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        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

study #Bitcoin]]></description>
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      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Um problema sem solução]]></title>
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      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
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      <title><![CDATA[Terramoto]]></title>
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      <pubDate>Wed, 21 May 2025 16:18:32 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Passou alguns dias, após as eleições legislativas, a cabeça está mais fria, é um bom momento para um rescaldo e para um pouco de futurologia. Esta análise vai ser limitada apenas aos grandes partidos.</p>
<p>Podemos resumir esta eleição, numa única palavra: <strong>Terramoto</strong>.</p>
<p>A AD ganhou, mas o grande destaque foi a queda do PS e a subida do Chega. Se a governação do país estava difícil, agora com este novo desenho da assembleia, será quase impossível, piorou bastante. Neste momento, ainda falta contabilizar os votos da emigração, mas o mais provável é o Chega ultrapassar o PS.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4a679373870c977d40bdbfc0067fac6b25bd32cbbf581a4b13cb215cbd6e36eb.jpg" alt=""></p>
<p>A queda do PS foi tremenda, ninguém esperava tal coisa, o partido está em estado de choque. O partido vai necessitar de tempo para estabilizar e para se reconstruir.</p>
<p>Devido a motivos constitucionais (6 meses antes e 6 meses depois da eleição do presidente da República) só poderá existir eleições no final do próximo ano, isso garante que o novo governo da AD vai estar no poder pelo menos um ano. Isso vai obrigar a aprovação do próximo orçamento de estado, como o PS necessita de tirar os holofotes sobre si, vai facilitar o governo. Provavelmente vai existir um acordo de cavalheiro, um pacto de não agressão entre o governo e o PS, o PS vai se abster na votação do orçamento de estado e a governo não fará revisão constituicional sem o consentimento do PS e também não fará reformas nas leis ou políticas que sejam contra os princípios básicos do partido socialista. Em suma, não haverá grandes reformas, será um governo de gestão com ligeiramente mais poderes.</p>
<p>Não será um governo de bloco central, nem um governo da AD com apoio PS, será apenas um governo da AD com uma falsa oposição do PS. Um governo de bloco central, é uma bomba nuclear, ainda seria demasiado cedo para utilizá-la.</p>
<p>O Partido Socialista sabe que, para ter algumas hipóteses de vencer a próxima eleição, necessita de estar bem e o governo da AD tem que demonstrar algum desgaste, uma queda na popularidade. Eu não acredito que um ano seja suficiente, talvez, seja necessário 2 anos. Isto significa que o país poderá ficar estagnado 1 ou 2 anos, se o governo não conseguir fazer grandes reformas, se os cidadãos não virem/sentirem sinais de mudança, vai dar ainda mais força ao Chega.</p>
<p>Eu acredito que o ponto chave, é a imigração, o governo terá que demonstrar muito trabalho e minimizar o problema, para “esvaziar” um pouco o Chega, caso não faça será um problema.</p>
<h2>XXVI Governo</h2>
<p>Assim, nessa próxima eleição, talvez em 2027, acredito que as percentagens ficarão mais ou menos como esta eleição, com um partido ligeiramente à frente e os outros dois mais equilibrados. Só que o vencedor seria o Chega, ficando a AD(provavelmente o PSD) e o PS a disputa pelo 2º lugar.</p>
<p>Seria um novo terramoto, mas aqui seria necessário utilizar a bomba nuclear, iria surgir uma nova geringonça. Apesar da vitória do Ventura, iria surgir o governo bloco central, com o PSD e PS, não haveria outra alternativa.</p>
<p>O governo de bloco central, teria que ser muito competente, porque se não o for, iria para novas eleições. Se o governo for um fiasco, PS corre o risco de ser esvaziado, cairá ainda mais, correrá um risco de existência, poderá tornar-se num partido insignificante na nossa política.</p>
<h2>XXVII Governo</h2>
<p>Agora o terramoto ainda maior, nessa futura eleição, o Chega venceria com maioria absoluta, aí sim, seria um verdadeiro terramoto, ao nível de 1755.</p>
<p>O Chega tem o tempo a seu fazer, tem uma forte penetração nos jovens. Cada jovem que faça 18 anos, existe uma forte possibilidade de ser eleitor do Chega, o seu oposto, acontece com o PCP e o PS, os mais velhos vão morrendo, não existe renovação geracional. Mas o ponto fulcral é a ausência de competência generalizada nos partidos e políticos que têm governado o nosso país nos últimos anos, o descontentamento da população é completo. Esses políticos vivem na sua bolha, não tem noção do mundo real, nem compreendem quais são os problemas das pessoas simples, do cidadão comum.</p>
<h2>Ventura</h2>
<p>Na minha opinião só existirá três situações, que poderão travar as ascensão do André Ventura a primeiro-ministro:</p>
<ul>
<li>Ou existe um óptimo governo, que crie um bom crescimento na qualidade de vida das pessoas e que resolva os 3 problemas que mais anseiam actualmente os portugueses: Habitação, Saúde e Imigração. A probabilidade de isso acontecer é quase nula.</li>
<li>Ou se o André Ventura desistir, a batalha será muito longa e ele poderá ficar cansado. Pouco provável.</li>
<li>Ou então, um <em>Argumentum ad hominem</em>, terá que surgir algo, factos concretos que manche a imagem do André Ventura, que destrua por completo a sua reputação.</li>
</ul>
<hr>
<p>É a minha a linha leitura da bola de cristal, poderão dizer é uma visão pessimista, eu acho que é realista e pragmática, não vejo qualquer competência na classe política para resolver os problemas do país. Esta é a opinião de um recorrente crítico do Chega.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Passou alguns dias, após as eleições legislativas, a cabeça está mais fria, é um bom momento para um rescaldo e para um pouco de futurologia. Esta análise vai ser limitada apenas aos grandes partidos.</p>
<p>Podemos resumir esta eleição, numa única palavra: <strong>Terramoto</strong>.</p>
<p>A AD ganhou, mas o grande destaque foi a queda do PS e a subida do Chega. Se a governação do país estava difícil, agora com este novo desenho da assembleia, será quase impossível, piorou bastante. Neste momento, ainda falta contabilizar os votos da emigração, mas o mais provável é o Chega ultrapassar o PS.</p>
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<p>A queda do PS foi tremenda, ninguém esperava tal coisa, o partido está em estado de choque. O partido vai necessitar de tempo para estabilizar e para se reconstruir.</p>
<p>Devido a motivos constitucionais (6 meses antes e 6 meses depois da eleição do presidente da República) só poderá existir eleições no final do próximo ano, isso garante que o novo governo da AD vai estar no poder pelo menos um ano. Isso vai obrigar a aprovação do próximo orçamento de estado, como o PS necessita de tirar os holofotes sobre si, vai facilitar o governo. Provavelmente vai existir um acordo de cavalheiro, um pacto de não agressão entre o governo e o PS, o PS vai se abster na votação do orçamento de estado e a governo não fará revisão constituicional sem o consentimento do PS e também não fará reformas nas leis ou políticas que sejam contra os princípios básicos do partido socialista. Em suma, não haverá grandes reformas, será um governo de gestão com ligeiramente mais poderes.</p>
<p>Não será um governo de bloco central, nem um governo da AD com apoio PS, será apenas um governo da AD com uma falsa oposição do PS. Um governo de bloco central, é uma bomba nuclear, ainda seria demasiado cedo para utilizá-la.</p>
<p>O Partido Socialista sabe que, para ter algumas hipóteses de vencer a próxima eleição, necessita de estar bem e o governo da AD tem que demonstrar algum desgaste, uma queda na popularidade. Eu não acredito que um ano seja suficiente, talvez, seja necessário 2 anos. Isto significa que o país poderá ficar estagnado 1 ou 2 anos, se o governo não conseguir fazer grandes reformas, se os cidadãos não virem/sentirem sinais de mudança, vai dar ainda mais força ao Chega.</p>
<p>Eu acredito que o ponto chave, é a imigração, o governo terá que demonstrar muito trabalho e minimizar o problema, para “esvaziar” um pouco o Chega, caso não faça será um problema.</p>
<h2>XXVI Governo</h2>
<p>Assim, nessa próxima eleição, talvez em 2027, acredito que as percentagens ficarão mais ou menos como esta eleição, com um partido ligeiramente à frente e os outros dois mais equilibrados. Só que o vencedor seria o Chega, ficando a AD(provavelmente o PSD) e o PS a disputa pelo 2º lugar.</p>
<p>Seria um novo terramoto, mas aqui seria necessário utilizar a bomba nuclear, iria surgir uma nova geringonça. Apesar da vitória do Ventura, iria surgir o governo bloco central, com o PSD e PS, não haveria outra alternativa.</p>
<p>O governo de bloco central, teria que ser muito competente, porque se não o for, iria para novas eleições. Se o governo for um fiasco, PS corre o risco de ser esvaziado, cairá ainda mais, correrá um risco de existência, poderá tornar-se num partido insignificante na nossa política.</p>
<h2>XXVII Governo</h2>
<p>Agora o terramoto ainda maior, nessa futura eleição, o Chega venceria com maioria absoluta, aí sim, seria um verdadeiro terramoto, ao nível de 1755.</p>
<p>O Chega tem o tempo a seu fazer, tem uma forte penetração nos jovens. Cada jovem que faça 18 anos, existe uma forte possibilidade de ser eleitor do Chega, o seu oposto, acontece com o PCP e o PS, os mais velhos vão morrendo, não existe renovação geracional. Mas o ponto fulcral é a ausência de competência generalizada nos partidos e políticos que têm governado o nosso país nos últimos anos, o descontentamento da população é completo. Esses políticos vivem na sua bolha, não tem noção do mundo real, nem compreendem quais são os problemas das pessoas simples, do cidadão comum.</p>
<h2>Ventura</h2>
<p>Na minha opinião só existirá três situações, que poderão travar as ascensão do André Ventura a primeiro-ministro:</p>
<ul>
<li>Ou existe um óptimo governo, que crie um bom crescimento na qualidade de vida das pessoas e que resolva os 3 problemas que mais anseiam actualmente os portugueses: Habitação, Saúde e Imigração. A probabilidade de isso acontecer é quase nula.</li>
<li>Ou se o André Ventura desistir, a batalha será muito longa e ele poderá ficar cansado. Pouco provável.</li>
<li>Ou então, um <em>Argumentum ad hominem</em>, terá que surgir algo, factos concretos que manche a imagem do André Ventura, que destrua por completo a sua reputação.</li>
</ul>
<hr>
<p>É a minha a linha leitura da bola de cristal, poderão dizer é uma visão pessimista, eu acho que é realista e pragmática, não vejo qualquer competência na classe política para resolver os problemas do país. Esta é a opinião de um recorrente crítico do Chega.</p>
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      <pubDate>Mon, 21 Apr 2025 12:57:16 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Se este movimento de desglobalização continuar, poderá provocar uma cisão no mundo geopolítico, criar dois grandes blocos económicos, uma nova guerra fria.</p>
<p>Se isso se concretizar, quantos anos vão ser necessários para o S&amp;P500 superar máximos históricos em termos reais, em poder de compra?</p>
<p>Em valores nominais vai ser rápido, o governo dos EUA vai imprimir tanto dinheiro, rapidamente vai superar máximos, mas em termos reais, vai demorar muitos anos.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/eb865337f15758841c5180746fd7c482a3d354679f0d647d2904508a173fbc90.jpg" alt="image"></p>
<p>Até agora, todo o mundo estava a investir nos EUA, mas se os países do bloco oriental, sobretudo a China, deixarem de investir em ações, obrigações e moeda dos EUA, irá provocar uma enorme redução de liquidez e na procura/demanda, não vai ser fácil ultrapassar isso.</p>
<p>Nos US Treasury, o afastamento da China começou em 2014(1° guerra da Ucrânia), mas o movimento acelerou em 2022(2° guerra da Ucrânia).</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f4f7ccc7121f2dbf8b034368d28c5f6906ef914be3e30a2e808cab0a0f9f359b.jpg" alt="image"></p>
<p>Os EUA, ao congelar as reservas da Rússia, ao utilizar as reservas como uma arma de guerra, “assustaram” a China e outros países. As sanções à Rússia e como esta fez para contornar as sanções foi um <em>case study</em> para a China.</p>
<p>Como o objetivo da China é recuperar Taiwan, sabe que sofrerá as mesmas represálias que hoje a Rússia sofre, por isso a China tem que se afastar da economia dos EUA.</p>
<p>A China está a trocar US Treasury por outros ativos e por outras geografias, o principal beneficiado foi o ouro, um ativo soberano, que não tem problemas de contraparte.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3abdb25512166f68f2eb46db7fa890b8bdfce2d6de1e07266bd8251fbd713c0c.jpg" alt="image"></p>
<p>Este movimento da China foi bem visível no preço do ouro no último ano, uma valorização superior a 42%.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1c71a39b31c0322153ca4326cc018b673c4fccb7ea6949e5b9265cbc651ea8b0.jpg" alt="image"></p>
<p>Mas não é só a China que está a apostar no ouro, são diversos, mas sobretudo composta por países do bloco oriental.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/0b1f9b5f808fc9306437e9dbf9037da90743778d93094800240b10a8861713c3.jpg" alt="image"></p>
<p>Enquanto, Taiwan for a fábrica do mundo nos semicondutores, estarão protegidos pelo guarda-chuva dos EUA. Mas os EUA, estão a construir fábricas próprias, quando forem auto-suficientes, vão descartar o “guarda-chuva”, Taiwan não terá qualquer hipótese sobre o poderio da China.</p>
<p>A China pensa sempre a longo prazo, estão apenas a aguardar, isto poderá estar para muito em breve.</p>
<p>Se isto se confirmar, o S&amp;P500 poderá demorar décadas para recuperar desta crise, em termos de poder de compra.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Se este movimento de desglobalização continuar, poderá provocar uma cisão no mundo geopolítico, criar dois grandes blocos económicos, uma nova guerra fria.</p>
<p>Se isso se concretizar, quantos anos vão ser necessários para o S&amp;P500 superar máximos históricos em termos reais, em poder de compra?</p>
<p>Em valores nominais vai ser rápido, o governo dos EUA vai imprimir tanto dinheiro, rapidamente vai superar máximos, mas em termos reais, vai demorar muitos anos.</p>
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<p>Até agora, todo o mundo estava a investir nos EUA, mas se os países do bloco oriental, sobretudo a China, deixarem de investir em ações, obrigações e moeda dos EUA, irá provocar uma enorme redução de liquidez e na procura/demanda, não vai ser fácil ultrapassar isso.</p>
<p>Nos US Treasury, o afastamento da China começou em 2014(1° guerra da Ucrânia), mas o movimento acelerou em 2022(2° guerra da Ucrânia).</p>
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<p>Os EUA, ao congelar as reservas da Rússia, ao utilizar as reservas como uma arma de guerra, “assustaram” a China e outros países. As sanções à Rússia e como esta fez para contornar as sanções foi um <em>case study</em> para a China.</p>
<p>Como o objetivo da China é recuperar Taiwan, sabe que sofrerá as mesmas represálias que hoje a Rússia sofre, por isso a China tem que se afastar da economia dos EUA.</p>
<p>A China está a trocar US Treasury por outros ativos e por outras geografias, o principal beneficiado foi o ouro, um ativo soberano, que não tem problemas de contraparte.</p>
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<p>Este movimento da China foi bem visível no preço do ouro no último ano, uma valorização superior a 42%.</p>
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<p>Mas não é só a China que está a apostar no ouro, são diversos, mas sobretudo composta por países do bloco oriental.</p>
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<p>Enquanto, Taiwan for a fábrica do mundo nos semicondutores, estarão protegidos pelo guarda-chuva dos EUA. Mas os EUA, estão a construir fábricas próprias, quando forem auto-suficientes, vão descartar o “guarda-chuva”, Taiwan não terá qualquer hipótese sobre o poderio da China.</p>
<p>A China pensa sempre a longo prazo, estão apenas a aguardar, isto poderá estar para muito em breve.</p>
<p>Se isto se confirmar, o S&amp;P500 poderá demorar décadas para recuperar desta crise, em termos de poder de compra.</p>
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      <title><![CDATA[CBDC e RBU]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 14 Apr 2025 20:01:10 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9h0NL716P1M">Num recente podcast</a>, o Miguel Milhão falou sobre o crash nos mercados financeiros. No meio de muita conversa de macroeconomia e mercados financeiros, o convidado deixou alguns pontos interessantes, mas duas ideias ficaram no meu pensamento, infelizmente, ele não aprofundou, mas é algo que eu quero fazer futuramente.</p>
<h2>Perda de paridade</h2>
<p>A primeira ideia que o convidado apontou foi, a possibilidade da perda de paridade do papel-moeda e a CBDC, eu nunca tinha pensado neste ponto de vista.</p>
<p>Se os governos não conseguirem retirar de circulação todo o papel-moeda rapidamente, se houver circulação em simultâneo com a CBDC, o papel-moeda poderá ter um premium.<br>Isto faz todo o sentido, os governos poderão dar oficialmente o mesmo valor facial, mas como nas CBDCs existirá mais controlo, restrições e monitorização, as pessoas vão preferir o papel-moeda, vão pagar um <em>premium</em> para manter a sua privacidade.</p>
<p>Na prática, será algo similar ao que acontece em alguns países onde existem algumas controlo de capitais, onde o dólar do mercado negro é superior ao dólar oficial.<br>Os comerciantes também poderão fazer descontos superiores nos produtos quando são pagos com papel-moeda.</p>
<p>Isso poderá provocar um descolar do valor, a mesma moeda com valores diferentes, a oficial e do mercado negro. Isso poderá levar os governos a tomar medidas mais autoritárias para eliminar o papel-moeda de circulação.</p>
<p>Não sei se alguma vez acontecerá, mas é algo que eu tenho que refletir e aprofundar esta ideia.</p>
<h2>RBU e Controlo</h2>
<p>A outra ideia apontada pelo convidado,  a CBDC será uma peça fundamental numa sociedade onde a maioria das pessoas sobrevivem com Rendimento Básico Universal (RBU).</p>
<p>Todos sabemos que a CBDC vai servir para os governos monitorar, fiscalizar e controlar os cidadãos. O ponto que eu nunca tinha pensado, é que esta pode ser essencial para a implementação do RBU.<br>Se chegarmos a esse ponto, será o fim da liberdade dos cidadãos, onde o estado controla quando, quanto e onde o cidadão pode gastar o seu dinheiro. O estado irá determinar o valor do RBU e as CBDC vão determinar onde podes gastá-lo.</p>
<p>Penso que já não existem dúvidas que a AI e a robótica vão revolucionar o mundo laboral, vai provocar uma profunda queda nos postos de trabalho,  profissões vão desaparecer ou vão reduzir drasticamente o número de funcionários. </p>
<p>Muitas pessoas consideram que a solução é o RBU, mas eu tenho muitas dificuldades em encontrar viabilidade económica e social numa sociedade onde a maioria recebe o RBU.</p>
<p>É a implementação do conceito: não terá nada, mas será feliz.</p>
<p>Será que as máquinas vão conseguir produzir tudo, o que os seres humanos necessitam, a um custo tão baixo, que vai deixar de ser necessário os humanos trabalharem?<br>Tenho muitas dúvidas que essa possibilidade aconteça, se nós humanos não necessitarmos de trabalhar, vai se perder o incentivo para desenvolver novas tecnologias, gerar inovação e de evoluir a sociedade.</p>
<p>Eu já tenho refletido bastante sobre o RBU, mas por mais que pense, não consigo encontrar uma viabilidade económica para manter isto de pé. Onde vão buscar dinheiro para financiar uma percentagem expressiva de pessoas que sobreviverá com o RBU. Eu só olho para isto, como um comunismo com esteróides, talvez esteja errado.</p>
<p>Além dos problemas econômicos, eu acredito que isso vai gerar problemas sociais e de comportamento, vai gerar uma revolta social. Em primeiro lugar, existe uma parte de seres humanos que são ambiciosos, querem mais coisas, que vão lutar e vão conseguir mais. Depois existe outra parte, que é invejosa, quer ter mais, mas não consegue.</p>
<p>Uma sociedade onde quase ninguém trabalha, existindo demasiado tempo livre, vão emergir vícios e conflitos sociais. As pessoas com tempo para pensar  reflectir sobre a sua vida e sobre a sociedade, alguns vão delirar, vão questionar tudo. Por isso, a religião desempenha um papel importante na sociedade, cria moralismo através de dogmas, os crentes não questionam, apenas seguem. Por vezes, a ignorância é uma bênção.</p>
<p>Isto faz lembrar-me o porquê das sociedades monogâmicas tornaram-se mais desenvolvidas, em comparação com as poligâmicas. A monogamia trouxe uma paz social à sociedade, existem muito menos conflitos e guerras, há mais harmonia.<br>Milhões de anos de evolução das espécies, nos humanos e alguns animais, a natureza/genética trouxe um equilíbrio no número de nascimento de elementos masculinos e femininos. Mas nas sociedades poligâmicas, normalmente os homens mais ricos têm várias mulheres, consequentemente haveria outros homens que não teriam nenhuma mulher, isso resulta em maior revolta e conflitos sociais.<br>Isto é pura matemática, se existe quase 50/50, de um homem tem 7 mulheres, isto resulta, que 6 homens não terão qualquer mulher.<br>As religiões ao defenderem a monogamia, ao determinar que era pecado ter mais que uma mulher, resultaram em menos conflitos, numa maior paz social. Isso permitiu um maior desenvolvimento de sociedades monogâmicas, do que as poligâmicas.</p>
<p>Acabei por desviar um pouco do assunto.<br>Além disso, o valor do RBU teria que ser elevado, para que permita aos cidadãos ter acesso ao desporto, aos espetáculos, futebol, viajar, para financiar os seus tempos livres.<br>Se eu já acho difícil arranjar dinheiro para financiar a generalidade dos cidadãos, com produtos e serviços básicos, ainda será mais difícil ou impossível, se tiver que financiar os passatempos.</p>
<p>Em vez do RBU, ainda existe a opção do Imposto sobre o Rendimento Negativo (IRN), minimiza um pouco, mas o problema mantém-se. Aconselho a leitura do <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qqyrsvpcxccrxvphqgsg76dvnxuk7lz26k9e3npclewntnszmth6ulgkp8re0n3mf7f0tlgrqsqqqa28l3mj74">artigo do Tiago sobre o IRN</a>.</p>
<p>Mas o mais interessante de tudo, os governos vão criar as CBDC para controlar os cidadãos, com a ideia distópica de criar mais paz social, mas eu acredito que resultará no seu inverso.</p>
<hr>
<p>São duas ideias que eu tenho que aprofundar, futuramente.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9h0NL716P1M">Num recente podcast</a>, o Miguel Milhão falou sobre o crash nos mercados financeiros. No meio de muita conversa de macroeconomia e mercados financeiros, o convidado deixou alguns pontos interessantes, mas duas ideias ficaram no meu pensamento, infelizmente, ele não aprofundou, mas é algo que eu quero fazer futuramente.</p>
<h2>Perda de paridade</h2>
<p>A primeira ideia que o convidado apontou foi, a possibilidade da perda de paridade do papel-moeda e a CBDC, eu nunca tinha pensado neste ponto de vista.</p>
<p>Se os governos não conseguirem retirar de circulação todo o papel-moeda rapidamente, se houver circulação em simultâneo com a CBDC, o papel-moeda poderá ter um premium.<br>Isto faz todo o sentido, os governos poderão dar oficialmente o mesmo valor facial, mas como nas CBDCs existirá mais controlo, restrições e monitorização, as pessoas vão preferir o papel-moeda, vão pagar um <em>premium</em> para manter a sua privacidade.</p>
<p>Na prática, será algo similar ao que acontece em alguns países onde existem algumas controlo de capitais, onde o dólar do mercado negro é superior ao dólar oficial.<br>Os comerciantes também poderão fazer descontos superiores nos produtos quando são pagos com papel-moeda.</p>
<p>Isso poderá provocar um descolar do valor, a mesma moeda com valores diferentes, a oficial e do mercado negro. Isso poderá levar os governos a tomar medidas mais autoritárias para eliminar o papel-moeda de circulação.</p>
<p>Não sei se alguma vez acontecerá, mas é algo que eu tenho que refletir e aprofundar esta ideia.</p>
<h2>RBU e Controlo</h2>
<p>A outra ideia apontada pelo convidado,  a CBDC será uma peça fundamental numa sociedade onde a maioria das pessoas sobrevivem com Rendimento Básico Universal (RBU).</p>
<p>Todos sabemos que a CBDC vai servir para os governos monitorar, fiscalizar e controlar os cidadãos. O ponto que eu nunca tinha pensado, é que esta pode ser essencial para a implementação do RBU.<br>Se chegarmos a esse ponto, será o fim da liberdade dos cidadãos, onde o estado controla quando, quanto e onde o cidadão pode gastar o seu dinheiro. O estado irá determinar o valor do RBU e as CBDC vão determinar onde podes gastá-lo.</p>
<p>Penso que já não existem dúvidas que a AI e a robótica vão revolucionar o mundo laboral, vai provocar uma profunda queda nos postos de trabalho,  profissões vão desaparecer ou vão reduzir drasticamente o número de funcionários. </p>
<p>Muitas pessoas consideram que a solução é o RBU, mas eu tenho muitas dificuldades em encontrar viabilidade económica e social numa sociedade onde a maioria recebe o RBU.</p>
<p>É a implementação do conceito: não terá nada, mas será feliz.</p>
<p>Será que as máquinas vão conseguir produzir tudo, o que os seres humanos necessitam, a um custo tão baixo, que vai deixar de ser necessário os humanos trabalharem?<br>Tenho muitas dúvidas que essa possibilidade aconteça, se nós humanos não necessitarmos de trabalhar, vai se perder o incentivo para desenvolver novas tecnologias, gerar inovação e de evoluir a sociedade.</p>
<p>Eu já tenho refletido bastante sobre o RBU, mas por mais que pense, não consigo encontrar uma viabilidade económica para manter isto de pé. Onde vão buscar dinheiro para financiar uma percentagem expressiva de pessoas que sobreviverá com o RBU. Eu só olho para isto, como um comunismo com esteróides, talvez esteja errado.</p>
<p>Além dos problemas econômicos, eu acredito que isso vai gerar problemas sociais e de comportamento, vai gerar uma revolta social. Em primeiro lugar, existe uma parte de seres humanos que são ambiciosos, querem mais coisas, que vão lutar e vão conseguir mais. Depois existe outra parte, que é invejosa, quer ter mais, mas não consegue.</p>
<p>Uma sociedade onde quase ninguém trabalha, existindo demasiado tempo livre, vão emergir vícios e conflitos sociais. As pessoas com tempo para pensar  reflectir sobre a sua vida e sobre a sociedade, alguns vão delirar, vão questionar tudo. Por isso, a religião desempenha um papel importante na sociedade, cria moralismo através de dogmas, os crentes não questionam, apenas seguem. Por vezes, a ignorância é uma bênção.</p>
<p>Isto faz lembrar-me o porquê das sociedades monogâmicas tornaram-se mais desenvolvidas, em comparação com as poligâmicas. A monogamia trouxe uma paz social à sociedade, existem muito menos conflitos e guerras, há mais harmonia.<br>Milhões de anos de evolução das espécies, nos humanos e alguns animais, a natureza/genética trouxe um equilíbrio no número de nascimento de elementos masculinos e femininos. Mas nas sociedades poligâmicas, normalmente os homens mais ricos têm várias mulheres, consequentemente haveria outros homens que não teriam nenhuma mulher, isso resulta em maior revolta e conflitos sociais.<br>Isto é pura matemática, se existe quase 50/50, de um homem tem 7 mulheres, isto resulta, que 6 homens não terão qualquer mulher.<br>As religiões ao defenderem a monogamia, ao determinar que era pecado ter mais que uma mulher, resultaram em menos conflitos, numa maior paz social. Isso permitiu um maior desenvolvimento de sociedades monogâmicas, do que as poligâmicas.</p>
<p>Acabei por desviar um pouco do assunto.<br>Além disso, o valor do RBU teria que ser elevado, para que permita aos cidadãos ter acesso ao desporto, aos espetáculos, futebol, viajar, para financiar os seus tempos livres.<br>Se eu já acho difícil arranjar dinheiro para financiar a generalidade dos cidadãos, com produtos e serviços básicos, ainda será mais difícil ou impossível, se tiver que financiar os passatempos.</p>
<p>Em vez do RBU, ainda existe a opção do Imposto sobre o Rendimento Negativo (IRN), minimiza um pouco, mas o problema mantém-se. Aconselho a leitura do <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qqyrsvpcxccrxvphqgsg76dvnxuk7lz26k9e3npclewntnszmth6ulgkp8re0n3mf7f0tlgrqsqqqa28l3mj74">artigo do Tiago sobre o IRN</a>.</p>
<p>Mas o mais interessante de tudo, os governos vão criar as CBDC para controlar os cidadãos, com a ideia distópica de criar mais paz social, mas eu acredito que resultará no seu inverso.</p>
<hr>
<p>São duas ideias que eu tenho que aprofundar, futuramente.</p>
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      <title><![CDATA[Revoluções e populações]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 06 Apr 2025 14:15:31 GMT</pubDate>
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      <category>Económica</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A electricidade ou os computadores ou a Internet foram revoluções que mudaram o mundo, mas a adoção e a evolução da tecnologia foi lenta, permitindo que as populações e as económicas se adaptassem.</p>
<p>Ao contrário, na AI, a evolução está a ser tão rápida, que as sociedades não vão conseguir acompanhar e adaptar a uma nova realidade.</p>
<p>A AI tem um potencial inacreditável, talvez seja a revolução tecnológica mais rápida de sempre, além disso é muito abrangente, quase todos os sectores económicos podem beneficiar, pode provocar um forte aumento na produtividade.</p>
<p>O potencial é tão elevado, como pode ser perigoso, sobretudo quando utilizado como uma arma contra a humanidade. Os governos ou empresas vão construir ferramentas com AI para monitorizar, manipular e controlar os cidadãos.</p>
<p>Muitas profissões vão desaparecer ou reduzir drasticamente o número de trabalhadores. Tal como aconteceu nas revoluções anteriores, muitas profissões acabaram, mas surgir outras novas profissões.</p>
<p>Ou seja, o problema não é a tecnologia, mas sim a maneira como se usa essa tecnologia. Os desafios para o futuro são tremendos.</p>
<p>E o cidadão comum, o que está a fazer e a pensar…<br>a fazer desenhos, a fazer idiotices.<br><a href="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg"></a></p>
<p>Algo similar acontece com o Bitcoin, uma tecnologia revolucionária, em alguns casos particulares, as stablecoins poderão ser interessantes. Mas o povo prefere especulador em tokens absurdos e jogar no casino das memecoins.</p>
<p>Também acontece com a internet, é uma fonte acessível e inesgotável de conhecimento, mas as pessoas preferem passar horas sem fim, nas redes sociais a fazer swipe up, a consumir conteúdo degradante.</p>
<p>O mundo ocidental está a transformar os cidadãos em zumbis, facilmente manipuláveis, obedientes, viciados. Nós necessitamos é de pessoas curiosas, com espírito crítico, criativas. Essencialmente, que pensem pela sua própria cabeça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A electricidade ou os computadores ou a Internet foram revoluções que mudaram o mundo, mas a adoção e a evolução da tecnologia foi lenta, permitindo que as populações e as económicas se adaptassem.</p>
<p>Ao contrário, na AI, a evolução está a ser tão rápida, que as sociedades não vão conseguir acompanhar e adaptar a uma nova realidade.</p>
<p>A AI tem um potencial inacreditável, talvez seja a revolução tecnológica mais rápida de sempre, além disso é muito abrangente, quase todos os sectores económicos podem beneficiar, pode provocar um forte aumento na produtividade.</p>
<p>O potencial é tão elevado, como pode ser perigoso, sobretudo quando utilizado como uma arma contra a humanidade. Os governos ou empresas vão construir ferramentas com AI para monitorizar, manipular e controlar os cidadãos.</p>
<p>Muitas profissões vão desaparecer ou reduzir drasticamente o número de trabalhadores. Tal como aconteceu nas revoluções anteriores, muitas profissões acabaram, mas surgir outras novas profissões.</p>
<p>Ou seja, o problema não é a tecnologia, mas sim a maneira como se usa essa tecnologia. Os desafios para o futuro são tremendos.</p>
<p>E o cidadão comum, o que está a fazer e a pensar…<br>a fazer desenhos, a fazer idiotices.<br><a href="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/326d506f0015c99d09e061094bf3552764c6f6334be2899c6f5359f0a809d8bc.jpg"></a></p>
<p>Algo similar acontece com o Bitcoin, uma tecnologia revolucionária, em alguns casos particulares, as stablecoins poderão ser interessantes. Mas o povo prefere especulador em tokens absurdos e jogar no casino das memecoins.</p>
<p>Também acontece com a internet, é uma fonte acessível e inesgotável de conhecimento, mas as pessoas preferem passar horas sem fim, nas redes sociais a fazer swipe up, a consumir conteúdo degradante.</p>
<p>O mundo ocidental está a transformar os cidadãos em zumbis, facilmente manipuláveis, obedientes, viciados. Nós necessitamos é de pessoas curiosas, com espírito crítico, criativas. Essencialmente, que pensem pela sua própria cabeça.</p>
]]></itunes:summary>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Orientação de Voto]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 05 Apr 2025 11:17:06 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/dn5m4hfh3or0xjnpyhuyc/</link>
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      <category>Portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/2bb15b1caff46c800d9fc42c136738aed7e8075441198f64f99e2a8db8d79ed5.jpg" alt="image"></p>
<p>Este estudo é bem representativo da divergência geracional que existe em Portugal, sobretudo em quem foi votar nas legislativas de 2024.</p>
<p>Nos +65 anos, são 65% esquerda e 37% na direita. Mas entre os 18 e 34 anos, são 30% na esquerda e 64% na direita. A esquerda tem menos da metade. Ainda é muito o reflexo da herança do 25 de Abril, muitas pessoas votam em partidos, pelo que fizeram no passado e não pelo que fazem hoje em dia.</p>
<p>A maior discrepância é no PS, com 48% nos +65 anos, para apenas 13% dos mais novos. O Chega está no sentido oposto, 8% para 25%.</p>
<p>Nos “pequeninos”, a situação do PCP era previsível, mas o destaque vai para o Livre e o IL, ambos com 1% nos +65 anos, mas têm um crescimento nos mais jovens, com 6% e 11%, respectivamente.</p>
<p>O PS, nos últimos anos, virou muito para esquerda, afastando-se do centro, mas agora está numa encruzilhada, ou volta mais para o centro, ou poderá acontecer o mesmo que o PCP, tornar-se num partido insignificante, sobretudo com um público de pessoas idosas, sem prespetivas de futuro.</p>
<p>Quem tem +65 anos, quer governos mais de esquerda e os mais novos(18 a 34 anos) preferem um governo de direita. Isto é bem demonstrativo, o porquê dos políticos, de todos quadrantes, apostarem em políticas de aumento de pensões, subsídios, tudo para cativar os mais velhos. Muitas das políticas beneficiam mais os velhos em detrimento dos mais novos, isso provocou uma ruptura geracional, no pensamento político, os jovens demonstram um certo cansaço com as políticas socialistas.</p>
<p>E como Portugal é um país com envelhecimento acentuado e o abstencionismo é menor nos mais velhos, quem cativar esta parcela de pessoas, vencerá as eleições. Segundo o INE, existem 2.2 milhões(22%) com +65 anos e 1.8 milhões (18%) entre os 18 e os 34 anos.</p>
<h2>Nível de Instrução</h2>
<p>Nos níveis de instrução, as diferenças não são profundas mas existem, mas a direita tem um ligeira preferência pelos mais instruídos. A única excepção é o Chega, que é muito mais forte mas pessoas menos instruídas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/36ab6a0744366787fbb694a9faa65e0bb5db4dcb4a2e12977b2b684db70ccce1.jpg" alt="image"></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>Este estudo é bem representativo da divergência geracional que existe em Portugal, sobretudo em quem foi votar nas legislativas de 2024.</p>
<p>Nos +65 anos, são 65% esquerda e 37% na direita. Mas entre os 18 e 34 anos, são 30% na esquerda e 64% na direita. A esquerda tem menos da metade. Ainda é muito o reflexo da herança do 25 de Abril, muitas pessoas votam em partidos, pelo que fizeram no passado e não pelo que fazem hoje em dia.</p>
<p>A maior discrepância é no PS, com 48% nos +65 anos, para apenas 13% dos mais novos. O Chega está no sentido oposto, 8% para 25%.</p>
<p>Nos “pequeninos”, a situação do PCP era previsível, mas o destaque vai para o Livre e o IL, ambos com 1% nos +65 anos, mas têm um crescimento nos mais jovens, com 6% e 11%, respectivamente.</p>
<p>O PS, nos últimos anos, virou muito para esquerda, afastando-se do centro, mas agora está numa encruzilhada, ou volta mais para o centro, ou poderá acontecer o mesmo que o PCP, tornar-se num partido insignificante, sobretudo com um público de pessoas idosas, sem prespetivas de futuro.</p>
<p>Quem tem +65 anos, quer governos mais de esquerda e os mais novos(18 a 34 anos) preferem um governo de direita. Isto é bem demonstrativo, o porquê dos políticos, de todos quadrantes, apostarem em políticas de aumento de pensões, subsídios, tudo para cativar os mais velhos. Muitas das políticas beneficiam mais os velhos em detrimento dos mais novos, isso provocou uma ruptura geracional, no pensamento político, os jovens demonstram um certo cansaço com as políticas socialistas.</p>
<p>E como Portugal é um país com envelhecimento acentuado e o abstencionismo é menor nos mais velhos, quem cativar esta parcela de pessoas, vencerá as eleições. Segundo o INE, existem 2.2 milhões(22%) com +65 anos e 1.8 milhões (18%) entre os 18 e os 34 anos.</p>
<h2>Nível de Instrução</h2>
<p>Nos níveis de instrução, as diferenças não são profundas mas existem, mas a direita tem um ligeira preferência pelos mais instruídos. A única excepção é o Chega, que é muito mais forte mas pessoas menos instruídas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/36ab6a0744366787fbb694a9faa65e0bb5db4dcb4a2e12977b2b684db70ccce1.jpg" alt="image"></p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Outra vez eleições]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 12 Mar 2025 06:57:18 GMT</pubDate>
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      <category>Portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que se passou, hoje, no parlamento português é indescritível, simplesmente um bando de garotos, para não dizer um bando de imbecis, que não querem saber do país, apenas se movem por interesses partidários ou/e pessoais.</p>
<p>Todos queriam ir para eleições, mas negava-o publicamente e empurravam a responsabilidade para o outro, foi um teatro. Agora vamos para eleições, 3° eleições em 4 anos, isto é um absurdo, um completo absurdo.</p>
<p>Eu desde pequeno, sempre tive interesse por política, gosto de estar informado, mas nunca me senti tão cansado e sem paciência para esta atual classe de políticos. São quase todos medíocres, de ano para ano, só piora, sinceramente, não sei como o país vai sair desta espiral.</p>
<p>Há uns anos, os partidos ainda tinham a decência de limpar as maçãs podres, mesmo que fosse impopular, ou mesmo que perdessem votos ou cargos. Hoje em dia, parecem que escolhe a dedo, as maçãs podres como candidatos a líder e consequentemente para governar o país.</p>
<p>Da mesma maneira que critiquei o PS, quando elegeu o PNS, após ser demitido do governo após vários escândalos e por demonstrar incompetência. Agora com todas estas suspeitas sobre Montenegro, que esteve em todos os momentos, péssimo no caso, deixou o caso crescer, crescer, até que ficou indomável. Não seria melhor o PSD escolher outro líder, eu acho que sim, não é a opinião do partido.</p>
<p>O Montenegro está a fazer uma jogada muito arriscada, o tiro pode sair pela culatra. Eu acho que eles não estão a fazer bem as contas.<br>Depois de todas as polémicas é previsível que o Chega perca votos, é neste ponto a crença do AD, que acredita que pode ganhar 1 ou 2% e a IL fica com os restantes. Eles acreditam que podem fazer um governo de maioria, juntamente com a IL.<br>Mas eu acho que eles estão se a esquecer de um pormenor, será que os eleitores descontentes do Chega, vão mudar o voto para o AD ou para o IL?</p>
<p>Uma pequena parte vai mudar com certeza, mas o grande público do Chega, são malta descontentes com política e com os políticos, que viram no partido um esperança. Isso foi visível nas últimas eleições, o Chega foi fundamental na queda da abstenção, eram pessoas que não votavam há anos ou que nunca tinham votado, acreditaram que o Chega era diferente, foi um voto de protesto.<br>Possivelmente, estas pessoas não vão mudar o voto para AD ou para IL, mas sim, vão voltar a contar como abstenção.</p>
<p>Eu acho que o AD não está a fazer bem as contas. O pior disto tudo, é que vamos para eleições agora, não resolvemos nada e daqui a um ano e meio, estamos de novo em eleições.<br>Os portugueses estão saturados de eleições, mas os políticos só olham para o seu umbigo, não querem saber dos portugueses.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O que se passou, hoje, no parlamento português é indescritível, simplesmente um bando de garotos, para não dizer um bando de imbecis, que não querem saber do país, apenas se movem por interesses partidários ou/e pessoais.</p>
<p>Todos queriam ir para eleições, mas negava-o publicamente e empurravam a responsabilidade para o outro, foi um teatro. Agora vamos para eleições, 3° eleições em 4 anos, isto é um absurdo, um completo absurdo.</p>
<p>Eu desde pequeno, sempre tive interesse por política, gosto de estar informado, mas nunca me senti tão cansado e sem paciência para esta atual classe de políticos. São quase todos medíocres, de ano para ano, só piora, sinceramente, não sei como o país vai sair desta espiral.</p>
<p>Há uns anos, os partidos ainda tinham a decência de limpar as maçãs podres, mesmo que fosse impopular, ou mesmo que perdessem votos ou cargos. Hoje em dia, parecem que escolhe a dedo, as maçãs podres como candidatos a líder e consequentemente para governar o país.</p>
<p>Da mesma maneira que critiquei o PS, quando elegeu o PNS, após ser demitido do governo após vários escândalos e por demonstrar incompetência. Agora com todas estas suspeitas sobre Montenegro, que esteve em todos os momentos, péssimo no caso, deixou o caso crescer, crescer, até que ficou indomável. Não seria melhor o PSD escolher outro líder, eu acho que sim, não é a opinião do partido.</p>
<p>O Montenegro está a fazer uma jogada muito arriscada, o tiro pode sair pela culatra. Eu acho que eles não estão a fazer bem as contas.<br>Depois de todas as polémicas é previsível que o Chega perca votos, é neste ponto a crença do AD, que acredita que pode ganhar 1 ou 2% e a IL fica com os restantes. Eles acreditam que podem fazer um governo de maioria, juntamente com a IL.<br>Mas eu acho que eles estão se a esquecer de um pormenor, será que os eleitores descontentes do Chega, vão mudar o voto para o AD ou para o IL?</p>
<p>Uma pequena parte vai mudar com certeza, mas o grande público do Chega, são malta descontentes com política e com os políticos, que viram no partido um esperança. Isso foi visível nas últimas eleições, o Chega foi fundamental na queda da abstenção, eram pessoas que não votavam há anos ou que nunca tinham votado, acreditaram que o Chega era diferente, foi um voto de protesto.<br>Possivelmente, estas pessoas não vão mudar o voto para AD ou para IL, mas sim, vão voltar a contar como abstenção.</p>
<p>Eu acho que o AD não está a fazer bem as contas. O pior disto tudo, é que vamos para eleições agora, não resolvemos nada e daqui a um ano e meio, estamos de novo em eleições.<br>Os portugueses estão saturados de eleições, mas os políticos só olham para o seu umbigo, não querem saber dos portugueses.</p>
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      <title><![CDATA[Inflação, guerra e políticos]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 10 Jan 2025 16:39:58 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Adoro ver os fiduciários a publicarem dados, na qual desmente declarações ou atitudes dos próprios fiduciários no passado.</p>
<p>Quando estávamos em plena crise inflacionista, os políticos e economistas correram para as televisões e jornais a atribuir a responsabilidade da inflação, em exclusividade, à guerra da Ucrânia.</p>
<p>«A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, alimentou uma escalada dos preços do gás natural e da eletricidade na Europa, e o disparo da inflação para níveis históricos.» – <a href="https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/dois-anos-de-guerra-na-ucrania/2024-02-21-Guerra-na-Ucrania-precos-que-escalaram-inflacao-que-disparou--os-dois-anos-que-viraram-o-mercado-energetico-do-avesso--fb8bbbbf">Expresso</a></p>
<p>Mas antes de começar a guerra, a inflação(IPC) estava nos 5.3%, já em <a href="https://bpstat.bportugal.pt/serie/5721524">máximos históricos</a>.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9c2f161fc9c8317080dc21d30e3a752ed375a0b8e637194e5692928896c39740.jpg" alt="image"></p>
<p>É claro que a guerra contribuiu para a subida de preço, mas não foi a principal razão.</p>
<p>A subida generalizada de preços, vulga inflação, pode acontecer por dois fatores distintos.</p>
<h1>Ruptura na cadeia de abastecimento</h1>
<p>Quando existe uma ruptura na cadeia de abastecimento, ou seja, um problema na oferta ou na demanda.</p>
<p>A guerra provocou uma ruptura na oferta, sobretudo na energia e nos cereais. Na pandemia houve uma ruptura na demanda, nas máscaras e no álcool gel.</p>
<p>Só que este tipo de inflação é temporária, de curto prazo, a longo prazo acaba por corrigir. Têm um impacto inicial, o preço dos produtos sobem rapidamente, depois a indústria ajusta-se e os preços acabam por corrigir.</p>
<h1>Inflação monetária</h1>
<p>Ao contrário da ruptura da cadeia de abastecimento que é temporária, a inflação monetária é persistente, nunca mais volta aos valores anteriores.</p>
<p>Esta inflação é gerada pelo bancos centrais ou bancos comerciais, através de políticas que aumentam a base monetária, para os leigos, os bancos imprimem dinheiro.</p>
<p>O aumento da base monetária não gera inflação de imediato na economia, esse processo é demorado, os fiduciários chamam-no de tempo de transmissão.</p>
<p>É um <em>delay</em> que existe, desde o momento em que se aplica uma mudança da política monetária e os seus efeitos a serem visíveis na economia real. Este <em>delay</em> pode variar entre 6 meses a 2 anos.</p>
<hr>
<p>Observando o gráfico, a subida do IPC iniciou-se a Março de 2021, mas começou a acelerar 6 meses após, muito antes da guerra.</p>
<p>Se existe um <em>delay</em> na causa-efeito, logo a inflação é resultante de algo que aconteceu anteriormente, vamos ver o que aconteceu nos 2 anos anteriores.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/351c61cc6c8967b87b695afe63e5f49d75790b41fd3e597659d82b15c22d0cb3.jpg" alt="image"></p>
<p>Nesse período aconteceu a pandemia e o BCE efetuou o maior aumento da base monetária, desde a criação da moeda única. O início foi no primeiro trimestre de 2020 e a inflação (IPC) começou a subir no primeiro trimestre de 2021, mais ou menos um ano, correspondente ao intervalo de tempo do tempo de transmissão. A semelhança entre a impressão do banco central (EUCBBS, em azul) e o IPC (em azul) é perfeita, apenas com um <em>delay</em>.</p>
<p>O BCE imprimiu (QE) ~4 triliões de euros, corresponde a um aumento de ~90% da base monetária(EUCBBS), no seu pico, em Setembro de 2022. Nesta mesma data, o IPC atingiu os 9%, o que levou o BCE a implementar medidas mais drásticas para combater a subida de preços, aplicou políticas de redução de recompras de obrigações do Tesouro e a subida das taxas diretoras.</p>
<p>As políticas surtiram efeito, o EUCBBS teve uma correção, de 8.84 triliões para 6.36 triliões, mas se compararmos de 2020 a 2024, houve um aumento de 1.7 triliões, ~37%, ou seja, o EUCBBS não voltou aos valores anterior.</p>
<p>Passados 2 anos após a guerra, os preços da energia e dos cereais, já baixaram, estão bastante abaixo do pico. Enquanto o EUCBBS está muito longe dos valores de 2020. Para que os produtos voltassem ao preço de 2021, o EUCBBS também necessitaria voltar para valores anteriores à guerra, mas isso nunca vai acontecer.</p>
<p>A inflação monetária não é temporária, é permanente.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Adoro ver os fiduciários a publicarem dados, na qual desmente declarações ou atitudes dos próprios fiduciários no passado.</p>
<p>Quando estávamos em plena crise inflacionista, os políticos e economistas correram para as televisões e jornais a atribuir a responsabilidade da inflação, em exclusividade, à guerra da Ucrânia.</p>
<p>«A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, alimentou uma escalada dos preços do gás natural e da eletricidade na Europa, e o disparo da inflação para níveis históricos.» – <a href="https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/dois-anos-de-guerra-na-ucrania/2024-02-21-Guerra-na-Ucrania-precos-que-escalaram-inflacao-que-disparou--os-dois-anos-que-viraram-o-mercado-energetico-do-avesso--fb8bbbbf">Expresso</a></p>
<p>Mas antes de começar a guerra, a inflação(IPC) estava nos 5.3%, já em <a href="https://bpstat.bportugal.pt/serie/5721524">máximos históricos</a>.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9c2f161fc9c8317080dc21d30e3a752ed375a0b8e637194e5692928896c39740.jpg" alt="image"></p>
<p>É claro que a guerra contribuiu para a subida de preço, mas não foi a principal razão.</p>
<p>A subida generalizada de preços, vulga inflação, pode acontecer por dois fatores distintos.</p>
<h1>Ruptura na cadeia de abastecimento</h1>
<p>Quando existe uma ruptura na cadeia de abastecimento, ou seja, um problema na oferta ou na demanda.</p>
<p>A guerra provocou uma ruptura na oferta, sobretudo na energia e nos cereais. Na pandemia houve uma ruptura na demanda, nas máscaras e no álcool gel.</p>
<p>Só que este tipo de inflação é temporária, de curto prazo, a longo prazo acaba por corrigir. Têm um impacto inicial, o preço dos produtos sobem rapidamente, depois a indústria ajusta-se e os preços acabam por corrigir.</p>
<h1>Inflação monetária</h1>
<p>Ao contrário da ruptura da cadeia de abastecimento que é temporária, a inflação monetária é persistente, nunca mais volta aos valores anteriores.</p>
<p>Esta inflação é gerada pelo bancos centrais ou bancos comerciais, através de políticas que aumentam a base monetária, para os leigos, os bancos imprimem dinheiro.</p>
<p>O aumento da base monetária não gera inflação de imediato na economia, esse processo é demorado, os fiduciários chamam-no de tempo de transmissão.</p>
<p>É um <em>delay</em> que existe, desde o momento em que se aplica uma mudança da política monetária e os seus efeitos a serem visíveis na economia real. Este <em>delay</em> pode variar entre 6 meses a 2 anos.</p>
<hr>
<p>Observando o gráfico, a subida do IPC iniciou-se a Março de 2021, mas começou a acelerar 6 meses após, muito antes da guerra.</p>
<p>Se existe um <em>delay</em> na causa-efeito, logo a inflação é resultante de algo que aconteceu anteriormente, vamos ver o que aconteceu nos 2 anos anteriores.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/351c61cc6c8967b87b695afe63e5f49d75790b41fd3e597659d82b15c22d0cb3.jpg" alt="image"></p>
<p>Nesse período aconteceu a pandemia e o BCE efetuou o maior aumento da base monetária, desde a criação da moeda única. O início foi no primeiro trimestre de 2020 e a inflação (IPC) começou a subir no primeiro trimestre de 2021, mais ou menos um ano, correspondente ao intervalo de tempo do tempo de transmissão. A semelhança entre a impressão do banco central (EUCBBS, em azul) e o IPC (em azul) é perfeita, apenas com um <em>delay</em>.</p>
<p>O BCE imprimiu (QE) ~4 triliões de euros, corresponde a um aumento de ~90% da base monetária(EUCBBS), no seu pico, em Setembro de 2022. Nesta mesma data, o IPC atingiu os 9%, o que levou o BCE a implementar medidas mais drásticas para combater a subida de preços, aplicou políticas de redução de recompras de obrigações do Tesouro e a subida das taxas diretoras.</p>
<p>As políticas surtiram efeito, o EUCBBS teve uma correção, de 8.84 triliões para 6.36 triliões, mas se compararmos de 2020 a 2024, houve um aumento de 1.7 triliões, ~37%, ou seja, o EUCBBS não voltou aos valores anterior.</p>
<p>Passados 2 anos após a guerra, os preços da energia e dos cereais, já baixaram, estão bastante abaixo do pico. Enquanto o EUCBBS está muito longe dos valores de 2020. Para que os produtos voltassem ao preço de 2021, o EUCBBS também necessitaria voltar para valores anteriores à guerra, mas isso nunca vai acontecer.</p>
<p>A inflação monetária não é temporária, é permanente.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Covenants e Vaults]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 30 Nov 2024 11:19:21 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos tempos, os <a href="https://covenants.info/"><em>covenants</em></a> têm sido apontado como a solução para a escalabilidade do Bitcoin. De uma simplificada, os <em>covenants</em> (convênios) são <em>smartcontracts</em> que colocam certas restrições futuras na utilização daquelas moedas, ou seja, quem recebe não pode utilizar para qualquer fim, terá algumas restrições de uso, pré determinadas.</p>
<h1>Soluções</h1>
<p>A comunidade está dividida entre incluir ou não <em>covenants</em> no Bitcoin e depois entre os que querem adicionar <em>covenants</em>, estão entre si, divididos entre <a href="https://covenants.info/proposals/ctv/">Op_CTV</a> e o Op_CAT, mas existe ainda outras. O Peter Todd fez um <a href="https://petertodd.org/2024/covenant-dependent-layer-2-review">excelente estudo</a>, e chegou a conclusão que o Op_CTV seria a melhor solução.</p>
<p>Eu não tenho conhecimento técnico para determinar qual a melhor solução, mas eu prefiro sempre o modelo mais conservador, neste caso parece ser o Op_CTV. No meu ponto de vista é preferível ser convervador, dar um passo de cada vez, em vez de um enorme salto. Prefiro correr o risco, daqui a 2 anos chegar à conclusão que o Op_CTV não foi suficiente, do que ter que recuar devido à atualização ter sido demasiado arrojada e ter criado vários problemas. No Bitcoin temos que ser conservadores na alteração do código.</p>
<h1>Vaults</h1>
<p>A grande maioria só fala dos <em>covenants</em> como uma solução para a escalabilidade, mas para mim o mais importante é que os <em>covenants</em> vão permitir construir soluções wallets mais seguras. Para mim é primordial, o Bitcoin necessita de melhorar a custódia e criar melhores soluções para a sucessão, são os principais entraves à adoção e à auto-custódia.</p>
<p>Com os <em>covenants</em> é possível construir os <a href="https://covenants.info/use-cases/vaults/"><em>vaults</em></a> (cofres), que vai permitir criar sistemas mais seguros, sobretudo para as <em>Cold Storage</em>, para pessoas/empresas com muitos bitcoins.</p>
<p>Vamos a um exemplo prático: Hoje em dia, se um <em>hacker</em> tiver acesso à <em>privkey</em>, pode assinar a transação, enviar as moedas para um seu endereço, depois de assinado e enviado é impossível impedir o roubo. Com os <em>covenants</em>, o <em>hacker</em> já não conseguirá, mesmo que tenha acesso à <em>privkey</em>, poderá fazer a transação mas terá que colocar 2 restrições:</p>
<ol>
<li>Terá obrigatoriamente de colocar um <em>timelock</em> para o seu endereço, ou seja, só terá acesso ao bitcoin passado um tempo previamente determinado, talvez 24 horas.</li>
<li>Obrigatoriamente, um segundo endereço também terá acesso às mesmas moedas, mas não terá <em>timelock</em>. Este segundo está determinado pelos <em>covenants</em>, é o chamado o endereço de recuperação.</li>
</ol>
<p>Assim basta a <em>exchange</em> terem um programa (WatchTower) a monitorizar a <em>blockchain</em>. Se o <em>hacker</em> enviar a transação, a <em>exchange</em> terá 24 horas, para analisar aquela transação. Se for uma tentativa de roubo, a <em>exchange</em> utilizará o endereço de recuperação para reaver as moedas, ou seja, mesmo que a segurança esteja comprometida, com a perda da <em>privkey</em>, a <em>exchange</em> tem um meio de segurança extra, que permite recuperar as moedas. Mas não necessita de ser um <em>hacker</em>, pode ser um funcionário da empresa a cometer o crime.</p>
<h1>Segurança Mundial</h1>
<p>Os <em>vaults</em> são essenciais para <em>Cold Storage</em>, na minha opinião é algo que já deveria estar implementado no código. O Bitcoin está a atingir uma dimensão tal, toda a segurança é pouca. A segurança vai muito mais além do que um pequeno <em>hack</em> a uma pequena empresa ou <em>exchange</em>, pode estar em causa a segurança nacional ou mundial.</p>
<p>O que aconteceria ao mundo, se os iranianos ou os norte-coreanos roubassem os Bitcoins da Coinbase, são mais de 1 milhão e entre eles, estão 200 mil do governo dos EUA. No mínimo dava um conflito diplomático, mas daqui a 5 ou 10 anos, com a valorização e já com o bitcoin como uma reserva nos bancos centrais, será certamente uma guerra entre os dois países.</p>
<p>Toda a segurança é pouca. Apesar de muitos de nós termos ideais libertários, anti-estado, não podemos esquecer que a adoção acarreta consequências e responsabilidades. Já não somos apenas uma moedinha mágica da internet criada e utilizada por <em>geeks</em>, Bitcoin está por todo o lado, até nos bancos centrais.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos tempos, os <a href="https://covenants.info/"><em>covenants</em></a> têm sido apontado como a solução para a escalabilidade do Bitcoin. De uma simplificada, os <em>covenants</em> (convênios) são <em>smartcontracts</em> que colocam certas restrições futuras na utilização daquelas moedas, ou seja, quem recebe não pode utilizar para qualquer fim, terá algumas restrições de uso, pré determinadas.</p>
<h1>Soluções</h1>
<p>A comunidade está dividida entre incluir ou não <em>covenants</em> no Bitcoin e depois entre os que querem adicionar <em>covenants</em>, estão entre si, divididos entre <a href="https://covenants.info/proposals/ctv/">Op_CTV</a> e o Op_CAT, mas existe ainda outras. O Peter Todd fez um <a href="https://petertodd.org/2024/covenant-dependent-layer-2-review">excelente estudo</a>, e chegou a conclusão que o Op_CTV seria a melhor solução.</p>
<p>Eu não tenho conhecimento técnico para determinar qual a melhor solução, mas eu prefiro sempre o modelo mais conservador, neste caso parece ser o Op_CTV. No meu ponto de vista é preferível ser convervador, dar um passo de cada vez, em vez de um enorme salto. Prefiro correr o risco, daqui a 2 anos chegar à conclusão que o Op_CTV não foi suficiente, do que ter que recuar devido à atualização ter sido demasiado arrojada e ter criado vários problemas. No Bitcoin temos que ser conservadores na alteração do código.</p>
<h1>Vaults</h1>
<p>A grande maioria só fala dos <em>covenants</em> como uma solução para a escalabilidade, mas para mim o mais importante é que os <em>covenants</em> vão permitir construir soluções wallets mais seguras. Para mim é primordial, o Bitcoin necessita de melhorar a custódia e criar melhores soluções para a sucessão, são os principais entraves à adoção e à auto-custódia.</p>
<p>Com os <em>covenants</em> é possível construir os <a href="https://covenants.info/use-cases/vaults/"><em>vaults</em></a> (cofres), que vai permitir criar sistemas mais seguros, sobretudo para as <em>Cold Storage</em>, para pessoas/empresas com muitos bitcoins.</p>
<p>Vamos a um exemplo prático: Hoje em dia, se um <em>hacker</em> tiver acesso à <em>privkey</em>, pode assinar a transação, enviar as moedas para um seu endereço, depois de assinado e enviado é impossível impedir o roubo. Com os <em>covenants</em>, o <em>hacker</em> já não conseguirá, mesmo que tenha acesso à <em>privkey</em>, poderá fazer a transação mas terá que colocar 2 restrições:</p>
<ol>
<li>Terá obrigatoriamente de colocar um <em>timelock</em> para o seu endereço, ou seja, só terá acesso ao bitcoin passado um tempo previamente determinado, talvez 24 horas.</li>
<li>Obrigatoriamente, um segundo endereço também terá acesso às mesmas moedas, mas não terá <em>timelock</em>. Este segundo está determinado pelos <em>covenants</em>, é o chamado o endereço de recuperação.</li>
</ol>
<p>Assim basta a <em>exchange</em> terem um programa (WatchTower) a monitorizar a <em>blockchain</em>. Se o <em>hacker</em> enviar a transação, a <em>exchange</em> terá 24 horas, para analisar aquela transação. Se for uma tentativa de roubo, a <em>exchange</em> utilizará o endereço de recuperação para reaver as moedas, ou seja, mesmo que a segurança esteja comprometida, com a perda da <em>privkey</em>, a <em>exchange</em> tem um meio de segurança extra, que permite recuperar as moedas. Mas não necessita de ser um <em>hacker</em>, pode ser um funcionário da empresa a cometer o crime.</p>
<h1>Segurança Mundial</h1>
<p>Os <em>vaults</em> são essenciais para <em>Cold Storage</em>, na minha opinião é algo que já deveria estar implementado no código. O Bitcoin está a atingir uma dimensão tal, toda a segurança é pouca. A segurança vai muito mais além do que um pequeno <em>hack</em> a uma pequena empresa ou <em>exchange</em>, pode estar em causa a segurança nacional ou mundial.</p>
<p>O que aconteceria ao mundo, se os iranianos ou os norte-coreanos roubassem os Bitcoins da Coinbase, são mais de 1 milhão e entre eles, estão 200 mil do governo dos EUA. No mínimo dava um conflito diplomático, mas daqui a 5 ou 10 anos, com a valorização e já com o bitcoin como uma reserva nos bancos centrais, será certamente uma guerra entre os dois países.</p>
<p>Toda a segurança é pouca. Apesar de muitos de nós termos ideais libertários, anti-estado, não podemos esquecer que a adoção acarreta consequências e responsabilidades. Já não somos apenas uma moedinha mágica da internet criada e utilizada por <em>geeks</em>, Bitcoin está por todo o lado, até nos bancos centrais.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Radicalização política]]></title>
      <description><![CDATA[Política norte-americana, a polarização da sociedade e o crescimentos dos extremos.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Política norte-americana, a polarização da sociedade e o crescimentos dos extremos.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 14 Jul 2024 09:45:13 GMT</pubDate>
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      <category>Política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, Trump foi baleado.</p>
<blockquote>
<p>“Trump baleado na orelha escapa a aparente atentado onde morreram duas pessoas.<br>Donald Trump ficou ferido na orelha direita após terem sido disparados vários tiros num aparente atentado durante um comício na Pensilvânia.” - Correio  da Manhã </p>
</blockquote>
<p>O ambiente está a ferro e fogo, para “incendiar” ainda mais as eleições norte-americanas, hoje e nos próximos dias vão ser de discursos acérrimos e polarizados e certamente com muitas teorias da conspiração, outros vão dizer que isto foi encenação.</p>
<blockquote>
<p>“Na guerra, a verdade é a primeira vítima.” - Ésquilo</p>
</blockquote>
<p>No outro quadrante, o Biden, há muito tempo que demonstra problemas de saúde, mesmo assim insistem na sua candidatura. Eu não consigo compreender, se é o Biden que insiste em querer ser o candidato ou são os membros de topo do partido Democrata que insistem que ele deve ser o candidato?<br>Não sei, mas é francamente notório que ele já não tem condições físicas e mentais para continuar a ser presidente. Só demonstra muita incompetência do partido Democrata.<br>Depois, só falta algo ainda mais teatral no lado do Biden.  Talvez, a poucos dias das eleições, vai acontecer algo de estranho ao Biden, vai obrigá-lo a desistir, mas como está muito em cima das eleições, será o nome de Biden que estará nos boletins de voto. No boletim de voto está o nome de Biden, mas as pessoas de antemão já sabem que o candidato é outro, possivelmente o vice passa a presidente.</p>
<p>Como é possível, num país com 330 milhões de habitantes, não consegue arranjar dois bons candidatos a presidente.<br>As sociedades ocidentais estão cada vez mais polarizadas, os partidos estão-se a afastar do centro, os partidos extremos (direita e esquerda) crescem cada vez mais. Onde as pessoas, não votam no melhor candidato, mas sim, no menos mau, ou votam no contra.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f207d549709ad58e8671a20d49c03a5b5ad0ca67a2830be152c8c6558f62a685.png" alt="image"></p>
<p>Este desenho/meme é demonstrativo do meu pensamento sociopolítico, comparando as minhas convicções de há 20 anos, com as de hoje, são as mesmas, pouco mudou. Mas há 20 anos, eu sentia-me mais perto do lado dos progressistas, mas hoje sinto-me que estou mais perto do lado dos conservadores. Na verdade, eu sempre fui e sou do centro, os polos é que estão a afastar-se do centro, os conservadores “moveram-se’ um pouco para direita, mas os progressista é que se afastaram imenso do centro.</p>
<p>Se o afastamento do centro crescer ainda mais e os extremos cada vez mais radicais, o futuro é inevitável, uma guerra civil. O que estamos a viver agora não é nada novo, já aconteceu no passado e os resultados não foram bons. O pior é que continuamos a cometer os mesmos erros, sem nunca aprender com o passado.</p>
<blockquote>
<p>"A história não se repete, mas frequentemente rima."</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Ontem, Trump foi baleado.</p>
<blockquote>
<p>“Trump baleado na orelha escapa a aparente atentado onde morreram duas pessoas.<br>Donald Trump ficou ferido na orelha direita após terem sido disparados vários tiros num aparente atentado durante um comício na Pensilvânia.” - Correio  da Manhã </p>
</blockquote>
<p>O ambiente está a ferro e fogo, para “incendiar” ainda mais as eleições norte-americanas, hoje e nos próximos dias vão ser de discursos acérrimos e polarizados e certamente com muitas teorias da conspiração, outros vão dizer que isto foi encenação.</p>
<blockquote>
<p>“Na guerra, a verdade é a primeira vítima.” - Ésquilo</p>
</blockquote>
<p>No outro quadrante, o Biden, há muito tempo que demonstra problemas de saúde, mesmo assim insistem na sua candidatura. Eu não consigo compreender, se é o Biden que insiste em querer ser o candidato ou são os membros de topo do partido Democrata que insistem que ele deve ser o candidato?<br>Não sei, mas é francamente notório que ele já não tem condições físicas e mentais para continuar a ser presidente. Só demonstra muita incompetência do partido Democrata.<br>Depois, só falta algo ainda mais teatral no lado do Biden.  Talvez, a poucos dias das eleições, vai acontecer algo de estranho ao Biden, vai obrigá-lo a desistir, mas como está muito em cima das eleições, será o nome de Biden que estará nos boletins de voto. No boletim de voto está o nome de Biden, mas as pessoas de antemão já sabem que o candidato é outro, possivelmente o vice passa a presidente.</p>
<p>Como é possível, num país com 330 milhões de habitantes, não consegue arranjar dois bons candidatos a presidente.<br>As sociedades ocidentais estão cada vez mais polarizadas, os partidos estão-se a afastar do centro, os partidos extremos (direita e esquerda) crescem cada vez mais. Onde as pessoas, não votam no melhor candidato, mas sim, no menos mau, ou votam no contra.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f207d549709ad58e8671a20d49c03a5b5ad0ca67a2830be152c8c6558f62a685.png" alt="image"></p>
<p>Este desenho/meme é demonstrativo do meu pensamento sociopolítico, comparando as minhas convicções de há 20 anos, com as de hoje, são as mesmas, pouco mudou. Mas há 20 anos, eu sentia-me mais perto do lado dos progressistas, mas hoje sinto-me que estou mais perto do lado dos conservadores. Na verdade, eu sempre fui e sou do centro, os polos é que estão a afastar-se do centro, os conservadores “moveram-se’ um pouco para direita, mas os progressista é que se afastaram imenso do centro.</p>
<p>Se o afastamento do centro crescer ainda mais e os extremos cada vez mais radicais, o futuro é inevitável, uma guerra civil. O que estamos a viver agora não é nada novo, já aconteceu no passado e os resultados não foram bons. O pior é que continuamos a cometer os mesmos erros, sem nunca aprender com o passado.</p>
<blockquote>
<p>"A história não se repete, mas frequentemente rima."</p>
</blockquote>
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      <title><![CDATA[Protecionismo e China]]></title>
      <description><![CDATA[As políticas protecionistas do ocidente e as possíveis consequência no equilíbrio geopolítico.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[As políticas protecionistas do ocidente e as possíveis consequência no equilíbrio geopolítico.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 20 Jun 2024 12:54:09 GMT</pubDate>
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      <category>Economia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente os EUA e a União Europeia anunciaram novas taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China.</p>
<blockquote>
<p>“Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou esta terça-feira um aumento das taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China, com o agravamento mais significativo a ser aplicado sobre os veículos elétricos: dos atuais 25% vai para 100%, já a partir deste ano.<br>Além dos automóveis elétricos, as barreiras comerciais sobre o maior concorrente dos Estados Unidos também aumentam em produtos como o aço e alumínio; baterias e suas componentes e minerais críticos; gruas portuárias; painéis solares; semicondutores; e equipamento de saúde.” – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/05/14/eua-agrava-tarifas-sobre-veiculos-eletricos-chineses-e-nao-so/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Na Europa:</p>
<blockquote>
<p>“A Comissão Europeia pretende impor novas taxas sobre as importações dos carros elétricos que sejam produzidos no gigante asiático.<br>O Executivo comunitário pretende aplicar uma taxa adicional, de 21%, em média, sobre as importações de veículos chineses, que se soma à taxa que já está atualmente em vigor, de 10%. O valor adicional pode ir até aos 38%, no caso de fabricantes que não cooperaram com Bruxelas no seu processo de investigação sobre subsídios atribuídos pelo Estado chinês.”_ – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/06/14/taxas-extra-da-ue-sobre-eletricos-chineses-arriscam-disrupcao-do-mercado/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Os países ocidentais estão a acentuar as políticas protecionistas, além disso os EUA estão a endurecer as restrições aos semicondutores contra a China:</p>
<blockquote>
<p>“A administração Biden segue reduzindo a gama de semicondutores que as empresas norte-americanas poderão vender à China.<br>O Departamento de Comércio dos Estados Unidos emitiu novas regras que endurecem as restrições de exportação introduzidas em outubro de 2022.<br>Para o governo, as medidas são necessárias para eliminar brechas nas regulações impostas no final do ano passado.<br>As regras atualizadas “aumentarão a eficácia do nosso controle e fecharão ainda mais caminhos para contornar as nossas restrições”, disse a secretária do Comércio dos EUA, Gina Raimondo, num comunicado._<br>‘Continuaremos a trabalhar para proteger a nossa segurança nacional, restringindo o acesso a tecnologias críticas, aplicando vigilantemente as nossas regras, ao mesmo tempo que minimizamos qualquer impacto não intencional nos fluxos comerciais.’<br>Chips avançados de inteligência artificial (IA), como os produtos H800 e A800 da Nvidia, serão afetados, de acordo com um documento regulatório da empresa norte-americana.<br>Além da China e Macau, os regulamentos também expandem as restrições às exportações para outros 21 países com os quais os Estados Unidos mantêm um embargo de armas, incluindo o Irã e a Rússia.” – <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/eua-aumentam-restricoes-sobre-vendas-de-chips-para-china-e-tensao-cresce/">CNN Brasil</a></p>
</blockquote>
<h1>Crise</h1>
<p>Atualmente a China está com uma grave crise, com um excesso de endividamento a nível público, como no privado. Ao contrário das duas grandes potências do ocidente, a China tem tido uma política muito comedida na desvalorização da sua própria moeda, ela tem acontecido, mas gradualmente. Nada se compara com as políticas dos EUA e da UE, que têm utilizado uma política altamente expansionista para combater as crises desde 2008.</p>
<p>Este gráfico demonstra bem a diferença:<br><img src="https://image.nostr.build/82d8191915963289cbc81f4c24072d25b28d940a7cf850a7351645fabe0a00b2.jpg" alt="image"></p>
<p>Em 15 anos a China aumentou o <em>balance sheet</em> do banco central em 133%, o BCE aumentou em 359% e o FED aumentou 703%. Os EUA chegaram aos 900%, é um valor completamente absurdo, os estados estão a abusar do <em>quantitative easing</em> (QE). No final de 2022, tanto o FED e o BCE começaram a reduzir, mas ainda está muito acima dos valores pré-covid.</p>
<h1>Onde está o problema?</h1>
<p>Devido à Teoria dos jogos, a China nunca tentou invadir a Taiwan, porque tinha mais a perder do que a ganhar. Se houvesse uma guerra entre os dois, o mundo ficaria com um grave problema devido à falta de semicondutores, sobretudo os de última geração. Mas a China também ficaria sem essa tecnologia, além disso iria sofrer sanções do mundo ocidental, os seus produtos ficariam impedidos de entrar nesses mercados. A China iria sofrer sanções semelhantes à que a Rússia está a ter devido à Guerra na Ucrânia. Os impactos económicos e políticos desta guerra é <em>case study</em> para a China, deve estar a analisar ao milímetros, a criar alternativas, projetar meios de defesa, caso lhe aconteça algo similar.</p>
<p>Nos últimos anos a China tem reduzido imenso a exposição aos títulos do tesouro dos EUA, a China chegou a ser o maior detentor de dívida. Agora a China está a optar pela compra de ouro. Ao mesmo tempo, a China e a Rússia estão a tentar desenvolver uma alternativa ao dólar para o comércio internacional e também aumentar os laços económicos com os países aliados, especialmente dos BRICS. Além disso, tem investido biliões no desenvolvimento da sua própria indústria de semicondutores. Nos últimos anos as políticas da China têm sido focadas em diminuir a dependência do ocidente e de Taiwan, preferindo aliar-se aos países emergentes, grandes potências mas pouco democráticos, à sua semelhança.</p>
<p>No outro lado, os EUA também estão a diminuir a exposição à economia chinesa, estão a trocar as fábricas e mão-de-obra chinesa por mexicana, o México está a tornar-se um parceiro estratégico.&nbsp;</p>
<p>Enquanto isso, a União Europeia assobia para o lado, apenas observa. Quando acordar será tarde demais, os líderes europeus não aprenderam nada com a pandemia, a Europa está fortemente dependente da indústria chinesa.</p>
<p>Se a única opção para combater a crise na China for o QE, além da desvalorização imensa da sua moeda, vai gerar uma enorme reação em cascata. Os seus produtos vão ficar extremamente baratos, a China vai inundar os mercados ocidentais com produtos, para combater isso os ocidentais vão endurecer as políticas de protecionismo.</p>
<p>Se a China ficar sem acesso aos mercados ocidentais devido ao aumentos das políticas protecionistas do ocidente, essas mesmas políticas já estão a impedir o acesso aos semicondutores. Assim vai existir uma inversão na Teoria dos jogos, como a China já não tem mais nada a perder, já perdeu tudo o que tinha a perder, é uma passadeira vermelha para invadir Taiwan. Se todas as sanções possíveis já estão a ser aplicadas à China ainda antes da invasão a Taiwan, em caso de uma invasão, o ocidente não terá nenhuma “arma” poderosa para retaliar. Essa possível invasão afetaria sobretudo o ocidente que ficaria sem a tecnologia de Taiwan. Não sendo possível aplicar mais sanções, restando apenas confronto direto entre a China e o Ocidente.</p>
<p>A guerra da Ucrânia tem demonstrado que as sanções já não tem tanta eficácia, o mundo está muito globalizado e muito interconectado, existem cada vez mais meios de contornar. A UE deixou de comprar produtos fósseis à Rússia, agora está a receber da China ou da Índia, ou seja, é o mesmo produto, só que agora existe um intermédio. Chegamos ao ridículo de existir o <em>transhipping</em> em alto mar, ao largo de Portugal, onde os produtos são movidos de um navio de pavilhão russo para um outro navio de um país não sancionado. Algumas horas depois ou no dia seguinte o mesmo navio atraca em Portugal ou em outro porto europeu. Todos os líderes europeus sabem que isto acontece, não fazem nada para mudar, apenas fecham os olhos, são cúmplices.</p>
<p>Outro caso vergonhoso é demonstrado por este gráfico, os países europeus estão proibidos de exportar produtos para a Rússia, mas continuam a fazê-lo através de um intermediário. É tão ridículo, é à europeia, criam uma lei e ao mesmo tempo criam uma maneira de contornar essa lei que acabaram de criar. É uma lei cartaz, é só o viver das aparências. É a hipocrisia europeia, querer demonstrar ao mundo que eles são o exemplo, mas depois faz o contrário. É façam aquilo que eu digo, mas não façam aquilo que eu faço.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/390793371ae329180d9b4c2edc4285251cb5c92c9dd3195f42b6892c1117e8c9.jpg" alt="image"></p>
<p>Neste caso o intermediário é o Quirguistão, mas existem inúmeros países a fazer o mesmo. É bem notório nos gráficos, após o início da guerra da Ucrânia as exportações subiram exponencialmente para o Quirguistão, mas é claro que o destino final dos produtos é a Rússia.</p>
<p>Com uma poderosa indústria e com produtos de baixo custo, facilmente a China vai arranjar intermediários. Em último caso usam a tática da VolksWagen, onde uma fábrica portuguesa constrói 99% do carro, mas como não está terminado é exportado como produto inacabado, para a Alemanha. Depois na Alemanha é só colocar a etiqueta “made in Germany” e o carro fica finalizado, pronto para exportação. Neste caso a VW utiliza este subterfúgio para fugir a impostos, os impostos da Alemanha são muito mais baixos que os de Portugal, mas a China pode usar para contornar as sanções.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Se a crise acentuar-se na China nos próximos tempos e se a única solução for uma forte desvalorização da moeda, vai provocar uma reação em cascata na economia mundial. Se escalar muito, o problema não será só económico, irá muito além disso.</p>
<p>Mas isto são muitos “ses”, é apenas uma hipótese muito remota e esperemos que não conheça, pelo bem de todos nós.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Recentemente os EUA e a União Europeia anunciaram novas taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China.</p>
<blockquote>
<p>“Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou esta terça-feira um aumento das taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China, com o agravamento mais significativo a ser aplicado sobre os veículos elétricos: dos atuais 25% vai para 100%, já a partir deste ano.<br>Além dos automóveis elétricos, as barreiras comerciais sobre o maior concorrente dos Estados Unidos também aumentam em produtos como o aço e alumínio; baterias e suas componentes e minerais críticos; gruas portuárias; painéis solares; semicondutores; e equipamento de saúde.” – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/05/14/eua-agrava-tarifas-sobre-veiculos-eletricos-chineses-e-nao-so/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Na Europa:</p>
<blockquote>
<p>“A Comissão Europeia pretende impor novas taxas sobre as importações dos carros elétricos que sejam produzidos no gigante asiático.<br>O Executivo comunitário pretende aplicar uma taxa adicional, de 21%, em média, sobre as importações de veículos chineses, que se soma à taxa que já está atualmente em vigor, de 10%. O valor adicional pode ir até aos 38%, no caso de fabricantes que não cooperaram com Bruxelas no seu processo de investigação sobre subsídios atribuídos pelo Estado chinês.”_ – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/06/14/taxas-extra-da-ue-sobre-eletricos-chineses-arriscam-disrupcao-do-mercado/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Os países ocidentais estão a acentuar as políticas protecionistas, além disso os EUA estão a endurecer as restrições aos semicondutores contra a China:</p>
<blockquote>
<p>“A administração Biden segue reduzindo a gama de semicondutores que as empresas norte-americanas poderão vender à China.<br>O Departamento de Comércio dos Estados Unidos emitiu novas regras que endurecem as restrições de exportação introduzidas em outubro de 2022.<br>Para o governo, as medidas são necessárias para eliminar brechas nas regulações impostas no final do ano passado.<br>As regras atualizadas “aumentarão a eficácia do nosso controle e fecharão ainda mais caminhos para contornar as nossas restrições”, disse a secretária do Comércio dos EUA, Gina Raimondo, num comunicado._<br>‘Continuaremos a trabalhar para proteger a nossa segurança nacional, restringindo o acesso a tecnologias críticas, aplicando vigilantemente as nossas regras, ao mesmo tempo que minimizamos qualquer impacto não intencional nos fluxos comerciais.’<br>Chips avançados de inteligência artificial (IA), como os produtos H800 e A800 da Nvidia, serão afetados, de acordo com um documento regulatório da empresa norte-americana.<br>Além da China e Macau, os regulamentos também expandem as restrições às exportações para outros 21 países com os quais os Estados Unidos mantêm um embargo de armas, incluindo o Irã e a Rússia.” – <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/eua-aumentam-restricoes-sobre-vendas-de-chips-para-china-e-tensao-cresce/">CNN Brasil</a></p>
</blockquote>
<h1>Crise</h1>
<p>Atualmente a China está com uma grave crise, com um excesso de endividamento a nível público, como no privado. Ao contrário das duas grandes potências do ocidente, a China tem tido uma política muito comedida na desvalorização da sua própria moeda, ela tem acontecido, mas gradualmente. Nada se compara com as políticas dos EUA e da UE, que têm utilizado uma política altamente expansionista para combater as crises desde 2008.</p>
<p>Este gráfico demonstra bem a diferença:<br><img src="https://image.nostr.build/82d8191915963289cbc81f4c24072d25b28d940a7cf850a7351645fabe0a00b2.jpg" alt="image"></p>
<p>Em 15 anos a China aumentou o <em>balance sheet</em> do banco central em 133%, o BCE aumentou em 359% e o FED aumentou 703%. Os EUA chegaram aos 900%, é um valor completamente absurdo, os estados estão a abusar do <em>quantitative easing</em> (QE). No final de 2022, tanto o FED e o BCE começaram a reduzir, mas ainda está muito acima dos valores pré-covid.</p>
<h1>Onde está o problema?</h1>
<p>Devido à Teoria dos jogos, a China nunca tentou invadir a Taiwan, porque tinha mais a perder do que a ganhar. Se houvesse uma guerra entre os dois, o mundo ficaria com um grave problema devido à falta de semicondutores, sobretudo os de última geração. Mas a China também ficaria sem essa tecnologia, além disso iria sofrer sanções do mundo ocidental, os seus produtos ficariam impedidos de entrar nesses mercados. A China iria sofrer sanções semelhantes à que a Rússia está a ter devido à Guerra na Ucrânia. Os impactos económicos e políticos desta guerra é <em>case study</em> para a China, deve estar a analisar ao milímetros, a criar alternativas, projetar meios de defesa, caso lhe aconteça algo similar.</p>
<p>Nos últimos anos a China tem reduzido imenso a exposição aos títulos do tesouro dos EUA, a China chegou a ser o maior detentor de dívida. Agora a China está a optar pela compra de ouro. Ao mesmo tempo, a China e a Rússia estão a tentar desenvolver uma alternativa ao dólar para o comércio internacional e também aumentar os laços económicos com os países aliados, especialmente dos BRICS. Além disso, tem investido biliões no desenvolvimento da sua própria indústria de semicondutores. Nos últimos anos as políticas da China têm sido focadas em diminuir a dependência do ocidente e de Taiwan, preferindo aliar-se aos países emergentes, grandes potências mas pouco democráticos, à sua semelhança.</p>
<p>No outro lado, os EUA também estão a diminuir a exposição à economia chinesa, estão a trocar as fábricas e mão-de-obra chinesa por mexicana, o México está a tornar-se um parceiro estratégico.&nbsp;</p>
<p>Enquanto isso, a União Europeia assobia para o lado, apenas observa. Quando acordar será tarde demais, os líderes europeus não aprenderam nada com a pandemia, a Europa está fortemente dependente da indústria chinesa.</p>
<p>Se a única opção para combater a crise na China for o QE, além da desvalorização imensa da sua moeda, vai gerar uma enorme reação em cascata. Os seus produtos vão ficar extremamente baratos, a China vai inundar os mercados ocidentais com produtos, para combater isso os ocidentais vão endurecer as políticas de protecionismo.</p>
<p>Se a China ficar sem acesso aos mercados ocidentais devido ao aumentos das políticas protecionistas do ocidente, essas mesmas políticas já estão a impedir o acesso aos semicondutores. Assim vai existir uma inversão na Teoria dos jogos, como a China já não tem mais nada a perder, já perdeu tudo o que tinha a perder, é uma passadeira vermelha para invadir Taiwan. Se todas as sanções possíveis já estão a ser aplicadas à China ainda antes da invasão a Taiwan, em caso de uma invasão, o ocidente não terá nenhuma “arma” poderosa para retaliar. Essa possível invasão afetaria sobretudo o ocidente que ficaria sem a tecnologia de Taiwan. Não sendo possível aplicar mais sanções, restando apenas confronto direto entre a China e o Ocidente.</p>
<p>A guerra da Ucrânia tem demonstrado que as sanções já não tem tanta eficácia, o mundo está muito globalizado e muito interconectado, existem cada vez mais meios de contornar. A UE deixou de comprar produtos fósseis à Rússia, agora está a receber da China ou da Índia, ou seja, é o mesmo produto, só que agora existe um intermédio. Chegamos ao ridículo de existir o <em>transhipping</em> em alto mar, ao largo de Portugal, onde os produtos são movidos de um navio de pavilhão russo para um outro navio de um país não sancionado. Algumas horas depois ou no dia seguinte o mesmo navio atraca em Portugal ou em outro porto europeu. Todos os líderes europeus sabem que isto acontece, não fazem nada para mudar, apenas fecham os olhos, são cúmplices.</p>
<p>Outro caso vergonhoso é demonstrado por este gráfico, os países europeus estão proibidos de exportar produtos para a Rússia, mas continuam a fazê-lo através de um intermediário. É tão ridículo, é à europeia, criam uma lei e ao mesmo tempo criam uma maneira de contornar essa lei que acabaram de criar. É uma lei cartaz, é só o viver das aparências. É a hipocrisia europeia, querer demonstrar ao mundo que eles são o exemplo, mas depois faz o contrário. É façam aquilo que eu digo, mas não façam aquilo que eu faço.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/390793371ae329180d9b4c2edc4285251cb5c92c9dd3195f42b6892c1117e8c9.jpg" alt="image"></p>
<p>Neste caso o intermediário é o Quirguistão, mas existem inúmeros países a fazer o mesmo. É bem notório nos gráficos, após o início da guerra da Ucrânia as exportações subiram exponencialmente para o Quirguistão, mas é claro que o destino final dos produtos é a Rússia.</p>
<p>Com uma poderosa indústria e com produtos de baixo custo, facilmente a China vai arranjar intermediários. Em último caso usam a tática da VolksWagen, onde uma fábrica portuguesa constrói 99% do carro, mas como não está terminado é exportado como produto inacabado, para a Alemanha. Depois na Alemanha é só colocar a etiqueta “made in Germany” e o carro fica finalizado, pronto para exportação. Neste caso a VW utiliza este subterfúgio para fugir a impostos, os impostos da Alemanha são muito mais baixos que os de Portugal, mas a China pode usar para contornar as sanções.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Se a crise acentuar-se na China nos próximos tempos e se a única solução for uma forte desvalorização da moeda, vai provocar uma reação em cascata na economia mundial. Se escalar muito, o problema não será só económico, irá muito além disso.</p>
<p>Mas isto são muitos “ses”, é apenas uma hipótese muito remota e esperemos que não conheça, pelo bem de todos nós.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Degenerados]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 08 Jun 2024 09:34:24 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Onde anda o espírito cypherpunk?</p>
<p>Aquele espírito revolucionário, como o objetivo de tornar o mundo melhor.</p>
<p>Satoshi iniciou esse movimento de tentar criar um sistema financeiro melhor que o atual, mas esse espírito pouco tem crescido nos últimos anos. Apenas uma parte da comunidade do Bitcoin ou da Monero mantém esse espírito, o restante ecossistema cripto, está a seguir um caminho ridículo.</p>
<p>É verdade que o mundo cripto/web3 desenvolveu-se brutalmente mas para uma direção errada. Ethereum nem é carne nem é peixe, é um híbrido manhoso. Não é descentralizado, mas não é centralizado o suficiente para permitir muitas transações e a baixo custo.</p>
<p>Olhamos para o actual panorama, possivelmente as blockchains que mais crescem são a Solana e Base, projectos completamente centralizados. No anterior ciclo a Solana era um meme devido os seus problemas, estava sempre a parar, agora está a ter uma adoção massiva, como é possível?</p>
<p>Eu tenho pensado muito sobre isto, as pessoas não querem saber da descentralização? ou simplesmente não compreendem o que é a descentralização?</p>
<p>A descentralização é algo abstrato, possivelmente as pessoas só vão compreender a sua importância quando sentirem na pele a sua não existência, ou seja, quando os governos começarem a atacar os projectos vão compreender a importância da descentralização.</p>
<p>O ataque ainda mal começou, eu quero ver o que vão fazer as empresas/fundações que estão por detrás desses projectos, quando os governos exigirem os KYC obrigatório, <em>backdoor</em> e <em>kill switch</em>.</p>
<p>Eu quero ver o que as pessoas vão fazer quando a Tether exigir KYC. Também quero ver os países com controle de capitais proibirem a Tether de prestar serviços em seu território, ou exigir o congelamento de todos os ativos. Não deverá faltar muito, para que as políticas comecem a atacar os comerciantes que aceitam stablecoins, confiscam os equipamentos, identificam as carteiras dos empresários e o dos clientes e obrigam a tether a congelar os fundos. Nem será necessário fazer a todos os empresários, basta fazer alguns e mostrar nas tvs como exemplo.</p>
<p>Como vão reagir as pessoas quando tudo o for centralizado for atacado e seus bens confiscados?<br>Eu acredito que nos próximos tempos vão sofrer um ataque terrível.</p>
<p>Apesar das <em>stablecoins</em> terem o problema da centralização, reconhece que desempenham um papel importante, especialmente em países com inflações altas e com controle de capitais, mas o restante mundo web3 está perdido.</p>
<p>Até poderá ter coisas interessantes, não contesto, mas a esmagadora dos utilizadores querem é <em>pump</em> e <em>dump</em>, o querer enriquecer rapidamente. É só <em>memecoin</em>, NFTs e <em>tokens</em> sem qualquer propósito, foi tudo transformado num enorme casino em redes distribuídas. Perderam a noção da realidade e esta mentalidade atraiu um monte de scammers, é meio mundo a enganar, o outro meio mundo.</p>
<p>Chegamos ao cumulo, em dois meses (Abril e Maio) foram <a href="https://br.cointelegraph.com/news/over-one-million-new-tokens-memecoins-launch-april-solana-base">criados mais de 1 milhões de <em>tokens</em></a>, essencialmente <em>memecoins</em>. O <em>market cap</em> das <em>memes</em> é completamente absurdo, como é possível a Doge valer 12x mais que a Sonae, a Shiba Inu 8x e Pepe 3.4x. Como é possível, projetos sem qualquer valor, são apenas <em>memes,</em> valerem múltiplas vezes mais que uma das maiores empresas de Portugal, que emprega quase 50 mil pessoas. O <em>market cap</em> de Doge equivale a 9% do PIB de Portugal. Este mercado de <em>memes</em> e de NFTs é completamente irracional.</p>
<p>O triste é que a taxa de crescimento desses degenerados é muito superior ao restante. A comunidade de bitcoin não sai imaculada, existem também muitos degenerado entre nós.</p>
<p>Alguns desses degenerados vivem numa ilusão que os estados não conseguem impedir as <em>memecoins</em>, porque acreditam que no último caso existirá as DEX. Aqui está o primeiro problema, a maioria dos degenerados não usa DEX. Depois terá que rodar um nó para assinar contratos, porque a Infura/MetaMask e as restantes <em>wallets</em>&nbsp; também são centralizadas, logo tem que seguir as regulamentações. Acreditam mesmo que as pessoas vão rodar um nó da Base ou do Ethereum, claro que não vão.</p>
<p>Só uma pequena parte conseguirá transacionar nas DEX, mas depois terá outro problema, caso tenha um enorme lucro com as <em>memes</em>, como vão justificar a origem dessas mais valias. A malta dos <em>memecoins</em> não está neste ecossistema pela liberdade, está para ganhar mais FIAT, em qualquer momento vai necessitar de sair do mundo cripto para comprar o seu Lamborghini, aí as CEX, os bancos e os governos vão exigir comprovantes de origem.</p>
<p>Os NFTs têm uma situação similar, a OpenSea e afins terão que cumprir com as mesmas regras da tradicionais CEXs, especialmente as regras de KYC/AML. Além de serem cobradores de impostos, sobretudo de IVA.</p>
<p>Actualmente o ecossistema cripto, está a criar um bomba relógio, os <em>tokens</em> de <em>restaking</em>, será inevitável o seu colapso. Na prática estes <em>tokens</em> é similar à reserva fracionária, no mundo TradFi, é um castelo de carta pronto a desmoronar. Curiosamente foi este problema, o da inflação da moeda, que teve na origem da criação do Bitcoin, uma alternativa ao sistema fiduciário. Este lado cripto deixou de ser uma alternativa, começou a imitar o sistema TradFi.</p>
<p>Voltando à centralização, eu não sou contra a utilização de serviços centralizados, ela será necessária para permitir a escalabilidade, mas ao utilizar temos que compreender os riscos inerentes, entre eles, a possibilidade da perda de fundos e que temos que cumprir a lei. A burrice é não cumprir a lei e querer utilizar coisas centralizadas. Para um bom funcionamento do sistema é imprescindível que a <em>blockchain</em>/<em>layer</em> 1 seja descentralizada, a centralização deve acontecer apenas em serviços de terceiros ou <em>layers</em> 2. Podemos utilizar, mas com muito cuidado e com uma pequena parte do nosso capital, em caso de perda de fundo, não seja dramático.</p>
<p>Eu sou um maximalista, mas utilizo wallets LN custodiais, gosto de cashu, a Liquid tem alguns casos de uso interessantes. Em suma, deve ser utilizado com moderação.</p>
<p>Uma coisa é certa, os próximos anos serão muito duros para o mundo cripto, em especial as <em>stablecoins</em>, os estados não querem perder o monopólio da moeda e do poder absoluto. No próximo mês, entra em vigor a regulamentação da Europa da <em>stablecoins</em> As empresas estão a encontrar muitos problemas em conseguir cumprir a lei, mas o cerco ainda vai apertar mais, as lei ainda serão mais duras, ficando apenas <em>stablecoins</em> de euro. Nas CEX as <em>stablecoins</em> de dólar não estarão acessiveis.</p>
<p>Estamos numa boa altura, para os degenerados refletirem bem no que estão a fazer... temos que colocar os pés no chão e voltar ao <em>ethos</em>.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Onde anda o espírito cypherpunk?</p>
<p>Aquele espírito revolucionário, como o objetivo de tornar o mundo melhor.</p>
<p>Satoshi iniciou esse movimento de tentar criar um sistema financeiro melhor que o atual, mas esse espírito pouco tem crescido nos últimos anos. Apenas uma parte da comunidade do Bitcoin ou da Monero mantém esse espírito, o restante ecossistema cripto, está a seguir um caminho ridículo.</p>
<p>É verdade que o mundo cripto/web3 desenvolveu-se brutalmente mas para uma direção errada. Ethereum nem é carne nem é peixe, é um híbrido manhoso. Não é descentralizado, mas não é centralizado o suficiente para permitir muitas transações e a baixo custo.</p>
<p>Olhamos para o actual panorama, possivelmente as blockchains que mais crescem são a Solana e Base, projectos completamente centralizados. No anterior ciclo a Solana era um meme devido os seus problemas, estava sempre a parar, agora está a ter uma adoção massiva, como é possível?</p>
<p>Eu tenho pensado muito sobre isto, as pessoas não querem saber da descentralização? ou simplesmente não compreendem o que é a descentralização?</p>
<p>A descentralização é algo abstrato, possivelmente as pessoas só vão compreender a sua importância quando sentirem na pele a sua não existência, ou seja, quando os governos começarem a atacar os projectos vão compreender a importância da descentralização.</p>
<p>O ataque ainda mal começou, eu quero ver o que vão fazer as empresas/fundações que estão por detrás desses projectos, quando os governos exigirem os KYC obrigatório, <em>backdoor</em> e <em>kill switch</em>.</p>
<p>Eu quero ver o que as pessoas vão fazer quando a Tether exigir KYC. Também quero ver os países com controle de capitais proibirem a Tether de prestar serviços em seu território, ou exigir o congelamento de todos os ativos. Não deverá faltar muito, para que as políticas comecem a atacar os comerciantes que aceitam stablecoins, confiscam os equipamentos, identificam as carteiras dos empresários e o dos clientes e obrigam a tether a congelar os fundos. Nem será necessário fazer a todos os empresários, basta fazer alguns e mostrar nas tvs como exemplo.</p>
<p>Como vão reagir as pessoas quando tudo o for centralizado for atacado e seus bens confiscados?<br>Eu acredito que nos próximos tempos vão sofrer um ataque terrível.</p>
<p>Apesar das <em>stablecoins</em> terem o problema da centralização, reconhece que desempenham um papel importante, especialmente em países com inflações altas e com controle de capitais, mas o restante mundo web3 está perdido.</p>
<p>Até poderá ter coisas interessantes, não contesto, mas a esmagadora dos utilizadores querem é <em>pump</em> e <em>dump</em>, o querer enriquecer rapidamente. É só <em>memecoin</em>, NFTs e <em>tokens</em> sem qualquer propósito, foi tudo transformado num enorme casino em redes distribuídas. Perderam a noção da realidade e esta mentalidade atraiu um monte de scammers, é meio mundo a enganar, o outro meio mundo.</p>
<p>Chegamos ao cumulo, em dois meses (Abril e Maio) foram <a href="https://br.cointelegraph.com/news/over-one-million-new-tokens-memecoins-launch-april-solana-base">criados mais de 1 milhões de <em>tokens</em></a>, essencialmente <em>memecoins</em>. O <em>market cap</em> das <em>memes</em> é completamente absurdo, como é possível a Doge valer 12x mais que a Sonae, a Shiba Inu 8x e Pepe 3.4x. Como é possível, projetos sem qualquer valor, são apenas <em>memes,</em> valerem múltiplas vezes mais que uma das maiores empresas de Portugal, que emprega quase 50 mil pessoas. O <em>market cap</em> de Doge equivale a 9% do PIB de Portugal. Este mercado de <em>memes</em> e de NFTs é completamente irracional.</p>
<p>O triste é que a taxa de crescimento desses degenerados é muito superior ao restante. A comunidade de bitcoin não sai imaculada, existem também muitos degenerado entre nós.</p>
<p>Alguns desses degenerados vivem numa ilusão que os estados não conseguem impedir as <em>memecoins</em>, porque acreditam que no último caso existirá as DEX. Aqui está o primeiro problema, a maioria dos degenerados não usa DEX. Depois terá que rodar um nó para assinar contratos, porque a Infura/MetaMask e as restantes <em>wallets</em>&nbsp; também são centralizadas, logo tem que seguir as regulamentações. Acreditam mesmo que as pessoas vão rodar um nó da Base ou do Ethereum, claro que não vão.</p>
<p>Só uma pequena parte conseguirá transacionar nas DEX, mas depois terá outro problema, caso tenha um enorme lucro com as <em>memes</em>, como vão justificar a origem dessas mais valias. A malta dos <em>memecoins</em> não está neste ecossistema pela liberdade, está para ganhar mais FIAT, em qualquer momento vai necessitar de sair do mundo cripto para comprar o seu Lamborghini, aí as CEX, os bancos e os governos vão exigir comprovantes de origem.</p>
<p>Os NFTs têm uma situação similar, a OpenSea e afins terão que cumprir com as mesmas regras da tradicionais CEXs, especialmente as regras de KYC/AML. Além de serem cobradores de impostos, sobretudo de IVA.</p>
<p>Actualmente o ecossistema cripto, está a criar um bomba relógio, os <em>tokens</em> de <em>restaking</em>, será inevitável o seu colapso. Na prática estes <em>tokens</em> é similar à reserva fracionária, no mundo TradFi, é um castelo de carta pronto a desmoronar. Curiosamente foi este problema, o da inflação da moeda, que teve na origem da criação do Bitcoin, uma alternativa ao sistema fiduciário. Este lado cripto deixou de ser uma alternativa, começou a imitar o sistema TradFi.</p>
<p>Voltando à centralização, eu não sou contra a utilização de serviços centralizados, ela será necessária para permitir a escalabilidade, mas ao utilizar temos que compreender os riscos inerentes, entre eles, a possibilidade da perda de fundos e que temos que cumprir a lei. A burrice é não cumprir a lei e querer utilizar coisas centralizadas. Para um bom funcionamento do sistema é imprescindível que a <em>blockchain</em>/<em>layer</em> 1 seja descentralizada, a centralização deve acontecer apenas em serviços de terceiros ou <em>layers</em> 2. Podemos utilizar, mas com muito cuidado e com uma pequena parte do nosso capital, em caso de perda de fundo, não seja dramático.</p>
<p>Eu sou um maximalista, mas utilizo wallets LN custodiais, gosto de cashu, a Liquid tem alguns casos de uso interessantes. Em suma, deve ser utilizado com moderação.</p>
<p>Uma coisa é certa, os próximos anos serão muito duros para o mundo cripto, em especial as <em>stablecoins</em>, os estados não querem perder o monopólio da moeda e do poder absoluto. No próximo mês, entra em vigor a regulamentação da Europa da <em>stablecoins</em> As empresas estão a encontrar muitos problemas em conseguir cumprir a lei, mas o cerco ainda vai apertar mais, as lei ainda serão mais duras, ficando apenas <em>stablecoins</em> de euro. Nas CEX as <em>stablecoins</em> de dólar não estarão acessiveis.</p>
<p>Estamos numa boa altura, para os degenerados refletirem bem no que estão a fazer... temos que colocar os pés no chão e voltar ao <em>ethos</em>.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Palavras, leva-as o vento]]></title>
      <description><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 26 May 2024 10:52:08 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias, Donald Trump tem demonstrado apoio ao <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Eu tenho muitas dúvidas sobre esta repentina mudança de opinião, Trump não dá ponto sem nó. Não devem passar de meras promessa eleitorais.</p>
<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606"><a href="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606">https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606</a></np-embed></p>
<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos dias, Donald Trump tem demonstrado apoio ao <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Eu tenho muitas dúvidas sobre esta repentina mudança de opinião, Trump não dá ponto sem nó. Não devem passar de meras promessa eleitorais.</p>
<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606"><a href="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606">https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606</a></np-embed></p>
<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
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      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
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<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <title><![CDATA[Montenegro a ser Costa]]></title>
      <description><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 13 Apr 2024 10:16:05 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
<blockquote>
<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
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<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
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<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
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<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
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<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
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<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
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<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
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<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
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<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
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<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Manta de retalhos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</pubDate>
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      <category>Europa</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Europa sempre foi uma enorme manta de retalhos, com uma imensidão de povos com línguas, religiões, crenças, etnias, culturas, hábitos, todos diferentes entre si.</p>
<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9eef02278c99f6388d7059559f4e77d75db5f57bf696d0fda6e6cd85dbdd5a2f.png" alt="image"></p>
<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A Europa sempre foi uma enorme manta de retalhos, com uma imensidão de povos com línguas, religiões, crenças, etnias, culturas, hábitos, todos diferentes entre si.</p>
<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9eef02278c99f6388d7059559f4e77d75db5f57bf696d0fda6e6cd85dbdd5a2f.png" alt="image"></p>
<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Toque de Midas]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 20 Nov 2023 11:44:22 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/iz-ba9snzaoqx6syeegq0/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
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<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
<br>

<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
<br>

<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
<p><br><br></p>
<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/2816f51d1cb9938a2cb288a443c3433d068413ed04d8daff35fc22e3251097aa.png" alt="image"></p>
<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
<br>

<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
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<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
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<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[O reconhecer de um problema]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 03 Oct 2023 09:44:12 GMT</pubDate>
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      <category>Política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>10 anos com taxa de juro, extraordinariamente baixa, a nível mundial, o investimento refúgio virou para o imobiliário.</p>
</blockquote>
<p>Ontem em entrevista para a TVI, <strong>António Costa</strong> reconheceu que o problema tem origem na desastrosa política monetária, “apenas” esqueceu de falar da enorme impressão de dinheiro que houve, em parte, para financiar a sua Bazuca.</p>
<br>

<p>É verdade que a desvalorização das moedas levou o investimento refúgio para o imobiliário,&nbsp; criando uma tremenda desajuste no mercado. Agora os estados estão implementando medidas/políticas mais repressivas para afugentar os investidores.</p>
<p>Os estados estão encostados à parede, ou não fazem nada, beneficiando os <strong><em>lobbies</em></strong>, os seus amigos, ou então cedem à pressão das populações, que estão a ficar <strong>desesperadas</strong>, cada vez mais gente a viver na rua. Em Portugal está a acontecer algo que eu nunca imaginei, pessoas com trabalho, acima do ordenado mínimo a viver na rua.</p>
<p>No fim das contas,&nbsp; os políticos para serem reeleitos necessitam dos votos do povo, já sabemos que lado vão escolher.</p>
<br>

<p><strong>O que vai acontecer a estas pessoas, se a crise chegar em força?</strong></p>
<p>Se com trabalho já tem dificuldades em ter casa, o que vai acontecer se existir muito desemprego.</p>
<p>Possível a taxa de juro para a habitação vai manter-se alta por algum tempo, as poupanças das pessoas também estão a acabar.</p>
<p>As <em>yields</em> dos países estão em alta, somando uma dívida pública colossal que necessita de ser refinanciada, não faltará muito para que a palavra <strong>austeridade</strong> volte à baila.</p>
<p>Como alguém disse no passado, a economia à beira de precipício e todos os dias dá pequenos passos em frente. Não faltará muito para cair.</p>
<p>O aumento da oferta de habitação é algo que demora, só daqui alguns anos terá efeito, além de poder criar inflação, devido à forte procura de materiais e profissionais para a construção.</p>
<p>Os políticos necessitam de medidas que tenham <strong>efeitos imediatos</strong>, cada vez mais, vão endurecer as políticas para afastar as pessoas que compram casas como investimento. Os estados vão forçar o rebentar da bolha no imobiliário.</p>
<p>O rebentar da bolha vai criar uma recessão.</p>
<br>

<p><strong>Será que os bancos vão resistir?</strong></p>
<p>Como vimos no início do ano, os bancos estão com problemas.</p>
<p>Os países também têm problemas, mas com a dívida soberana e ainda por cima terão que recapitalizar os bancos.</p>
<br>

<p><strong>Money, money, money</strong></p>
<p>As “rotativas” vão trabalhar como nunca, vão imprimir tanto… é <strong>inevitável</strong>.</p>
<p>A desvalorização da moeda vai levar a uma fuga de capital, <strong>qual será o refúgio dos investidores?</strong> Nos últimos anos tem sido o imobiliário, mas com a possível rebentar da bolha e com políticas agressivas dos estados, será que vão optar por outra via?</p>
<p>Tenho uma dúvida que me inquieta, se a recessão e a impressão de dinheiro for de grande dimensão, não será mais seguro os investidores manterem-se no imobiliário, mesmo que tenham perdas devido ao rebentar da bolha. Ou seja, as perdas do rebentar da bolha serão inferiores, que as perdas se optar por outros ativos.</p>
<br>

<p><strong>Se abandonar o imobiliário, para onde vai esse capital?</strong></p>
<p>Talvez, ouro ou <strong>bitcoin</strong>.</p>
<br>

<p>Não sei, são demasiadas questões sem resposta. Uma coisa é certa, tudo isto teve origem numa política monetária desastrosa, na moeda fiduciária.</p>
<p>O tempo dirá.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<blockquote>
<p>10 anos com taxa de juro, extraordinariamente baixa, a nível mundial, o investimento refúgio virou para o imobiliário.</p>
</blockquote>
<p>Ontem em entrevista para a TVI, <strong>António Costa</strong> reconheceu que o problema tem origem na desastrosa política monetária, “apenas” esqueceu de falar da enorme impressão de dinheiro que houve, em parte, para financiar a sua Bazuca.</p>
<br>

<p>É verdade que a desvalorização das moedas levou o investimento refúgio para o imobiliário,&nbsp; criando uma tremenda desajuste no mercado. Agora os estados estão implementando medidas/políticas mais repressivas para afugentar os investidores.</p>
<p>Os estados estão encostados à parede, ou não fazem nada, beneficiando os <strong><em>lobbies</em></strong>, os seus amigos, ou então cedem à pressão das populações, que estão a ficar <strong>desesperadas</strong>, cada vez mais gente a viver na rua. Em Portugal está a acontecer algo que eu nunca imaginei, pessoas com trabalho, acima do ordenado mínimo a viver na rua.</p>
<p>No fim das contas,&nbsp; os políticos para serem reeleitos necessitam dos votos do povo, já sabemos que lado vão escolher.</p>
<br>

<p><strong>O que vai acontecer a estas pessoas, se a crise chegar em força?</strong></p>
<p>Se com trabalho já tem dificuldades em ter casa, o que vai acontecer se existir muito desemprego.</p>
<p>Possível a taxa de juro para a habitação vai manter-se alta por algum tempo, as poupanças das pessoas também estão a acabar.</p>
<p>As <em>yields</em> dos países estão em alta, somando uma dívida pública colossal que necessita de ser refinanciada, não faltará muito para que a palavra <strong>austeridade</strong> volte à baila.</p>
<p>Como alguém disse no passado, a economia à beira de precipício e todos os dias dá pequenos passos em frente. Não faltará muito para cair.</p>
<p>O aumento da oferta de habitação é algo que demora, só daqui alguns anos terá efeito, além de poder criar inflação, devido à forte procura de materiais e profissionais para a construção.</p>
<p>Os políticos necessitam de medidas que tenham <strong>efeitos imediatos</strong>, cada vez mais, vão endurecer as políticas para afastar as pessoas que compram casas como investimento. Os estados vão forçar o rebentar da bolha no imobiliário.</p>
<p>O rebentar da bolha vai criar uma recessão.</p>
<br>

<p><strong>Será que os bancos vão resistir?</strong></p>
<p>Como vimos no início do ano, os bancos estão com problemas.</p>
<p>Os países também têm problemas, mas com a dívida soberana e ainda por cima terão que recapitalizar os bancos.</p>
<br>

<p><strong>Money, money, money</strong></p>
<p>As “rotativas” vão trabalhar como nunca, vão imprimir tanto… é <strong>inevitável</strong>.</p>
<p>A desvalorização da moeda vai levar a uma fuga de capital, <strong>qual será o refúgio dos investidores?</strong> Nos últimos anos tem sido o imobiliário, mas com a possível rebentar da bolha e com políticas agressivas dos estados, será que vão optar por outra via?</p>
<p>Tenho uma dúvida que me inquieta, se a recessão e a impressão de dinheiro for de grande dimensão, não será mais seguro os investidores manterem-se no imobiliário, mesmo que tenham perdas devido ao rebentar da bolha. Ou seja, as perdas do rebentar da bolha serão inferiores, que as perdas se optar por outros ativos.</p>
<br>

<p><strong>Se abandonar o imobiliário, para onde vai esse capital?</strong></p>
<p>Talvez, ouro ou <strong>bitcoin</strong>.</p>
<br>

<p>Não sei, são demasiadas questões sem resposta. Uma coisa é certa, tudo isto teve origem numa política monetária desastrosa, na moeda fiduciária.</p>
<p>O tempo dirá.</p>
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      <title><![CDATA[A não identificação do problema]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 02 Oct 2023 14:15:08 GMT</pubDate>
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      <category>moeda</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://observador.pt/2023/09/30/morte-aos-ricos-marteladas-na-montra-e-deputados-escoltados-a-manifestacao-pela-habitacao-em-imagens/">As pessoas estão a começar a sair à rua</a>, revoltadas com o custo de vida, a alta inflação e o alto custo das casas.</p>
<p>A grande maioria das pessoas não tem ligação a um partido político em específico, mas os partidos políticos aproveitam a ingenuidade das populações para disseminar os seus ideais, em vez de ajudar as pessoas a identificar o problema, preferem divulgar soluções inócuas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/bc37acb867ab38a39d870f69f598f755207599a83e444859e9ba53d234089dbc.jpg" alt=""></p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f61502b71c620bdf270418133885ad850678e205f3192770968230df619e1cfb.jpg" alt=""></p>
<p><img src="https://image.nostr.build/538649105a36616b78ece0e3dac8690c9b157ee3690d0405048863ac4dfceedc.jpg" alt=""></p>
<p><img src="https://image.nostr.build/38d1e1d87e7967bd307054f5656d547439f67657bd580905de7e904967cf8e5b.jpg" alt=""></p>
<p>O problema é que a maioria das pessoas só querem uma solução para o seu problema, mas não querem saber o que gera esse problema. Só entendendo a origem do problema, vão encontrar uma verdadeira solução.</p>
<p>As pessoas de esquerda dizem que o problema é do capitalismo, os da direita dizem que é do socialismo. Como os mais velhos dizem: “<strong><em>Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão</em></strong>“.</p>
<p>O problema não é do capitalismo, dos ricos, mas sim do <strong>sistema fiduciário</strong>.</p>
<p>As pessoas necessitam de <strong>saber a verdade</strong>.</p>
<p><br><br></p>
<p>A culpa é das moedas FIAT(euro, dólar), é um cancro(câncer) que contamina toda a economia. O sistema monetário que desvaloriza a moeda continuamente, obriga as pessoas a investir, os que sabem e os que não sabem, todos somos obrigados a investir senão perdemos dinheiro diariamente.</p>
<p>Os principais afetados são os pobres, porque não sabem investir e tem pouco dinheiro para investir. Quem tem mais dinheiro, investe em ações, mas sobretudo no imobiliário.&nbsp; Provocando um problema ainda maior no mercado imobiliário, uma enorme bolha.</p>
<p>O <strong>imobiliário não deveria ser um investimento</strong>, é um bem de primeira necessidade, deveria ser acessível.</p>
<p>O irônico desta manifestação, parte dos manifestantes pertencem ou são apoiantes de partidos que defendem políticas de desvalorização da moeda, ou seja, políticas que ainda agravam mais o problema do imobiliário. É claro que alguns sabem disso, mas a maioria não tem a mínima ideia.</p>
<p>Por isso, o mais importante é informar as pessoas, para elas entenderem qual a origem do problema do imobiliário. Sem conhecerem o real problema, as pessoas acreditam que certas medidas que não resolvem nada, ou são apenas paliativos, ou então ainda agravam mais o problema. É como querer curar um cancro na cabeça com Aspirinas, alivia a dor momentaneamente, apenas adia o problema.</p>
<p>A maior parte dos problemas graves que estão a acontecer no sistema financeiro, na verdade não são problemas, mas sim <strong>sintomas</strong>, o real problema é a moeda FIAT.</p>
<p>A única solução é uma moeda com <strong>oferta fixa</strong>, hard money.</p>
<p><br><br></p>
<p>Inevitavelmente terá que existir uma revolução, <strong>separar o poder monetário, do poder político</strong>.</p>
<p>Tão ou mais importante, como os nossos antepassados fizeram, ao separar religião e a política.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>A grande maioria das pessoas não tem ligação a um partido político em específico, mas os partidos políticos aproveitam a ingenuidade das populações para disseminar os seus ideais, em vez de ajudar as pessoas a identificar o problema, preferem divulgar soluções inócuas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/bc37acb867ab38a39d870f69f598f755207599a83e444859e9ba53d234089dbc.jpg" alt=""></p>
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<p>O problema é que a maioria das pessoas só querem uma solução para o seu problema, mas não querem saber o que gera esse problema. Só entendendo a origem do problema, vão encontrar uma verdadeira solução.</p>
<p>As pessoas de esquerda dizem que o problema é do capitalismo, os da direita dizem que é do socialismo. Como os mais velhos dizem: “<strong><em>Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão</em></strong>“.</p>
<p>O problema não é do capitalismo, dos ricos, mas sim do <strong>sistema fiduciário</strong>.</p>
<p>As pessoas necessitam de <strong>saber a verdade</strong>.</p>
<p><br><br></p>
<p>A culpa é das moedas FIAT(euro, dólar), é um cancro(câncer) que contamina toda a economia. O sistema monetário que desvaloriza a moeda continuamente, obriga as pessoas a investir, os que sabem e os que não sabem, todos somos obrigados a investir senão perdemos dinheiro diariamente.</p>
<p>Os principais afetados são os pobres, porque não sabem investir e tem pouco dinheiro para investir. Quem tem mais dinheiro, investe em ações, mas sobretudo no imobiliário.&nbsp; Provocando um problema ainda maior no mercado imobiliário, uma enorme bolha.</p>
<p>O <strong>imobiliário não deveria ser um investimento</strong>, é um bem de primeira necessidade, deveria ser acessível.</p>
<p>O irônico desta manifestação, parte dos manifestantes pertencem ou são apoiantes de partidos que defendem políticas de desvalorização da moeda, ou seja, políticas que ainda agravam mais o problema do imobiliário. É claro que alguns sabem disso, mas a maioria não tem a mínima ideia.</p>
<p>Por isso, o mais importante é informar as pessoas, para elas entenderem qual a origem do problema do imobiliário. Sem conhecerem o real problema, as pessoas acreditam que certas medidas que não resolvem nada, ou são apenas paliativos, ou então ainda agravam mais o problema. É como querer curar um cancro na cabeça com Aspirinas, alivia a dor momentaneamente, apenas adia o problema.</p>
<p>A maior parte dos problemas graves que estão a acontecer no sistema financeiro, na verdade não são problemas, mas sim <strong>sintomas</strong>, o real problema é a moeda FIAT.</p>
<p>A única solução é uma moeda com <strong>oferta fixa</strong>, hard money.</p>
<p><br><br></p>
<p>Inevitavelmente terá que existir uma revolução, <strong>separar o poder monetário, do poder político</strong>.</p>
<p>Tão ou mais importante, como os nossos antepassados fizeram, ao separar religião e a política.</p>
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      <title><![CDATA[Cuba e Liberdade]]></title>
      <description><![CDATA[Um reflexão sobre o vídeo sobre a adoção de Bitcoin em Cuba.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um reflexão sobre o vídeo sobre a adoção de Bitcoin em Cuba.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 55699 13:27:37 GMT</pubDate>
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      <category>Liberdade</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><np-embed url="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo">https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo</a></np-embed></p>
<p>Todos deviam assistir ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo">video do Joe para a Cointelegraph</a> em Cuba, mas é um choque de realidade, especialmente para nós maximalistas e ocidentais.</p>
<p>Se continuarmos a acreditar que o atual Bitcoin está perfeito, não tem problemas, não necessita de alterações, estamos a ir pelo caminho errado. <strong>Negar a existência de um problema não resolve nada</strong>.&nbsp;</p>
<p>Apesar de tudo, <strong><em>Ordinals</em></strong> deixaram-nos uma lição importante, um alerta, o <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qq2kkuzsxfjk2epcguurxmjt2e64qurzxgc5jq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65wk7z6kn">problema das escalabilidade</a> ainda não foi resolvido, apenas não é visível. Hoje foi com os <em>Ordinals</em>, amanhã será em transações “normais”.</p>
<p>Este alerta já deu os primeiros frutos, o BIP 300 submergiu e certamente vão surgir outras ideias, que vão resolver o problema.</p>
<p>Se nós queremos ter uma tecnologia boa, segura e resiliente para daqui a 5 anos, temos que começar a construir <strong>agora</strong>.</p>
<p><br><br><br>O vídeo fala do outro lado do problema da escalabilidade e das taxas altas na layer 1. Para nós da Europa ou dos EUA, não temos qualquer problema, podemos esperar uma ou duas semanas para efetuar uma transação. Ou então, se o valor da transação for mais elevado, podemos pagar uma fee de 12$.&nbsp;</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d6c931b1bec166b69174429336e3e936fd3b8e596e59af30e9512f8a52948552.jpg" alt=""></p>
<p>Mas para um cubano, 12$ é um salário de um mês, é duro ouvir isso, a sua realidade é completamente diferente da nossa. É claro que eles usam sobretudo a LN, mas esporadicamente necessitam de utilizar a layer 1.</p>
<p>Este vídeo é a demonstração do <strong>verdadeiro valor do bitcoin</strong>, ser uma moeda.</p>
<p>Se nada for feito, 12$ será dentro de meia dúzia de anos o mínimo de fee para efetuar um transação na layer 1!</p>
<h1>Internet</h1>
<p>A internet é outro problema apontado no vídeo, mas com uma perspectiva diferente.</p>
<p>Quando nós pensamos no problema da internet, pensamos sobretudo em África, ainda são poucas as pessoas que tem smartphones, a internet apenas disponível nas grandes cidades e tem um custo elevado.</p>
<p>O <strong>Machankura</strong> é uma excelente solução para África, porque existe liberdade de telecomunicações, as pessoas é que têm dificuldade de acesso à internet.</p>
<p>No caso de Cuba é diferente, não existe liberdade de telecomunicações por parte regime comunista. Logo um <strong>Machankura</strong> não será possível, mesmo a internet por satélite, deve ser quase impossível de entrar no país.&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo a China tem tantas limitações tecnológicas, isto é algo específico a muito poucos países, como Cuba e Coreia do Norte, nem sei, se acontece em mais algum.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades, Cuba tem dois fatores que possibilita o crescimento da adoção, o povo é culto e o turismo.</p>
<p>O turismo é fundamental, além de ser a principal receita do país. Neste século não existe turismo sem internet, sem partilhas nas redes sociais, possivelmente só em casos extremos é que o estado vai cortar a internet.</p>
<p>Será um caso interessante, quando houver uma grande adoção do bitcoin a nível mundial e a maioria dos turistas pagar com btc, o que o regime vai fazer.</p>
<p>Os locais claramente vão beneficiar, ao receber em btc dos turistas, o problema é o resto. Porque se o bitcoin fosse adotado amplamente pela população, o regime teria dificuldades, por isso a opressão.</p>
<h1>Sanções</h1>
<p>Este vídeo relata outro problema, as sanções económicas dos EUA. Não faz qualquer sentido manter-se, após tantos anos.</p>
<p>As sanções não penalizam os políticos, estes fazem uma vida normal, a única vítima é o povo.</p>
<p>O povo, além de viver sob um regime político que limita a sua liberdade, ainda sofre de uma política cega de um país dito livre. O povo não tem culpa das atitudes e atos dos seus políticos.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><np-embed url="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo">https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo</a></np-embed></p>
<p>Todos deviam assistir ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo">video do Joe para a Cointelegraph</a> em Cuba, mas é um choque de realidade, especialmente para nós maximalistas e ocidentais.</p>
<p>Se continuarmos a acreditar que o atual Bitcoin está perfeito, não tem problemas, não necessita de alterações, estamos a ir pelo caminho errado. <strong>Negar a existência de um problema não resolve nada</strong>.&nbsp;</p>
<p>Apesar de tudo, <strong><em>Ordinals</em></strong> deixaram-nos uma lição importante, um alerta, o <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qq2kkuzsxfjk2epcguurxmjt2e64qurzxgc5jq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65wk7z6kn">problema das escalabilidade</a> ainda não foi resolvido, apenas não é visível. Hoje foi com os <em>Ordinals</em>, amanhã será em transações “normais”.</p>
<p>Este alerta já deu os primeiros frutos, o BIP 300 submergiu e certamente vão surgir outras ideias, que vão resolver o problema.</p>
<p>Se nós queremos ter uma tecnologia boa, segura e resiliente para daqui a 5 anos, temos que começar a construir <strong>agora</strong>.</p>
<p><br><br><br>O vídeo fala do outro lado do problema da escalabilidade e das taxas altas na layer 1. Para nós da Europa ou dos EUA, não temos qualquer problema, podemos esperar uma ou duas semanas para efetuar uma transação. Ou então, se o valor da transação for mais elevado, podemos pagar uma fee de 12$.&nbsp;</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d6c931b1bec166b69174429336e3e936fd3b8e596e59af30e9512f8a52948552.jpg" alt=""></p>
<p>Mas para um cubano, 12$ é um salário de um mês, é duro ouvir isso, a sua realidade é completamente diferente da nossa. É claro que eles usam sobretudo a LN, mas esporadicamente necessitam de utilizar a layer 1.</p>
<p>Este vídeo é a demonstração do <strong>verdadeiro valor do bitcoin</strong>, ser uma moeda.</p>
<p>Se nada for feito, 12$ será dentro de meia dúzia de anos o mínimo de fee para efetuar um transação na layer 1!</p>
<h1>Internet</h1>
<p>A internet é outro problema apontado no vídeo, mas com uma perspectiva diferente.</p>
<p>Quando nós pensamos no problema da internet, pensamos sobretudo em África, ainda são poucas as pessoas que tem smartphones, a internet apenas disponível nas grandes cidades e tem um custo elevado.</p>
<p>O <strong>Machankura</strong> é uma excelente solução para África, porque existe liberdade de telecomunicações, as pessoas é que têm dificuldade de acesso à internet.</p>
<p>No caso de Cuba é diferente, não existe liberdade de telecomunicações por parte regime comunista. Logo um <strong>Machankura</strong> não será possível, mesmo a internet por satélite, deve ser quase impossível de entrar no país.&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo a China tem tantas limitações tecnológicas, isto é algo específico a muito poucos países, como Cuba e Coreia do Norte, nem sei, se acontece em mais algum.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades, Cuba tem dois fatores que possibilita o crescimento da adoção, o povo é culto e o turismo.</p>
<p>O turismo é fundamental, além de ser a principal receita do país. Neste século não existe turismo sem internet, sem partilhas nas redes sociais, possivelmente só em casos extremos é que o estado vai cortar a internet.</p>
<p>Será um caso interessante, quando houver uma grande adoção do bitcoin a nível mundial e a maioria dos turistas pagar com btc, o que o regime vai fazer.</p>
<p>Os locais claramente vão beneficiar, ao receber em btc dos turistas, o problema é o resto. Porque se o bitcoin fosse adotado amplamente pela população, o regime teria dificuldades, por isso a opressão.</p>
<h1>Sanções</h1>
<p>Este vídeo relata outro problema, as sanções económicas dos EUA. Não faz qualquer sentido manter-se, após tantos anos.</p>
<p>As sanções não penalizam os políticos, estes fazem uma vida normal, a única vítima é o povo.</p>
<p>O povo, além de viver sob um regime político que limita a sua liberdade, ainda sofre de uma política cega de um país dito livre. O povo não tem culpa das atitudes e atos dos seus políticos.</p>
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