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        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

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      <pubDate>Mon, 08 Jul 2024 18:33:47 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Analise a “Os Problemas Com o Bitcoin”]]></title>
      <description><![CDATA[Uma analise a um texto crítico ao Bitcoin e à Lightning Network.]]></description>
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      <pubDate>Mon, 08 Jul 2024 18:33:47 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>É com muito agrado que eu vejo este <a href="https://medium.com/@hericktiago07/os-problemas-com-o-bitcoin-a46296919e02">texto crítico</a> ao Bitcoin, eu não concordo em muitas partes com o autor, mas é notório que estudou o Bitcoin, é uma crítica construtiva/argumentativa. Saiu do padrão habitual dos críticos do Bitcoin, como não estudam são monocórdicos, apenas replicam ideias feitas e erradas do passado, como “só serve para criminosos”, “o gasto energético” e outras coisas absurdas.</p>
<p>Este contraditório é muito importante, todos os críticos deveriam de ser assim, estudar minimamente antes de criticar, por isso, este texto merece todo o meu respeito mas eu vou fazer alguns comentários:</p>
<h1>Ataques coordenados</h1>
<p>O autor no texto utilizou a seguinte citação:</p>
<blockquote>
<p>De fato, se um grupo com poder (hashrate) suficiente se unir, é capaz de gerar dados contendo transações inválidas. Dessa forma, cabe aos próprios usuários se coordenarem para ignorar essa sequência de transações.</p>
</blockquote>
<h2>Ataque com transações inválidas</h2>
<p>Se um grupo de mineradores_/pools_ atacar com transações inválidas, não é necessário uma coordenação de usuários, mas sim individual. Segundo o protocolo, quem adiciona os blocos à <em>blockchain</em> são os nós(nodes) e não os mineradores/<em>pools</em>. Os mineradores/<em>pools</em> apenas propõem um <em>template</em> para o próximo bloco, os nós é têm a responsabilidade de verificar todas as informações contidas no <em>template</em>, se cumprir as regras é adicionado. Caso exista alguma inconformidade no <em>template</em>, essa será rejeitada pelos nós, ficando a aguardar por um novo <em>template</em>. No caso de transações inválidas, é muito simples de travar qualquer ataque. O adicionar do bloco é trabalho exclusivo dos nós, é feito individualmente, sem uma necessidade de coordenação entre eles.</p>
<p>Agora vamos imaginar um ataque ainda mais sofisticado, os maiores mineradores/<em>pools</em> uniam-se e realizavam um ataque coordenado. Também é fácil de travar, como a verificação é feita pelos nós, não é possível adicionar transações inválidas.</p>
<p>O único problema que pode causar, caso o <em>hashrate</em> do atacante seja muito elevado, é a rede vai ficar lenta. Em vez dos novos blocos a cada 10 minutos, vai demorar mais tempo.</p>
<p>No caso do ataque duradouro, os nós no período máximo de 2016 blocos, vão reajustar a dificuldade, voltando ao 10 minutos. É claro neste período até ao ajustamento a rede fica lenta, mas a probabilidade de ataque destes é muito remota. Como o atacante não tem qualquer hipótese de ter proveitos económicos, mas tem uma exorbitante custos com eletricidade, é pouco provável que alguém tente o efectuar.</p>
<h2>Ataque com transações válidas</h2>
<p>Qualquer ataque com transações invalidadas é fácil de resolver, o mais complexo/delicado é quando esse ataque é realizado com transações válidas.</p>
<p>Vamos a um exemplo concreto, imaginemos que a OFAC, obrigue as mineradoras e as <em>pools</em> norte-americanas a censurar transações, essas empresas não terão alternativa, terão que cumprir. Os EUA têm uma percentagem de hashrate muito elevada.</p>
<p>Vamos extremar ainda mais o exemplo, imaginemos que 95% do <em>hashrate</em> “cumprirá” com OFAC. Isto não afeta o regular funcionamento do Bitcoin, afeta apenas as transações sancionadas, vão demorar mais tempo a serem adicionadas à blockchain. Tem que aguardar por algum minerador, que não cumpra as regras OFAC, vença a corrida pelo novo bloco.</p>
<p>Para minimizar a possibilidade de uma censura por parte das <em>pools</em>, está a ser desenvolvida a Stratum V2, uma nova versão do software das <em>pools</em>. Nesta nova versão, a responsabilidade de criar o <em>template</em> passa a ser realizada pelo minerador, agora só falta as <em>pools</em> atualizarem o software.</p>
<h2>Ataque de 51%</h2>
<p>Também pode acontecer um Ataque de 51%, a possibilidade de várias <em>pools</em> cooperarem para realizar este ataque é extremamente baixa, quase nula. O mesmo acontece, se o ataque for organizado por um estado ou vários estados, não passam de apenas hipóteses teóricas.</p>
<p>A quantidade de mineradores é tremenda, distribuídos por todo o mundo, é completamente descentralizada, sendo muito pouco provável um minerador sozinho ter mais de 51% da <em>hashrate</em>. A única hipótese é um ataque com a cumplicidade de várias <em>pools</em> mas é extremamente improvável, quase nula. O ataque de 51% é raro mas já aconteceu em <em>blockchains</em> pequenas e centralizadas, mas o atacante foi a solo, nunca foi algo organizado por várias <em>pools</em>.</p>
<p>A estrutura necessária para o ataque é tremenda, é impossível o atacante ficar anónimo, a probabilidade de ter proveitos económicos e não ser identificado é quase nula. Mas destruirá por completo a sua credibilidade, será o fim das <em>pools</em> envolvidas.</p>
<p>Em último caso, numa situação extrema, o ataque pode ser revertido com <em>rollback</em> da <em>blockchain</em>.</p>
<p>Em termos genéricos, este ataque possibilita a reorganização da cadeia de blocos, permitindo uma espécie de gasto duplo, colocando em causa a imutabilidade da rede. Devido às características do Bitcoin não é possível existir uma regra de quantas confirmações são necessárias para que a transação seja imutável, quanto mais melhor. Como não existe uma regra, é uma decisão individual, de quem está a receber os satoshis (os outputs da transação), são as possíveis vítimas do ataque.</p>
<p>Quando eu comecei no Bitcoin, a ideia que circulava na comunidade, o mais seguro seriam 6 confirmações, mas agora em vários locais (corretoras) já aceitam 3 confirmações, quanto mais facilitamos, maior o risco que corremos. Na minha opinião, 3 confirmações é pouco e nos casos de valores mais elevados de BTC, mais exigentes temos que ser.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/0ec411fefefa8bf7fbe0a576aa73d921b0d92a942f492c779110857daed44efc.png" alt="image"></p>
<p>Eu sou bastante paranóico, gosto de seguir o lema: mais vale prevenir do que remediar. Por isso geralmente aguardo por 6 confirmações e tem que incluir 3 mineradores diferentes.</p>
<p>A probabilidade de um ataque é muito baixa e se nós formos rigorosos nas confirmações, o risco de ser vítima de um golpe é nula.</p>
<p>Agora uma conclusão que engloba todos estes possíveis ataques falados em cima, a ideia fulcral é as probabilidades. Devido à segurança do Bitcoin, tudo isto não passa de probabilidades teóricas, onde o risco é bastante reduzido ou nulo. São apenas conceitos teóricos, mas é essencial tê-los em mente, especialmente para trabalhar preventivamente, para que o Bitcoin seja cada vez mais resiliente. Para que, estes conceitos não passam da teoria à prática, é mais questão paranóica, do que um perigo real, é a segurança levada a um nível extremo. Mas foi esta paranóia que tornou o Bitcoin a rede mais segura do mundo. É importante debater estes conceitos, mas é necessário algum cuidado para não gerar alarme social.</p>
<h1>Descentralização</h1>
<blockquote>
<p>Esse é um argumento muito bom. Não ter uma pessoa ou um grupo que tome as decisões da rede isoladamente chama a atenção de muitas pessoas. Imagina que maravilha um sistema que não depende da confiança em pessoas que normalmente tendem a corrupção. Imagina não depender de bancos para poder custodiar o seu dinheiro. Um verdadeiro dinheiro do povo.<br>Seria o Bitcoin o grande libertador dessas amarras antigas de ter que confiar em um emissor de moeda?<br>Não é bem assim.</p>
</blockquote>
<p>A descentralização é o maior desafio para as comunicações, como nas <em>blockchains</em>. Existe o problema do Trilema das <em>blockchains</em>, dos 3 vértices, apenas é possível escolher dois.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/c4e901845a05b58e8be3a2f68b49c9858ab95c2db8864fc78972008b60680764.jpg" alt="image"></p>
<p>Satoshi priorizou a segurança e a descentralização, deixando para um segundo plano a escalabilidade. Assim, para manter a camada base (L1) descentralizada, o número de transações são baixas, é impossível biliões de pessoas utilizá-la para as suas compras do dia-a-dia, deve apenas ser utilizadas para transações onde é necessário maior segurança ou para transações de liquidação(Settlements). As transações do dia-a-dia (a escalabilidade) devem ser executadas em camadas secundárias(L2).</p>
<p>No Bitcoin, devemos ter o mesmo escalonamento utilizado na banca tradicional, uma <strong>conta poupança</strong> e uma <strong>conta corrente</strong>.</p>
<p>Na <strong>conta poupança</strong> é destinado para guardar as poupanças de uma vida (médio/longo prazo), onde está parte significativa do nosso capital, logo necessita de uma maior segurança, devem estar na L1.</p>
<p>Na <strong>conta corrente</strong> é destinado para os pagamentos do dia-a-dia (curto prazo), composta por uma pequena parte do nosso capital, esta deve estar na L2.</p>
<p>Vamos a dois exemplos concretos:</p>
<p><strong>Exemplo 1:</strong> Uma pessoa que acumulou btc e agora sobrevive exclusivamente das poupanças. Esta pessoa, a cada 2 ou 3 meses, faz uma transação da L1 para a L2 com um valor suficiente para sobreviver nesse período. Depois utiliza a L2 para efetuar os seus pagamentos do dia-a-dia.</p>
<p><strong>Exemplo 2:</strong> Uma pessoa que está agora a acumular btc, está a fazer o chamado <em>hodl</em>. Utiliza a L2 para fazer o DCA, acumular os satoshis, quando este valor for significativo, aí sim, faz uma transação da L2 para a L1.</p>
<p>Em ambos os casos, a L1 é utilizada para as liquidações, onde são realizadas meia dúzia de transações por ano, nas L2 são feitas milhares de transações por ano.</p>
<p>A descentralização é fundamental para o seu funcionamento, mas não é imperativo para os pagamentos, ou seja, é fundamental na L1, é a única maneira para garantir a segurança do btc e garantir a descentralização nas camadas seguintes.</p>
<p>Sendo a L1 descentralizada, é possível construir L2 descentralizadas ou centralizadas, ambas.</p>
<p>Se a L1 for centralizada, não é possível construir L2 descentralizadas, são todas centralizadas.</p>
<p>Quem são os “emissor da moeda” no ecossistema do Bitcoin?</p>
<p>São os intermediários, os custodiantes. Podem estar na L1, nas L2 ou em sistemas complemente centralizados, como as corretoras ou bancos.</p>
<p>Temos necessariamente de confiar no emissor da moeda?</p>
<p>Não, primeiro as pessoas podem utilizar apenas a L1, só que pode ter um custo elevado.</p>
<p>Podem optar por L2, neste caso existem 2 opções: descentralizadas ou centralizadas. Destas 3 opções possíveis, para efetuar transações, só numa existe algum risco do emissor. No caso do Bitcoin, o “confiar no emissor” é uma opção e não uma obrigação.</p>
<p>No caso das moedas no sistema FIAT, a centralização é imposta, é obrigatório o confiar, não existiam alternativas.</p>
<p>Esta é a beleza do Bitcoin, dá liberdade de escolha ao indivíduo.</p>
<p>Utilizar L2 não é sinónimo de perder a descentralização/soberania, é apenas uma opção. Muitos utilizadores prescindem da soberania pela conveniência, preferem as carteiras centralizadas/intermediários, porque são mais simples, mais baratas, sem a necessidade de manutenções e de ter conhecimentos técnicos. É totalmente legítimo e compreensível esta escolha, no meu caso eu utilizo ambas mas preferencialmente a descentralização.</p>
<p>É claro, quem prefere o centralizado, corre mais riscos, está dependente do custodiante/intermédio.</p>
<blockquote>
<p>Além disso, a maioria dos usuários não possui o software (node) para validar as transações por conta própria.<br>Mesmo dentre os entusiastas que o fazem, muitos não possuem conhecimento técnico para validar o código-fonte ou participar dos debates técnicos.<br>A descentralização é utopia. Não existe. Sempre haverão pessoas ou grupos que terão o maior poder de algo (Regra de Pareto). Logo, o Bitcoin também não foge da regra.</p>
</blockquote>
<h2>Rodar de nós</h2>
<p>A descentralização não é uma utopia, o que é utópico, é acreditar que todas as pessoas vão rodar o próprio nó, isso não vai acontecer. Só roda quem quer, não é obrigatório, quem quer roda, que não quer não roda, mas todos podem se beneficiar com o Bitcoin. Com o avanço tecnológico, atualmente nem é necessário rodar o nó para usufruir da soberania. Para a rede ser segura não é necessário milhões de nós, basta dezenas de milhares para a tornar imutável e plenamente descentralizada.</p>
<p>O bitcoin dá liberdade individual, liberdade de escolha, permite a utilização de carteira não-custodiais ou custodiais, cada um escolhe a melhor que se adapta ao seu perfil ou conhecimento. Nada disto é possível no sistema tradicional, onde só é possível carteiras custodiais, não existe alternativa.</p>
<p>No meu ponto de vista, a soberania é essencial (como rodar um nó), é utópico acreditar que todas as pessoas vão seguir este caminho, mas isto é escolha pessoal, uma liberdade individual. Se eu tenho o direito/liberdade de ser soberano, a outra pessoa também têm a liberdade de o não ser soberano, de não querer a responsabilidade de guardar a <em>seed</em>.</p>
<p>Temos visões diferentes, mas ambos nos beneficiamos e acreditamos no Bitcoin. Por não rodar um nó, não é inferior a mim, somos todos iguais nos direitos, o Bitcoin é para todos, mesmo para aqueles que não acreditam no Bitcoin, não existe distinção.</p>
<p>Mas é claro que, quem não quer ter a responsabilidade da custódia, terá que estar consciente dos riscos, poderá ter problemas no futuro. Terá que pesar os prós e os contras da soberania. Eu penso no exemplo dos meus pais, a probabilidade de eles perderem a <em>seed</em> é muito superior, à possibilidade de serem confiscados pelo estado. Para o perfil deles, o mais adequado é uma carteira custodial ou com <em>seed recovery</em>. Conhecendo bem os meus pais, nunca na minha vida, eu aconselharia uma carteira não-custodial.</p>
<p>É claro que rodar um nó é importante, mas não é essencial, essa é mais uma função para os maximalistas.</p>
<h2>Verificação do código-fonte</h2>
<p>Hoje em dia, o ecossistema do Bitcoin é tão extenso, são milhões de linhas de código, é humanamente impossível um indivíduo verificar o código-fonte sozinho. Se alguém com conhecimentos técnicos não consegue verificar tudo sozinho, é impossível para os leigos.</p>
<p>Por isso o Bitcoin é <em>opensource</em>, onde a desenvolvimento e verificação é realizada por milhares de olhos, é um trabalho colaborativo, realizado por pessoas altamente qualificadas. Onde cada linha, cada alteração é verificada por centenas de pessoas.</p>
<p>Esse é o motivos de sermos conservadores nas atualizações, qualquer alteração é necessário um longo período de testes e de rigorosas verificações. Não pode haver falhas, qualquer distração pode colocar em causa anos de trabalho.</p>
<p>O código-fonte <em>opensource</em> é um trabalho colaborativo.</p>
<p>A não verificação do código-fonte por pessoas comuns não é razão para colocar em causa a descentralização do Bitcoin. A única verificação que os não técnicos devem realizar, é fazer os <em>downloads</em> nos locais oficiais e manter os <em>softwares</em> atualizados.</p>
<h2>Centralização das <em>Pools</em></h2>
<blockquote>
<p>É importante também dizer que as pools de mineração são centralizadas.<br>Aproximadamente 80% da mineração de Bitcoins é controlada por apenas 5 pools. Cada node dentro das pools possuem o poder por conta própria, é verdade. Porém existe um certo poder de influência das pools com os nodes de mineração.</p>
</blockquote>
<p>Em cima, já respondi em parte ao problema da centralização das <em>pools</em> de mineração.</p>
<p>Em suma, a centralização das <em>pools</em> não coloca em causa a descentralização da rede, porque o fundamental na descentralização são os nós da rede, as <em>pools</em> desempenham um papel muito diminuto nessa descentralização.</p>
<p>É claro, se o hashrate fosse mais disperso por mais <em>pools</em> era melhor. Com o novo <em>software</em> para as <em>pools</em>, é dado mais poder aos mineradores, na elaboração do <em>template</em>, o risco das <em>pools</em> fica ainda mais minimizado.</p>
<h1>A Escalabilidade</h1>
<h2>Lastro dos IOUs</h2>
<blockquote>
<p>O problema com o ouro foi a escalabilidade. Pelas limitações físicas, o ouro não conseguiu ser escalável. Tendo que utilizar soluções de segunda camada (certificados de ouro) como uma representação do ouro original. Essa falta de contato com o ouro físico fez as pessoas se acostumarem a trocar somente certificados em papel-moeda e, posteriormente, foi se perdendo o lastro em ouro até se tornar 100% fiduciária.</p>
</blockquote>
<p>Concordo plenamente com a afirmação, só que o Bitcoin tem algumas pequenas alterações que fazem toda a diferença. Os certificados de ouro criaram um risco, mas o maior risco aconteceu com a centralização, na existência de apenas um emissor (FED) e em um único produto (o dólar).</p>
<p>No Bitcoin é totalmente diferente, as carteiras custodiais ou IOUs são uma opção, só usa quem quer.</p>
<p>No caso das L2, existem carteiras custodiais e não-custodial. Esta parte é fundamental, as pessoas podem ter satoshis em carteiras L2 não-custodiais e “trocar” por L1 sem intermediários, sem a necessidade de uma permissão de um governo, estão seguros.</p>
<p>Os riscos associados às L2 centralizadas, é menor que o risco existente nos certificados de ouro/papel-moeda, porque existem vários emissores e em várias jurisdições, é um pormenor que faz toda a diferença.</p>
<p>Como o Bitcoin é digital, o emissor pode estar literalmente em qualquer ponto do mundo, ou simultaneamente em vários países, camuflado pelo TOR, irrastreável, ou em países pró Bitcoin, existe uma maior segurança jurídica.</p>
<p>Podemos estar num país e utilizar uma custodiante de noutro país, como aconteceu com a WOS, está oficialmente indisponível nos EUA, mas muitos norte-americano continuam a utilizar.</p>
<p>Como existem muitos emissores, as pessoas vão optar pelos mais seguros.</p>
<p>Um país pode confiscar o lastro dos emissores, mas só o consegue nas empresas sob sua jurisdição e esse confisco apenas afeta os residentes desse país, os restantes povos não são afetados. Assim, o que pode acontecer, é alguns emissores/custodiantes podem ser confiscados, ficando sem o lastro, mas o Bitcoin no geral não tem problemas. Como aconteceu na FTX, a corretora perdeu parcialmente o lastro, os clientes tiveram grandes perdas, mas o restante ecossistema Bitcoin, não perdeu o “lastro”.</p>
<p>O confisco é algo inevitável no futuro, algum país vai fazê-lo, possivelmente o primeiro será um país pequeno. Mas essa notícia vai propagar-se pelo mundo, vai colocar todos os utilizadores em alerta, a pensar que poderá também acontecer a si. Esse medo de perder os fundos vai estimular e gerar uma forte adoção à auto-custódia. Como acontece sempre após uma falência de uma corretora, gera uma corrida bancária em todas as corretoras, um pico de demanda por soberania. Infelizmente as pessoas só aprendem com a dor.</p>
<p>A parte mais curiosa disto tudo, a existência de múltiplos custodiantes/bancos em cada país e por centenas de países, essa enorme distribuição de empresas centralizadas cria uma certa descentralização, minimizando o risco.</p>
<p>Em suma, um risco universal dos IOUs de Bitcoin, perderem o lastro é nulo, o que poderá acontecer é casos localizados, ou seja, não é perda de lastro do Bitcoin, é o confisco realizado por algum estado ou a fraude de algum custodiante/emissor. Mas isto é um problema localizado e não sistémico. No caso do ouro foi sistémico, porque só existia um emissor e com poder absoluto.</p>
<p>Assim, para minimizar os riscos, a melhor opção é a auto-custódia.</p>
<h2>Tamanho do Bloco</h2>
<blockquote>
<p>O Bitcoin é programado para fazer 1 bloco de transações de apenas 1 mb a cada ~10min. Isso significa que para sua transação ter prioridade terá que pagar taxas mais altas do que a média do mercado. A limitação de 1 mb serve para deixar a rede mais descentralizada já que quanto maior o bloco, maior também será a capacidade necessária para rodar um node na rede. Menos nodes significa mais centralização.</p>
</blockquote>
<p>Análise perfeita.</p>
<blockquote>
<p>Sem falar que já foi tentado aumentar o Bloco em 2017 com o Bitcoin Cash e a rede não foi para frente.</p>
</blockquote>
<p>Pelo contrário, essas ideias foram em frente, o projeto foi criado, por isso existe o Bcash. Só que o tempo provou que o aumento do tamanho do bloco não é a solução, as pessoas preferiram o Bitcoin original.</p>
<p>Basta ver as consequências do aumento do bloco, onde existem apenas 3 pools de mineração e uma delas é responsável por 85% do hashrate.</p>
<p>Os nós são muito poucos:<br><img src="https://image.nostr.build/dbec4f3fed5edcc39eb078e333ec8b3414ae049e35743aea70a41ff8260b2446.png" alt="image"></p>
<p>Aumentou o tamanho do bloco, mas tem uma <a href="https://blockchair.com/bitcoin-cash/charts/blockchain-size">blockchain menor</a> que a do Bitcoin:<br><img src="https://image.nostr.build/cf3c81da1c2fa0eca1a3e8c7da1e9ee3a2d530677489fb18d2eabfd66162ec17.png" alt="image"></p>
<p>Além do Bcash, surgiu também o BSV, um <em>fork</em> do Bcash, onde as consequências do aumento do tamanho foram terríveis, apenas consegui dados até 2023, o tamanho da <em>blockchain</em> aumentou exponencialmente, é 12x maior que o atual tamanho do Bitcoin:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/6a7ad7deed7678d17ec3e297936d357ede45bb0ecdc858f9dc62b118ed3ac20b.jpg" alt="image"></p>
<p>Em ambos os projetos a descentralização está comprometida, não existe.</p>
<h2>Custo de Transação na L1</h2>
<blockquote>
<p>Em Abril de 2024, logo após o halving, a taxa para transacionar na rede do Bitcoin estava em média 200 dólares.<br>Imagina quanto pode chegar essa taxa nos próximos halvings com mais usuários na rede e com com mais implementações do tipo Ordinals ou Runes. É no mínimo irônico que maximalistas disputem espaço na rede com especuladores de memecoins e nfts congestionando a blockchain da criptomoeda.</p>
</blockquote>
<p>É verdade que atingiu esses valores, mas foi num curto espaço de tempo, foi uma loucura momentânea que certamente não irá repetir, isso foi uma ocasião especial. O custo médio de uma transação na L1 está longe desses valores, neste preciso momento está inferior a 1$.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4f700bc5f4c4ec6fcd64aad7b33a1b404dfa88a23b6502b04e405db6a9fb3f58.png" alt="image"></p>
<p>No futuro é provável que a médio prazo, o custo médio fique entre os 10$ e 20$.</p>
<p>Os NFTs e <em>memecoins</em> só estão na L1, porque está barata, quando ficar cara, estes projectos vão migrar para L2, ninguém vai pagar 10$ de <em>fee</em> para transacionar uma <em>memecoin</em> que vale alguns centavos. Na L1 vão ficar apenas coisas com valores elevados.</p>
<p>Pode parecer contraditório mas o chegar a 200$ é sinal que o sistema funcionou, está saudável. Isso só aconteceu devido a uma procura extraordinária, fez com que o custo aumentasse, mas a rede nunca parou. Enquanto no sistema financeiro tradicional, quando existe um pico de procura, muito fora do normal, os servidores vão abaixo e o sistema fica inoperacional para todos, durante um período. No caso do bitcoin os custos aumentam, é uma espécie de proteção contra DDoS, sem nunca o sistema ir a baixo.</p>
<p>Eu não quero dizer que o custo de uma transação de 200$ é bom, claro que não é, mas isto é algo que aconteceu esporadicamente. Mas não podemos colocar em causa um sistema por algo que acontece esporadicamente e num espaço de tempo tão curto.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/38b497307a5ebb7fb9c2b8a23335b8c4fd98c05050bd12d1772df89ac3f3c744.jpg" alt="image"></p>
<p>Nos 15 anos do Bitcoin apenas por 5 períodos onde o preço de transação atingiu valores exorbitantes e sempre num curto espaço de tempo.</p>
<ul>
<li><p>22 de Dezembro de 2017:<br><img src="https://image.nostr.build/f7fc3f77771a567f7f2e448911e444e9c691ba1ecf9d6e115324752a55f53368.jpg" alt="image"> </p>
</li>
<li><p>21 de Abril de 2021:<br><img src="https://image.nostr.build/059dbf9c1c184fecf39c8e08dc7bd7f76edf917ce35f80dbd52efafceb527678.jpg" alt="image"></p>
</li>
<li><p>17 de Dezembro de 2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f014a4c2920169f0e8ca4e16af95fdac7032543a5fe3eb65b644fb93aa49786f.jpg" alt="image"></p>
</li>
<li><p>20 de Abril de 2024:<br><img src="https://image.nostr.build/8b60dbd375f1bb3293ed5931f3abf60d1ea53a4bfc6c6ec6c9538cbb9fb8ff84.jpg" alt="image"></p>
</li>
<li><p>7 de Junho de 2024:<br><img src="https://image.nostr.build/c8ea3a9583c4951de5c82e3721013ca588d1ca08a540b78af55c0f775c4c0cb4.jpg" alt="image"></p>
</li>
</ul>
<p>Nestes 5 períodos, apenas em um (20 de Abril de 2024), o percentil 50 foi superior a 31$. É verdade que 30$ não é acessível para toda a gente, mas o Bitcoin é a rede mais segura do mundo, isto tem um custo.</p>
<p>O 7 de Junho de 2024 é um caso particular, não foi um problema de uma elevada procura, mas sim, devido a um <em>bug</em> de uma corretora. Colocou um <em>fee</em>(taxa) absurdo nas suas transações de consolidação.</p>
<p>A L1 vai ser utilizada sobretudo para transações de liquidação(Settlements) ou com altos valores, onde podem pagar taxas mais elevadas.</p>
<p>Uma transação de liquidação na L1, “condensa” centenas ou milhares de operações realizadas em L2, logo esse custo pode ser dividido por essas centenas. Os custos são minimizados.</p>
<p>É similar ao que acontece na banca tradicional, durante o dia, os clientes de dois bancos realizam milhares de transações entre si, são apenas alterações nas bases de dados de ambos bancos. No fim do dia, os bancos fazem um balanço e o banco que estiver em crédito, efetuará uma transação para o outro banco. Essa real efetivação da transação (a liquidação), onde existe realmente um troca monetária entre os bancos só acontece algum tempo depois.</p>
<p>Geralmente nas transações de liquidação, não existe uma urgência imperativa, a transacção não necessita de ser executada de imediato, existindo uma maior flexibilidade, podendo aguardar por um momento com <em>fees</em> mais baixas.</p>
<p>Se for urgente está sujeito ao custo do momento.</p>
<h2>Lightning Network</h2>
<blockquote>
<p>Os bitcoiners alegam que o Bitcoin resolve o problema da escalabilidade por ser digital. Mas até agora não temos nada concreto que mostre que seja possível escalar uma moeda “descentralizada”. Um passo nesse sentido foram a implementação da Lightining Network, uma “segunda camada” do Bitcoin implementada em 2018.<br>Enquanto o ecossistema do Bitcoin se expande, a Lightning se move em direção contrária.<br>Além disso, a Lightning apresenta falhas críticas que não favorecem o crescimento da adoção.</p>
</blockquote>
<p>As soluções de L2 são a única via para resolver o problema da escalabilidade.</p>
<p>A Lightning Network (LN) foi a primeira a surgir e está completamente funcional, consegue processar 1 milhão de transações por segundo.</p>
<p>Os problemas da LN não são de código mas sim da dependência da L1, para fazer a abertura, fecho ou balancear os canais. Se no momento em que for necessário realizar estas operações, os custos na L1 for elevado, é um problema. Este problema afeta quem faz a auto-custódia, para evitar esse risco, as pessoas preferem utilizar carteira custodiais.</p>
<p>Hoje em dia estes períodos de custos mais altos na L1 são raros, mas é previsível no futuro com o aumento da adoção, estes períodos vão ser mais recorrentes, por isso a LN tem que ser melhorada, para que no futuro não seja um problema crítico.</p>
<p>Será que todos nós necessitamos de uma carteira L2 não-custodial para os pequenos pagamentos?</p>
<p>Na minha opinião não. Como as carteiras L2 necessitam de estar online e geralmente em smartphones, logo existe um maior risco de segurança, por esse motivo devemos ter pouco capital nesses dispositivos. Como o capital alocado é baixo, a grande maioria dos utilizadores prefere optar por carteiras simples, a soberania não é uma prioridade. A descentralização e a soberania é fulcral apenas na L1, onde estão os valores elevados, nas L2 não.</p>
<p>As L2 custodiais como a <a href="https://www.walletofsatoshi.com/">WOS</a> é um excelente produto, simples, é um produto ideal para os leigos, que serão a maior parte da população.</p>
<p>Eu abri um canal de LN(não-custodial), há mais de ano, possivelmente já fiz milhares de transações, sempre a baixo custo, mesmo nos dias de congestionamento da L1 não houve qualquer problema. A minha experiência com LN é muito boa, mas a auto-custódia tem um custo. Mas esses custos da abertura e fecho do canal são divididos por dezenas ou centenas de transações na LN, assim os custos operacionais continuam a ser baixos, menor que qualquer sistema tradicional.</p>
<p>Atualmente com a <a href="https://phoenix.acinq.co/">Phoenix</a> é simples ter LN não custodial, mas as pessoas continuam a preferir WOS, mesmo entre os maximalistas. Isto demonstra que a soberania/descentralização não é um ponto fundamental na escolha de uma carteira LN, mas sim a sua simplicidade e usabilidade, nisto a WOS é vencedora.</p>
<p>As carteiras custodiais têm a possibilidade de crescimento exponencial, mesmo com a atual tecnologia.</p>
<p>As pessoas preferem terceirizar a custódia, não querem ter essa responsabilidade, querem ter alguém para apontar o dedo quando algo corre mal. A sociedade foi construída na base da confiança, mas ao longo da história essa mesma confiança foi abusada inúmeras vezes, sobretudo pelos políticos.</p>
<p>É natural com a massificação da adoção, os novos utilizadores são cada vez menos <em>geeks</em>, são mais pessoas comuns, sem conhecimentos técnicos, vão preferir serviços custodiais.</p>
<p>É este o melhor caminho certo?</p>
<p>Na opinião não, mas a maioria das pessoas preferem, a adoção demonstra isso. Mas compreendo essa escolha, faz todo o sentido, como são montantes baixos, compensa aceitar esse risco e deixar todo o trabalho da gestão de um canal para o custodiante.</p>
<p>O essencial é existir as duas vias, depois cada indivíduo escolhe o melhor que se adapta ao seu perfil.</p>
<h2>O real problema</h2>
<p>É claro que a utilização da LN poderia ser muito superior, mas na minha opinião, não é a tecnologia que está a atrasar a adoção. O problema é que a maioria das pessoas olha para o Bitcoin apenas como uma reserva de valor, apenas guarda-o. São poucas as pessoas a gastá-lo. Este sim é o grande desafio, a mudança de mentalidade.</p>
<h2>Alternativas</h2>
<p>Este texto de opinião, apenas fala da LN, mas existem outras L2 no Bitcoin. A carteira <a href="https://aquawallet.io/">Aqua</a> ou a <a href="https://helm-wallet.com/">Helm</a> são excelentes produtos. A interoperacionalidade das duas carteiras é extraordinária, o comum mortal nem nota que está a utilizar uma <em>sidechain</em> Liquid. A Liquid é segura e muito barata transacionar. Ambos são muito bons para o cidadão comum como a Helm diz: “<em>a Lightning wallet that even your grandma can use</em>”.</p>
<p>Bitcoin é um organismo vivo, sempre em desenvolvimento. Atualmente já estão numa fase avançada de desenvolvimento a <a href="https://arklabs.to/">Ark</a>, <a href="https://fedimint.org/">Fedi</a>, <a href="https://cashu.space/">Cashu</a> e a <a href="https://mercurylayer.com/">Mercury</a>.</p>
<p>O desenvolvimento de L2 tem sido tremendo no último ano, talvez seja o período onde existe mais desenvolvimento no ecossistema do Bitcoin, são dezenas de projetos em desenvolvimento, surgem ideias novas quase todos os dias. É claro que a maioria será um <em>flops</em>, mas certamente algumas boas ideias vão sobressair.</p>
<h2>Futuro</h2>
<p>A atual tecnologia da LN ainda permite um enorme crescimento na adoção, mas para o Bitcoin estar disponível para biliões de utilizadores, a utilizar como moeda, como nós desejamos, é necessário outras soluções, sem dúvida nenhuma.</p>
<p>A médio prazo, a LN ainda será a principal solução, mas é muito provável que no futuro(a longo prazo) as pessoas deixem de usar a LN para pagamentos, talvez optem por Ark ou dispersam por várias tecnologias. A LN vai se transformar num sistema que vai ligar, vai fazer a interoperacionalidade da liquidez entre diferentes L2 e a ligação à L1.</p>
<p>Repito, a tecnologia tem muito que melhorar, mas não é ela a principal responsável pelo atraso da adoção do Bitcoin como moeda.</p>
<h2>Adoção da LN</h2>
<blockquote>
<p>A rede vem perdendo a sua adoção</p>
</blockquote>
<p>Isto é uma interpretação errada dos números, apesar da capacidade da LN ter diminuído ligeiramente, não significa que tenha perdido adoção, pelo contrário. Como a unidade de conta dos produtos é em FIAT, temos que analisar os dados em FIAT.</p>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-168.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-168-1024x351.png" alt=""></a></p>
<p>A capacidade mais alta da LN ocorreu a 8 de julho de 2023, com 5523 BTCs, correspondia a 167 milhões de dólares.</p>
<p>Hoje a capacidade está ligeiramente abaixo, nos 5206 BTCs, corresponde a 322 milhões de dólares.</p>
<p>Isto significa que não diminuiu, mas sim aumentou 48%, mais 155 milhões de dólares. Como o valor total em dólares alocado aumentou imenso mas o número médio de satoshis por pessoa reduziu. Isto significa que existem mais pessoas a utilizar.</p>
<p>Eu sou um exemplo prático disso, com a valorização do Bitcoin, o valor já era demasiado alto, muito superior ao que eu necessito, por isso movi parte para a L1.</p>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-169.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-169-1024x335.png" alt=""></a></p>
<p>Apesar de hoje a capacidade em BTC está próximo ao máximo de 2023, a grande diferença está no número de canais, que diminuiu bastante. Isto significa que são menos canais mas com maior capacidade de liquidez. A LN está a centralizar-se em canais maiores, isto é a prova que as pessoas optam por carteiras custodiais.</p>
<h1>Escola Austríaca</h1>
<p>As partes sobre a escola austríaca prefiro não comentar, deixo para os mais entendidos sobre o assunto.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Para finalizar, apesar de não concordar com muitas coisas que o autor do texto diz, mas tenho que louvar a sua atitude e a maneira como expressou os seus argumentos. Apesar de algumas imprecisões, o autor demonstrou ter bons conhecimentos sobre o Bitcoin. É um exemplo a seguir por outros críticos, uma crítica construtiva.</p>
<p>Eu creio que no futuro o autor vai reconhecer que estava errado nesta análise, vai voltar a acreditar no Bitcoin, ao não fechar essa porta, é um bom sinal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>É com muito agrado que eu vejo este <a href="https://medium.com/@hericktiago07/os-problemas-com-o-bitcoin-a46296919e02">texto crítico</a> ao Bitcoin, eu não concordo em muitas partes com o autor, mas é notório que estudou o Bitcoin, é uma crítica construtiva/argumentativa. Saiu do padrão habitual dos críticos do Bitcoin, como não estudam são monocórdicos, apenas replicam ideias feitas e erradas do passado, como “só serve para criminosos”, “o gasto energético” e outras coisas absurdas.</p>
<p>Este contraditório é muito importante, todos os críticos deveriam de ser assim, estudar minimamente antes de criticar, por isso, este texto merece todo o meu respeito mas eu vou fazer alguns comentários:</p>
<h1>Ataques coordenados</h1>
<p>O autor no texto utilizou a seguinte citação:</p>
<blockquote>
<p>De fato, se um grupo com poder (hashrate) suficiente se unir, é capaz de gerar dados contendo transações inválidas. Dessa forma, cabe aos próprios usuários se coordenarem para ignorar essa sequência de transações.</p>
</blockquote>
<h2>Ataque com transações inválidas</h2>
<p>Se um grupo de mineradores_/pools_ atacar com transações inválidas, não é necessário uma coordenação de usuários, mas sim individual. Segundo o protocolo, quem adiciona os blocos à <em>blockchain</em> são os nós(nodes) e não os mineradores/<em>pools</em>. Os mineradores/<em>pools</em> apenas propõem um <em>template</em> para o próximo bloco, os nós é têm a responsabilidade de verificar todas as informações contidas no <em>template</em>, se cumprir as regras é adicionado. Caso exista alguma inconformidade no <em>template</em>, essa será rejeitada pelos nós, ficando a aguardar por um novo <em>template</em>. No caso de transações inválidas, é muito simples de travar qualquer ataque. O adicionar do bloco é trabalho exclusivo dos nós, é feito individualmente, sem uma necessidade de coordenação entre eles.</p>
<p>Agora vamos imaginar um ataque ainda mais sofisticado, os maiores mineradores/<em>pools</em> uniam-se e realizavam um ataque coordenado. Também é fácil de travar, como a verificação é feita pelos nós, não é possível adicionar transações inválidas.</p>
<p>O único problema que pode causar, caso o <em>hashrate</em> do atacante seja muito elevado, é a rede vai ficar lenta. Em vez dos novos blocos a cada 10 minutos, vai demorar mais tempo.</p>
<p>No caso do ataque duradouro, os nós no período máximo de 2016 blocos, vão reajustar a dificuldade, voltando ao 10 minutos. É claro neste período até ao ajustamento a rede fica lenta, mas a probabilidade de ataque destes é muito remota. Como o atacante não tem qualquer hipótese de ter proveitos económicos, mas tem uma exorbitante custos com eletricidade, é pouco provável que alguém tente o efectuar.</p>
<h2>Ataque com transações válidas</h2>
<p>Qualquer ataque com transações invalidadas é fácil de resolver, o mais complexo/delicado é quando esse ataque é realizado com transações válidas.</p>
<p>Vamos a um exemplo concreto, imaginemos que a OFAC, obrigue as mineradoras e as <em>pools</em> norte-americanas a censurar transações, essas empresas não terão alternativa, terão que cumprir. Os EUA têm uma percentagem de hashrate muito elevada.</p>
<p>Vamos extremar ainda mais o exemplo, imaginemos que 95% do <em>hashrate</em> “cumprirá” com OFAC. Isto não afeta o regular funcionamento do Bitcoin, afeta apenas as transações sancionadas, vão demorar mais tempo a serem adicionadas à blockchain. Tem que aguardar por algum minerador, que não cumpra as regras OFAC, vença a corrida pelo novo bloco.</p>
<p>Para minimizar a possibilidade de uma censura por parte das <em>pools</em>, está a ser desenvolvida a Stratum V2, uma nova versão do software das <em>pools</em>. Nesta nova versão, a responsabilidade de criar o <em>template</em> passa a ser realizada pelo minerador, agora só falta as <em>pools</em> atualizarem o software.</p>
<h2>Ataque de 51%</h2>
<p>Também pode acontecer um Ataque de 51%, a possibilidade de várias <em>pools</em> cooperarem para realizar este ataque é extremamente baixa, quase nula. O mesmo acontece, se o ataque for organizado por um estado ou vários estados, não passam de apenas hipóteses teóricas.</p>
<p>A quantidade de mineradores é tremenda, distribuídos por todo o mundo, é completamente descentralizada, sendo muito pouco provável um minerador sozinho ter mais de 51% da <em>hashrate</em>. A única hipótese é um ataque com a cumplicidade de várias <em>pools</em> mas é extremamente improvável, quase nula. O ataque de 51% é raro mas já aconteceu em <em>blockchains</em> pequenas e centralizadas, mas o atacante foi a solo, nunca foi algo organizado por várias <em>pools</em>.</p>
<p>A estrutura necessária para o ataque é tremenda, é impossível o atacante ficar anónimo, a probabilidade de ter proveitos económicos e não ser identificado é quase nula. Mas destruirá por completo a sua credibilidade, será o fim das <em>pools</em> envolvidas.</p>
<p>Em último caso, numa situação extrema, o ataque pode ser revertido com <em>rollback</em> da <em>blockchain</em>.</p>
<p>Em termos genéricos, este ataque possibilita a reorganização da cadeia de blocos, permitindo uma espécie de gasto duplo, colocando em causa a imutabilidade da rede. Devido às características do Bitcoin não é possível existir uma regra de quantas confirmações são necessárias para que a transação seja imutável, quanto mais melhor. Como não existe uma regra, é uma decisão individual, de quem está a receber os satoshis (os outputs da transação), são as possíveis vítimas do ataque.</p>
<p>Quando eu comecei no Bitcoin, a ideia que circulava na comunidade, o mais seguro seriam 6 confirmações, mas agora em vários locais (corretoras) já aceitam 3 confirmações, quanto mais facilitamos, maior o risco que corremos. Na minha opinião, 3 confirmações é pouco e nos casos de valores mais elevados de BTC, mais exigentes temos que ser.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/0ec411fefefa8bf7fbe0a576aa73d921b0d92a942f492c779110857daed44efc.png" alt="image"></p>
<p>Eu sou bastante paranóico, gosto de seguir o lema: mais vale prevenir do que remediar. Por isso geralmente aguardo por 6 confirmações e tem que incluir 3 mineradores diferentes.</p>
<p>A probabilidade de um ataque é muito baixa e se nós formos rigorosos nas confirmações, o risco de ser vítima de um golpe é nula.</p>
<p>Agora uma conclusão que engloba todos estes possíveis ataques falados em cima, a ideia fulcral é as probabilidades. Devido à segurança do Bitcoin, tudo isto não passa de probabilidades teóricas, onde o risco é bastante reduzido ou nulo. São apenas conceitos teóricos, mas é essencial tê-los em mente, especialmente para trabalhar preventivamente, para que o Bitcoin seja cada vez mais resiliente. Para que, estes conceitos não passam da teoria à prática, é mais questão paranóica, do que um perigo real, é a segurança levada a um nível extremo. Mas foi esta paranóia que tornou o Bitcoin a rede mais segura do mundo. É importante debater estes conceitos, mas é necessário algum cuidado para não gerar alarme social.</p>
<h1>Descentralização</h1>
<blockquote>
<p>Esse é um argumento muito bom. Não ter uma pessoa ou um grupo que tome as decisões da rede isoladamente chama a atenção de muitas pessoas. Imagina que maravilha um sistema que não depende da confiança em pessoas que normalmente tendem a corrupção. Imagina não depender de bancos para poder custodiar o seu dinheiro. Um verdadeiro dinheiro do povo.<br>Seria o Bitcoin o grande libertador dessas amarras antigas de ter que confiar em um emissor de moeda?<br>Não é bem assim.</p>
</blockquote>
<p>A descentralização é o maior desafio para as comunicações, como nas <em>blockchains</em>. Existe o problema do Trilema das <em>blockchains</em>, dos 3 vértices, apenas é possível escolher dois.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/c4e901845a05b58e8be3a2f68b49c9858ab95c2db8864fc78972008b60680764.jpg" alt="image"></p>
<p>Satoshi priorizou a segurança e a descentralização, deixando para um segundo plano a escalabilidade. Assim, para manter a camada base (L1) descentralizada, o número de transações são baixas, é impossível biliões de pessoas utilizá-la para as suas compras do dia-a-dia, deve apenas ser utilizadas para transações onde é necessário maior segurança ou para transações de liquidação(Settlements). As transações do dia-a-dia (a escalabilidade) devem ser executadas em camadas secundárias(L2).</p>
<p>No Bitcoin, devemos ter o mesmo escalonamento utilizado na banca tradicional, uma <strong>conta poupança</strong> e uma <strong>conta corrente</strong>.</p>
<p>Na <strong>conta poupança</strong> é destinado para guardar as poupanças de uma vida (médio/longo prazo), onde está parte significativa do nosso capital, logo necessita de uma maior segurança, devem estar na L1.</p>
<p>Na <strong>conta corrente</strong> é destinado para os pagamentos do dia-a-dia (curto prazo), composta por uma pequena parte do nosso capital, esta deve estar na L2.</p>
<p>Vamos a dois exemplos concretos:</p>
<p><strong>Exemplo 1:</strong> Uma pessoa que acumulou btc e agora sobrevive exclusivamente das poupanças. Esta pessoa, a cada 2 ou 3 meses, faz uma transação da L1 para a L2 com um valor suficiente para sobreviver nesse período. Depois utiliza a L2 para efetuar os seus pagamentos do dia-a-dia.</p>
<p><strong>Exemplo 2:</strong> Uma pessoa que está agora a acumular btc, está a fazer o chamado <em>hodl</em>. Utiliza a L2 para fazer o DCA, acumular os satoshis, quando este valor for significativo, aí sim, faz uma transação da L2 para a L1.</p>
<p>Em ambos os casos, a L1 é utilizada para as liquidações, onde são realizadas meia dúzia de transações por ano, nas L2 são feitas milhares de transações por ano.</p>
<p>A descentralização é fundamental para o seu funcionamento, mas não é imperativo para os pagamentos, ou seja, é fundamental na L1, é a única maneira para garantir a segurança do btc e garantir a descentralização nas camadas seguintes.</p>
<p>Sendo a L1 descentralizada, é possível construir L2 descentralizadas ou centralizadas, ambas.</p>
<p>Se a L1 for centralizada, não é possível construir L2 descentralizadas, são todas centralizadas.</p>
<p>Quem são os “emissor da moeda” no ecossistema do Bitcoin?</p>
<p>São os intermediários, os custodiantes. Podem estar na L1, nas L2 ou em sistemas complemente centralizados, como as corretoras ou bancos.</p>
<p>Temos necessariamente de confiar no emissor da moeda?</p>
<p>Não, primeiro as pessoas podem utilizar apenas a L1, só que pode ter um custo elevado.</p>
<p>Podem optar por L2, neste caso existem 2 opções: descentralizadas ou centralizadas. Destas 3 opções possíveis, para efetuar transações, só numa existe algum risco do emissor. No caso do Bitcoin, o “confiar no emissor” é uma opção e não uma obrigação.</p>
<p>No caso das moedas no sistema FIAT, a centralização é imposta, é obrigatório o confiar, não existiam alternativas.</p>
<p>Esta é a beleza do Bitcoin, dá liberdade de escolha ao indivíduo.</p>
<p>Utilizar L2 não é sinónimo de perder a descentralização/soberania, é apenas uma opção. Muitos utilizadores prescindem da soberania pela conveniência, preferem as carteiras centralizadas/intermediários, porque são mais simples, mais baratas, sem a necessidade de manutenções e de ter conhecimentos técnicos. É totalmente legítimo e compreensível esta escolha, no meu caso eu utilizo ambas mas preferencialmente a descentralização.</p>
<p>É claro, quem prefere o centralizado, corre mais riscos, está dependente do custodiante/intermédio.</p>
<blockquote>
<p>Além disso, a maioria dos usuários não possui o software (node) para validar as transações por conta própria.<br>Mesmo dentre os entusiastas que o fazem, muitos não possuem conhecimento técnico para validar o código-fonte ou participar dos debates técnicos.<br>A descentralização é utopia. Não existe. Sempre haverão pessoas ou grupos que terão o maior poder de algo (Regra de Pareto). Logo, o Bitcoin também não foge da regra.</p>
</blockquote>
<h2>Rodar de nós</h2>
<p>A descentralização não é uma utopia, o que é utópico, é acreditar que todas as pessoas vão rodar o próprio nó, isso não vai acontecer. Só roda quem quer, não é obrigatório, quem quer roda, que não quer não roda, mas todos podem se beneficiar com o Bitcoin. Com o avanço tecnológico, atualmente nem é necessário rodar o nó para usufruir da soberania. Para a rede ser segura não é necessário milhões de nós, basta dezenas de milhares para a tornar imutável e plenamente descentralizada.</p>
<p>O bitcoin dá liberdade individual, liberdade de escolha, permite a utilização de carteira não-custodiais ou custodiais, cada um escolhe a melhor que se adapta ao seu perfil ou conhecimento. Nada disto é possível no sistema tradicional, onde só é possível carteiras custodiais, não existe alternativa.</p>
<p>No meu ponto de vista, a soberania é essencial (como rodar um nó), é utópico acreditar que todas as pessoas vão seguir este caminho, mas isto é escolha pessoal, uma liberdade individual. Se eu tenho o direito/liberdade de ser soberano, a outra pessoa também têm a liberdade de o não ser soberano, de não querer a responsabilidade de guardar a <em>seed</em>.</p>
<p>Temos visões diferentes, mas ambos nos beneficiamos e acreditamos no Bitcoin. Por não rodar um nó, não é inferior a mim, somos todos iguais nos direitos, o Bitcoin é para todos, mesmo para aqueles que não acreditam no Bitcoin, não existe distinção.</p>
<p>Mas é claro que, quem não quer ter a responsabilidade da custódia, terá que estar consciente dos riscos, poderá ter problemas no futuro. Terá que pesar os prós e os contras da soberania. Eu penso no exemplo dos meus pais, a probabilidade de eles perderem a <em>seed</em> é muito superior, à possibilidade de serem confiscados pelo estado. Para o perfil deles, o mais adequado é uma carteira custodial ou com <em>seed recovery</em>. Conhecendo bem os meus pais, nunca na minha vida, eu aconselharia uma carteira não-custodial.</p>
<p>É claro que rodar um nó é importante, mas não é essencial, essa é mais uma função para os maximalistas.</p>
<h2>Verificação do código-fonte</h2>
<p>Hoje em dia, o ecossistema do Bitcoin é tão extenso, são milhões de linhas de código, é humanamente impossível um indivíduo verificar o código-fonte sozinho. Se alguém com conhecimentos técnicos não consegue verificar tudo sozinho, é impossível para os leigos.</p>
<p>Por isso o Bitcoin é <em>opensource</em>, onde a desenvolvimento e verificação é realizada por milhares de olhos, é um trabalho colaborativo, realizado por pessoas altamente qualificadas. Onde cada linha, cada alteração é verificada por centenas de pessoas.</p>
<p>Esse é o motivos de sermos conservadores nas atualizações, qualquer alteração é necessário um longo período de testes e de rigorosas verificações. Não pode haver falhas, qualquer distração pode colocar em causa anos de trabalho.</p>
<p>O código-fonte <em>opensource</em> é um trabalho colaborativo.</p>
<p>A não verificação do código-fonte por pessoas comuns não é razão para colocar em causa a descentralização do Bitcoin. A única verificação que os não técnicos devem realizar, é fazer os <em>downloads</em> nos locais oficiais e manter os <em>softwares</em> atualizados.</p>
<h2>Centralização das <em>Pools</em></h2>
<blockquote>
<p>É importante também dizer que as pools de mineração são centralizadas.<br>Aproximadamente 80% da mineração de Bitcoins é controlada por apenas 5 pools. Cada node dentro das pools possuem o poder por conta própria, é verdade. Porém existe um certo poder de influência das pools com os nodes de mineração.</p>
</blockquote>
<p>Em cima, já respondi em parte ao problema da centralização das <em>pools</em> de mineração.</p>
<p>Em suma, a centralização das <em>pools</em> não coloca em causa a descentralização da rede, porque o fundamental na descentralização são os nós da rede, as <em>pools</em> desempenham um papel muito diminuto nessa descentralização.</p>
<p>É claro, se o hashrate fosse mais disperso por mais <em>pools</em> era melhor. Com o novo <em>software</em> para as <em>pools</em>, é dado mais poder aos mineradores, na elaboração do <em>template</em>, o risco das <em>pools</em> fica ainda mais minimizado.</p>
<h1>A Escalabilidade</h1>
<h2>Lastro dos IOUs</h2>
<blockquote>
<p>O problema com o ouro foi a escalabilidade. Pelas limitações físicas, o ouro não conseguiu ser escalável. Tendo que utilizar soluções de segunda camada (certificados de ouro) como uma representação do ouro original. Essa falta de contato com o ouro físico fez as pessoas se acostumarem a trocar somente certificados em papel-moeda e, posteriormente, foi se perdendo o lastro em ouro até se tornar 100% fiduciária.</p>
</blockquote>
<p>Concordo plenamente com a afirmação, só que o Bitcoin tem algumas pequenas alterações que fazem toda a diferença. Os certificados de ouro criaram um risco, mas o maior risco aconteceu com a centralização, na existência de apenas um emissor (FED) e em um único produto (o dólar).</p>
<p>No Bitcoin é totalmente diferente, as carteiras custodiais ou IOUs são uma opção, só usa quem quer.</p>
<p>No caso das L2, existem carteiras custodiais e não-custodial. Esta parte é fundamental, as pessoas podem ter satoshis em carteiras L2 não-custodiais e “trocar” por L1 sem intermediários, sem a necessidade de uma permissão de um governo, estão seguros.</p>
<p>Os riscos associados às L2 centralizadas, é menor que o risco existente nos certificados de ouro/papel-moeda, porque existem vários emissores e em várias jurisdições, é um pormenor que faz toda a diferença.</p>
<p>Como o Bitcoin é digital, o emissor pode estar literalmente em qualquer ponto do mundo, ou simultaneamente em vários países, camuflado pelo TOR, irrastreável, ou em países pró Bitcoin, existe uma maior segurança jurídica.</p>
<p>Podemos estar num país e utilizar uma custodiante de noutro país, como aconteceu com a WOS, está oficialmente indisponível nos EUA, mas muitos norte-americano continuam a utilizar.</p>
<p>Como existem muitos emissores, as pessoas vão optar pelos mais seguros.</p>
<p>Um país pode confiscar o lastro dos emissores, mas só o consegue nas empresas sob sua jurisdição e esse confisco apenas afeta os residentes desse país, os restantes povos não são afetados. Assim, o que pode acontecer, é alguns emissores/custodiantes podem ser confiscados, ficando sem o lastro, mas o Bitcoin no geral não tem problemas. Como aconteceu na FTX, a corretora perdeu parcialmente o lastro, os clientes tiveram grandes perdas, mas o restante ecossistema Bitcoin, não perdeu o “lastro”.</p>
<p>O confisco é algo inevitável no futuro, algum país vai fazê-lo, possivelmente o primeiro será um país pequeno. Mas essa notícia vai propagar-se pelo mundo, vai colocar todos os utilizadores em alerta, a pensar que poderá também acontecer a si. Esse medo de perder os fundos vai estimular e gerar uma forte adoção à auto-custódia. Como acontece sempre após uma falência de uma corretora, gera uma corrida bancária em todas as corretoras, um pico de demanda por soberania. Infelizmente as pessoas só aprendem com a dor.</p>
<p>A parte mais curiosa disto tudo, a existência de múltiplos custodiantes/bancos em cada país e por centenas de países, essa enorme distribuição de empresas centralizadas cria uma certa descentralização, minimizando o risco.</p>
<p>Em suma, um risco universal dos IOUs de Bitcoin, perderem o lastro é nulo, o que poderá acontecer é casos localizados, ou seja, não é perda de lastro do Bitcoin, é o confisco realizado por algum estado ou a fraude de algum custodiante/emissor. Mas isto é um problema localizado e não sistémico. No caso do ouro foi sistémico, porque só existia um emissor e com poder absoluto.</p>
<p>Assim, para minimizar os riscos, a melhor opção é a auto-custódia.</p>
<h2>Tamanho do Bloco</h2>
<blockquote>
<p>O Bitcoin é programado para fazer 1 bloco de transações de apenas 1 mb a cada ~10min. Isso significa que para sua transação ter prioridade terá que pagar taxas mais altas do que a média do mercado. A limitação de 1 mb serve para deixar a rede mais descentralizada já que quanto maior o bloco, maior também será a capacidade necessária para rodar um node na rede. Menos nodes significa mais centralização.</p>
</blockquote>
<p>Análise perfeita.</p>
<blockquote>
<p>Sem falar que já foi tentado aumentar o Bloco em 2017 com o Bitcoin Cash e a rede não foi para frente.</p>
</blockquote>
<p>Pelo contrário, essas ideias foram em frente, o projeto foi criado, por isso existe o Bcash. Só que o tempo provou que o aumento do tamanho do bloco não é a solução, as pessoas preferiram o Bitcoin original.</p>
<p>Basta ver as consequências do aumento do bloco, onde existem apenas 3 pools de mineração e uma delas é responsável por 85% do hashrate.</p>
<p>Os nós são muito poucos:<br><img src="https://image.nostr.build/dbec4f3fed5edcc39eb078e333ec8b3414ae049e35743aea70a41ff8260b2446.png" alt="image"></p>
<p>Aumentou o tamanho do bloco, mas tem uma <a href="https://blockchair.com/bitcoin-cash/charts/blockchain-size">blockchain menor</a> que a do Bitcoin:<br><img src="https://image.nostr.build/cf3c81da1c2fa0eca1a3e8c7da1e9ee3a2d530677489fb18d2eabfd66162ec17.png" alt="image"></p>
<p>Além do Bcash, surgiu também o BSV, um <em>fork</em> do Bcash, onde as consequências do aumento do tamanho foram terríveis, apenas consegui dados até 2023, o tamanho da <em>blockchain</em> aumentou exponencialmente, é 12x maior que o atual tamanho do Bitcoin:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/6a7ad7deed7678d17ec3e297936d357ede45bb0ecdc858f9dc62b118ed3ac20b.jpg" alt="image"></p>
<p>Em ambos os projetos a descentralização está comprometida, não existe.</p>
<h2>Custo de Transação na L1</h2>
<blockquote>
<p>Em Abril de 2024, logo após o halving, a taxa para transacionar na rede do Bitcoin estava em média 200 dólares.<br>Imagina quanto pode chegar essa taxa nos próximos halvings com mais usuários na rede e com com mais implementações do tipo Ordinals ou Runes. É no mínimo irônico que maximalistas disputem espaço na rede com especuladores de memecoins e nfts congestionando a blockchain da criptomoeda.</p>
</blockquote>
<p>É verdade que atingiu esses valores, mas foi num curto espaço de tempo, foi uma loucura momentânea que certamente não irá repetir, isso foi uma ocasião especial. O custo médio de uma transação na L1 está longe desses valores, neste preciso momento está inferior a 1$.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/4f700bc5f4c4ec6fcd64aad7b33a1b404dfa88a23b6502b04e405db6a9fb3f58.png" alt="image"></p>
<p>No futuro é provável que a médio prazo, o custo médio fique entre os 10$ e 20$.</p>
<p>Os NFTs e <em>memecoins</em> só estão na L1, porque está barata, quando ficar cara, estes projectos vão migrar para L2, ninguém vai pagar 10$ de <em>fee</em> para transacionar uma <em>memecoin</em> que vale alguns centavos. Na L1 vão ficar apenas coisas com valores elevados.</p>
<p>Pode parecer contraditório mas o chegar a 200$ é sinal que o sistema funcionou, está saudável. Isso só aconteceu devido a uma procura extraordinária, fez com que o custo aumentasse, mas a rede nunca parou. Enquanto no sistema financeiro tradicional, quando existe um pico de procura, muito fora do normal, os servidores vão abaixo e o sistema fica inoperacional para todos, durante um período. No caso do bitcoin os custos aumentam, é uma espécie de proteção contra DDoS, sem nunca o sistema ir a baixo.</p>
<p>Eu não quero dizer que o custo de uma transação de 200$ é bom, claro que não é, mas isto é algo que aconteceu esporadicamente. Mas não podemos colocar em causa um sistema por algo que acontece esporadicamente e num espaço de tempo tão curto.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/38b497307a5ebb7fb9c2b8a23335b8c4fd98c05050bd12d1772df89ac3f3c744.jpg" alt="image"></p>
<p>Nos 15 anos do Bitcoin apenas por 5 períodos onde o preço de transação atingiu valores exorbitantes e sempre num curto espaço de tempo.</p>
<ul>
<li><p>22 de Dezembro de 2017:<br><img src="https://image.nostr.build/f7fc3f77771a567f7f2e448911e444e9c691ba1ecf9d6e115324752a55f53368.jpg" alt="image"> </p>
</li>
<li><p>21 de Abril de 2021:<br><img src="https://image.nostr.build/059dbf9c1c184fecf39c8e08dc7bd7f76edf917ce35f80dbd52efafceb527678.jpg" alt="image"></p>
</li>
<li><p>17 de Dezembro de 2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f014a4c2920169f0e8ca4e16af95fdac7032543a5fe3eb65b644fb93aa49786f.jpg" alt="image"></p>
</li>
<li><p>20 de Abril de 2024:<br><img src="https://image.nostr.build/8b60dbd375f1bb3293ed5931f3abf60d1ea53a4bfc6c6ec6c9538cbb9fb8ff84.jpg" alt="image"></p>
</li>
<li><p>7 de Junho de 2024:<br><img src="https://image.nostr.build/c8ea3a9583c4951de5c82e3721013ca588d1ca08a540b78af55c0f775c4c0cb4.jpg" alt="image"></p>
</li>
</ul>
<p>Nestes 5 períodos, apenas em um (20 de Abril de 2024), o percentil 50 foi superior a 31$. É verdade que 30$ não é acessível para toda a gente, mas o Bitcoin é a rede mais segura do mundo, isto tem um custo.</p>
<p>O 7 de Junho de 2024 é um caso particular, não foi um problema de uma elevada procura, mas sim, devido a um <em>bug</em> de uma corretora. Colocou um <em>fee</em>(taxa) absurdo nas suas transações de consolidação.</p>
<p>A L1 vai ser utilizada sobretudo para transações de liquidação(Settlements) ou com altos valores, onde podem pagar taxas mais elevadas.</p>
<p>Uma transação de liquidação na L1, “condensa” centenas ou milhares de operações realizadas em L2, logo esse custo pode ser dividido por essas centenas. Os custos são minimizados.</p>
<p>É similar ao que acontece na banca tradicional, durante o dia, os clientes de dois bancos realizam milhares de transações entre si, são apenas alterações nas bases de dados de ambos bancos. No fim do dia, os bancos fazem um balanço e o banco que estiver em crédito, efetuará uma transação para o outro banco. Essa real efetivação da transação (a liquidação), onde existe realmente um troca monetária entre os bancos só acontece algum tempo depois.</p>
<p>Geralmente nas transações de liquidação, não existe uma urgência imperativa, a transacção não necessita de ser executada de imediato, existindo uma maior flexibilidade, podendo aguardar por um momento com <em>fees</em> mais baixas.</p>
<p>Se for urgente está sujeito ao custo do momento.</p>
<h2>Lightning Network</h2>
<blockquote>
<p>Os bitcoiners alegam que o Bitcoin resolve o problema da escalabilidade por ser digital. Mas até agora não temos nada concreto que mostre que seja possível escalar uma moeda “descentralizada”. Um passo nesse sentido foram a implementação da Lightining Network, uma “segunda camada” do Bitcoin implementada em 2018.<br>Enquanto o ecossistema do Bitcoin se expande, a Lightning se move em direção contrária.<br>Além disso, a Lightning apresenta falhas críticas que não favorecem o crescimento da adoção.</p>
</blockquote>
<p>As soluções de L2 são a única via para resolver o problema da escalabilidade.</p>
<p>A Lightning Network (LN) foi a primeira a surgir e está completamente funcional, consegue processar 1 milhão de transações por segundo.</p>
<p>Os problemas da LN não são de código mas sim da dependência da L1, para fazer a abertura, fecho ou balancear os canais. Se no momento em que for necessário realizar estas operações, os custos na L1 for elevado, é um problema. Este problema afeta quem faz a auto-custódia, para evitar esse risco, as pessoas preferem utilizar carteira custodiais.</p>
<p>Hoje em dia estes períodos de custos mais altos na L1 são raros, mas é previsível no futuro com o aumento da adoção, estes períodos vão ser mais recorrentes, por isso a LN tem que ser melhorada, para que no futuro não seja um problema crítico.</p>
<p>Será que todos nós necessitamos de uma carteira L2 não-custodial para os pequenos pagamentos?</p>
<p>Na minha opinião não. Como as carteiras L2 necessitam de estar online e geralmente em smartphones, logo existe um maior risco de segurança, por esse motivo devemos ter pouco capital nesses dispositivos. Como o capital alocado é baixo, a grande maioria dos utilizadores prefere optar por carteiras simples, a soberania não é uma prioridade. A descentralização e a soberania é fulcral apenas na L1, onde estão os valores elevados, nas L2 não.</p>
<p>As L2 custodiais como a <a href="https://www.walletofsatoshi.com/">WOS</a> é um excelente produto, simples, é um produto ideal para os leigos, que serão a maior parte da população.</p>
<p>Eu abri um canal de LN(não-custodial), há mais de ano, possivelmente já fiz milhares de transações, sempre a baixo custo, mesmo nos dias de congestionamento da L1 não houve qualquer problema. A minha experiência com LN é muito boa, mas a auto-custódia tem um custo. Mas esses custos da abertura e fecho do canal são divididos por dezenas ou centenas de transações na LN, assim os custos operacionais continuam a ser baixos, menor que qualquer sistema tradicional.</p>
<p>Atualmente com a <a href="https://phoenix.acinq.co/">Phoenix</a> é simples ter LN não custodial, mas as pessoas continuam a preferir WOS, mesmo entre os maximalistas. Isto demonstra que a soberania/descentralização não é um ponto fundamental na escolha de uma carteira LN, mas sim a sua simplicidade e usabilidade, nisto a WOS é vencedora.</p>
<p>As carteiras custodiais têm a possibilidade de crescimento exponencial, mesmo com a atual tecnologia.</p>
<p>As pessoas preferem terceirizar a custódia, não querem ter essa responsabilidade, querem ter alguém para apontar o dedo quando algo corre mal. A sociedade foi construída na base da confiança, mas ao longo da história essa mesma confiança foi abusada inúmeras vezes, sobretudo pelos políticos.</p>
<p>É natural com a massificação da adoção, os novos utilizadores são cada vez menos <em>geeks</em>, são mais pessoas comuns, sem conhecimentos técnicos, vão preferir serviços custodiais.</p>
<p>É este o melhor caminho certo?</p>
<p>Na opinião não, mas a maioria das pessoas preferem, a adoção demonstra isso. Mas compreendo essa escolha, faz todo o sentido, como são montantes baixos, compensa aceitar esse risco e deixar todo o trabalho da gestão de um canal para o custodiante.</p>
<p>O essencial é existir as duas vias, depois cada indivíduo escolhe o melhor que se adapta ao seu perfil.</p>
<h2>O real problema</h2>
<p>É claro que a utilização da LN poderia ser muito superior, mas na minha opinião, não é a tecnologia que está a atrasar a adoção. O problema é que a maioria das pessoas olha para o Bitcoin apenas como uma reserva de valor, apenas guarda-o. São poucas as pessoas a gastá-lo. Este sim é o grande desafio, a mudança de mentalidade.</p>
<h2>Alternativas</h2>
<p>Este texto de opinião, apenas fala da LN, mas existem outras L2 no Bitcoin. A carteira <a href="https://aquawallet.io/">Aqua</a> ou a <a href="https://helm-wallet.com/">Helm</a> são excelentes produtos. A interoperacionalidade das duas carteiras é extraordinária, o comum mortal nem nota que está a utilizar uma <em>sidechain</em> Liquid. A Liquid é segura e muito barata transacionar. Ambos são muito bons para o cidadão comum como a Helm diz: “<em>a Lightning wallet that even your grandma can use</em>”.</p>
<p>Bitcoin é um organismo vivo, sempre em desenvolvimento. Atualmente já estão numa fase avançada de desenvolvimento a <a href="https://arklabs.to/">Ark</a>, <a href="https://fedimint.org/">Fedi</a>, <a href="https://cashu.space/">Cashu</a> e a <a href="https://mercurylayer.com/">Mercury</a>.</p>
<p>O desenvolvimento de L2 tem sido tremendo no último ano, talvez seja o período onde existe mais desenvolvimento no ecossistema do Bitcoin, são dezenas de projetos em desenvolvimento, surgem ideias novas quase todos os dias. É claro que a maioria será um <em>flops</em>, mas certamente algumas boas ideias vão sobressair.</p>
<h2>Futuro</h2>
<p>A atual tecnologia da LN ainda permite um enorme crescimento na adoção, mas para o Bitcoin estar disponível para biliões de utilizadores, a utilizar como moeda, como nós desejamos, é necessário outras soluções, sem dúvida nenhuma.</p>
<p>A médio prazo, a LN ainda será a principal solução, mas é muito provável que no futuro(a longo prazo) as pessoas deixem de usar a LN para pagamentos, talvez optem por Ark ou dispersam por várias tecnologias. A LN vai se transformar num sistema que vai ligar, vai fazer a interoperacionalidade da liquidez entre diferentes L2 e a ligação à L1.</p>
<p>Repito, a tecnologia tem muito que melhorar, mas não é ela a principal responsável pelo atraso da adoção do Bitcoin como moeda.</p>
<h2>Adoção da LN</h2>
<blockquote>
<p>A rede vem perdendo a sua adoção</p>
</blockquote>
<p>Isto é uma interpretação errada dos números, apesar da capacidade da LN ter diminuído ligeiramente, não significa que tenha perdido adoção, pelo contrário. Como a unidade de conta dos produtos é em FIAT, temos que analisar os dados em FIAT.</p>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-168.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-168-1024x351.png" alt=""></a></p>
<p>A capacidade mais alta da LN ocorreu a 8 de julho de 2023, com 5523 BTCs, correspondia a 167 milhões de dólares.</p>
<p>Hoje a capacidade está ligeiramente abaixo, nos 5206 BTCs, corresponde a 322 milhões de dólares.</p>
<p>Isto significa que não diminuiu, mas sim aumentou 48%, mais 155 milhões de dólares. Como o valor total em dólares alocado aumentou imenso mas o número médio de satoshis por pessoa reduziu. Isto significa que existem mais pessoas a utilizar.</p>
<p>Eu sou um exemplo prático disso, com a valorização do Bitcoin, o valor já era demasiado alto, muito superior ao que eu necessito, por isso movi parte para a L1.</p>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-169.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-169-1024x335.png" alt=""></a></p>
<p>Apesar de hoje a capacidade em BTC está próximo ao máximo de 2023, a grande diferença está no número de canais, que diminuiu bastante. Isto significa que são menos canais mas com maior capacidade de liquidez. A LN está a centralizar-se em canais maiores, isto é a prova que as pessoas optam por carteiras custodiais.</p>
<h1>Escola Austríaca</h1>
<p>As partes sobre a escola austríaca prefiro não comentar, deixo para os mais entendidos sobre o assunto.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Para finalizar, apesar de não concordar com muitas coisas que o autor do texto diz, mas tenho que louvar a sua atitude e a maneira como expressou os seus argumentos. Apesar de algumas imprecisões, o autor demonstrou ter bons conhecimentos sobre o Bitcoin. É um exemplo a seguir por outros críticos, uma crítica construtiva.</p>
<p>Eu creio que no futuro o autor vai reconhecer que estava errado nesta análise, vai voltar a acreditar no Bitcoin, ao não fechar essa porta, é um bom sinal.</p>
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