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        <title><![CDATA[reiartur]]></title>
        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

study #Bitcoin]]></description>
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      <pubDate>Thu, 17 Jul 2025 13:37:20 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Índice Perna de Pau]]></title>
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      <pubDate>Thu, 17 Jul 2025 13:37:20 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Perna de Pau é um dos gelados (ou sorvete no Brasil) mais antigos e populares da marca Olá (Kibon no Brasil).</p>
<blockquote>
<p>O gelado “Perna de Pau”, da Olá, foi lançado em 1976, com uma combinação de creme de baunilha e morango, coberto com chocolate, e a imagem de um pirata com uma perna de pau. O nome e a imagem do pirata são uma homenagem ao próprio gelado, que tem uma barra de morango que lembra uma perna de pau, e o desenho do pirata no rótulo.</p>
</blockquote>
<p>Desde 1976, o Perna de Pau esteve sempre disponível para os portugueses, nunca foi retirado de circulação.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>Em 1976, um Perna de Pau custava 4 escudos, hoje equivale a 2 centimos de euro. Só que hoje, custa 1.40€, ou seja, 70 vezes mais caro em 50 anos.</p>
<p>Se existe o Índice BigMac, porque não criar o Índice Perna de Pau. Na pesquisa, eu não consegui encontrar os preços para todos os anos, mas consegui encontrar a maioria. Se alguém puder ajudar, toda a ajuda é bem-vinda, sobretudo para os anos 1998 a 2003, que é um período muito importante, devido à mudança de moeda.</p>
<p>Quando não encontrei o preço, fiz uma estimativa.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/fa5009a70e7ba24aadab8566cf793595c973323fd503888d630ce5b6485e74e4.jpg" alt="image"></p>
<p>Ao observar o gráfico é perceptível 3 períodos distintos, até 2002 (a entrada em circulação do Euro), de 2002 a 2012 e de 2012 até hoje.</p>
<p>Eu apenas encontrei a confirmação que o Perna de Pau custava 0.70€ em 2004, mas eu acredito que o aumento teria acontecido anteriormente, em 2002, com a introdução do euro. Nesse ano houve um fenómeno social ou simplesmente burrice humana na conversão da moeda, sobretudo nos produtos de baixo valor. Um café que anteriormente custava 50 escudos passou para 0.50€, quando na realidade deveria ser 0.25€, foi uma inflação de 100%. Por isso, eu acredito que o 0.70€ aconteceu em 2002.&nbsp;</p>
<p>Como houve um forte aumento em 2002, isso justifica o porquê, termos depois um longo período de estagnação no preço, foi uma “correção”.</p>
<p>De 1976 a 2002, o Perna de Pau teve um aumento médio anual de ~15%.<br>De 2002 a 2012, manteve-se nos 0.70€.<br>De 2012 a 2025, o aumento está a ser de ~5%</p>
<p>A entrada do euro provocou uma forte redução na inflação do Perna de Pau.</p>
<p>Mas uma questão fica no ar, será que os salários acompanharam o aumento do Perna de Pau?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/10c12731dc90869aa57cf35ab7b419505d9e1af03e8114272f3d6fb5be600941.jpg" alt="image"></p>
<p>O resultado é incrível.</p>
<p>Desde dos anos 90, até hoje, um salário mínimo nacional bruto, compra em média 600 Pernas de Pau, o valor está altamente estável, certamente não será uma coincidência, a Olá deve fazer estas contas, quando estipula o preço dos gelados.</p>
<p>Com a comparação com o salário mínimo, dá uma sensação que não existe aumento no produto, mas é apenas uma ilusão, porque existem outros fenómenos que disfarçam “inflação”.</p>
<h2>Shrinkflation</h2>
<blockquote>
<p>Shrinkflation, também conhecida como reduflação, é uma prática onde a quantidade ou tamanho de um produto é reduzida, mas o preço permanece o mesmo ou aumenta ligeiramente. Em essência, o consumidor recebe menos produto pelo mesmo valor, o que pode ser interpretado como uma forma disfarçada de aumento de preços.<br>Essa estratégia é frequentemente utilizada por fabricantes para lidar com o aumento dos custos de produção, como matéria-prima e mão de obra, sem causar um impacto direto no preço final percebido pelos consumidores. Embora não seja ilegal, essa prática tem sido criticada por grupos de defesa do consumidor, que a consideram enganosa e prejudicial ao consumidor.</p>
</blockquote>
<p>Ao longo dos anos, é bem visível a alteração no tamanho do Perna de Pau.</p>
<p>Eu tenho memórias desde dos anos 90, no caso do Perna de Pau, eu tenho a sensação que está ligeiramente mais pequeno, no caso dos Magnum, devem estar quase com metade do tamanho, é vergonhoso a redução de tamanho.</p>
<h2>Industrialização</h2>
<p>Além da subida do preço e da redução do tamanho, os gelados(sorvetes) também sofreram com outro tipo de “inflação” disfarçada, a deterioração da qualidade das matérias-primas utilizadas na sua confecção. Para evitar fortes aumentos no preço e consequente redução de vendas, os fabricantes acabam por substituir produtos por outros, mais baratos.</p>
<p>Cada vez utilizam menos produtos naturais, estão cheios de químicos e isso nota-se imenso no sabor, estão muito diferentes dos anos 90, sobretudo no morango. Eu em criança adorava o Perna de Pau devido às barrinhas de morango, era muito bom, hoje é totalmente diferente.</p>
<blockquote>
<p>Água, LEITE magro reconstituído, açúcar, xarope de glicose e frutose, matérias gordas vegetais (coco, palma), LACTOSE e proteínas lácteas (LEITE), pasta de cacau, LEITE magro em pó, espessantes (alginato de sódio, farinha de semente de alfarroba, carragenina), cacau magro em pó, regulador de acidez (ácido cítrico), emulsionantes (mono e diglicéridos de ácidos gordos, lecitina de girassol), aromas, corantes (antocianinas, extrato de pimentão), sal.</p>
</blockquote>
<p>Onde está a Baunilha?<br>Um creme de baunilha, sem baunilha…</p>
<p>e o morango, onde está?</p>
<p>Muitas gorduras saturadas, farinha de semente de alfarroba e extrato de pimentão?!?!?<br>WTF!</p>
<p>Hoje em dia, olhar para ficha técnica ou para um bula médica é praticamente a mesma coisa.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A subida de preço, a shrinkflation e a perda de qualidade do produto são consequências de políticas monetárias desastrosas, que privilegiam o aumento da base monetária, destruindo o poder de compra e da qualidade de vida dos cidadãos.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O Perna de Pau é um dos gelados (ou sorvete no Brasil) mais antigos e populares da marca Olá (Kibon no Brasil).</p>
<blockquote>
<p>O gelado “Perna de Pau”, da Olá, foi lançado em 1976, com uma combinação de creme de baunilha e morango, coberto com chocolate, e a imagem de um pirata com uma perna de pau. O nome e a imagem do pirata são uma homenagem ao próprio gelado, que tem uma barra de morango que lembra uma perna de pau, e o desenho do pirata no rótulo.</p>
</blockquote>
<p>Desde 1976, o Perna de Pau esteve sempre disponível para os portugueses, nunca foi retirado de circulação.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>Em 1976, um Perna de Pau custava 4 escudos, hoje equivale a 2 centimos de euro. Só que hoje, custa 1.40€, ou seja, 70 vezes mais caro em 50 anos.</p>
<p>Se existe o Índice BigMac, porque não criar o Índice Perna de Pau. Na pesquisa, eu não consegui encontrar os preços para todos os anos, mas consegui encontrar a maioria. Se alguém puder ajudar, toda a ajuda é bem-vinda, sobretudo para os anos 1998 a 2003, que é um período muito importante, devido à mudança de moeda.</p>
<p>Quando não encontrei o preço, fiz uma estimativa.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/fa5009a70e7ba24aadab8566cf793595c973323fd503888d630ce5b6485e74e4.jpg" alt="image"></p>
<p>Ao observar o gráfico é perceptível 3 períodos distintos, até 2002 (a entrada em circulação do Euro), de 2002 a 2012 e de 2012 até hoje.</p>
<p>Eu apenas encontrei a confirmação que o Perna de Pau custava 0.70€ em 2004, mas eu acredito que o aumento teria acontecido anteriormente, em 2002, com a introdução do euro. Nesse ano houve um fenómeno social ou simplesmente burrice humana na conversão da moeda, sobretudo nos produtos de baixo valor. Um café que anteriormente custava 50 escudos passou para 0.50€, quando na realidade deveria ser 0.25€, foi uma inflação de 100%. Por isso, eu acredito que o 0.70€ aconteceu em 2002.&nbsp;</p>
<p>Como houve um forte aumento em 2002, isso justifica o porquê, termos depois um longo período de estagnação no preço, foi uma “correção”.</p>
<p>De 1976 a 2002, o Perna de Pau teve um aumento médio anual de ~15%.<br>De 2002 a 2012, manteve-se nos 0.70€.<br>De 2012 a 2025, o aumento está a ser de ~5%</p>
<p>A entrada do euro provocou uma forte redução na inflação do Perna de Pau.</p>
<p>Mas uma questão fica no ar, será que os salários acompanharam o aumento do Perna de Pau?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/10c12731dc90869aa57cf35ab7b419505d9e1af03e8114272f3d6fb5be600941.jpg" alt="image"></p>
<p>O resultado é incrível.</p>
<p>Desde dos anos 90, até hoje, um salário mínimo nacional bruto, compra em média 600 Pernas de Pau, o valor está altamente estável, certamente não será uma coincidência, a Olá deve fazer estas contas, quando estipula o preço dos gelados.</p>
<p>Com a comparação com o salário mínimo, dá uma sensação que não existe aumento no produto, mas é apenas uma ilusão, porque existem outros fenómenos que disfarçam “inflação”.</p>
<h2>Shrinkflation</h2>
<blockquote>
<p>Shrinkflation, também conhecida como reduflação, é uma prática onde a quantidade ou tamanho de um produto é reduzida, mas o preço permanece o mesmo ou aumenta ligeiramente. Em essência, o consumidor recebe menos produto pelo mesmo valor, o que pode ser interpretado como uma forma disfarçada de aumento de preços.<br>Essa estratégia é frequentemente utilizada por fabricantes para lidar com o aumento dos custos de produção, como matéria-prima e mão de obra, sem causar um impacto direto no preço final percebido pelos consumidores. Embora não seja ilegal, essa prática tem sido criticada por grupos de defesa do consumidor, que a consideram enganosa e prejudicial ao consumidor.</p>
</blockquote>
<p>Ao longo dos anos, é bem visível a alteração no tamanho do Perna de Pau.</p>
<p>Eu tenho memórias desde dos anos 90, no caso do Perna de Pau, eu tenho a sensação que está ligeiramente mais pequeno, no caso dos Magnum, devem estar quase com metade do tamanho, é vergonhoso a redução de tamanho.</p>
<h2>Industrialização</h2>
<p>Além da subida do preço e da redução do tamanho, os gelados(sorvetes) também sofreram com outro tipo de “inflação” disfarçada, a deterioração da qualidade das matérias-primas utilizadas na sua confecção. Para evitar fortes aumentos no preço e consequente redução de vendas, os fabricantes acabam por substituir produtos por outros, mais baratos.</p>
<p>Cada vez utilizam menos produtos naturais, estão cheios de químicos e isso nota-se imenso no sabor, estão muito diferentes dos anos 90, sobretudo no morango. Eu em criança adorava o Perna de Pau devido às barrinhas de morango, era muito bom, hoje é totalmente diferente.</p>
<blockquote>
<p>Água, LEITE magro reconstituído, açúcar, xarope de glicose e frutose, matérias gordas vegetais (coco, palma), LACTOSE e proteínas lácteas (LEITE), pasta de cacau, LEITE magro em pó, espessantes (alginato de sódio, farinha de semente de alfarroba, carragenina), cacau magro em pó, regulador de acidez (ácido cítrico), emulsionantes (mono e diglicéridos de ácidos gordos, lecitina de girassol), aromas, corantes (antocianinas, extrato de pimentão), sal.</p>
</blockquote>
<p>Onde está a Baunilha?<br>Um creme de baunilha, sem baunilha…</p>
<p>e o morango, onde está?</p>
<p>Muitas gorduras saturadas, farinha de semente de alfarroba e extrato de pimentão?!?!?<br>WTF!</p>
<p>Hoje em dia, olhar para ficha técnica ou para um bula médica é praticamente a mesma coisa.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A subida de preço, a shrinkflation e a perda de qualidade do produto são consequências de políticas monetárias desastrosas, que privilegiam o aumento da base monetária, destruindo o poder de compra e da qualidade de vida dos cidadãos.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
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      <title><![CDATA[Inflação, guerra e políticos]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 10 Jan 2025 16:39:58 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Adoro ver os fiduciários a publicarem dados, na qual desmente declarações ou atitudes dos próprios fiduciários no passado.</p>
<p>Quando estávamos em plena crise inflacionista, os políticos e economistas correram para as televisões e jornais a atribuir a responsabilidade da inflação, em exclusividade, à guerra da Ucrânia.</p>
<p>«A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, alimentou uma escalada dos preços do gás natural e da eletricidade na Europa, e o disparo da inflação para níveis históricos.» – <a href="https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/dois-anos-de-guerra-na-ucrania/2024-02-21-Guerra-na-Ucrania-precos-que-escalaram-inflacao-que-disparou--os-dois-anos-que-viraram-o-mercado-energetico-do-avesso--fb8bbbbf">Expresso</a></p>
<p>Mas antes de começar a guerra, a inflação(IPC) estava nos 5.3%, já em <a href="https://bpstat.bportugal.pt/serie/5721524">máximos históricos</a>.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9c2f161fc9c8317080dc21d30e3a752ed375a0b8e637194e5692928896c39740.jpg" alt="image"></p>
<p>É claro que a guerra contribuiu para a subida de preço, mas não foi a principal razão.</p>
<p>A subida generalizada de preços, vulga inflação, pode acontecer por dois fatores distintos.</p>
<h1>Ruptura na cadeia de abastecimento</h1>
<p>Quando existe uma ruptura na cadeia de abastecimento, ou seja, um problema na oferta ou na demanda.</p>
<p>A guerra provocou uma ruptura na oferta, sobretudo na energia e nos cereais. Na pandemia houve uma ruptura na demanda, nas máscaras e no álcool gel.</p>
<p>Só que este tipo de inflação é temporária, de curto prazo, a longo prazo acaba por corrigir. Têm um impacto inicial, o preço dos produtos sobem rapidamente, depois a indústria ajusta-se e os preços acabam por corrigir.</p>
<h1>Inflação monetária</h1>
<p>Ao contrário da ruptura da cadeia de abastecimento que é temporária, a inflação monetária é persistente, nunca mais volta aos valores anteriores.</p>
<p>Esta inflação é gerada pelo bancos centrais ou bancos comerciais, através de políticas que aumentam a base monetária, para os leigos, os bancos imprimem dinheiro.</p>
<p>O aumento da base monetária não gera inflação de imediato na economia, esse processo é demorado, os fiduciários chamam-no de tempo de transmissão.</p>
<p>É um <em>delay</em> que existe, desde o momento em que se aplica uma mudança da política monetária e os seus efeitos a serem visíveis na economia real. Este <em>delay</em> pode variar entre 6 meses a 2 anos.</p>
<hr>
<p>Observando o gráfico, a subida do IPC iniciou-se a Março de 2021, mas começou a acelerar 6 meses após, muito antes da guerra.</p>
<p>Se existe um <em>delay</em> na causa-efeito, logo a inflação é resultante de algo que aconteceu anteriormente, vamos ver o que aconteceu nos 2 anos anteriores.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/351c61cc6c8967b87b695afe63e5f49d75790b41fd3e597659d82b15c22d0cb3.jpg" alt="image"></p>
<p>Nesse período aconteceu a pandemia e o BCE efetuou o maior aumento da base monetária, desde a criação da moeda única. O início foi no primeiro trimestre de 2020 e a inflação (IPC) começou a subir no primeiro trimestre de 2021, mais ou menos um ano, correspondente ao intervalo de tempo do tempo de transmissão. A semelhança entre a impressão do banco central (EUCBBS, em azul) e o IPC (em azul) é perfeita, apenas com um <em>delay</em>.</p>
<p>O BCE imprimiu (QE) ~4 triliões de euros, corresponde a um aumento de ~90% da base monetária(EUCBBS), no seu pico, em Setembro de 2022. Nesta mesma data, o IPC atingiu os 9%, o que levou o BCE a implementar medidas mais drásticas para combater a subida de preços, aplicou políticas de redução de recompras de obrigações do Tesouro e a subida das taxas diretoras.</p>
<p>As políticas surtiram efeito, o EUCBBS teve uma correção, de 8.84 triliões para 6.36 triliões, mas se compararmos de 2020 a 2024, houve um aumento de 1.7 triliões, ~37%, ou seja, o EUCBBS não voltou aos valores anterior.</p>
<p>Passados 2 anos após a guerra, os preços da energia e dos cereais, já baixaram, estão bastante abaixo do pico. Enquanto o EUCBBS está muito longe dos valores de 2020. Para que os produtos voltassem ao preço de 2021, o EUCBBS também necessitaria voltar para valores anteriores à guerra, mas isso nunca vai acontecer.</p>
<p>A inflação monetária não é temporária, é permanente.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Adoro ver os fiduciários a publicarem dados, na qual desmente declarações ou atitudes dos próprios fiduciários no passado.</p>
<p>Quando estávamos em plena crise inflacionista, os políticos e economistas correram para as televisões e jornais a atribuir a responsabilidade da inflação, em exclusividade, à guerra da Ucrânia.</p>
<p>«A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, alimentou uma escalada dos preços do gás natural e da eletricidade na Europa, e o disparo da inflação para níveis históricos.» – <a href="https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/dois-anos-de-guerra-na-ucrania/2024-02-21-Guerra-na-Ucrania-precos-que-escalaram-inflacao-que-disparou--os-dois-anos-que-viraram-o-mercado-energetico-do-avesso--fb8bbbbf">Expresso</a></p>
<p>Mas antes de começar a guerra, a inflação(IPC) estava nos 5.3%, já em <a href="https://bpstat.bportugal.pt/serie/5721524">máximos históricos</a>.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9c2f161fc9c8317080dc21d30e3a752ed375a0b8e637194e5692928896c39740.jpg" alt="image"></p>
<p>É claro que a guerra contribuiu para a subida de preço, mas não foi a principal razão.</p>
<p>A subida generalizada de preços, vulga inflação, pode acontecer por dois fatores distintos.</p>
<h1>Ruptura na cadeia de abastecimento</h1>
<p>Quando existe uma ruptura na cadeia de abastecimento, ou seja, um problema na oferta ou na demanda.</p>
<p>A guerra provocou uma ruptura na oferta, sobretudo na energia e nos cereais. Na pandemia houve uma ruptura na demanda, nas máscaras e no álcool gel.</p>
<p>Só que este tipo de inflação é temporária, de curto prazo, a longo prazo acaba por corrigir. Têm um impacto inicial, o preço dos produtos sobem rapidamente, depois a indústria ajusta-se e os preços acabam por corrigir.</p>
<h1>Inflação monetária</h1>
<p>Ao contrário da ruptura da cadeia de abastecimento que é temporária, a inflação monetária é persistente, nunca mais volta aos valores anteriores.</p>
<p>Esta inflação é gerada pelo bancos centrais ou bancos comerciais, através de políticas que aumentam a base monetária, para os leigos, os bancos imprimem dinheiro.</p>
<p>O aumento da base monetária não gera inflação de imediato na economia, esse processo é demorado, os fiduciários chamam-no de tempo de transmissão.</p>
<p>É um <em>delay</em> que existe, desde o momento em que se aplica uma mudança da política monetária e os seus efeitos a serem visíveis na economia real. Este <em>delay</em> pode variar entre 6 meses a 2 anos.</p>
<hr>
<p>Observando o gráfico, a subida do IPC iniciou-se a Março de 2021, mas começou a acelerar 6 meses após, muito antes da guerra.</p>
<p>Se existe um <em>delay</em> na causa-efeito, logo a inflação é resultante de algo que aconteceu anteriormente, vamos ver o que aconteceu nos 2 anos anteriores.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/351c61cc6c8967b87b695afe63e5f49d75790b41fd3e597659d82b15c22d0cb3.jpg" alt="image"></p>
<p>Nesse período aconteceu a pandemia e o BCE efetuou o maior aumento da base monetária, desde a criação da moeda única. O início foi no primeiro trimestre de 2020 e a inflação (IPC) começou a subir no primeiro trimestre de 2021, mais ou menos um ano, correspondente ao intervalo de tempo do tempo de transmissão. A semelhança entre a impressão do banco central (EUCBBS, em azul) e o IPC (em azul) é perfeita, apenas com um <em>delay</em>.</p>
<p>O BCE imprimiu (QE) ~4 triliões de euros, corresponde a um aumento de ~90% da base monetária(EUCBBS), no seu pico, em Setembro de 2022. Nesta mesma data, o IPC atingiu os 9%, o que levou o BCE a implementar medidas mais drásticas para combater a subida de preços, aplicou políticas de redução de recompras de obrigações do Tesouro e a subida das taxas diretoras.</p>
<p>As políticas surtiram efeito, o EUCBBS teve uma correção, de 8.84 triliões para 6.36 triliões, mas se compararmos de 2020 a 2024, houve um aumento de 1.7 triliões, ~37%, ou seja, o EUCBBS não voltou aos valores anterior.</p>
<p>Passados 2 anos após a guerra, os preços da energia e dos cereais, já baixaram, estão bastante abaixo do pico. Enquanto o EUCBBS está muito longe dos valores de 2020. Para que os produtos voltassem ao preço de 2021, o EUCBBS também necessitaria voltar para valores anteriores à guerra, mas isso nunca vai acontecer.</p>
<p>A inflação monetária não é temporária, é permanente.</p>
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