a nível de obras, é necessário uma infindável quantidade de autorizações, papeladas e claro, muitas taxinhas. Devido a essa burocracia, qualquer licenciamento demoram meses a anos, no meio disto tudo, existem empresários/pessoas impacientes, que desesperam com a tremenda demora e acabam por colocar uma notinha no bolso de alguém importante, para que este acelere o processo. Coisas que normalmente demorariam meses, são aprovadas em semanas, a burocracia incentiva a corrupção.</p>
<p>Portugal necessita urgentemente de uma simplificação fiscal, se houvesse vontade política para mudar, o governo poderia diminuir drasticamente o número de impostos sem diminuir a arrecadação fiscal. Se esta mudança, eles não são capazes de a fazer, muito menos vão fazer uma mudança que provoque uma redução da arrecadação fiscal.<br>Eu acho que Portugal vai seguir o caminho oposto, em vez de simplificar, vai é criar ainda mais novos impostos, porque como os atuais impostos já estão demasiado elevados, é extremamente impopular aumentá-los ainda mais, a maneira mais simples para o governo é criar novos impostos para aumentar a arrecadação fiscal.</p>
<p>Os governos modernos só olham para o aumento da arrecadação/impostos, "esquecem” por completo a redução de gastos, a eficiência.<br>Resumindo, isto é o mundo FIAT.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Turismo: de solução a problema]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o turismo e a forte dependência da economia portuguesa.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o turismo e a forte dependência da economia portuguesa.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 27 Jul 2024 10:34:24 GMT</pubDate>
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      <category>portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Portugal na última década, tem sido um dos principais destinos de férias a nível mundial, está na moda. Foi o turismo que permitiu sair da crise da dívida soberana de 2012, a partir daí tem sido o principal motor da economia.</p>
<p>O forte crescimento do turismo não é exclusivo de Portugal, é global. As sociedades estão cada vez mais consumistas, sedentas por experiências e a isto somarmos que o viajar deixou de ser um bem de luxo. Companhias aéreas lowcost como a Ryanair e a EasyJet contribuíram para uma forma de turismo de massa.</p>
<p>Este crescimento do turismo foi o eixo central para a reabilitação dos centros históricos das grandes cidades, que estavam envelhecidos e degradados. Permitiu criar dezenas de milhares de empregos, é atualmente um dos sectores onde existe mais falta de mão-de-obra.</p>
<blockquote>
<p>«O turismo foi a origem em Portugal de 19,1% da riqueza produzida no ano passado, de acordo com o relatório do World Travel &amp; Tourism Council (WTTC), que aponta Portugal como o 5º país onde é mais forte a contribuição do turismo para o PIB.<br>Em valor absoluto da contribuição do turismo para o PIB, Portugal surge em 29º entre os 40 países especificados na informação do WTTC, com 45 mil milhões de dólares, à frente da Grécia, com 44 mil milhões.» – <a href="https://www.sgeconomia.gov.pt/noticias/portugal-e-o-5-pais-com-mais-forte-contributo-do-turismo-para-o-pib.aspx">sgeconomia.gov.pt</a></p>
</blockquote>
<p>Mas o peso do turismo na economia começa a ser um problema, o país está demasiado dependente de um único sector económico, é importante uma maior diversificação para uma melhor resiliência a futuras crises.</p>
<p>Este turismo de massas dá um forte contributo nas economias mas possivelmente já passou do ponto de equilíbrio. Permitiu reabilitação dos centros históricos, que estavam muito degradados, mas também houve muitos abusos, muitos casos de moradores locais que foram despejados dos bairros onde sempre viveram. E os moradores locais que restam se começassem a sentir estrangeiros nas suas próprias cidades.</p>
<p>O turismo de massa tornou o custo de vida nas zonas mais turísticas exorbitantes, a subida de preços tornou muito comércios e restaurantes quase “exclusivos” para turistas, onde o comum português não pode consumir e usufruir, devido ao seu baixo poder de compra. No início, o aumento do custo de vida ocorreram mais nos centros históricos, depois alastrou-se para o restante da cidade, agora está pelo país inteiro.</p>
<p>O Airbnb tem contribuído imenso para o crescimento do aumento do turismo, mas também para retirar casas do mercado para os locais, menos oferta logo preços mais elevados. Como gerou muitos empregos e geralmente mal pagos, os países europeus necessitam de mais mão-de-obra estrangeira, mais gente a viver, aumenta mais a pressão na escassez da habitação.</p>
<p>As infraestruturas das cidades estão a ceder sob a pressão, não foram construídas para tantas pessoas. Nas grandes cidades, o trânsito está cada vez mais caótico, a importação de tuk-tuk é uma aberração, as ruas estão muito menos limpas. Os centros históricos estão se transformando num parque de diversão para turistas.</p>
<p>Em 2018, a revista alemã Der Spiegel fez uma reportagem onde alertava o problema, a descaracterização das cidades, mas hoje está bem pior.</p>
<blockquote>
<p>“Em Portugal, já há muito que se fala neste fenómeno. Há vários grupos e cidadãos que alertam para o facto de as zonas históricas estarem em risco de descaracterização, de os espaços de restauração ficarem iguais e de os monumentos ficarem tão lotados que não se conseguem visitar.” – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/der-spiegel-diz-que-os-turistas-estao-a-destruir-o-que-amam-no-porto">Der Spiegel</a></p>
</blockquote>
<p>Isto é uma espiral da morte, este excesso de turismo está a destruir aquilo que eles querem experienciar ou ver. A autenticidade, o castiço que existia em Portugal, foi o que trouxe os turistas, está a ser destruído pelo turismo de massas.</p>
<p>Outras das críticas é a poluição, sobretudo pela aviação. Aqui surge outro problema, será que faz sentido o turismo internacional de fim de semana? Faz sentido fazer dois voos de avião, altamente poluidores, só para passar apenas dois ou três numa capital europeia? Na minha opinião, não faz sentido, pelo menos uma semana para ver a cidade. 2 dias não dá para ver nada, é mais tempo em aeroporto que a usufruir da cidade. Possivelmente é essa ideia, mais que usufruir a cidade, é mostrar ao outro que foi à cidade, o alimentar do instagram e gerar inveja, dizer aos amigos e aos colegas de trabalho que já visitou dezenas de cidades europeias. Isto é um sintoma do consumismo excessivo, de alta preferência temporal.</p>
<p>O aeroporto de Lisboa é outra novela, há muito que a sua capacidade está esgotada, é a pura demonstração da incompetência dos políticos portugueses, não conseguem escolher um local para a construção do novo aeroporto, já houve dezenas de localizações diferentes, a cada novo governo, anula tudo o que anterior fez e volta à fase inicial, estamos nisto há 50 anos. Foram gastos milhões em estudos e comissões e nada saiu do papel.</p>
<p>Outro cúmulo da política portuguesa é o aeroporto de Beja, praticamente não é utilizado:</p>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Beja registou, no passado mês de outubro, 1484 passageiros, assinalando, assim, “o melhor mês de 2023”.<br>No total, a infraestrutura recebeu, nos 11 primeiros meses do ano passado, 4907 passageiros, maioritariamente, de jatos privados.» – <a href="https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/17715/aeroporto-de-beja-com-mais-passageiros.aspx">diariodoalentejo.pt</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Lisboa movimentou, em 2023, 49,8% do total de passageiros (33,6 milhões), tendo crescido 19,1% comparando com 2022 e 7,9% face a 2019. Já o aeroporto do Porto movimentou 15,2 milhões de passageiros e Faro 9,64 milhões.» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/02/14/passageiros-nos-aeroportos-portugueses-ultrapassam-675-milhoes-em-2023-e-superam-nivel-pre-pandemia/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>De um lado temos um aeroporto lotado que recebe 33 milhões, por outro lado, a apenas 180 km temos um aeroporto internacional praticamente novo, que recebe apenas 5000 passageiros por ano, completamente vazio.</p>
<p>Se cerca de 6% dos turistas têm como destino o Alentejo e a zona centro recebem 12% dos turistas, parte destes turistas deveriam ser canalizados para Beja. Não faz qualquer sentido, com a existência de um aeroporto no Alentejo, os turistas com destino ao Alentejo e zona centro aterrarem todos em Lisboa, quando o de Beja está mais perto.</p>
<p>Com os incentivos certos, 10% poderiam aterrar em Beja, só que o governo não faz nada, é o problema da centralização. Quando não existe vontade política, nada muda.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/035ad6552d417b4b3ea3a9cba36390dd2733930a7437a0ee11ccacbdb1029e9f.png" alt="image"></p>
<p>Mas o ponto de equilíbrio já há muito tempo que foi ultrapassado, no estrangeiro já é comum os protestos dos locais contra o excesso de turismo, em Portugal estão a surgir os primeiros movimentos.</p>
<blockquote>
<p>«A wave of protest against the negative impact of mass tourism is sweeping over Spain’s most popular holiday hotspots.<br>‘Go home!’, cries out a man in swimming togs, frantically waving at a group of bewildered tourists trying to access the Caló des Moro, one of Majorca’s most famous and picturesque beaches. He is one of the dozens of residents who had come early that Sunday to occupy the site, in protest againsst the ‘massification’ of tourism, which they say has “devastating effects” on their island, and their lives.<br>‘We have cruises [cruise ships] every day with thousands of people. We have a flight every minute! It’s cars, it’s pollution. Beaches, restaurants are full of the streets are full of people! We’re fed up!’ exclaims Joana Maria Estrany Vallespir, from “SOS Residents”, a protest collective.<br>‘TOURISM IS KILLING US’» – <a href="https://www.euronews.com/2024/07/12/mass-tourism-in-spain-drowning-the-balearic-islands?twclid=2-1jmc6ug4i7j4va2nrzwzmm186">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>Os protestos estão a surgir nos principais centros turísticos em todo o mundo, especialmente nas principais capitais europeias.</p>
<h1>Dependência</h1>
<p>Portugal está com um problema melindroso e complexo, é verdade que o excesso de turismo está a criar problemas, mas uma possível redução do turismo vai gerar ainda mais problemas. O país está demasiado dependente do turismo, sem ele, a crise será muito severa, será dramática.&nbsp;</p>
<p>O turismo é uma indústria orgânica, cresce sozinha, é descentralizada, não necessita de grande ajudas do estado, por isso cresce.</p>
<p>Os políticos passam o tempo a elogiar o crescimento económico (medíocre) do país, mas só acontece devido ao turismo. O restante da economia está estagnado, o centralismo político contenta-se com pouco, nada faz para incentivar/ajudar o crescimento de outras áreas. As ajudas não são necessariamente em dinheiro, basta menos burocracia e menos impostos e boas vias de comunicação. Portugal tem urgentemente reduzir a dependência do turismo, senão vai ter graves problemas.</p>
<p>É claro que o turismo é sector importante na economia, mas não pode ser o principal. E algo que temos que questionar, é se queremos o turismo de massas. Na minha opinião seria melhor para o país, em primeiro deslocalização do turismo por todo o país, para não ficar concentrado em poucos pontos. Também necessitamos reformular o turismo, para um turista com um poder de compra mais elevado, deixar de ser uma indústria de turismo <em>low cost</em> e de baixos salários.&nbsp;</p>
<p>Número de trabalhadores e remuneração bruta por trabalhador, 2014-2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f37e30b1aa4ec0384164485003f68702abcbd32f382091ca926faec6c52f5b7b.jpg" alt="image"><br>Fonte: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=646074543&amp;DESTAQUESmodo=2">INE</a></p>
<p>Especificamente nas atividades de Alojamento (CAE 55), a remuneração bruta mensal por trabalhador situou-se em 1 249 euros em 2023. O salário médio de um trabalhador do sector do turismo é sempre menor que o salário médio nacional, ou seja, uma economia baseada em salários baixos.&nbsp;</p>
<p>Faz mais sentido apostar nos turistas com médio/alto poder de compra, alongamentos e serviços de melhor qualidade, funcionários mais qualificados e claro mais bem pagos.</p>
<p>É lógico que existirá menos turistas, mas gastam mais dinheiro, os centros históricos são menos caóticos, gerando uma melhor harmonia entre turistas e locais.</p>
<h1>Habitação</h1>
<p>Como disse em cima, o turismo não é o principal responsável, mas tem certa responsabilidade no problema habitacional na maioria dos países.&nbsp;</p>
<p>O principal problema tem origem na expansão monetária, levando as pessoas a comprar casas como uma reserva de valor, como uma proteção ou investimento. Como a procura aumentou e a oferta não acompanhou esse aumento, nos últimos anos foram construídas habitações suficientes. Essa enorme escassez levou a uma forte valorização das habitações, ficando inacessível aos jovens.</p>
<p>Agora é impossível resolver o problema rapidamente, vai demorar muitos anos, é necessário uma enorme planificação, é necessário construir muito e para complicar não existe mão-de-obra. Aqui está outro problema, os políticos portugueses não sabem planear a longo prazo. Alguns governos já estão a avançar com projectos de construção de habitação, mas só provocará efeitos a médio/longo prazo. Isto não é um problema exclusivo de Portugal, é um problema no mundo ocidental.</p>
<blockquote>
<p>«O aumento constante dos preços e rendas das casas agravaram a crise da habitação na UE na última década ainda que esta atinja de forma distinta os Estados-membros. Apesar de ser competência nacional a dimensão da crise da habitação está a fazer soar alarmes em Bruxelas e a levar o debate para o seio das instituições comunitárias.» – <a href="https://www.sabado.pt/europa-viva/detalhe/crise-da-habitacao-ja-fez-soar-os-alarmes-em-bruxelas">Sábado</a></p>
</blockquote>
<p>Devido à pressão das populações, os governos estão a começar a tomar medidas extremas com o objetivo de ter efeitos a curto prazo, como colocar restrições ao Airbnb.</p>
<blockquote>
<p>«Nova Iorque declara guerra ao Airbnb. Quer proibir os arrendamentos de curta duração._ _Milhares de alojamentos na cidade dos Estados Unidos da América estão prestes a ser eliminados da plataforma.<br>Após um ano de negociações, a Lei Local 18 (Local Law 18) entrou em vigor esta terça-feira, 5 de setembro, e é ainda mais rigorosa do que se previa. Não basta fazer o registo na administração local para poder listar um imóvel na plataforma. A partir de agora, só os anfitriões que moram na cidade é que podem colocar uma casa para arrendar no Airbnb — e têm de estar presentes quando alguém está hospedado. Cada pessoa só poderá ter, no máximo, dois convidados.» – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/nova-iorque-declara-guerra-ao-airbnb-quer-proibir-os-arrendamentos-de-curta-duracao">NIT</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«Itália está a considerar novas regras à escala nacional enquanto Penang, na Malásia, introduziu recentemente uma proibição.<br>Da Europa aos EUA, as cidades começaram a impor restrições aos alugueres de curta duração para contrariar a tendência.<br>Na semana passada, Florença, em Itália, anunciou a proibição de novas listagens do Airbnb e de outros alugueres de férias de curta duração no centro histórico da cidade. O país agora está a contemplar o endurecimento das regras à escala nacional.<br>Itália não é o único destino a bater o pé. Esta semana, a popular ilha de Penang, na Malásia, proibiu as acomodações ao estilo Airbnb.» – <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2023/06/12/italia-malasia-eua-que-cidades-e-paises-estao-a-apertar-o-cerco-ao-airbnb">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>A bolha do turismo está a alimentar a bolha no imobiliário, são duas enormes bolhas em simultâneo. Se a bolha do turismo rebentar, muitos negócios vão fechar, libertando imensas habitações. Além disso, vai gerar muito desemprego, muitos emigrantes vão voltar à sua terra natal, libertando ainda mais casas.</p>
<p>Se isto acontecer, vai provocar um excesso de oferta no mercado imobiliário e devido à crise vai gerar uma baixa na procura. Um choque na oferta, vai provocar uma forte queda do preço das casas, podendo provocar o estouro da bolha do imobiliário.</p>
<p>A crise do turismo poderá ser a primeira pedra do dominó a cair.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Portugal na última década, tem sido um dos principais destinos de férias a nível mundial, está na moda. Foi o turismo que permitiu sair da crise da dívida soberana de 2012, a partir daí tem sido o principal motor da economia.</p>
<p>O forte crescimento do turismo não é exclusivo de Portugal, é global. As sociedades estão cada vez mais consumistas, sedentas por experiências e a isto somarmos que o viajar deixou de ser um bem de luxo. Companhias aéreas lowcost como a Ryanair e a EasyJet contribuíram para uma forma de turismo de massa.</p>
<p>Este crescimento do turismo foi o eixo central para a reabilitação dos centros históricos das grandes cidades, que estavam envelhecidos e degradados. Permitiu criar dezenas de milhares de empregos, é atualmente um dos sectores onde existe mais falta de mão-de-obra.</p>
<blockquote>
<p>«O turismo foi a origem em Portugal de 19,1% da riqueza produzida no ano passado, de acordo com o relatório do World Travel &amp; Tourism Council (WTTC), que aponta Portugal como o 5º país onde é mais forte a contribuição do turismo para o PIB.<br>Em valor absoluto da contribuição do turismo para o PIB, Portugal surge em 29º entre os 40 países especificados na informação do WTTC, com 45 mil milhões de dólares, à frente da Grécia, com 44 mil milhões.» – <a href="https://www.sgeconomia.gov.pt/noticias/portugal-e-o-5-pais-com-mais-forte-contributo-do-turismo-para-o-pib.aspx">sgeconomia.gov.pt</a></p>
</blockquote>
<p>Mas o peso do turismo na economia começa a ser um problema, o país está demasiado dependente de um único sector económico, é importante uma maior diversificação para uma melhor resiliência a futuras crises.</p>
<p>Este turismo de massas dá um forte contributo nas economias mas possivelmente já passou do ponto de equilíbrio. Permitiu reabilitação dos centros históricos, que estavam muito degradados, mas também houve muitos abusos, muitos casos de moradores locais que foram despejados dos bairros onde sempre viveram. E os moradores locais que restam se começassem a sentir estrangeiros nas suas próprias cidades.</p>
<p>O turismo de massa tornou o custo de vida nas zonas mais turísticas exorbitantes, a subida de preços tornou muito comércios e restaurantes quase “exclusivos” para turistas, onde o comum português não pode consumir e usufruir, devido ao seu baixo poder de compra. No início, o aumento do custo de vida ocorreram mais nos centros históricos, depois alastrou-se para o restante da cidade, agora está pelo país inteiro.</p>
<p>O Airbnb tem contribuído imenso para o crescimento do aumento do turismo, mas também para retirar casas do mercado para os locais, menos oferta logo preços mais elevados. Como gerou muitos empregos e geralmente mal pagos, os países europeus necessitam de mais mão-de-obra estrangeira, mais gente a viver, aumenta mais a pressão na escassez da habitação.</p>
<p>As infraestruturas das cidades estão a ceder sob a pressão, não foram construídas para tantas pessoas. Nas grandes cidades, o trânsito está cada vez mais caótico, a importação de tuk-tuk é uma aberração, as ruas estão muito menos limpas. Os centros históricos estão se transformando num parque de diversão para turistas.</p>
<p>Em 2018, a revista alemã Der Spiegel fez uma reportagem onde alertava o problema, a descaracterização das cidades, mas hoje está bem pior.</p>
<blockquote>
<p>“Em Portugal, já há muito que se fala neste fenómeno. Há vários grupos e cidadãos que alertam para o facto de as zonas históricas estarem em risco de descaracterização, de os espaços de restauração ficarem iguais e de os monumentos ficarem tão lotados que não se conseguem visitar.” – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/der-spiegel-diz-que-os-turistas-estao-a-destruir-o-que-amam-no-porto">Der Spiegel</a></p>
</blockquote>
<p>Isto é uma espiral da morte, este excesso de turismo está a destruir aquilo que eles querem experienciar ou ver. A autenticidade, o castiço que existia em Portugal, foi o que trouxe os turistas, está a ser destruído pelo turismo de massas.</p>
<p>Outras das críticas é a poluição, sobretudo pela aviação. Aqui surge outro problema, será que faz sentido o turismo internacional de fim de semana? Faz sentido fazer dois voos de avião, altamente poluidores, só para passar apenas dois ou três numa capital europeia? Na minha opinião, não faz sentido, pelo menos uma semana para ver a cidade. 2 dias não dá para ver nada, é mais tempo em aeroporto que a usufruir da cidade. Possivelmente é essa ideia, mais que usufruir a cidade, é mostrar ao outro que foi à cidade, o alimentar do instagram e gerar inveja, dizer aos amigos e aos colegas de trabalho que já visitou dezenas de cidades europeias. Isto é um sintoma do consumismo excessivo, de alta preferência temporal.</p>
<p>O aeroporto de Lisboa é outra novela, há muito que a sua capacidade está esgotada, é a pura demonstração da incompetência dos políticos portugueses, não conseguem escolher um local para a construção do novo aeroporto, já houve dezenas de localizações diferentes, a cada novo governo, anula tudo o que anterior fez e volta à fase inicial, estamos nisto há 50 anos. Foram gastos milhões em estudos e comissões e nada saiu do papel.</p>
<p>Outro cúmulo da política portuguesa é o aeroporto de Beja, praticamente não é utilizado:</p>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Beja registou, no passado mês de outubro, 1484 passageiros, assinalando, assim, “o melhor mês de 2023”.<br>No total, a infraestrutura recebeu, nos 11 primeiros meses do ano passado, 4907 passageiros, maioritariamente, de jatos privados.» – <a href="https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/17715/aeroporto-de-beja-com-mais-passageiros.aspx">diariodoalentejo.pt</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Lisboa movimentou, em 2023, 49,8% do total de passageiros (33,6 milhões), tendo crescido 19,1% comparando com 2022 e 7,9% face a 2019. Já o aeroporto do Porto movimentou 15,2 milhões de passageiros e Faro 9,64 milhões.» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/02/14/passageiros-nos-aeroportos-portugueses-ultrapassam-675-milhoes-em-2023-e-superam-nivel-pre-pandemia/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>De um lado temos um aeroporto lotado que recebe 33 milhões, por outro lado, a apenas 180 km temos um aeroporto internacional praticamente novo, que recebe apenas 5000 passageiros por ano, completamente vazio.</p>
<p>Se cerca de 6% dos turistas têm como destino o Alentejo e a zona centro recebem 12% dos turistas, parte destes turistas deveriam ser canalizados para Beja. Não faz qualquer sentido, com a existência de um aeroporto no Alentejo, os turistas com destino ao Alentejo e zona centro aterrarem todos em Lisboa, quando o de Beja está mais perto.</p>
<p>Com os incentivos certos, 10% poderiam aterrar em Beja, só que o governo não faz nada, é o problema da centralização. Quando não existe vontade política, nada muda.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/035ad6552d417b4b3ea3a9cba36390dd2733930a7437a0ee11ccacbdb1029e9f.png" alt="image"></p>
<p>Mas o ponto de equilíbrio já há muito tempo que foi ultrapassado, no estrangeiro já é comum os protestos dos locais contra o excesso de turismo, em Portugal estão a surgir os primeiros movimentos.</p>
<blockquote>
<p>«A wave of protest against the negative impact of mass tourism is sweeping over Spain’s most popular holiday hotspots.<br>‘Go home!’, cries out a man in swimming togs, frantically waving at a group of bewildered tourists trying to access the Caló des Moro, one of Majorca’s most famous and picturesque beaches. He is one of the dozens of residents who had come early that Sunday to occupy the site, in protest againsst the ‘massification’ of tourism, which they say has “devastating effects” on their island, and their lives.<br>‘We have cruises [cruise ships] every day with thousands of people. We have a flight every minute! It’s cars, it’s pollution. Beaches, restaurants are full of the streets are full of people! We’re fed up!’ exclaims Joana Maria Estrany Vallespir, from “SOS Residents”, a protest collective.<br>‘TOURISM IS KILLING US’» – <a href="https://www.euronews.com/2024/07/12/mass-tourism-in-spain-drowning-the-balearic-islands?twclid=2-1jmc6ug4i7j4va2nrzwzmm186">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>Os protestos estão a surgir nos principais centros turísticos em todo o mundo, especialmente nas principais capitais europeias.</p>
<h1>Dependência</h1>
<p>Portugal está com um problema melindroso e complexo, é verdade que o excesso de turismo está a criar problemas, mas uma possível redução do turismo vai gerar ainda mais problemas. O país está demasiado dependente do turismo, sem ele, a crise será muito severa, será dramática.&nbsp;</p>
<p>O turismo é uma indústria orgânica, cresce sozinha, é descentralizada, não necessita de grande ajudas do estado, por isso cresce.</p>
<p>Os políticos passam o tempo a elogiar o crescimento económico (medíocre) do país, mas só acontece devido ao turismo. O restante da economia está estagnado, o centralismo político contenta-se com pouco, nada faz para incentivar/ajudar o crescimento de outras áreas. As ajudas não são necessariamente em dinheiro, basta menos burocracia e menos impostos e boas vias de comunicação. Portugal tem urgentemente reduzir a dependência do turismo, senão vai ter graves problemas.</p>
<p>É claro que o turismo é sector importante na economia, mas não pode ser o principal. E algo que temos que questionar, é se queremos o turismo de massas. Na minha opinião seria melhor para o país, em primeiro deslocalização do turismo por todo o país, para não ficar concentrado em poucos pontos. Também necessitamos reformular o turismo, para um turista com um poder de compra mais elevado, deixar de ser uma indústria de turismo <em>low cost</em> e de baixos salários.&nbsp;</p>
<p>Número de trabalhadores e remuneração bruta por trabalhador, 2014-2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f37e30b1aa4ec0384164485003f68702abcbd32f382091ca926faec6c52f5b7b.jpg" alt="image"><br>Fonte: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=646074543&amp;DESTAQUESmodo=2">INE</a></p>
<p>Especificamente nas atividades de Alojamento (CAE 55), a remuneração bruta mensal por trabalhador situou-se em 1 249 euros em 2023. O salário médio de um trabalhador do sector do turismo é sempre menor que o salário médio nacional, ou seja, uma economia baseada em salários baixos.&nbsp;</p>
<p>Faz mais sentido apostar nos turistas com médio/alto poder de compra, alongamentos e serviços de melhor qualidade, funcionários mais qualificados e claro mais bem pagos.</p>
<p>É lógico que existirá menos turistas, mas gastam mais dinheiro, os centros históricos são menos caóticos, gerando uma melhor harmonia entre turistas e locais.</p>
<h1>Habitação</h1>
<p>Como disse em cima, o turismo não é o principal responsável, mas tem certa responsabilidade no problema habitacional na maioria dos países.&nbsp;</p>
<p>O principal problema tem origem na expansão monetária, levando as pessoas a comprar casas como uma reserva de valor, como uma proteção ou investimento. Como a procura aumentou e a oferta não acompanhou esse aumento, nos últimos anos foram construídas habitações suficientes. Essa enorme escassez levou a uma forte valorização das habitações, ficando inacessível aos jovens.</p>
<p>Agora é impossível resolver o problema rapidamente, vai demorar muitos anos, é necessário uma enorme planificação, é necessário construir muito e para complicar não existe mão-de-obra. Aqui está outro problema, os políticos portugueses não sabem planear a longo prazo. Alguns governos já estão a avançar com projectos de construção de habitação, mas só provocará efeitos a médio/longo prazo. Isto não é um problema exclusivo de Portugal, é um problema no mundo ocidental.</p>
<blockquote>
<p>«O aumento constante dos preços e rendas das casas agravaram a crise da habitação na UE na última década ainda que esta atinja de forma distinta os Estados-membros. Apesar de ser competência nacional a dimensão da crise da habitação está a fazer soar alarmes em Bruxelas e a levar o debate para o seio das instituições comunitárias.» – <a href="https://www.sabado.pt/europa-viva/detalhe/crise-da-habitacao-ja-fez-soar-os-alarmes-em-bruxelas">Sábado</a></p>
</blockquote>
<p>Devido à pressão das populações, os governos estão a começar a tomar medidas extremas com o objetivo de ter efeitos a curto prazo, como colocar restrições ao Airbnb.</p>
<blockquote>
<p>«Nova Iorque declara guerra ao Airbnb. Quer proibir os arrendamentos de curta duração._ _Milhares de alojamentos na cidade dos Estados Unidos da América estão prestes a ser eliminados da plataforma.<br>Após um ano de negociações, a Lei Local 18 (Local Law 18) entrou em vigor esta terça-feira, 5 de setembro, e é ainda mais rigorosa do que se previa. Não basta fazer o registo na administração local para poder listar um imóvel na plataforma. A partir de agora, só os anfitriões que moram na cidade é que podem colocar uma casa para arrendar no Airbnb — e têm de estar presentes quando alguém está hospedado. Cada pessoa só poderá ter, no máximo, dois convidados.» – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/nova-iorque-declara-guerra-ao-airbnb-quer-proibir-os-arrendamentos-de-curta-duracao">NIT</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«Itália está a considerar novas regras à escala nacional enquanto Penang, na Malásia, introduziu recentemente uma proibição.<br>Da Europa aos EUA, as cidades começaram a impor restrições aos alugueres de curta duração para contrariar a tendência.<br>Na semana passada, Florença, em Itália, anunciou a proibição de novas listagens do Airbnb e de outros alugueres de férias de curta duração no centro histórico da cidade. O país agora está a contemplar o endurecimento das regras à escala nacional.<br>Itália não é o único destino a bater o pé. Esta semana, a popular ilha de Penang, na Malásia, proibiu as acomodações ao estilo Airbnb.» – <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2023/06/12/italia-malasia-eua-que-cidades-e-paises-estao-a-apertar-o-cerco-ao-airbnb">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>A bolha do turismo está a alimentar a bolha no imobiliário, são duas enormes bolhas em simultâneo. Se a bolha do turismo rebentar, muitos negócios vão fechar, libertando imensas habitações. Além disso, vai gerar muito desemprego, muitos emigrantes vão voltar à sua terra natal, libertando ainda mais casas.</p>
<p>Se isto acontecer, vai provocar um excesso de oferta no mercado imobiliário e devido à crise vai gerar uma baixa na procura. Um choque na oferta, vai provocar uma forte queda do preço das casas, podendo provocar o estouro da bolha do imobiliário.</p>
<p>A crise do turismo poderá ser a primeira pedra do dominó a cair.</p>
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      <title><![CDATA[Onde...]]></title>
      <description><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 16:05:42 GMT</pubDate>
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      <category>sociedade</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
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      <title><![CDATA[Estudo sobre a iliteracia financeira]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 30 May 2024 13:21:34 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As principais conclusões de um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses:</p>
<ul>
<li>64% dos portugueses apresenta um baixo conhecimento financeiro.</li>
<li>Apenas 39% dos portugueses consegue fazer face a uma despesa inesperada de 2.000 euros.</li>
<li>72% dos portugueses não desenvolveu qualquer tipo de plano financeiro para a reforma.</li>
<li>1 em cada 4 portugueses tem dificuldades em pagar as contas e cumprir as suas obrigações financeiras.</li>
<li>45% dos portugueses nunca investiu. Apenas 38% já considerou fazê-lo.</li>
</ul>
<h2>Conclusões</h2>
<p>São 5 pontos muito esclarecedores da falta de literacia financeira dos portugueses, isto explica muito o porquê de não compreenderem o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. </p>
<p>Mesmo os jovens que estão mais aberto ao mundo cripto, preferem mais o cripto do que <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. Os jovens não olham para isto como uma poupança mas sim uma maneira fácil de enriquecimento, um gambling.</p>
<p>Analisado bem, é fácil de compreender o porquê dos portugueses não entenderem o Bitcoin. O Bitcoin tem o objetivo de ser uma solução para o problema da moeda fiduciária. O baixo conhecimento dos portugueses não lhes permite identificar a existência desse problema, logo não procuram uma solução. As pessoas só procuram uma solução quando identificam um problema.</p>
<p>Se o mais básico, os portugueses não conseguem decifrar, dificilmente vão compreender a complexidade extrema na qual foi construído o atual sistema financeiro.</p>
<h3>Pensões</h3>
<p>O atual sistema de pensões está a colapsar, os estudos de hoje indicam que em 2050 a taxa de substituição será inferior a 40%. Com um mundo a entrar numa espiral  da morte de dívida soberana, as moedas vão ser fortemente desvalorizadas, vamos viver um longo período de inflação alta, que irá destruir os fundos de pensões, que resultará numa taxa de substituição muito mais baixa, do que o estudo indica.</p>
<p>Com tudo isto, como é possível que 72% dos portugueses não têm qualquer plano para a reforma. </p>
<h3>Preferência temporal</h3>
<p>Se 60% dos portugueses não têm 2000€ para uma despesa inesperada, como podem investir? Os portugueses necessitam de ser mais poupados e ter uma preferência temporal mais baixa.</p>
<hr>
<p>O estudo: <np-embed url="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/"><a href="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/">https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/</a></np-embed></p>
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      <itunes:summary><![CDATA[<p>As principais conclusões de um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses:</p>
<ul>
<li>64% dos portugueses apresenta um baixo conhecimento financeiro.</li>
<li>Apenas 39% dos portugueses consegue fazer face a uma despesa inesperada de 2.000 euros.</li>
<li>72% dos portugueses não desenvolveu qualquer tipo de plano financeiro para a reforma.</li>
<li>1 em cada 4 portugueses tem dificuldades em pagar as contas e cumprir as suas obrigações financeiras.</li>
<li>45% dos portugueses nunca investiu. Apenas 38% já considerou fazê-lo.</li>
</ul>
<h2>Conclusões</h2>
<p>São 5 pontos muito esclarecedores da falta de literacia financeira dos portugueses, isto explica muito o porquê de não compreenderem o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. </p>
<p>Mesmo os jovens que estão mais aberto ao mundo cripto, preferem mais o cripto do que <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. Os jovens não olham para isto como uma poupança mas sim uma maneira fácil de enriquecimento, um gambling.</p>
<p>Analisado bem, é fácil de compreender o porquê dos portugueses não entenderem o Bitcoin. O Bitcoin tem o objetivo de ser uma solução para o problema da moeda fiduciária. O baixo conhecimento dos portugueses não lhes permite identificar a existência desse problema, logo não procuram uma solução. As pessoas só procuram uma solução quando identificam um problema.</p>
<p>Se o mais básico, os portugueses não conseguem decifrar, dificilmente vão compreender a complexidade extrema na qual foi construído o atual sistema financeiro.</p>
<h3>Pensões</h3>
<p>O atual sistema de pensões está a colapsar, os estudos de hoje indicam que em 2050 a taxa de substituição será inferior a 40%. Com um mundo a entrar numa espiral  da morte de dívida soberana, as moedas vão ser fortemente desvalorizadas, vamos viver um longo período de inflação alta, que irá destruir os fundos de pensões, que resultará numa taxa de substituição muito mais baixa, do que o estudo indica.</p>
<p>Com tudo isto, como é possível que 72% dos portugueses não têm qualquer plano para a reforma. </p>
<h3>Preferência temporal</h3>
<p>Se 60% dos portugueses não têm 2000€ para uma despesa inesperada, como podem investir? Os portugueses necessitam de ser mais poupados e ter uma preferência temporal mais baixa.</p>
<hr>
<p>O estudo: <np-embed url="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/"><a href="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/">https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/</a></np-embed></p>
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      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
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      <npub>npub1a9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsvvzz87</npub>
      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <title><![CDATA[Dia da Liberdade]]></title>
      <description><![CDATA[Uma pequena reflexão sobre liberdade e o 25 de Abril]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma pequena reflexão sobre liberdade e o 25 de Abril]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 25 Apr 2024 09:20:30 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/xv-fsrnqvupkq_uox6vd1/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há exatamente 50 anos houve uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974">revolução em Portugal</a>, que derrubou a ditadura, foi o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o século XX, foram 48 anos.</p>
<p>Por esse motivo, hoje, dia 25 de Abril, comemora-se o Dia da Liberdade.</p>
<p>A revolução trouxe-nos muitas formas de liberdade:</p>
<ul>
<li>liberdade circulação</li>
<li>liberdade de voto</li>
<li>liberdade de pensamento</li>
<li>liberdade de expressão</li>
<li>liberdade de imprensa</li>
<li>liberdade religiosa</li>
</ul>
<p>A ditadura terminou há 50 anos, mas hoje eu sinto que sou menos livre que há 20 anos. Cada vez mais, vivemos numa sociedade mais intolerante a um pensamento diferente do seu. Foram movimentos de esquerda que mais lutaram pela liberdade no período da ditadura, mas agora, uma esquerda radical quer impor as “suas liberdades” e os “seus pensamentos”, restringindo as liberdades e pensamentos de outros.</p>
<p>Uma coisa é acreditar que comer cenoura faz bem aos olhos, ou coisa é querer obrigar todas as pessoas a comerem cenoura. Na minha concepção de Liberdade, quem quiser come cenoura, quem não quer não come, simplesmente isto.</p>
<p>A partir do momento que começamos a restringir o pensamento de outro, onde está a liberdade de pensamento. Quanto temos que pensar duas ou três vezes, antes de dizer publicamente ou publicar algo online – com medo das repercussões – é porque não somos livres. A partir do momento onde existe medo, logo não existe liberdade de pensamento e de expressão.</p>
<p>A plenitude da Liberdade não significa que podemos fazer tudo, é claro que existem algumas restrições, desde que não invada/impeça a liberdade de outro.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da máxima, a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro, é pura verdade.</p>
<p>A sociedade está cada vez mais intolerante a opiniões contrárias à sua, as pessoas não querem ser livres, querem impor o seu pensamento. Não querem diversidade de pensamento, querem pensamento único. Não é possível uma democracia com um pensamento único.&nbsp;</p>
<p>No passado a censura era feita por policiais, agora é por grupo organizado ideologicamente, atrás de um teclado ou através da pressão pública/mediática, a política do cancelamento.</p>
<p>Eu não consigo compreender, o que aconteceu nos últimos 20 anos, que provocou uma mudança tão drástica na sociedade,&nbsp; onde houve um retrocesso na liberdade. Chegámos ao cúmulo de suspender a liberdade de circulação ou bloquear contas bancárias apenas por discordância de opinião. Ou colocar em causa a propriedade privada.</p>
<p>Liberdade não é anarquia, não é fazer o que vai na real gana, mas sim respeitar o próximo e respeitar a si próprio. Fazer aos outros, o que queremos que façam a nós. Em suma, respeito e responsabilidade.</p>
<p>Outro ponto sensível da actualidade é as fakenews, em nome de acabar com</p>
<p>as fakenews, os países estão a criar leis que restringem a liberdade de expressão. Organismos estatais, políticos em cargos estatais e jornalistas têm a obrigação de dizer a verdade, não podem fazer fakenews.&nbsp;</p>
<p>Mas um cidadão individual, sem cargos políticos, não poderá ter a liberdade de mentir?</p>
<p>Na opinião tem a liberdade de mentir, também tem a liberdade de ofender alguém, mas terá que arcar com as consequências legais desse ato, em tribunal claro. Não faz qualquer sentido,&nbsp; bloquear preventivamente alguém nas redes sociais, isto limita, impede o direito à liberdade de expressão.</p>
<p>Quantos copérnicos são cancelados nas redes sociais?</p>
<p>O julgar da verdade ou mentira é sempre limitada aos dados existentes, esses dados podem mudar ao longo do tempo. Como dizia o mítico Pimenta Machado, “o que hoje é verdade amanhã é mentira”.&nbsp;</p>
<p>Isto leva-nos a outro problema, terá que existir alguém, um juiz que decida o que viola ou não a lei, verdade ou mentira. Só um juiz pode ter o poder de decidir, nunca um político ou um qualquer funcionário de uma bigtech. Mesmo os juízes têm as suas limitações, porque limitam-se a cumprir a lei, lei feita pelos próprios estados. Um estado em caso de discordância com algum tribunal, basta mudar a lei, o estado tem um poder absoluto.</p>
<p>A incitação ao ódio e as Fakenews, são algo tão abrangente e ao mesmo tempo abstrato, onde é possível fazer infinitas interpretações. Os governos aproveitam desse abstracionismo para limitar as liberdades dos seus cidadãos.</p>
<h1>Liberdade monetária</h1>
<p>A revolução trouxe-nos muitas liberdades, mas a liberdade fundamental ainda não conseguimos adquirir, a Liberdade monetária/financeira, sem esta, as restantes liberdade não poderão ser exercidas na sua plenitude. Necessitamos de uma sociedade que incentive a liberdade de pensamento, um pensamento crítico.</p>
<p>Tem que existir uma separação real da política monetária, do poder político. Será tão ou mais importante para a humanidade, como foi a separação da religião, do poder político.</p>
<p>Passados 50 anos, em termos gerais, o nível de ensino melhorou em Portugal, mas em termos de literacia financeira, pouco melhoramos. Existindo partidos políticos que são abertamente contra a educação financeira nas escolas, segundo eles, o conhecimento pode levar as pessoas a fazer escolhas erradas. Curiosamente, o antigo regime tinha uma política similar. Porque um povo inculto é mais obediente, submisso e menos pensante, mais ignorante.</p>
<p>Curiosamente, esse partido apoia um grupo extremista, de criminosos, que destrói património, ataca pessoas, roça o terrorismo, tudo com o pretexto da causa ambiental.&nbsp;Todos temos a liberdade e direito de protestar, desde que não invada no direitos de outros, desde que não destrua património de outros, desde que não agrida outros e que não impeça que outros trabalhem. O partido apenas apoia na surdina, porque nem tem coragem para o admitir publicamente que o apoia.</p>
<p>Se algo é a representação clara do que é liberdade é o Bitcoin. É a liberdade pura. Mas isso não significa que todos os bitcoiners defendam a liberdade plena, como em todo o lado existem os radicais.</p>
<p>Se nós queremos ter a liberdade de utilizar o bitcoin, também temos que aceitar com naturalidade, as pessoas que não querem ter, não podemos ofender por terem uma opinião diferente da nossa.&nbsp;Se nós somos contra o uso forçado da moeda FIAT, não podemos ser a favor do uso forçado do bitcoin, é uma incongruência. Temos que ser a favor da liberdade monetária, os cidadãos devem ter a liberdade de escolher a moeda que querem transacionar. Se as duas partes concordam em fazer uma transação numa respectiva moeda, qualquer que seja a moeda, não devem existir restrições legais que o impeçam.</p>
<p>Até entre nós bitcoiners mais puristas temos que exigir, a nós próprios, mais liberdade, aceitar pensamentos e visões diferentes, isso é liberdade, não existem verdades absolutas, não existe uma visão única sobre o Bitcoin. Liberdade é isso, cada um faz e usa como quer. Não existem uns superiores aos outros, somos todos bitcoiners.</p>
<p>A rejeição ao FIAT e ter 100% exposto a bitcoin não deve ser uma obrigação, mas sim um caminho longo que pode ser percorrido à velocidade de cada cidadão, ao&nbsp; seu próprio ritmo.&nbsp;</p>
<p>Não devemos ser tão críticos ou ofender uma pessoa por utilizar a Liquid (ou Cashu), se utiliza a Liquid é porque a sua condição financeira não permite utilizar a Layer 1, mas quer estar exposto a bitcoin. É verdade que Liquid não é exatamente igual a Bitcoin, mas é substancialmente superior a quaisquer outras cripto ou shitcoin.&nbsp;</p>
<p>Será que temos o direito de criticar um cubano por este utilizar Liquid, ele não tem condições financeiras para fazer transações na L1, 10$ de taxa, é o salário semanal dele. Claro que não devemos criticar ou chamá-lo de shitcoiner por este utilizar Liquid.</p>
<p>Hoje em dia, já milhões de pessoas estão impedidas de utilizar a L1, onde a sua única alternativa é utilizar Lightning Network custodial ou Liquid. Neste cenário, eu considero a Liquid muito mais segura.&nbsp;</p>
<p>Hoje são os mais pobres de estão impedidas de utilizar a L1, mas num futuro próximo, sermos nós a ter estas dificuldades, possivelmente faremos 1 ou 2 transações por ano na l1, enviaremos os fundos para uma layer 2 (como a Liquid) e a partir desta vamos fazer os pagamentos do dia-a-dia. Esta situação é inevitável.</p>
<p>Também não devemos criticar quem não faz auto-custódia, no máximo devemos aconselhar, explicar qual é a melhor solução. Mas a decisão final é do indivíduo, que deve ter a liberdade de escolher a custódia que mais se adequa ao seu perfil. Nós só nos resta respeitar essa decisão. A auto-custódio é um assunto bastante sensível, para nós mais puristas a auto-custódia é essencial, mas nós somos uma minoria muito pequena, a maioria da população não quer ou não tem conhecimentos para ser soberano. Com o tempo, possivelmente algumas destas pessoas vão aprender a fazer a auto-custódia, mas a maioria nunca o fará. Estas pessoas têm todo o direito de ter bitcoin, e nós mais experientes devemos aconselhar quais os melhores serviços, é preferível um sistema com um custódia partilhada (tipo Bitkey) do que utilizar exchange. O que é inaceitável, é as pessoas quererem ter bitcoin mas só não o tem porque tem medo de fazer a auto-custódia, é mil vezes preferível utilizar um sistema de custódia partilhada do que ter zero bitcoin.</p>
<p>Como digo em cima, as pessoas têm a liberdade de criticar ou de ofender, mas depois terão que sofrer as consequências dos seus atos, que neste caso, que devido à agressividade nos comentários vão afastar os novatos, atrasando a adoção do Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Todos somos bitcoiners, apenas temos visões e utilização diferente.</p>
<p>Hoje é 25, mas ontem na véspera da celebração da Liberdade, a Política Judiciária deteve um programador informático, acatando ordem de extradição dos EUA. Que país é este, que liberdade é esta, que prende alguém que apenas escreveu algumas linhas de código.</p>
<p>Na minha opinião, o auge da liberdade foi por volta dos anos 2000, de lá pra cá tem existido uma gradual deterioração das liberdade e dos direitos. Se nada for feito, qualquer dia será tarde demais… quando começamos a ceder liberdades em prol de segurança, vamos acabar por perder a segurança e a liberdade.</p>
<p>Falta ainda cumprir Abril!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Há exatamente 50 anos houve uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974">revolução em Portugal</a>, que derrubou a ditadura, foi o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o século XX, foram 48 anos.</p>
<p>Por esse motivo, hoje, dia 25 de Abril, comemora-se o Dia da Liberdade.</p>
<p>A revolução trouxe-nos muitas formas de liberdade:</p>
<ul>
<li>liberdade circulação</li>
<li>liberdade de voto</li>
<li>liberdade de pensamento</li>
<li>liberdade de expressão</li>
<li>liberdade de imprensa</li>
<li>liberdade religiosa</li>
</ul>
<p>A ditadura terminou há 50 anos, mas hoje eu sinto que sou menos livre que há 20 anos. Cada vez mais, vivemos numa sociedade mais intolerante a um pensamento diferente do seu. Foram movimentos de esquerda que mais lutaram pela liberdade no período da ditadura, mas agora, uma esquerda radical quer impor as “suas liberdades” e os “seus pensamentos”, restringindo as liberdades e pensamentos de outros.</p>
<p>Uma coisa é acreditar que comer cenoura faz bem aos olhos, ou coisa é querer obrigar todas as pessoas a comerem cenoura. Na minha concepção de Liberdade, quem quiser come cenoura, quem não quer não come, simplesmente isto.</p>
<p>A partir do momento que começamos a restringir o pensamento de outro, onde está a liberdade de pensamento. Quanto temos que pensar duas ou três vezes, antes de dizer publicamente ou publicar algo online – com medo das repercussões – é porque não somos livres. A partir do momento onde existe medo, logo não existe liberdade de pensamento e de expressão.</p>
<p>A plenitude da Liberdade não significa que podemos fazer tudo, é claro que existem algumas restrições, desde que não invada/impeça a liberdade de outro.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da máxima, a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro, é pura verdade.</p>
<p>A sociedade está cada vez mais intolerante a opiniões contrárias à sua, as pessoas não querem ser livres, querem impor o seu pensamento. Não querem diversidade de pensamento, querem pensamento único. Não é possível uma democracia com um pensamento único.&nbsp;</p>
<p>No passado a censura era feita por policiais, agora é por grupo organizado ideologicamente, atrás de um teclado ou através da pressão pública/mediática, a política do cancelamento.</p>
<p>Eu não consigo compreender, o que aconteceu nos últimos 20 anos, que provocou uma mudança tão drástica na sociedade,&nbsp; onde houve um retrocesso na liberdade. Chegámos ao cúmulo de suspender a liberdade de circulação ou bloquear contas bancárias apenas por discordância de opinião. Ou colocar em causa a propriedade privada.</p>
<p>Liberdade não é anarquia, não é fazer o que vai na real gana, mas sim respeitar o próximo e respeitar a si próprio. Fazer aos outros, o que queremos que façam a nós. Em suma, respeito e responsabilidade.</p>
<p>Outro ponto sensível da actualidade é as fakenews, em nome de acabar com</p>
<p>as fakenews, os países estão a criar leis que restringem a liberdade de expressão. Organismos estatais, políticos em cargos estatais e jornalistas têm a obrigação de dizer a verdade, não podem fazer fakenews.&nbsp;</p>
<p>Mas um cidadão individual, sem cargos políticos, não poderá ter a liberdade de mentir?</p>
<p>Na opinião tem a liberdade de mentir, também tem a liberdade de ofender alguém, mas terá que arcar com as consequências legais desse ato, em tribunal claro. Não faz qualquer sentido,&nbsp; bloquear preventivamente alguém nas redes sociais, isto limita, impede o direito à liberdade de expressão.</p>
<p>Quantos copérnicos são cancelados nas redes sociais?</p>
<p>O julgar da verdade ou mentira é sempre limitada aos dados existentes, esses dados podem mudar ao longo do tempo. Como dizia o mítico Pimenta Machado, “o que hoje é verdade amanhã é mentira”.&nbsp;</p>
<p>Isto leva-nos a outro problema, terá que existir alguém, um juiz que decida o que viola ou não a lei, verdade ou mentira. Só um juiz pode ter o poder de decidir, nunca um político ou um qualquer funcionário de uma bigtech. Mesmo os juízes têm as suas limitações, porque limitam-se a cumprir a lei, lei feita pelos próprios estados. Um estado em caso de discordância com algum tribunal, basta mudar a lei, o estado tem um poder absoluto.</p>
<p>A incitação ao ódio e as Fakenews, são algo tão abrangente e ao mesmo tempo abstrato, onde é possível fazer infinitas interpretações. Os governos aproveitam desse abstracionismo para limitar as liberdades dos seus cidadãos.</p>
<h1>Liberdade monetária</h1>
<p>A revolução trouxe-nos muitas liberdades, mas a liberdade fundamental ainda não conseguimos adquirir, a Liberdade monetária/financeira, sem esta, as restantes liberdade não poderão ser exercidas na sua plenitude. Necessitamos de uma sociedade que incentive a liberdade de pensamento, um pensamento crítico.</p>
<p>Tem que existir uma separação real da política monetária, do poder político. Será tão ou mais importante para a humanidade, como foi a separação da religião, do poder político.</p>
<p>Passados 50 anos, em termos gerais, o nível de ensino melhorou em Portugal, mas em termos de literacia financeira, pouco melhoramos. Existindo partidos políticos que são abertamente contra a educação financeira nas escolas, segundo eles, o conhecimento pode levar as pessoas a fazer escolhas erradas. Curiosamente, o antigo regime tinha uma política similar. Porque um povo inculto é mais obediente, submisso e menos pensante, mais ignorante.</p>
<p>Curiosamente, esse partido apoia um grupo extremista, de criminosos, que destrói património, ataca pessoas, roça o terrorismo, tudo com o pretexto da causa ambiental.&nbsp;Todos temos a liberdade e direito de protestar, desde que não invada no direitos de outros, desde que não destrua património de outros, desde que não agrida outros e que não impeça que outros trabalhem. O partido apenas apoia na surdina, porque nem tem coragem para o admitir publicamente que o apoia.</p>
<p>Se algo é a representação clara do que é liberdade é o Bitcoin. É a liberdade pura. Mas isso não significa que todos os bitcoiners defendam a liberdade plena, como em todo o lado existem os radicais.</p>
<p>Se nós queremos ter a liberdade de utilizar o bitcoin, também temos que aceitar com naturalidade, as pessoas que não querem ter, não podemos ofender por terem uma opinião diferente da nossa.&nbsp;Se nós somos contra o uso forçado da moeda FIAT, não podemos ser a favor do uso forçado do bitcoin, é uma incongruência. Temos que ser a favor da liberdade monetária, os cidadãos devem ter a liberdade de escolher a moeda que querem transacionar. Se as duas partes concordam em fazer uma transação numa respectiva moeda, qualquer que seja a moeda, não devem existir restrições legais que o impeçam.</p>
<p>Até entre nós bitcoiners mais puristas temos que exigir, a nós próprios, mais liberdade, aceitar pensamentos e visões diferentes, isso é liberdade, não existem verdades absolutas, não existe uma visão única sobre o Bitcoin. Liberdade é isso, cada um faz e usa como quer. Não existem uns superiores aos outros, somos todos bitcoiners.</p>
<p>A rejeição ao FIAT e ter 100% exposto a bitcoin não deve ser uma obrigação, mas sim um caminho longo que pode ser percorrido à velocidade de cada cidadão, ao&nbsp; seu próprio ritmo.&nbsp;</p>
<p>Não devemos ser tão críticos ou ofender uma pessoa por utilizar a Liquid (ou Cashu), se utiliza a Liquid é porque a sua condição financeira não permite utilizar a Layer 1, mas quer estar exposto a bitcoin. É verdade que Liquid não é exatamente igual a Bitcoin, mas é substancialmente superior a quaisquer outras cripto ou shitcoin.&nbsp;</p>
<p>Será que temos o direito de criticar um cubano por este utilizar Liquid, ele não tem condições financeiras para fazer transações na L1, 10$ de taxa, é o salário semanal dele. Claro que não devemos criticar ou chamá-lo de shitcoiner por este utilizar Liquid.</p>
<p>Hoje em dia, já milhões de pessoas estão impedidas de utilizar a L1, onde a sua única alternativa é utilizar Lightning Network custodial ou Liquid. Neste cenário, eu considero a Liquid muito mais segura.&nbsp;</p>
<p>Hoje são os mais pobres de estão impedidas de utilizar a L1, mas num futuro próximo, sermos nós a ter estas dificuldades, possivelmente faremos 1 ou 2 transações por ano na l1, enviaremos os fundos para uma layer 2 (como a Liquid) e a partir desta vamos fazer os pagamentos do dia-a-dia. Esta situação é inevitável.</p>
<p>Também não devemos criticar quem não faz auto-custódia, no máximo devemos aconselhar, explicar qual é a melhor solução. Mas a decisão final é do indivíduo, que deve ter a liberdade de escolher a custódia que mais se adequa ao seu perfil. Nós só nos resta respeitar essa decisão. A auto-custódio é um assunto bastante sensível, para nós mais puristas a auto-custódia é essencial, mas nós somos uma minoria muito pequena, a maioria da população não quer ou não tem conhecimentos para ser soberano. Com o tempo, possivelmente algumas destas pessoas vão aprender a fazer a auto-custódia, mas a maioria nunca o fará. Estas pessoas têm todo o direito de ter bitcoin, e nós mais experientes devemos aconselhar quais os melhores serviços, é preferível um sistema com um custódia partilhada (tipo Bitkey) do que utilizar exchange. O que é inaceitável, é as pessoas quererem ter bitcoin mas só não o tem porque tem medo de fazer a auto-custódia, é mil vezes preferível utilizar um sistema de custódia partilhada do que ter zero bitcoin.</p>
<p>Como digo em cima, as pessoas têm a liberdade de criticar ou de ofender, mas depois terão que sofrer as consequências dos seus atos, que neste caso, que devido à agressividade nos comentários vão afastar os novatos, atrasando a adoção do Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Todos somos bitcoiners, apenas temos visões e utilização diferente.</p>
<p>Hoje é 25, mas ontem na véspera da celebração da Liberdade, a Política Judiciária deteve um programador informático, acatando ordem de extradição dos EUA. Que país é este, que liberdade é esta, que prende alguém que apenas escreveu algumas linhas de código.</p>
<p>Na minha opinião, o auge da liberdade foi por volta dos anos 2000, de lá pra cá tem existido uma gradual deterioração das liberdade e dos direitos. Se nada for feito, qualquer dia será tarde demais… quando começamos a ceder liberdades em prol de segurança, vamos acabar por perder a segurança e a liberdade.</p>
<p>Falta ainda cumprir Abril!</p>
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      <title><![CDATA[Montenegro a ser Costa]]></title>
      <description><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 13 Apr 2024 10:16:05 GMT</pubDate>
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      <category>Política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
<blockquote>
<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
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<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
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<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
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<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
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<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
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<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
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<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
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<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
</blockquote>
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<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
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<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
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<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
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<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
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      <title><![CDATA[Toque de Midas]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 20 Nov 2023 11:44:22 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
<br>

<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
<br>

<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
<p><br><br></p>
<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/2816f51d1cb9938a2cb288a443c3433d068413ed04d8daff35fc22e3251097aa.png" alt="image"></p>
<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
<br>

<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
<br>

<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
<p><br><br></p>
<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
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      <title><![CDATA[Declínio populacional europeu]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o declínio populacional na europa e as suas consequências.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o declínio populacional na europa e as suas consequências.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 13 Nov 2023 15:09:29 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/cjqneqt_5s-gfb-xaghf0/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Em abril deste ano, a Índia tornou-se o país mais populoso do mundo. A estimativa da ONU é que a Índia tenha uma população de 1,428 bilião de habitantes, enquanto a China tem 1,425 bilião. Esta é a primeira vez em séculos que a China não é o país mais populoso do mundo.</p>
<p>Os dois países estão em direções opostas, em 50 anos (2071), a demografia da Índia vai crescer 19%, enquanto a China vai reduzir 25%.</p>
<p>As projeções da população mundial são baseadas em uma série de fatores, incluindo taxas de fertilidade, mortalidade e migração. Estas taxas são difíceis de prever com precisão, por isso é possível que as projeções da população mudem no futuro.</p>
<p>A maioria do crescimento populacional até 2071 deverá ocorrer nos países em desenvolvimento, principalmente em África.</p>
<ul>
<li>África: +127%</li>
<li>Ásia: +10%</li>
<li>Europa: -13%</li>
<li>América do Norte: +16%</li>
<li>América Latina e Caraíbas: +12%</li>
<li>América Central: +17%</li>
<li>América do Sul: +10%</li>
<li>Oceania: +42%</li>
</ul>
<p>Apesar da Ásia crescer, as suas principais economias estão em sentido oposto, além da China(-25%), Japão(-29%) e Coreia do Sul(-32%).</p>
<p>O declínio populacional&nbsp; tem um efeito perverso&nbsp; nas economias. As populações ficam envelhecidas, com poucos jovens. Financeiramente terá custos devastadores para a economia e finanças públicas. As despesas com saúde e com pensões serão elevadíssimas e a arrecadação fiscal será baixa, existem poucos jovens a trabalhar.</p>
<h1>Europa</h1>
<p>A Europa é o único continente em regressão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4072ee150d9713b2b59c7ecee70bf96cdaa84ebc06825655cd5401f7d5cf23f8.png" alt=""></p>
<p>A lista inclui países da Europa e a América do Norte, com mais de 1 milhão de habitantes:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7e3e3b109d8c1474bf9dbae69684834139309b5984602a44d10f5afd7ad4a0d6.png" alt=""></p>
<p>A Bulgária é a que tem a pior estimativa, -40% em 2071. São 17 países com queda superior a 20%, incluindo Portugal.</p>
<p>Os números na Europa só não são piores, devido à imigração, sobretudo de África e Ásia. Minimiza o problema da demografia, mas cria outros problemas internos.</p>
<h1>Portugal</h1>
<p>Por curiosidade foi perguntar ao Google Bard, sobre Portugal.</p>
<blockquote>
<p>“De acordo com um estudo publicado na revista Lancet em 2020, a população de Portugal poderá cair para cerca de 5 milhões de habitantes em 2100. Este declínio é resultado de uma combinação de fatores, incluindo uma baixa taxa de fertilidade, uma alta taxa de emigração e o envelhecimento da população.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A taxa de fertilidade de Portugal é atualmente de 1,3 filhos por mulher, um valor abaixo do nível de reposição da população, que é de 2,1 filhos por mulher. Isto significa que, em média, cada mulher está a ter menos filhos do que o necessário para substituir a si mesma e ao seu parceiro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A taxa de emigração de Portugal também é elevada. Em 2022, estima-se que cerca de 300 mil portugueses tenham emigrado do país. A emigração é motivada por uma variedade de fatores, incluindo a falta de oportunidades de emprego, o baixo nível de salários e a crise económica.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A população de Portugal está a envelhecer. Em 2023, a idade média da população portuguesa é de 46 anos. A população idosa está a crescer mais rapidamente do que a população jovem, o que está a colocar uma pressão sobre os sistemas de saúde e pensões.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Estes fatores estão a contribuir para um declínio da população portuguesa. Em 2100, Portugal poderá ter uma população de apenas 5 milhões de habitantes, o que representa uma queda de mais de metade da população atual.</p>
</blockquote>
<p>O AI utilizou um estudo diferente, ainda mais pessimista.</p>
<p>É curioso que a AI compreendeu e enumerou os problemas, mas os políticos portugueses ainda não entenderam. Ou será que não querem entender.</p>
<p>Voltando à estimativa das <a href="https://population.un.org/wpp/Download/">Nações Unidas</a>, serão 8 milhões de habitantes em 2071 e 6,8 milhões em 2100.</p>
<p>É avassalador o resultado, <strong>6.8 MILHÕES</strong>, são menos 33% em 77 anos..</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d4a77c726115a70bbd2dd82c3154918b48a1fc0dca37146c7eddb4ecfbd0003f.png" alt=""></p>
<p>Que futuro vai ter este país?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/c936679d3134f75245249fab505d9869823ebf9a75982eb7fc222077db409189.png" alt=""></p>
<p>Muito em breve os idosos(+70 anos) vão superar os mais jovens(0-19 anos). Os adultos ativos(20-69) vão ter uma grande queda até 2050, são estes a força trabalhadora do país.</p>
<p>Isto é uma bomba relógio, para os fundos de pensões. O <strong>ponzi</strong> vai rebentar, é inevitável.</p>
<p>Uma população com mais de 30% de idosos, onde virá o dinheiro para as pensões e para os custos de saúde.</p>
<p>No início do ano, eu escrevi um <a href="http://www.rei-artur.com/bomba-relogio-ii/">texto sobre o problema dos fundos de pensão</a>, não vale a pena repetir aqui. Eu também escrevi um <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qq2hswf4f3a8v46nf9v4q6tsf3kxxkj0tagrwq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65w8kpesu">texto sobre a riqueza mundial</a>, onde a demografia tem um papel fundamental.</p>
<p>São dois textos para refletir.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Em abril deste ano, a Índia tornou-se o país mais populoso do mundo. A estimativa da ONU é que a Índia tenha uma população de 1,428 bilião de habitantes, enquanto a China tem 1,425 bilião. Esta é a primeira vez em séculos que a China não é o país mais populoso do mundo.</p>
<p>Os dois países estão em direções opostas, em 50 anos (2071), a demografia da Índia vai crescer 19%, enquanto a China vai reduzir 25%.</p>
<p>As projeções da população mundial são baseadas em uma série de fatores, incluindo taxas de fertilidade, mortalidade e migração. Estas taxas são difíceis de prever com precisão, por isso é possível que as projeções da população mudem no futuro.</p>
<p>A maioria do crescimento populacional até 2071 deverá ocorrer nos países em desenvolvimento, principalmente em África.</p>
<ul>
<li>África: +127%</li>
<li>Ásia: +10%</li>
<li>Europa: -13%</li>
<li>América do Norte: +16%</li>
<li>América Latina e Caraíbas: +12%</li>
<li>América Central: +17%</li>
<li>América do Sul: +10%</li>
<li>Oceania: +42%</li>
</ul>
<p>Apesar da Ásia crescer, as suas principais economias estão em sentido oposto, além da China(-25%), Japão(-29%) e Coreia do Sul(-32%).</p>
<p>O declínio populacional&nbsp; tem um efeito perverso&nbsp; nas economias. As populações ficam envelhecidas, com poucos jovens. Financeiramente terá custos devastadores para a economia e finanças públicas. As despesas com saúde e com pensões serão elevadíssimas e a arrecadação fiscal será baixa, existem poucos jovens a trabalhar.</p>
<h1>Europa</h1>
<p>A Europa é o único continente em regressão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4072ee150d9713b2b59c7ecee70bf96cdaa84ebc06825655cd5401f7d5cf23f8.png" alt=""></p>
<p>A lista inclui países da Europa e a América do Norte, com mais de 1 milhão de habitantes:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7e3e3b109d8c1474bf9dbae69684834139309b5984602a44d10f5afd7ad4a0d6.png" alt=""></p>
<p>A Bulgária é a que tem a pior estimativa, -40% em 2071. São 17 países com queda superior a 20%, incluindo Portugal.</p>
<p>Os números na Europa só não são piores, devido à imigração, sobretudo de África e Ásia. Minimiza o problema da demografia, mas cria outros problemas internos.</p>
<h1>Portugal</h1>
<p>Por curiosidade foi perguntar ao Google Bard, sobre Portugal.</p>
<blockquote>
<p>“De acordo com um estudo publicado na revista Lancet em 2020, a população de Portugal poderá cair para cerca de 5 milhões de habitantes em 2100. Este declínio é resultado de uma combinação de fatores, incluindo uma baixa taxa de fertilidade, uma alta taxa de emigração e o envelhecimento da população.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A taxa de fertilidade de Portugal é atualmente de 1,3 filhos por mulher, um valor abaixo do nível de reposição da população, que é de 2,1 filhos por mulher. Isto significa que, em média, cada mulher está a ter menos filhos do que o necessário para substituir a si mesma e ao seu parceiro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A taxa de emigração de Portugal também é elevada. Em 2022, estima-se que cerca de 300 mil portugueses tenham emigrado do país. A emigração é motivada por uma variedade de fatores, incluindo a falta de oportunidades de emprego, o baixo nível de salários e a crise económica.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A população de Portugal está a envelhecer. Em 2023, a idade média da população portuguesa é de 46 anos. A população idosa está a crescer mais rapidamente do que a população jovem, o que está a colocar uma pressão sobre os sistemas de saúde e pensões.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Estes fatores estão a contribuir para um declínio da população portuguesa. Em 2100, Portugal poderá ter uma população de apenas 5 milhões de habitantes, o que representa uma queda de mais de metade da população atual.</p>
</blockquote>
<p>O AI utilizou um estudo diferente, ainda mais pessimista.</p>
<p>É curioso que a AI compreendeu e enumerou os problemas, mas os políticos portugueses ainda não entenderam. Ou será que não querem entender.</p>
<p>Voltando à estimativa das <a href="https://population.un.org/wpp/Download/">Nações Unidas</a>, serão 8 milhões de habitantes em 2071 e 6,8 milhões em 2100.</p>
<p>É avassalador o resultado, <strong>6.8 MILHÕES</strong>, são menos 33% em 77 anos..</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d4a77c726115a70bbd2dd82c3154918b48a1fc0dca37146c7eddb4ecfbd0003f.png" alt=""></p>
<p>Que futuro vai ter este país?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/c936679d3134f75245249fab505d9869823ebf9a75982eb7fc222077db409189.png" alt=""></p>
<p>Muito em breve os idosos(+70 anos) vão superar os mais jovens(0-19 anos). Os adultos ativos(20-69) vão ter uma grande queda até 2050, são estes a força trabalhadora do país.</p>
<p>Isto é uma bomba relógio, para os fundos de pensões. O <strong>ponzi</strong> vai rebentar, é inevitável.</p>
<p>Uma população com mais de 30% de idosos, onde virá o dinheiro para as pensões e para os custos de saúde.</p>
<p>No início do ano, eu escrevi um <a href="http://www.rei-artur.com/bomba-relogio-ii/">texto sobre o problema dos fundos de pensão</a>, não vale a pena repetir aqui. Eu também escrevi um <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qq2hswf4f3a8v46nf9v4q6tsf3kxxkj0tagrwq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65w8kpesu">texto sobre a riqueza mundial</a>, onde a demografia tem um papel fundamental.</p>
<p>São dois textos para refletir.</p>
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      <title><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 23 Jul 2023 09:43:17 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/as5vxb1vel3i4l4neqd_6/</link>
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      <category>mercados</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Uma dívida que ecoou na cabeça de um jovem, no final da década de noventa, com um pensamento inquieto de quem nunca saiu da idade dos porquês. Para ser honesto eu saí da idade dos porquês, apenas deixei de fazer as perguntas aos outros, eu próprio procuro as respostas, mas aquela inquietação ainda está cá toda.</p>
<p>A dúvida era:</p>
<p><strong>Como é possível uma casa com 10 anos valer mais do que quando era nova?</strong></p>
<p>A resposta a esta pergunta é mais complexa do que&nbsp;parece à primeira vista, demorei bastante tempo até encontrar. Também temos que entender o contexto, na época a internet estava dando os primeiros passos, eu não tinha internet em casa, o acesso à informação era limitado.</p>
<p>Estas e outras curiosidades estimularam o meu conhecimento/gosto por política, economia, moeda e política monetária. São várias áreas, um espectro muito alargado, mas é necessário, para responder à pergunta.</p>
<p>Quando era jovem, fazia-me muita confusão, tudo o que era vendido em segundo mão era sempre mais barato, com as excepções das casas e da arte. Eu não conseguia perceber como uma habitação usada, mesmo estando em bom estado, existe sempre algum desgaste, valer mais do que quando era nova. Eu estou a falar na generalidade e sempre a longo prazo.</p>
<p>Com o tempo eu encontrei a resposta, tudo não passa de uma ilusão, não são as casas que valorizam, a moeda é que perde valor. Ou seja, o número é maior, mas o seu real valor é similar. O imobiliário é utilizado como sendo um “bom” produto para combater a inflação, não por ser bom, mas por ser o menos mau. Porque a maioria dos produtos financeiros são piores que o imobiliário.</p>
<h2>Poupança</h2>
<p>Os <strong>keynesianos</strong> gostam muito de apregoar que o <strong>dinheiro não é para acomular</strong>, é para circular. Ao criarem <strong>inflação</strong>, “obrigam” as pessoas a gastar o dinheiro, porque se ficar parado no banco perdem poder de compra, a taxa de inflação é superior à taxa de juro dos depósitos, este tipo de política criaram uma sociedade de consumismo desenfreado. As pessoas necessitam de uma poupança, de uma segurança para o seu futuro, como não compensa ter dinheiro no banco.</p>
<p>Isso leva-nos a um problema, década após década de políticas monetárias desastrosas, as pessoas optam por preservar o seu património no imobiliário, ficando muito exposta a este mercado.</p>
<p>Depois acontecem estes cúmulos, como “<a href="https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/portugal-e-o-pais-desenvolvido-com-mais-casas-11629076.html">Portugal é o país com mais casas, mas 735 mil estão vazias</a>”, é claro que algumas são devolutas ou habitações de imigrantes mas existem muitas e muitas casas são unicamente um produto financeiro.</p>
<p>Mas isto de usar o imobiliário com um produto financeiro desvirtua o mercado, cria as cíclicas bolhas, agora estamos num momento muito complicado a nível mundial, em especial em Portugal. Estamos a viver um momento em que os jovens não conseguem encontrar uma casa para viver, existem poucas casas e as que existem são valores absurdos.</p>
<p>Enquanto os nossos pais levavam uma década a pagar uma casa, agora os jovens, no mínimo levam 3 décadas. Se nada for mudado vamos chegar ao ponto como já existe no Japão, os empréstimos que passam para os filhos, uma geração já não é suficiente para pagar a casa para viver.</p>
<p>Pode parecer um contrassenso, mas a realidade não é que as casas ficaram muito mais caras, as pessoas agora é que ganham muito menos que no passado, as casas têm acompanhado a inflação real mas os vencimentos têm perdido desde <a href="https://wtfhappenedin1971.com/">1971</a>.</p>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/f268288e5548e0afe21925cae2f90c8bc7529fc01ad3bfa9a6832b5e77ecf164.png" alt=""></p>
<p>No tempo dos nossos pais, em muitas famílias apenas trabalhava o homem e era suficiente para comprar/construir uma casa e sustentar a sua família. Agora trabalham os dois membros do casal e mesmo assim tem muitas dificuldades em sustentar-se. Ou seja, o custo de aquisição de uma casa acompanhou a inflação, mas os rendimentos não.</p>
<p>O aumento de produtividade gerado pelo desenvolvimento tecnológico, não está a ser canalizado para os trabalhadores, está a ir uma pequena parte para as empresas, mas a maior percentagem vai para os estados, é devorado pela inflação. A industrialização, permitiu a redução de postos de trabalho e a consequente baixa do preço dos produtos, mas isto não está a acontecer no imobiliário.</p>
<p>A criação de bolhas é algo cíclico neste sistema monetário, até vou mais longe, este sistema incentiva a criação de bolhas, para permitir que alguns ganhem dinheiro à conta de outros que não percebem como isto funciona. A ideia é mesmo essa, a complexidade é tal, para o povo não perceber como este sistema funciona. A curto prazo as casas até podem valorizar acima da inflação, mas as bolhas acabam sempre por rebentar e a correção acontece.</p>
<p>A longo prazo o imobiliário “acompanha” a inflação, mas existe uma maneira de valorizar o imobiliário (acima da inflação), através da alteração da zona envolvente. Existem aqueles, sem escrúpulos, que usam o imobiliário como um meio para enriquecer, é a principal origem da corrupção em Portugal, especialmente nas autarquias, através da mudança de PDM, aprovação de projetos como pontes, estradas, hospitais, reabilitação e etc. O “<em>insider trading</em>” é uma fonte inesgotável de dinheiro.</p>
<h2>Bem de Primeira Necessidade</h2>
<p>Tudo isto porque vivemos numa ideia errada criada por <em>keynesianos</em>, a meu ver é preferivel acomular dinheiro, do que acumular casas. O imobiliário deve servir exclusivamente para o seu objectivo inicial, casas para as pessoas viverem ou como instalações/meios para as empresas funcionarem. <strong>Nunca um produto financeiro</strong>, se querem investir, vão para as bolsas de valores, comprem ações. Os imóveis deveriam ser baratos, de fácil acesso, é um <strong>bem de primeira necessidade</strong>, são para servir as pessoas e empresas, nunca um meio de poupança ou de enriquecimento.</p>
<p>As casas são um <strong>bem de primeira necessidade</strong>, mas os seus preços estão exorbitantes, impossíveis de pagar pelos mais jovens, está a criar movimentos de ocupas, se a bolha não rebenta estes movimentos radicais vão crescer drasticamente. Se rebentar, as pessoas que compraram recentemente terão problemas, a dívida ao banco será maior que o valor da casa. Isto só demonstra que este sistema não funciona, não é bom para os dois lados,&nbsp;</p>
<p>Em Espanha <a href="https://eco.sapo.pt/2023/05/06/sairam-de-casa-e-quando-voltaram-deparam-se-com-okupas-ocupacoes-ilegais-em-espanha-aumentam/">está a ser algo preocupante</a>, são mais de 17 mil ocupações por ano. Existem casos de pessoas que vão de férias e quando voltam têm a casa ocupada. Devido à altas inflações, as pessoas vão continuar a perder poder de compra, o que irá aumentar a crispação/revolta de uma parte da sociedade, vai alimentar os movimentos de ocupas.</p>
<p>As pessoas vão pressionar os governos e estes vão tomar medidas menos ortodoxas, para contrair a dificuldade de encontrar uma casa para habitar.</p>
<p>Em Portugal, o governo está a criar leis:</p>
<ul>
<li>Limitações à subida da renda dos novos contratos</li>
<li>Arrendamento <strong>forçado</strong> de casas, mesmo contra a vontade do dono</li>
<li>Limitações/proibições para o alojamento local</li>
<li>Fim dos vistos ‘gold’</li>
</ul>
<p>No <a href="https://www.idealista.pt/news/imobiliario/internacional/2023/01/04/56182-canada-proibe-estrangeiros-nao-residentes-de-comprar-casas">Canadá proíbe estrangeiros não residentes de comprar casas</a>.</p>
<p>Se esta <strong>crispação</strong> entre as pessoas/governos e os proprietários aumentar, o que acontecerá se o imobiliário deixar de ser um investimento seguro, certamente haverá uma fuga de capital para outros ativos.</p>
<h2>Qual a dimensão do imobiliário?</h2>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/d096f23f6995ca820173d9b5bf2dca99566a9db1fd28bcc0331d243cc49adf75.jpg" alt=""></p>
<p>São mais de 330 Triliões de dólares a nível global, é o activo que mais acumula. É claro que dos 330 Triliões, uma parte significativa é primeira habitação ou instalações comercial/industrial, mas uma parte é “produto financeiro”, como proteção contra a inflação.</p>
<p>O que aconteceria se existisse uma moeda que preservasse o poder de compra, um produto financeiro superior ao imobiliário, uma reserva de valor a longo prazo, certamente uma parte do capital alocado nos imóveis moveria para essa moeda.</p>
<hr>
<p>Artigo publicado em <np-embed url="http://www.rei-artur.com/mercado-imobiliario/"><a href="http://www.rei-artur.com/mercado-imobiliario/">http://www.rei-artur.com/mercado-imobiliario/</a></np-embed></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>A dúvida era:</p>
<p><strong>Como é possível uma casa com 10 anos valer mais do que quando era nova?</strong></p>
<p>A resposta a esta pergunta é mais complexa do que&nbsp;parece à primeira vista, demorei bastante tempo até encontrar. Também temos que entender o contexto, na época a internet estava dando os primeiros passos, eu não tinha internet em casa, o acesso à informação era limitado.</p>
<p>Estas e outras curiosidades estimularam o meu conhecimento/gosto por política, economia, moeda e política monetária. São várias áreas, um espectro muito alargado, mas é necessário, para responder à pergunta.</p>
<p>Quando era jovem, fazia-me muita confusão, tudo o que era vendido em segundo mão era sempre mais barato, com as excepções das casas e da arte. Eu não conseguia perceber como uma habitação usada, mesmo estando em bom estado, existe sempre algum desgaste, valer mais do que quando era nova. Eu estou a falar na generalidade e sempre a longo prazo.</p>
<p>Com o tempo eu encontrei a resposta, tudo não passa de uma ilusão, não são as casas que valorizam, a moeda é que perde valor. Ou seja, o número é maior, mas o seu real valor é similar. O imobiliário é utilizado como sendo um “bom” produto para combater a inflação, não por ser bom, mas por ser o menos mau. Porque a maioria dos produtos financeiros são piores que o imobiliário.</p>
<h2>Poupança</h2>
<p>Os <strong>keynesianos</strong> gostam muito de apregoar que o <strong>dinheiro não é para acomular</strong>, é para circular. Ao criarem <strong>inflação</strong>, “obrigam” as pessoas a gastar o dinheiro, porque se ficar parado no banco perdem poder de compra, a taxa de inflação é superior à taxa de juro dos depósitos, este tipo de política criaram uma sociedade de consumismo desenfreado. As pessoas necessitam de uma poupança, de uma segurança para o seu futuro, como não compensa ter dinheiro no banco.</p>
<p>Isso leva-nos a um problema, década após década de políticas monetárias desastrosas, as pessoas optam por preservar o seu património no imobiliário, ficando muito exposta a este mercado.</p>
<p>Depois acontecem estes cúmulos, como “<a href="https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/portugal-e-o-pais-desenvolvido-com-mais-casas-11629076.html">Portugal é o país com mais casas, mas 735 mil estão vazias</a>”, é claro que algumas são devolutas ou habitações de imigrantes mas existem muitas e muitas casas são unicamente um produto financeiro.</p>
<p>Mas isto de usar o imobiliário com um produto financeiro desvirtua o mercado, cria as cíclicas bolhas, agora estamos num momento muito complicado a nível mundial, em especial em Portugal. Estamos a viver um momento em que os jovens não conseguem encontrar uma casa para viver, existem poucas casas e as que existem são valores absurdos.</p>
<p>Enquanto os nossos pais levavam uma década a pagar uma casa, agora os jovens, no mínimo levam 3 décadas. Se nada for mudado vamos chegar ao ponto como já existe no Japão, os empréstimos que passam para os filhos, uma geração já não é suficiente para pagar a casa para viver.</p>
<p>Pode parecer um contrassenso, mas a realidade não é que as casas ficaram muito mais caras, as pessoas agora é que ganham muito menos que no passado, as casas têm acompanhado a inflação real mas os vencimentos têm perdido desde <a href="https://wtfhappenedin1971.com/">1971</a>.</p>
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<p>No tempo dos nossos pais, em muitas famílias apenas trabalhava o homem e era suficiente para comprar/construir uma casa e sustentar a sua família. Agora trabalham os dois membros do casal e mesmo assim tem muitas dificuldades em sustentar-se. Ou seja, o custo de aquisição de uma casa acompanhou a inflação, mas os rendimentos não.</p>
<p>O aumento de produtividade gerado pelo desenvolvimento tecnológico, não está a ser canalizado para os trabalhadores, está a ir uma pequena parte para as empresas, mas a maior percentagem vai para os estados, é devorado pela inflação. A industrialização, permitiu a redução de postos de trabalho e a consequente baixa do preço dos produtos, mas isto não está a acontecer no imobiliário.</p>
<p>A criação de bolhas é algo cíclico neste sistema monetário, até vou mais longe, este sistema incentiva a criação de bolhas, para permitir que alguns ganhem dinheiro à conta de outros que não percebem como isto funciona. A ideia é mesmo essa, a complexidade é tal, para o povo não perceber como este sistema funciona. A curto prazo as casas até podem valorizar acima da inflação, mas as bolhas acabam sempre por rebentar e a correção acontece.</p>
<p>A longo prazo o imobiliário “acompanha” a inflação, mas existe uma maneira de valorizar o imobiliário (acima da inflação), através da alteração da zona envolvente. Existem aqueles, sem escrúpulos, que usam o imobiliário como um meio para enriquecer, é a principal origem da corrupção em Portugal, especialmente nas autarquias, através da mudança de PDM, aprovação de projetos como pontes, estradas, hospitais, reabilitação e etc. O “<em>insider trading</em>” é uma fonte inesgotável de dinheiro.</p>
<h2>Bem de Primeira Necessidade</h2>
<p>Tudo isto porque vivemos numa ideia errada criada por <em>keynesianos</em>, a meu ver é preferivel acomular dinheiro, do que acumular casas. O imobiliário deve servir exclusivamente para o seu objectivo inicial, casas para as pessoas viverem ou como instalações/meios para as empresas funcionarem. <strong>Nunca um produto financeiro</strong>, se querem investir, vão para as bolsas de valores, comprem ações. Os imóveis deveriam ser baratos, de fácil acesso, é um <strong>bem de primeira necessidade</strong>, são para servir as pessoas e empresas, nunca um meio de poupança ou de enriquecimento.</p>
<p>As casas são um <strong>bem de primeira necessidade</strong>, mas os seus preços estão exorbitantes, impossíveis de pagar pelos mais jovens, está a criar movimentos de ocupas, se a bolha não rebenta estes movimentos radicais vão crescer drasticamente. Se rebentar, as pessoas que compraram recentemente terão problemas, a dívida ao banco será maior que o valor da casa. Isto só demonstra que este sistema não funciona, não é bom para os dois lados,&nbsp;</p>
<p>Em Espanha <a href="https://eco.sapo.pt/2023/05/06/sairam-de-casa-e-quando-voltaram-deparam-se-com-okupas-ocupacoes-ilegais-em-espanha-aumentam/">está a ser algo preocupante</a>, são mais de 17 mil ocupações por ano. Existem casos de pessoas que vão de férias e quando voltam têm a casa ocupada. Devido à altas inflações, as pessoas vão continuar a perder poder de compra, o que irá aumentar a crispação/revolta de uma parte da sociedade, vai alimentar os movimentos de ocupas.</p>
<p>As pessoas vão pressionar os governos e estes vão tomar medidas menos ortodoxas, para contrair a dificuldade de encontrar uma casa para habitar.</p>
<p>Em Portugal, o governo está a criar leis:</p>
<ul>
<li>Limitações à subida da renda dos novos contratos</li>
<li>Arrendamento <strong>forçado</strong> de casas, mesmo contra a vontade do dono</li>
<li>Limitações/proibições para o alojamento local</li>
<li>Fim dos vistos ‘gold’</li>
</ul>
<p>No <a href="https://www.idealista.pt/news/imobiliario/internacional/2023/01/04/56182-canada-proibe-estrangeiros-nao-residentes-de-comprar-casas">Canadá proíbe estrangeiros não residentes de comprar casas</a>.</p>
<p>Se esta <strong>crispação</strong> entre as pessoas/governos e os proprietários aumentar, o que acontecerá se o imobiliário deixar de ser um investimento seguro, certamente haverá uma fuga de capital para outros ativos.</p>
<h2>Qual a dimensão do imobiliário?</h2>
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<p>São mais de 330 Triliões de dólares a nível global, é o activo que mais acumula. É claro que dos 330 Triliões, uma parte significativa é primeira habitação ou instalações comercial/industrial, mas uma parte é “produto financeiro”, como proteção contra a inflação.</p>
<p>O que aconteceria se existisse uma moeda que preservasse o poder de compra, um produto financeiro superior ao imobiliário, uma reserva de valor a longo prazo, certamente uma parte do capital alocado nos imóveis moveria para essa moeda.</p>
<hr>
<p>Artigo publicado em <np-embed url="http://www.rei-artur.com/mercado-imobiliario/"><a href="http://www.rei-artur.com/mercado-imobiliario/">http://www.rei-artur.com/mercado-imobiliario/</a></np-embed></p>
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