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        <title><![CDATA[reiartur]]></title>
        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

study #Bitcoin]]></description>
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      <pubDate>Tue, 02 Sep 2025 05:05:29 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[A encruzilhada]]></title>
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      <pubDate>Tue, 02 Sep 2025 05:05:29 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Bitcoin está passando por um momento transitório, com uma mudança drástica na volatilidade. </p>
<p>Há quase 3 anos sem drawdown superiores a 30%.<br><a href="https://image.nostr.build/23d4bcd93e6b80b1adc5f6afee674612e709eea626725fc886a914be57c3c63e.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/23d4bcd93e6b80b1adc5f6afee674612e709eea626725fc886a914be57c3c63e.jpg"></a></p>
<p>Mas a redução de volatilidade não é só para baixo, ela também acontece para cima.<br><a href="https://image.nostr.build/c09b5359bd0f555b5c5c1b0df71dc22d1e90272360a4af108554449ace4fd426.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/c09b5359bd0f555b5c5c1b0df71dc22d1e90272360a4af108554449ace4fd426.jpg"></a></p>
<p>Deixou de ter aquelas subidas vertiginosas, tem sido uma subida contínua, com ligeiras lateralizações/correções, como uma escadinha.<br>Neste ciclo ainda não houve euforia por parte do retalho/varejo, talvez nem haja. Se não há FOMO, possivelmente a depressão será muito menor, em comparação com os ciclos anteriores. </p>
<p>Mas esta mudança drástica, coloca o Bitcoin numa encruzilhada:</p>
<ul>
<li>Para uma parte do público nativo e o mundo cripto, esta nova volatilidade, sobretudo para cima, tem sido decepcionante. Estavam à espera de valorizações exponenciais, isso não aconteceu e era previsível que não acontecesse, Bitcoin já está top5 dos maiores ativos do mundo, está muito grande, é necessário enormes inflows para que o preço suba, já não é assim tão fácil como no passado.</li>
<li>Mas para o cidadão comum, uma parte ainda não se apercebeu que a volatilidade reduziu, o <em>mainstream</em> continua a alimentar a ideia que Bitcoin é extremamente volátil. Para a outra parte, acostumado à ao fiduciário, à rendimento/renda passiva,  ainda é demasiado volátil.</li>
</ul>
<p>Assim Bitcoin está num momento transitório, não estando bom para ambos grupos, tanto para aqueles que querem muita volatilidade, como para aqueles que não querem nenhuma volatilidade.<br>Mas Bitcoin não é investimento, mas sim poupança, para o medio-longo prazo, para este fim, Bitcoin não poderia estar melhor.</p>
<p>Eu acredito que a volatilidade continuará a reduzir, o cidadão comum vai se aperceber da mudança, atraindo uma nova onda de adopção. Actualmente, grande parte da população, não está no Bitcoin devido ao receio da volatilidade, e é natural que isso aconteça. Estes que procuram segurança, são numa escala de magnitude, muito superior aos que querem volatilidade para especular. A volatilidade do passado, não era fácil, era necessário ter estômago, não eram para qualquer um.<br>Eram coisas do passado, estamos a entrar numa nova era, uma era do Bitcoin com menor volatilidade, que permitirá ser uma moeda na sua plenitude, como um meio de troca. Só quem passou por ela, compreende o que eu estou a dizer.</p>
<p>Uma das maiores virtudes do ser humano, é ser paciente, não ser ganâncioso, ter uma baixa preferência temporal, a estes o Bitcoin irá recompensar, certamente. </p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O Bitcoin está passando por um momento transitório, com uma mudança drástica na volatilidade. </p>
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<p>Mas a redução de volatilidade não é só para baixo, ela também acontece para cima.<br><a href="https://image.nostr.build/c09b5359bd0f555b5c5c1b0df71dc22d1e90272360a4af108554449ace4fd426.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/c09b5359bd0f555b5c5c1b0df71dc22d1e90272360a4af108554449ace4fd426.jpg"></a></p>
<p>Deixou de ter aquelas subidas vertiginosas, tem sido uma subida contínua, com ligeiras lateralizações/correções, como uma escadinha.<br>Neste ciclo ainda não houve euforia por parte do retalho/varejo, talvez nem haja. Se não há FOMO, possivelmente a depressão será muito menor, em comparação com os ciclos anteriores. </p>
<p>Mas esta mudança drástica, coloca o Bitcoin numa encruzilhada:</p>
<ul>
<li>Para uma parte do público nativo e o mundo cripto, esta nova volatilidade, sobretudo para cima, tem sido decepcionante. Estavam à espera de valorizações exponenciais, isso não aconteceu e era previsível que não acontecesse, Bitcoin já está top5 dos maiores ativos do mundo, está muito grande, é necessário enormes inflows para que o preço suba, já não é assim tão fácil como no passado.</li>
<li>Mas para o cidadão comum, uma parte ainda não se apercebeu que a volatilidade reduziu, o <em>mainstream</em> continua a alimentar a ideia que Bitcoin é extremamente volátil. Para a outra parte, acostumado à ao fiduciário, à rendimento/renda passiva,  ainda é demasiado volátil.</li>
</ul>
<p>Assim Bitcoin está num momento transitório, não estando bom para ambos grupos, tanto para aqueles que querem muita volatilidade, como para aqueles que não querem nenhuma volatilidade.<br>Mas Bitcoin não é investimento, mas sim poupança, para o medio-longo prazo, para este fim, Bitcoin não poderia estar melhor.</p>
<p>Eu acredito que a volatilidade continuará a reduzir, o cidadão comum vai se aperceber da mudança, atraindo uma nova onda de adopção. Actualmente, grande parte da população, não está no Bitcoin devido ao receio da volatilidade, e é natural que isso aconteça. Estes que procuram segurança, são numa escala de magnitude, muito superior aos que querem volatilidade para especular. A volatilidade do passado, não era fácil, era necessário ter estômago, não eram para qualquer um.<br>Eram coisas do passado, estamos a entrar numa nova era, uma era do Bitcoin com menor volatilidade, que permitirá ser uma moeda na sua plenitude, como um meio de troca. Só quem passou por ela, compreende o que eu estou a dizer.</p>
<p>Uma das maiores virtudes do ser humano, é ser paciente, não ser ganâncioso, ter uma baixa preferência temporal, a estes o Bitcoin irá recompensar, certamente. </p>
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      <title><![CDATA[2075]]></title>
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      <pubDate>Mon, 01 Sep 2025 21:11:34 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Maiores Economias do Mundo em 2075, de acordo com projeções do Goldman Sachs.</p>
<p>É assustador a quantidade de países não democracias na tabelas e sobretudo no top10.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7f955cd6b470e495b6ec9d8308880a3515f44f2935e1961ea9237f302255eb17.jpg" alt="image"></p>
<p>As economias ocidentais com crescimento anémicos, inferiores a 2% ao ano, enquanto as economias dos países emergentes, com crescimentos incríveis de 5 a 10% ao ano.</p>
<p>Alguns países fundadores dos BRICS, também  vão demontrar dificuldades no crescimento, como a China, Rússia e Brasil, pouco acima dos 2%.<br>A maioria dos países que agora não pertencem a nenhum grupo (nem G7 nem ao BRICS), geopoliticamente estão mais alinhados e próximos dos BRICS.</p>
<p>Estamos mesmo a iniciar uma Nova Ordem Mundial.</p>
<p>O crescimento populacional, certamente será um dos principais responsáveis por estes resultados da projecção.</p>
<p>Além do baixo crescimento e com elevados custos das dívidas soberanas, com a necessidade de desvalorizar da moeda, os cidadãos do mundo ocidental vão perder muito poder de compra.<br>Com o crescimento dos países emergentes, tanto a nível económico, como populacional, vão surgir milhões de "novos" cidadãos com um poder de compra elevado, que irão competir com os ocidentais pelos recursos. Como os recursos são finitos e escassos, inevitável os preços irão subir, sobretudo os produtos alimentares e matérias primas.</p>
<p>Não será um futuro fácil para o intitulado mundo ocidental. </p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Maiores Economias do Mundo em 2075, de acordo com projeções do Goldman Sachs.</p>
<p>É assustador a quantidade de países não democracias na tabelas e sobretudo no top10.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7f955cd6b470e495b6ec9d8308880a3515f44f2935e1961ea9237f302255eb17.jpg" alt="image"></p>
<p>As economias ocidentais com crescimento anémicos, inferiores a 2% ao ano, enquanto as economias dos países emergentes, com crescimentos incríveis de 5 a 10% ao ano.</p>
<p>Alguns países fundadores dos BRICS, também  vão demontrar dificuldades no crescimento, como a China, Rússia e Brasil, pouco acima dos 2%.<br>A maioria dos países que agora não pertencem a nenhum grupo (nem G7 nem ao BRICS), geopoliticamente estão mais alinhados e próximos dos BRICS.</p>
<p>Estamos mesmo a iniciar uma Nova Ordem Mundial.</p>
<p>O crescimento populacional, certamente será um dos principais responsáveis por estes resultados da projecção.</p>
<p>Além do baixo crescimento e com elevados custos das dívidas soberanas, com a necessidade de desvalorizar da moeda, os cidadãos do mundo ocidental vão perder muito poder de compra.<br>Com o crescimento dos países emergentes, tanto a nível económico, como populacional, vão surgir milhões de "novos" cidadãos com um poder de compra elevado, que irão competir com os ocidentais pelos recursos. Como os recursos são finitos e escassos, inevitável os preços irão subir, sobretudo os produtos alimentares e matérias primas.</p>
<p>Não será um futuro fácil para o intitulado mundo ocidental. </p>
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      <title><![CDATA[Aposentar em 2035]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 26 Jul 2025 11:05:04 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos dias, foi apresentado <a href="https://x.com/sminston_with/status/1945900559443370159">um estudo</a> muito interessante, tenta responder à pergunta, quando bitcoin é necessário para se reformar/aposentar em 2035?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/a0bc34b4fb7aedfb2b4201ff34b55c75e52bbc3f2b902d9a09ab3bdd9dc25360.jpg" alt="image"><br>Para facilitar, vão apenas analisar o meu exemplo, um indivíduo português na casa dos 40 anos. Com estas características, segundo o estudo, são necessários apenas 0.5₿ em 2035, para viver em exclusivo da poupança de Bitcoin.</p>
<h2>Analisando o estudo</h2>
<p>Os cálculos baseiam-se numa inflação de 7% ao ano, na qual eu concordo. O valor referência utilizado para a pensão, é o vencimento médio bruto da <a href="https://www.worlddata.info/average-income.php">world data.info</a>, que para Portugal em 2024 foi de 26160$ ou seja ~22348€ por ano, ~1800€ por mês (12 meses) ou 1600€ por mês (14 meses).</p>
<p>Em Portugal, uma pensão de ~1800€, corresponde a uma pensão líquida de 1548€</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/633ee32205d916fb21e14bde36213fb0f6ba3e42fd99e268d559166de97a22c6.jpg" alt="image"><br>Hoje em dia, uma pensão líquida de ~1550€ por mês, é acima da média nacional mas é similar à pensão dos funcionários públicos (CGA).</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9e4431260a507913a71c92fc43ecc3e9abdc71998994984229da85d152a0c29f.jpg" alt="image"></p>
<p>O factor habitação é fundamental nesta equação, se o indivíduo já tem casa própria e totalmente paga, os ~1550€ por mês, dá para viver com uma qualidade de vida condigna. Tudo muda, se o pensionista não tiver casa própria, aí os ~1550€ por mês são um valor baixo, terá que ter um estilo de vida muito restritivo.</p>
<p>Como a ideia é antecipar a aposentação, com 50 anos serão poucos a ter a sua habitação totalmente paga.</p>
<p>Como não sei como foram realizados os cálculos, mas vou realizar os meus:</p>
<h2>As minhas contas</h2>
<p><img src="https://image.nostr.build/5991bfb57549b0377d0527b3c33f06fe386a20669001df2c9ddecd97a053906b.jpg" alt="image"></p>
<p>Se iniciarmos a reforma/aposentadoria em 2035, com a atual esperança média de vida, vamos viver mais 30 anos, segundo os cálculos, seriam necessários 0.62₿. Mas é demasiado arriscado ter apenas esta poupança, porque podemos ter a sorte de viver até aos 90 ou 100 anos. Por precaução, no mínimo será necessário ter 1.5₿.</p>
<h2>Conclusões</h2>
<p>Eu acho que o estudo foi demasiado optimista, os 0.5₿ poderão ser suficiente, se o bitcoin em 2035 valer mais 2 milhões de dólares, mas acho pouco provável. E como disse em cima, também acho baixo o valor da pensão que serve de base para o estudo, para o actual custo de vida em Portugal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<h2>Analisando o estudo</h2>
<p>Os cálculos baseiam-se numa inflação de 7% ao ano, na qual eu concordo. O valor referência utilizado para a pensão, é o vencimento médio bruto da <a href="https://www.worlddata.info/average-income.php">world data.info</a>, que para Portugal em 2024 foi de 26160$ ou seja ~22348€ por ano, ~1800€ por mês (12 meses) ou 1600€ por mês (14 meses).</p>
<p>Em Portugal, uma pensão de ~1800€, corresponde a uma pensão líquida de 1548€</p>
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<p>O factor habitação é fundamental nesta equação, se o indivíduo já tem casa própria e totalmente paga, os ~1550€ por mês, dá para viver com uma qualidade de vida condigna. Tudo muda, se o pensionista não tiver casa própria, aí os ~1550€ por mês são um valor baixo, terá que ter um estilo de vida muito restritivo.</p>
<p>Como a ideia é antecipar a aposentação, com 50 anos serão poucos a ter a sua habitação totalmente paga.</p>
<p>Como não sei como foram realizados os cálculos, mas vou realizar os meus:</p>
<h2>As minhas contas</h2>
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<p>Se iniciarmos a reforma/aposentadoria em 2035, com a atual esperança média de vida, vamos viver mais 30 anos, segundo os cálculos, seriam necessários 0.62₿. Mas é demasiado arriscado ter apenas esta poupança, porque podemos ter a sorte de viver até aos 90 ou 100 anos. Por precaução, no mínimo será necessário ter 1.5₿.</p>
<h2>Conclusões</h2>
<p>Eu acho que o estudo foi demasiado optimista, os 0.5₿ poderão ser suficiente, se o bitcoin em 2035 valer mais 2 milhões de dólares, mas acho pouco provável. E como disse em cima, também acho baixo o valor da pensão que serve de base para o estudo, para o actual custo de vida em Portugal.</p>
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      <title><![CDATA[Índice Perna de Pau]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 17 Jul 2025 13:37:20 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Perna de Pau é um dos gelados (ou sorvete no Brasil) mais antigos e populares da marca Olá (Kibon no Brasil).</p>
<blockquote>
<p>O gelado “Perna de Pau”, da Olá, foi lançado em 1976, com uma combinação de creme de baunilha e morango, coberto com chocolate, e a imagem de um pirata com uma perna de pau. O nome e a imagem do pirata são uma homenagem ao próprio gelado, que tem uma barra de morango que lembra uma perna de pau, e o desenho do pirata no rótulo.</p>
</blockquote>
<p>Desde 1976, o Perna de Pau esteve sempre disponível para os portugueses, nunca foi retirado de circulação.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>Em 1976, um Perna de Pau custava 4 escudos, hoje equivale a 2 centimos de euro. Só que hoje, custa 1.40€, ou seja, 70 vezes mais caro em 50 anos.</p>
<p>Se existe o Índice BigMac, porque não criar o Índice Perna de Pau. Na pesquisa, eu não consegui encontrar os preços para todos os anos, mas consegui encontrar a maioria. Se alguém puder ajudar, toda a ajuda é bem-vinda, sobretudo para os anos 1998 a 2003, que é um período muito importante, devido à mudança de moeda.</p>
<p>Quando não encontrei o preço, fiz uma estimativa.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/fa5009a70e7ba24aadab8566cf793595c973323fd503888d630ce5b6485e74e4.jpg" alt="image"></p>
<p>Ao observar o gráfico é perceptível 3 períodos distintos, até 2002 (a entrada em circulação do Euro), de 2002 a 2012 e de 2012 até hoje.</p>
<p>Eu apenas encontrei a confirmação que o Perna de Pau custava 0.70€ em 2004, mas eu acredito que o aumento teria acontecido anteriormente, em 2002, com a introdução do euro. Nesse ano houve um fenómeno social ou simplesmente burrice humana na conversão da moeda, sobretudo nos produtos de baixo valor. Um café que anteriormente custava 50 escudos passou para 0.50€, quando na realidade deveria ser 0.25€, foi uma inflação de 100%. Por isso, eu acredito que o 0.70€ aconteceu em 2002.&nbsp;</p>
<p>Como houve um forte aumento em 2002, isso justifica o porquê, termos depois um longo período de estagnação no preço, foi uma “correção”.</p>
<p>De 1976 a 2002, o Perna de Pau teve um aumento médio anual de ~15%.<br>De 2002 a 2012, manteve-se nos 0.70€.<br>De 2012 a 2025, o aumento está a ser de ~5%</p>
<p>A entrada do euro provocou uma forte redução na inflação do Perna de Pau.</p>
<p>Mas uma questão fica no ar, será que os salários acompanharam o aumento do Perna de Pau?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/10c12731dc90869aa57cf35ab7b419505d9e1af03e8114272f3d6fb5be600941.jpg" alt="image"></p>
<p>O resultado é incrível.</p>
<p>Desde dos anos 90, até hoje, um salário mínimo nacional bruto, compra em média 600 Pernas de Pau, o valor está altamente estável, certamente não será uma coincidência, a Olá deve fazer estas contas, quando estipula o preço dos gelados.</p>
<p>Com a comparação com o salário mínimo, dá uma sensação que não existe aumento no produto, mas é apenas uma ilusão, porque existem outros fenómenos que disfarçam “inflação”.</p>
<h2>Shrinkflation</h2>
<blockquote>
<p>Shrinkflation, também conhecida como reduflação, é uma prática onde a quantidade ou tamanho de um produto é reduzida, mas o preço permanece o mesmo ou aumenta ligeiramente. Em essência, o consumidor recebe menos produto pelo mesmo valor, o que pode ser interpretado como uma forma disfarçada de aumento de preços.<br>Essa estratégia é frequentemente utilizada por fabricantes para lidar com o aumento dos custos de produção, como matéria-prima e mão de obra, sem causar um impacto direto no preço final percebido pelos consumidores. Embora não seja ilegal, essa prática tem sido criticada por grupos de defesa do consumidor, que a consideram enganosa e prejudicial ao consumidor.</p>
</blockquote>
<p>Ao longo dos anos, é bem visível a alteração no tamanho do Perna de Pau.</p>
<p>Eu tenho memórias desde dos anos 90, no caso do Perna de Pau, eu tenho a sensação que está ligeiramente mais pequeno, no caso dos Magnum, devem estar quase com metade do tamanho, é vergonhoso a redução de tamanho.</p>
<h2>Industrialização</h2>
<p>Além da subida do preço e da redução do tamanho, os gelados(sorvetes) também sofreram com outro tipo de “inflação” disfarçada, a deterioração da qualidade das matérias-primas utilizadas na sua confecção. Para evitar fortes aumentos no preço e consequente redução de vendas, os fabricantes acabam por substituir produtos por outros, mais baratos.</p>
<p>Cada vez utilizam menos produtos naturais, estão cheios de químicos e isso nota-se imenso no sabor, estão muito diferentes dos anos 90, sobretudo no morango. Eu em criança adorava o Perna de Pau devido às barrinhas de morango, era muito bom, hoje é totalmente diferente.</p>
<blockquote>
<p>Água, LEITE magro reconstituído, açúcar, xarope de glicose e frutose, matérias gordas vegetais (coco, palma), LACTOSE e proteínas lácteas (LEITE), pasta de cacau, LEITE magro em pó, espessantes (alginato de sódio, farinha de semente de alfarroba, carragenina), cacau magro em pó, regulador de acidez (ácido cítrico), emulsionantes (mono e diglicéridos de ácidos gordos, lecitina de girassol), aromas, corantes (antocianinas, extrato de pimentão), sal.</p>
</blockquote>
<p>Onde está a Baunilha?<br>Um creme de baunilha, sem baunilha…</p>
<p>e o morango, onde está?</p>
<p>Muitas gorduras saturadas, farinha de semente de alfarroba e extrato de pimentão?!?!?<br>WTF!</p>
<p>Hoje em dia, olhar para ficha técnica ou para um bula médica é praticamente a mesma coisa.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A subida de preço, a shrinkflation e a perda de qualidade do produto são consequências de políticas monetárias desastrosas, que privilegiam o aumento da base monetária, destruindo o poder de compra e da qualidade de vida dos cidadãos.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O Perna de Pau é um dos gelados (ou sorvete no Brasil) mais antigos e populares da marca Olá (Kibon no Brasil).</p>
<blockquote>
<p>O gelado “Perna de Pau”, da Olá, foi lançado em 1976, com uma combinação de creme de baunilha e morango, coberto com chocolate, e a imagem de um pirata com uma perna de pau. O nome e a imagem do pirata são uma homenagem ao próprio gelado, que tem uma barra de morango que lembra uma perna de pau, e o desenho do pirata no rótulo.</p>
</blockquote>
<p>Desde 1976, o Perna de Pau esteve sempre disponível para os portugueses, nunca foi retirado de circulação.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>Em 1976, um Perna de Pau custava 4 escudos, hoje equivale a 2 centimos de euro. Só que hoje, custa 1.40€, ou seja, 70 vezes mais caro em 50 anos.</p>
<p>Se existe o Índice BigMac, porque não criar o Índice Perna de Pau. Na pesquisa, eu não consegui encontrar os preços para todos os anos, mas consegui encontrar a maioria. Se alguém puder ajudar, toda a ajuda é bem-vinda, sobretudo para os anos 1998 a 2003, que é um período muito importante, devido à mudança de moeda.</p>
<p>Quando não encontrei o preço, fiz uma estimativa.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/fa5009a70e7ba24aadab8566cf793595c973323fd503888d630ce5b6485e74e4.jpg" alt="image"></p>
<p>Ao observar o gráfico é perceptível 3 períodos distintos, até 2002 (a entrada em circulação do Euro), de 2002 a 2012 e de 2012 até hoje.</p>
<p>Eu apenas encontrei a confirmação que o Perna de Pau custava 0.70€ em 2004, mas eu acredito que o aumento teria acontecido anteriormente, em 2002, com a introdução do euro. Nesse ano houve um fenómeno social ou simplesmente burrice humana na conversão da moeda, sobretudo nos produtos de baixo valor. Um café que anteriormente custava 50 escudos passou para 0.50€, quando na realidade deveria ser 0.25€, foi uma inflação de 100%. Por isso, eu acredito que o 0.70€ aconteceu em 2002.&nbsp;</p>
<p>Como houve um forte aumento em 2002, isso justifica o porquê, termos depois um longo período de estagnação no preço, foi uma “correção”.</p>
<p>De 1976 a 2002, o Perna de Pau teve um aumento médio anual de ~15%.<br>De 2002 a 2012, manteve-se nos 0.70€.<br>De 2012 a 2025, o aumento está a ser de ~5%</p>
<p>A entrada do euro provocou uma forte redução na inflação do Perna de Pau.</p>
<p>Mas uma questão fica no ar, será que os salários acompanharam o aumento do Perna de Pau?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/10c12731dc90869aa57cf35ab7b419505d9e1af03e8114272f3d6fb5be600941.jpg" alt="image"></p>
<p>O resultado é incrível.</p>
<p>Desde dos anos 90, até hoje, um salário mínimo nacional bruto, compra em média 600 Pernas de Pau, o valor está altamente estável, certamente não será uma coincidência, a Olá deve fazer estas contas, quando estipula o preço dos gelados.</p>
<p>Com a comparação com o salário mínimo, dá uma sensação que não existe aumento no produto, mas é apenas uma ilusão, porque existem outros fenómenos que disfarçam “inflação”.</p>
<h2>Shrinkflation</h2>
<blockquote>
<p>Shrinkflation, também conhecida como reduflação, é uma prática onde a quantidade ou tamanho de um produto é reduzida, mas o preço permanece o mesmo ou aumenta ligeiramente. Em essência, o consumidor recebe menos produto pelo mesmo valor, o que pode ser interpretado como uma forma disfarçada de aumento de preços.<br>Essa estratégia é frequentemente utilizada por fabricantes para lidar com o aumento dos custos de produção, como matéria-prima e mão de obra, sem causar um impacto direto no preço final percebido pelos consumidores. Embora não seja ilegal, essa prática tem sido criticada por grupos de defesa do consumidor, que a consideram enganosa e prejudicial ao consumidor.</p>
</blockquote>
<p>Ao longo dos anos, é bem visível a alteração no tamanho do Perna de Pau.</p>
<p>Eu tenho memórias desde dos anos 90, no caso do Perna de Pau, eu tenho a sensação que está ligeiramente mais pequeno, no caso dos Magnum, devem estar quase com metade do tamanho, é vergonhoso a redução de tamanho.</p>
<h2>Industrialização</h2>
<p>Além da subida do preço e da redução do tamanho, os gelados(sorvetes) também sofreram com outro tipo de “inflação” disfarçada, a deterioração da qualidade das matérias-primas utilizadas na sua confecção. Para evitar fortes aumentos no preço e consequente redução de vendas, os fabricantes acabam por substituir produtos por outros, mais baratos.</p>
<p>Cada vez utilizam menos produtos naturais, estão cheios de químicos e isso nota-se imenso no sabor, estão muito diferentes dos anos 90, sobretudo no morango. Eu em criança adorava o Perna de Pau devido às barrinhas de morango, era muito bom, hoje é totalmente diferente.</p>
<blockquote>
<p>Água, LEITE magro reconstituído, açúcar, xarope de glicose e frutose, matérias gordas vegetais (coco, palma), LACTOSE e proteínas lácteas (LEITE), pasta de cacau, LEITE magro em pó, espessantes (alginato de sódio, farinha de semente de alfarroba, carragenina), cacau magro em pó, regulador de acidez (ácido cítrico), emulsionantes (mono e diglicéridos de ácidos gordos, lecitina de girassol), aromas, corantes (antocianinas, extrato de pimentão), sal.</p>
</blockquote>
<p>Onde está a Baunilha?<br>Um creme de baunilha, sem baunilha…</p>
<p>e o morango, onde está?</p>
<p>Muitas gorduras saturadas, farinha de semente de alfarroba e extrato de pimentão?!?!?<br>WTF!</p>
<p>Hoje em dia, olhar para ficha técnica ou para um bula médica é praticamente a mesma coisa.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A subida de preço, a shrinkflation e a perda de qualidade do produto são consequências de políticas monetárias desastrosas, que privilegiam o aumento da base monetária, destruindo o poder de compra e da qualidade de vida dos cidadãos.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
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      <title><![CDATA[Um problema sem solução]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:16:57 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está a viver uma enorme bolha. É tão grave, está se tornando mais que uma crise de habitação, mas sim uma crise geracional. Os jovens portugueses não conseguem comprar casa, acabam por adiar indefinidamente a criação da família ou ter filhos, ou então a solução mais fácil é emigrar. Esta crise está a condenar a gerações mais novas e sem os mais novos, condenamos o futuro do país.</p>
<h1>Problema</h1>
<p>A origem do problema é o excesso de procura/demanda, Portugal ficou na moda, o turismo cresceu exponencialmente, quase diariamente são inaugurados novos hotéis nos centros das cidades e também houve um forte crescimento Alojamento Local(Airbnb). Tudo isto removeu muitas casas do mercado.</p>
<p>Além disso, Portugal tornou-se num destino para aposentados de outros países, sobretudo do norte da Europa e de nómadas digitais, que têm um poder de compra muito elevado, muito superior aos locais.</p>
<p>Para complicar ainda mais, nos últimos 5 anos houve uma imigração descontrolada, em plena crise de habitação, a população aumentou 20%. Com tanta gente nova, onde vai morar tanta gente?</p>
<p>Todos os portugueses, sobretudo nos grandes centros, conhecem casos de casas sobrelotadas, 10 ou 20 ou 30 pessoas a viver na mesma casa. É desumano, é uma escravatura moderna. Depois estas pessoas fazem concorrência desleal, porque eles podem pagar rendas de casas altas, o custo é dividido por 20 pessoas, enquanto os jovens casais portugueses não conseguem pagar.</p>
<p>Não existe um único problema, é uma soma de vários problemas, que gera uma enorme bolha.</p>
<h1>Oferta</h1>
<p>Tudo isto resultou num aumento da procura por habitação, mas como em tudo na economia, sempre que existe um aumento da procura, posteriormente o mercado ajusta-se, com o aumento da oferta, só que isso não está a acontecer.</p>
<p>A oferta de nova habitação é extremamente baixa, é insuficiente para o volume da procura. Até parece estranho, se o preço das casas estão muito elevadas, porque razão os promotores imobiliários não constroem mais?</p>
<p>Aqui está a razão da crise da habitação do mercado português, parece um problema sem solução.</p>
<p>A burocracia, a falta de terrenos, os impostos altos, falta de trabalhadores, tudo isto contribui para a crise na oferta, mas estes problemas sempre existiram em Portugal, não é uma coisa de hoje. Há 15 anos, mesmo com esses mesmo problemas, o mercado florescia, claramente dificultava mas não foram um entrave.</p>
<p>A meu ver, o problema está no financiamento.</p>
<p>Até à crise do subprime, os promotores imobiliários financiavam-se, quase em exclusividade na banca, com o juro muito baixo. Durante a crise, os casos mais problemáticos de crédito malparado foram de promotoras imobiliárias e de empresas de construção civil.</p>
<p>A crise do subprime e posteriormente a crise das dívidas soberanas, levou a UE a criar novas regras bancárias, onde criou muitas restrições ao acesso ao crédito por parte das empresas. Essas novas regras, que limitou o acesso ao crédito, provocaram uma alteração no modelo de financiamento das promotoras imobiliárias. Em vez de se financiarem na banca, os promotores vendiam primeiro as casas, antes de as construir. As promotoras recebiam parte do dinheiro e com esse dinheiro, financiavam a obra.</p>
<p>O modelo funcionou até ao pós pandemia, a impressão de dinheiros por parte dos governos foi monstruosa, criando uma forte inflação. Essa inflação provocou uma forte subida de preço nos materiais de construção e na mão de obra. Como as promotoras venderam as casas anteriormente, o valor que venderam as casas não foi suficiente para cobrir os novos custos da construção. Este problema provocado pela inflação, não afetou apenas o imobiliário, mas sim toda a economia, foram milhares de obras, por todo o país que não foram concluídas, as empresas faliram.</p>
<p>Este problema de financiamento, afecta sobretudo o mercado imobiliário da classe média, onde o custo é mais controlado, onde as empresas têm uma menor margem de lucro, o mínimo erro pode provocar uma falência. Por esse motivo, mas empresas de construção estão a preferir construir, o imobiliário de luxo, onde a margem de lucro é superior, minimiza a margem de erro. Mas o grande problema, é que falta habitação para a classe média.</p>
<p>A inflação é um grande problema, gera muita instabilidade nas empresas, torna-se imprevisível fazer um orçamento. Se a inflação é um forte contribuidor para o problema da habitação em Portugal e em breve teremos mais uma emissão massiva de novo dinheiro, por parte do BCE, parece um problema sem solução. As empresas terão que arranjar um novo método de financiamento, ou adaptar-se à inflação. Uma coisa é quase certa, na próxima década vamos ter alta inflação, porque é a única maneira para evitar o colapso dos governos, devido às enormes dívidas soberanas.</p>
<h1>Procura/demanda</h1>
<p>A resolução do problema do aumento da oferta é tão complexo, os governos vão optar pelo caminho mais fácil e populista, atacar a procura.</p>
<p>Nos próximos anos, os governos vão aprovar medidas mais autoritárias e antidemocráticas para minimizar o problema. Medidas como impedir os estrangeiros ou não residentes de adquirirem casas, impostos muito altos para 2° habitação, para forçar a venda ou o arrendamento, os Airbnb também serão um alvo.</p>
<p>Em suma, quem tiver uma casa como reserva de valor, para fugir à inflação, será declarada <em>persona non grata</em>.</p>
<p>Fix the money, Fix the world!</p>
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      <title><![CDATA[Austeridade]]></title>
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             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 21 May 2025 13:16:45 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<ol>
<li>Índole ou característica de quem é austero;</li>
<li>Rigor ou rigidez; designação de severidade;</li>
<li>Inexistência de adornos ou adereços;</li>
<li>(Economia) Moderação do que é gasto;</li>
<li>(Economia) Política do governo que tem como finalidade reduzir os gastos públicos.</li>
</ol>
<p>(Etm. do latim: austeritāte)</p>
<p>Antes da crise da dívida soberana, raramente os portugueses ouviam, ou realmente sabiam o significado da palavra. Depois da crise, para os portugueses essa palavra representa muito mais que apenas 11 caracteres, é uma cicatriz para muitas gerações, foi traumatizante.</p>
<p>Na época, o limite da yield da dívida soberana a 10 anos era os 7%, assim que superou, o governo teve que pedir assistência financeira ao FMI. A partir desse momento, a palavra Austeridade nunca mais saiu do léxico dos português.</p>
<p>A crise não foi apenas em Portugal, afetou também Irlanda, Grécia e Espanha, ficaram conhecidos como PIGS.</p>
<p>Se essa crise da dívida soberana demonstrou a fragilidade da UE, estamos a falar de pequenas/médias economias, o que acontecerá se isto se repetir mas nas grandes economias?</p>
<p>Hoje em dia, a yield portuguesa (3.1%) é melhor que a maioria das grandes potências econômicas, a ironia do destino. </p>
<ul>
<li>Reino Unido: 4.7%</li>
<li>EUA: 4.5%</li>
<li>Austrália: 4.5%</li>
<li>Itália: 3.6%</li>
<li>França: 3.3%</li>
</ul>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1747833207948-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<ol>
<li>Índole ou característica de quem é austero;</li>
<li>Rigor ou rigidez; designação de severidade;</li>
<li>Inexistência de adornos ou adereços;</li>
<li>(Economia) Moderação do que é gasto;</li>
<li>(Economia) Política do governo que tem como finalidade reduzir os gastos públicos.</li>
</ol>
<p>(Etm. do latim: austeritāte)</p>
<p>Antes da crise da dívida soberana, raramente os portugueses ouviam, ou realmente sabiam o significado da palavra. Depois da crise, para os portugueses essa palavra representa muito mais que apenas 11 caracteres, é uma cicatriz para muitas gerações, foi traumatizante.</p>
<p>Na época, o limite da yield da dívida soberana a 10 anos era os 7%, assim que superou, o governo teve que pedir assistência financeira ao FMI. A partir desse momento, a palavra Austeridade nunca mais saiu do léxico dos português.</p>
<p>A crise não foi apenas em Portugal, afetou também Irlanda, Grécia e Espanha, ficaram conhecidos como PIGS.</p>
<p>Se essa crise da dívida soberana demonstrou a fragilidade da UE, estamos a falar de pequenas/médias economias, o que acontecerá se isto se repetir mas nas grandes economias?</p>
<p>Hoje em dia, a yield portuguesa (3.1%) é melhor que a maioria das grandes potências econômicas, a ironia do destino. </p>
<ul>
<li>Reino Unido: 4.7%</li>
<li>EUA: 4.5%</li>
<li>Austrália: 4.5%</li>
<li>Itália: 3.6%</li>
<li>França: 3.3%</li>
</ul>
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      <title><![CDATA[Mudança profundas]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 19 May 2025 09:47:30 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Algo que me faz uma certa confusão,  é ouvir as pessoas, a afirmarem que será impossível existir um governo e uma economia saudável com o Bitcoin ou qualquer outra moeda não inflacionária. Que o Bitcoin como moeda, iria tornar a sociedade numa anarquia.</p>
<p>A governança da nossa sociedade é baseada em 3 pilares: o governo, económico e moeda. Os 3 evoluíram e se adaptaram mutuamente e em simultâneo ao longo do tempo.<br>Só que essa e evolução, trouxe-nos para um centralismo atroz, onde os governos condicionadam excessivamente a economia e controlam a moeda. Em vez de 3 pilares, temos apenas um, o governo, a economia deixou de ser livre e a moeda é manipulada para financiar o governo.</p>
<p>É claro, se nós mudarmos apenas o sistema monetário, o equilíbrio dos 3 pilares vai quebrar, assim não vai funcionar.<br>O erro é acreditar que é possível mudar apenas um pilar, sem adaptar os outros.</p>
<p>Na prática temos que mudar apenas um (governo), os outros dois é libertá-los. Os governos modernos são baseados em défice orçamental, impostos altos, dívida soberana e inflação monetária para o seu financiamento e para controlar a economia. Como os governos estão altamente endividados e com altas taxas de impostos, só lhe resta a última carta, a moeda/inflação monetária.</p>
<p>Se perdessem o controlo da moeda, seria necessário uma mudança profunda nos estados modernos. Em vez de ter défice-dívida-inflação, teriam mudar para excedente-reservas-deflação, é fazer o oposto do que fazem hoje.<br>É claro que ao podemos apenas mudar de uma moeda inflacionária para uma não inflacionária e manter inalterado os outros dois, isso não vai resultar. Será necessário mudar os 3 para que funcione bem.</p>
<p>É aqui está o problema, será uma mudança profunda nos governos modernos, têm que passar a ter excedente orçamental e criar reservas monetária. Isso vai obrigar os governos a ter muita disciplina e boa gestão, nos momentos de crescimento económico terão que fazer reservas e zerar a dívida soberana. Depois nos períodos de recessão vai utilizar as reservas e se necessário criar dívida soberana para ajudar na recuperação da economia, actualmente os governos utilizam a expansão monetária para esse fim.</p>
<p>Se alguém tem um problema de alcoolismo, não pode apenas trocar whisky por vinho, a mudança terá que ser mais drástica, terá que trocar por água.</p>
<p>Fix the money! Fix the World!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Algo que me faz uma certa confusão,  é ouvir as pessoas, a afirmarem que será impossível existir um governo e uma economia saudável com o Bitcoin ou qualquer outra moeda não inflacionária. Que o Bitcoin como moeda, iria tornar a sociedade numa anarquia.</p>
<p>A governança da nossa sociedade é baseada em 3 pilares: o governo, económico e moeda. Os 3 evoluíram e se adaptaram mutuamente e em simultâneo ao longo do tempo.<br>Só que essa e evolução, trouxe-nos para um centralismo atroz, onde os governos condicionadam excessivamente a economia e controlam a moeda. Em vez de 3 pilares, temos apenas um, o governo, a economia deixou de ser livre e a moeda é manipulada para financiar o governo.</p>
<p>É claro, se nós mudarmos apenas o sistema monetário, o equilíbrio dos 3 pilares vai quebrar, assim não vai funcionar.<br>O erro é acreditar que é possível mudar apenas um pilar, sem adaptar os outros.</p>
<p>Na prática temos que mudar apenas um (governo), os outros dois é libertá-los. Os governos modernos são baseados em défice orçamental, impostos altos, dívida soberana e inflação monetária para o seu financiamento e para controlar a economia. Como os governos estão altamente endividados e com altas taxas de impostos, só lhe resta a última carta, a moeda/inflação monetária.</p>
<p>Se perdessem o controlo da moeda, seria necessário uma mudança profunda nos estados modernos. Em vez de ter défice-dívida-inflação, teriam mudar para excedente-reservas-deflação, é fazer o oposto do que fazem hoje.<br>É claro que ao podemos apenas mudar de uma moeda inflacionária para uma não inflacionária e manter inalterado os outros dois, isso não vai resultar. Será necessário mudar os 3 para que funcione bem.</p>
<p>É aqui está o problema, será uma mudança profunda nos governos modernos, têm que passar a ter excedente orçamental e criar reservas monetária. Isso vai obrigar os governos a ter muita disciplina e boa gestão, nos momentos de crescimento económico terão que fazer reservas e zerar a dívida soberana. Depois nos períodos de recessão vai utilizar as reservas e se necessário criar dívida soberana para ajudar na recuperação da economia, actualmente os governos utilizam a expansão monetária para esse fim.</p>
<p>Se alguém tem um problema de alcoolismo, não pode apenas trocar whisky por vinho, a mudança terá que ser mais drástica, terá que trocar por água.</p>
<p>Fix the money! Fix the World!</p>
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      <title><![CDATA[Riqueza Global]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 17 May 2025 08:58:14 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Quando tentamos simplificar/ilustrar algo que é extremamente complexo, pode resultar em algo distorcido. Apesar do resultado sair distorcido, continua a ser a melhor representação, temos é que ter em mente que essa distorção existe quando analisamos essa informação.</p>
<p>O maior exemplo, é o mapa <em>mundi</em>, quando transformamos uma esfera em algo plano, é natural que crie distorções, como quanto mais perto dos polos, os países são sobredimensionados em relação aos que estão mais perto da linha do Equador.</p>
<p>Esta infografia criada pelo Saylor é comumente utilizada, mas esta deve ser utilizada com moderação, porque a informação também está distorcida.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9b0c6cf74fb242f17e0d24c68b2d33b34424593b95bdd690dd1e0f590cdd943b.png" alt="image"></p>
<p>Assim, sempre que alguém utiliza estes dados para fazer análises, deve estar ciente que existem distorções. Primeiro, em alguns ativos os valores são impossíveis de calcular, são apenas estimativas. Já foram feitos vários estudos, e sempre com valores bastantes díspares.</p>
<p>Depois, esta infografia simplifica demasiado, não sendo visível a sobreposição de ativos, por exemplo, as empresas possuem outros ativos, isso significa, que não podemos fazer somas simples. Ou seja, se somarmos as Equities (115T) e os Bonds(300T) não resulta em $415 Triliões de riqueza, o real valor é inferior.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d75d2c2b9d54bb15d9f9d07bddc7e36d1523f4b2c50670a47a394cc62ad7c8d7.jpg" alt="image"></p>
<p>Vamos a dois bons exemplos:</p>
<p>A Berkshire Hathaway, a empresa de Warren Buffett, que o seu atual core business é investir em outras empresas. Apesar de neste momento, ter uma enorme liquidez, está a aguardar pelo momento certo para voltar ao mercado.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/2f4ef3c47bb1008e38ee71558f7b66b730178dad004745bd837b13c66ad4eb8d.jpg" alt="image"></p>
<p>A outra empresa é MicroStrategy, que gradualmente está-se a transformar num banco Bitcoin. O seu negócio inicial, começa a ser insignificante, para a sua atual dimensão, está a fazer um percurso muito similar à Berkshire Hathaway, enquanto a Berkshire Hathaway redirecionou o seu negócio para o investimento em ações, a MicroStrategy para o Bitcoin.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/ad8fbef5c70f37b20aaa7f61374fbd25eb2f04f160cd7f0c106dc7527695063f.jpg" alt="image"></p>
<p>Um erro comum entre alguns bitcoiners quando fazem estimativas baseada nesta tabela, é acreditarem que o crescimento do valor do Bitcoin, vai resultar numa redução do valor das Equities. Isso não vai acontecer, porque as empresas também vão possuir Bitcoin na sua tesouraria, logo se o valor do bitcoin subir, as equities também o vão.</p>
<p>Onde o Bitcoin vai certamente impactar, é nas Bonds e no Real Estate.</p>
<p>Assim para concluir, esta infografia é interessante para fazer cálculos ou análises, mas não podemos esquecer que contém distorções.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Quando tentamos simplificar/ilustrar algo que é extremamente complexo, pode resultar em algo distorcido. Apesar do resultado sair distorcido, continua a ser a melhor representação, temos é que ter em mente que essa distorção existe quando analisamos essa informação.</p>
<p>O maior exemplo, é o mapa <em>mundi</em>, quando transformamos uma esfera em algo plano, é natural que crie distorções, como quanto mais perto dos polos, os países são sobredimensionados em relação aos que estão mais perto da linha do Equador.</p>
<p>Esta infografia criada pelo Saylor é comumente utilizada, mas esta deve ser utilizada com moderação, porque a informação também está distorcida.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9b0c6cf74fb242f17e0d24c68b2d33b34424593b95bdd690dd1e0f590cdd943b.png" alt="image"></p>
<p>Assim, sempre que alguém utiliza estes dados para fazer análises, deve estar ciente que existem distorções. Primeiro, em alguns ativos os valores são impossíveis de calcular, são apenas estimativas. Já foram feitos vários estudos, e sempre com valores bastantes díspares.</p>
<p>Depois, esta infografia simplifica demasiado, não sendo visível a sobreposição de ativos, por exemplo, as empresas possuem outros ativos, isso significa, que não podemos fazer somas simples. Ou seja, se somarmos as Equities (115T) e os Bonds(300T) não resulta em $415 Triliões de riqueza, o real valor é inferior.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d75d2c2b9d54bb15d9f9d07bddc7e36d1523f4b2c50670a47a394cc62ad7c8d7.jpg" alt="image"></p>
<p>Vamos a dois bons exemplos:</p>
<p>A Berkshire Hathaway, a empresa de Warren Buffett, que o seu atual core business é investir em outras empresas. Apesar de neste momento, ter uma enorme liquidez, está a aguardar pelo momento certo para voltar ao mercado.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/2f4ef3c47bb1008e38ee71558f7b66b730178dad004745bd837b13c66ad4eb8d.jpg" alt="image"></p>
<p>A outra empresa é MicroStrategy, que gradualmente está-se a transformar num banco Bitcoin. O seu negócio inicial, começa a ser insignificante, para a sua atual dimensão, está a fazer um percurso muito similar à Berkshire Hathaway, enquanto a Berkshire Hathaway redirecionou o seu negócio para o investimento em ações, a MicroStrategy para o Bitcoin.</p>
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<p>Um erro comum entre alguns bitcoiners quando fazem estimativas baseada nesta tabela, é acreditarem que o crescimento do valor do Bitcoin, vai resultar numa redução do valor das Equities. Isso não vai acontecer, porque as empresas também vão possuir Bitcoin na sua tesouraria, logo se o valor do bitcoin subir, as equities também o vão.</p>
<p>Onde o Bitcoin vai certamente impactar, é nas Bonds e no Real Estate.</p>
<p>Assim para concluir, esta infografia é interessante para fazer cálculos ou análises, mas não podemos esquecer que contém distorções.</p>
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      <title><![CDATA[S&P500, desglobalização e China ]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 21 Apr 2025 12:57:16 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Se este movimento de desglobalização continuar, poderá provocar uma cisão no mundo geopolítico, criar dois grandes blocos económicos, uma nova guerra fria.</p>
<p>Se isso se concretizar, quantos anos vão ser necessários para o S&amp;P500 superar máximos históricos em termos reais, em poder de compra?</p>
<p>Em valores nominais vai ser rápido, o governo dos EUA vai imprimir tanto dinheiro, rapidamente vai superar máximos, mas em termos reais, vai demorar muitos anos.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/eb865337f15758841c5180746fd7c482a3d354679f0d647d2904508a173fbc90.jpg" alt="image"></p>
<p>Até agora, todo o mundo estava a investir nos EUA, mas se os países do bloco oriental, sobretudo a China, deixarem de investir em ações, obrigações e moeda dos EUA, irá provocar uma enorme redução de liquidez e na procura/demanda, não vai ser fácil ultrapassar isso.</p>
<p>Nos US Treasury, o afastamento da China começou em 2014(1° guerra da Ucrânia), mas o movimento acelerou em 2022(2° guerra da Ucrânia).</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f4f7ccc7121f2dbf8b034368d28c5f6906ef914be3e30a2e808cab0a0f9f359b.jpg" alt="image"></p>
<p>Os EUA, ao congelar as reservas da Rússia, ao utilizar as reservas como uma arma de guerra, “assustaram” a China e outros países. As sanções à Rússia e como esta fez para contornar as sanções foi um <em>case study</em> para a China.</p>
<p>Como o objetivo da China é recuperar Taiwan, sabe que sofrerá as mesmas represálias que hoje a Rússia sofre, por isso a China tem que se afastar da economia dos EUA.</p>
<p>A China está a trocar US Treasury por outros ativos e por outras geografias, o principal beneficiado foi o ouro, um ativo soberano, que não tem problemas de contraparte.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3abdb25512166f68f2eb46db7fa890b8bdfce2d6de1e07266bd8251fbd713c0c.jpg" alt="image"></p>
<p>Este movimento da China foi bem visível no preço do ouro no último ano, uma valorização superior a 42%.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1c71a39b31c0322153ca4326cc018b673c4fccb7ea6949e5b9265cbc651ea8b0.jpg" alt="image"></p>
<p>Mas não é só a China que está a apostar no ouro, são diversos, mas sobretudo composta por países do bloco oriental.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/0b1f9b5f808fc9306437e9dbf9037da90743778d93094800240b10a8861713c3.jpg" alt="image"></p>
<p>Enquanto, Taiwan for a fábrica do mundo nos semicondutores, estarão protegidos pelo guarda-chuva dos EUA. Mas os EUA, estão a construir fábricas próprias, quando forem auto-suficientes, vão descartar o “guarda-chuva”, Taiwan não terá qualquer hipótese sobre o poderio da China.</p>
<p>A China pensa sempre a longo prazo, estão apenas a aguardar, isto poderá estar para muito em breve.</p>
<p>Se isto se confirmar, o S&amp;P500 poderá demorar décadas para recuperar desta crise, em termos de poder de compra.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Se este movimento de desglobalização continuar, poderá provocar uma cisão no mundo geopolítico, criar dois grandes blocos económicos, uma nova guerra fria.</p>
<p>Se isso se concretizar, quantos anos vão ser necessários para o S&amp;P500 superar máximos históricos em termos reais, em poder de compra?</p>
<p>Em valores nominais vai ser rápido, o governo dos EUA vai imprimir tanto dinheiro, rapidamente vai superar máximos, mas em termos reais, vai demorar muitos anos.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/eb865337f15758841c5180746fd7c482a3d354679f0d647d2904508a173fbc90.jpg" alt="image"></p>
<p>Até agora, todo o mundo estava a investir nos EUA, mas se os países do bloco oriental, sobretudo a China, deixarem de investir em ações, obrigações e moeda dos EUA, irá provocar uma enorme redução de liquidez e na procura/demanda, não vai ser fácil ultrapassar isso.</p>
<p>Nos US Treasury, o afastamento da China começou em 2014(1° guerra da Ucrânia), mas o movimento acelerou em 2022(2° guerra da Ucrânia).</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f4f7ccc7121f2dbf8b034368d28c5f6906ef914be3e30a2e808cab0a0f9f359b.jpg" alt="image"></p>
<p>Os EUA, ao congelar as reservas da Rússia, ao utilizar as reservas como uma arma de guerra, “assustaram” a China e outros países. As sanções à Rússia e como esta fez para contornar as sanções foi um <em>case study</em> para a China.</p>
<p>Como o objetivo da China é recuperar Taiwan, sabe que sofrerá as mesmas represálias que hoje a Rússia sofre, por isso a China tem que se afastar da economia dos EUA.</p>
<p>A China está a trocar US Treasury por outros ativos e por outras geografias, o principal beneficiado foi o ouro, um ativo soberano, que não tem problemas de contraparte.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3abdb25512166f68f2eb46db7fa890b8bdfce2d6de1e07266bd8251fbd713c0c.jpg" alt="image"></p>
<p>Este movimento da China foi bem visível no preço do ouro no último ano, uma valorização superior a 42%.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1c71a39b31c0322153ca4326cc018b673c4fccb7ea6949e5b9265cbc651ea8b0.jpg" alt="image"></p>
<p>Mas não é só a China que está a apostar no ouro, são diversos, mas sobretudo composta por países do bloco oriental.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/0b1f9b5f808fc9306437e9dbf9037da90743778d93094800240b10a8861713c3.jpg" alt="image"></p>
<p>Enquanto, Taiwan for a fábrica do mundo nos semicondutores, estarão protegidos pelo guarda-chuva dos EUA. Mas os EUA, estão a construir fábricas próprias, quando forem auto-suficientes, vão descartar o “guarda-chuva”, Taiwan não terá qualquer hipótese sobre o poderio da China.</p>
<p>A China pensa sempre a longo prazo, estão apenas a aguardar, isto poderá estar para muito em breve.</p>
<p>Se isto se confirmar, o S&amp;P500 poderá demorar décadas para recuperar desta crise, em termos de poder de compra.</p>
]]></itunes:summary>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[CBDC e RBU]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 14 Apr 2025 20:01:10 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <npub>npub1a9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsvvzz87</npub>
      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9h0NL716P1M">Num recente podcast</a>, o Miguel Milhão falou sobre o crash nos mercados financeiros. No meio de muita conversa de macroeconomia e mercados financeiros, o convidado deixou alguns pontos interessantes, mas duas ideias ficaram no meu pensamento, infelizmente, ele não aprofundou, mas é algo que eu quero fazer futuramente.</p>
<h2>Perda de paridade</h2>
<p>A primeira ideia que o convidado apontou foi, a possibilidade da perda de paridade do papel-moeda e a CBDC, eu nunca tinha pensado neste ponto de vista.</p>
<p>Se os governos não conseguirem retirar de circulação todo o papel-moeda rapidamente, se houver circulação em simultâneo com a CBDC, o papel-moeda poderá ter um premium.<br>Isto faz todo o sentido, os governos poderão dar oficialmente o mesmo valor facial, mas como nas CBDCs existirá mais controlo, restrições e monitorização, as pessoas vão preferir o papel-moeda, vão pagar um <em>premium</em> para manter a sua privacidade.</p>
<p>Na prática, será algo similar ao que acontece em alguns países onde existem algumas controlo de capitais, onde o dólar do mercado negro é superior ao dólar oficial.<br>Os comerciantes também poderão fazer descontos superiores nos produtos quando são pagos com papel-moeda.</p>
<p>Isso poderá provocar um descolar do valor, a mesma moeda com valores diferentes, a oficial e do mercado negro. Isso poderá levar os governos a tomar medidas mais autoritárias para eliminar o papel-moeda de circulação.</p>
<p>Não sei se alguma vez acontecerá, mas é algo que eu tenho que refletir e aprofundar esta ideia.</p>
<h2>RBU e Controlo</h2>
<p>A outra ideia apontada pelo convidado,  a CBDC será uma peça fundamental numa sociedade onde a maioria das pessoas sobrevivem com Rendimento Básico Universal (RBU).</p>
<p>Todos sabemos que a CBDC vai servir para os governos monitorar, fiscalizar e controlar os cidadãos. O ponto que eu nunca tinha pensado, é que esta pode ser essencial para a implementação do RBU.<br>Se chegarmos a esse ponto, será o fim da liberdade dos cidadãos, onde o estado controla quando, quanto e onde o cidadão pode gastar o seu dinheiro. O estado irá determinar o valor do RBU e as CBDC vão determinar onde podes gastá-lo.</p>
<p>Penso que já não existem dúvidas que a AI e a robótica vão revolucionar o mundo laboral, vai provocar uma profunda queda nos postos de trabalho,  profissões vão desaparecer ou vão reduzir drasticamente o número de funcionários. </p>
<p>Muitas pessoas consideram que a solução é o RBU, mas eu tenho muitas dificuldades em encontrar viabilidade económica e social numa sociedade onde a maioria recebe o RBU.</p>
<p>É a implementação do conceito: não terá nada, mas será feliz.</p>
<p>Será que as máquinas vão conseguir produzir tudo, o que os seres humanos necessitam, a um custo tão baixo, que vai deixar de ser necessário os humanos trabalharem?<br>Tenho muitas dúvidas que essa possibilidade aconteça, se nós humanos não necessitarmos de trabalhar, vai se perder o incentivo para desenvolver novas tecnologias, gerar inovação e de evoluir a sociedade.</p>
<p>Eu já tenho refletido bastante sobre o RBU, mas por mais que pense, não consigo encontrar uma viabilidade económica para manter isto de pé. Onde vão buscar dinheiro para financiar uma percentagem expressiva de pessoas que sobreviverá com o RBU. Eu só olho para isto, como um comunismo com esteróides, talvez esteja errado.</p>
<p>Além dos problemas econômicos, eu acredito que isso vai gerar problemas sociais e de comportamento, vai gerar uma revolta social. Em primeiro lugar, existe uma parte de seres humanos que são ambiciosos, querem mais coisas, que vão lutar e vão conseguir mais. Depois existe outra parte, que é invejosa, quer ter mais, mas não consegue.</p>
<p>Uma sociedade onde quase ninguém trabalha, existindo demasiado tempo livre, vão emergir vícios e conflitos sociais. As pessoas com tempo para pensar  reflectir sobre a sua vida e sobre a sociedade, alguns vão delirar, vão questionar tudo. Por isso, a religião desempenha um papel importante na sociedade, cria moralismo através de dogmas, os crentes não questionam, apenas seguem. Por vezes, a ignorância é uma bênção.</p>
<p>Isto faz lembrar-me o porquê das sociedades monogâmicas tornaram-se mais desenvolvidas, em comparação com as poligâmicas. A monogamia trouxe uma paz social à sociedade, existem muito menos conflitos e guerras, há mais harmonia.<br>Milhões de anos de evolução das espécies, nos humanos e alguns animais, a natureza/genética trouxe um equilíbrio no número de nascimento de elementos masculinos e femininos. Mas nas sociedades poligâmicas, normalmente os homens mais ricos têm várias mulheres, consequentemente haveria outros homens que não teriam nenhuma mulher, isso resulta em maior revolta e conflitos sociais.<br>Isto é pura matemática, se existe quase 50/50, de um homem tem 7 mulheres, isto resulta, que 6 homens não terão qualquer mulher.<br>As religiões ao defenderem a monogamia, ao determinar que era pecado ter mais que uma mulher, resultaram em menos conflitos, numa maior paz social. Isso permitiu um maior desenvolvimento de sociedades monogâmicas, do que as poligâmicas.</p>
<p>Acabei por desviar um pouco do assunto.<br>Além disso, o valor do RBU teria que ser elevado, para que permita aos cidadãos ter acesso ao desporto, aos espetáculos, futebol, viajar, para financiar os seus tempos livres.<br>Se eu já acho difícil arranjar dinheiro para financiar a generalidade dos cidadãos, com produtos e serviços básicos, ainda será mais difícil ou impossível, se tiver que financiar os passatempos.</p>
<p>Em vez do RBU, ainda existe a opção do Imposto sobre o Rendimento Negativo (IRN), minimiza um pouco, mas o problema mantém-se. Aconselho a leitura do <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qqyrsvpcxccrxvphqgsg76dvnxuk7lz26k9e3npclewntnszmth6ulgkp8re0n3mf7f0tlgrqsqqqa28l3mj74">artigo do Tiago sobre o IRN</a>.</p>
<p>Mas o mais interessante de tudo, os governos vão criar as CBDC para controlar os cidadãos, com a ideia distópica de criar mais paz social, mas eu acredito que resultará no seu inverso.</p>
<hr>
<p>São duas ideias que eu tenho que aprofundar, futuramente.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9h0NL716P1M">Num recente podcast</a>, o Miguel Milhão falou sobre o crash nos mercados financeiros. No meio de muita conversa de macroeconomia e mercados financeiros, o convidado deixou alguns pontos interessantes, mas duas ideias ficaram no meu pensamento, infelizmente, ele não aprofundou, mas é algo que eu quero fazer futuramente.</p>
<h2>Perda de paridade</h2>
<p>A primeira ideia que o convidado apontou foi, a possibilidade da perda de paridade do papel-moeda e a CBDC, eu nunca tinha pensado neste ponto de vista.</p>
<p>Se os governos não conseguirem retirar de circulação todo o papel-moeda rapidamente, se houver circulação em simultâneo com a CBDC, o papel-moeda poderá ter um premium.<br>Isto faz todo o sentido, os governos poderão dar oficialmente o mesmo valor facial, mas como nas CBDCs existirá mais controlo, restrições e monitorização, as pessoas vão preferir o papel-moeda, vão pagar um <em>premium</em> para manter a sua privacidade.</p>
<p>Na prática, será algo similar ao que acontece em alguns países onde existem algumas controlo de capitais, onde o dólar do mercado negro é superior ao dólar oficial.<br>Os comerciantes também poderão fazer descontos superiores nos produtos quando são pagos com papel-moeda.</p>
<p>Isso poderá provocar um descolar do valor, a mesma moeda com valores diferentes, a oficial e do mercado negro. Isso poderá levar os governos a tomar medidas mais autoritárias para eliminar o papel-moeda de circulação.</p>
<p>Não sei se alguma vez acontecerá, mas é algo que eu tenho que refletir e aprofundar esta ideia.</p>
<h2>RBU e Controlo</h2>
<p>A outra ideia apontada pelo convidado,  a CBDC será uma peça fundamental numa sociedade onde a maioria das pessoas sobrevivem com Rendimento Básico Universal (RBU).</p>
<p>Todos sabemos que a CBDC vai servir para os governos monitorar, fiscalizar e controlar os cidadãos. O ponto que eu nunca tinha pensado, é que esta pode ser essencial para a implementação do RBU.<br>Se chegarmos a esse ponto, será o fim da liberdade dos cidadãos, onde o estado controla quando, quanto e onde o cidadão pode gastar o seu dinheiro. O estado irá determinar o valor do RBU e as CBDC vão determinar onde podes gastá-lo.</p>
<p>Penso que já não existem dúvidas que a AI e a robótica vão revolucionar o mundo laboral, vai provocar uma profunda queda nos postos de trabalho,  profissões vão desaparecer ou vão reduzir drasticamente o número de funcionários. </p>
<p>Muitas pessoas consideram que a solução é o RBU, mas eu tenho muitas dificuldades em encontrar viabilidade económica e social numa sociedade onde a maioria recebe o RBU.</p>
<p>É a implementação do conceito: não terá nada, mas será feliz.</p>
<p>Será que as máquinas vão conseguir produzir tudo, o que os seres humanos necessitam, a um custo tão baixo, que vai deixar de ser necessário os humanos trabalharem?<br>Tenho muitas dúvidas que essa possibilidade aconteça, se nós humanos não necessitarmos de trabalhar, vai se perder o incentivo para desenvolver novas tecnologias, gerar inovação e de evoluir a sociedade.</p>
<p>Eu já tenho refletido bastante sobre o RBU, mas por mais que pense, não consigo encontrar uma viabilidade económica para manter isto de pé. Onde vão buscar dinheiro para financiar uma percentagem expressiva de pessoas que sobreviverá com o RBU. Eu só olho para isto, como um comunismo com esteróides, talvez esteja errado.</p>
<p>Além dos problemas econômicos, eu acredito que isso vai gerar problemas sociais e de comportamento, vai gerar uma revolta social. Em primeiro lugar, existe uma parte de seres humanos que são ambiciosos, querem mais coisas, que vão lutar e vão conseguir mais. Depois existe outra parte, que é invejosa, quer ter mais, mas não consegue.</p>
<p>Uma sociedade onde quase ninguém trabalha, existindo demasiado tempo livre, vão emergir vícios e conflitos sociais. As pessoas com tempo para pensar  reflectir sobre a sua vida e sobre a sociedade, alguns vão delirar, vão questionar tudo. Por isso, a religião desempenha um papel importante na sociedade, cria moralismo através de dogmas, os crentes não questionam, apenas seguem. Por vezes, a ignorância é uma bênção.</p>
<p>Isto faz lembrar-me o porquê das sociedades monogâmicas tornaram-se mais desenvolvidas, em comparação com as poligâmicas. A monogamia trouxe uma paz social à sociedade, existem muito menos conflitos e guerras, há mais harmonia.<br>Milhões de anos de evolução das espécies, nos humanos e alguns animais, a natureza/genética trouxe um equilíbrio no número de nascimento de elementos masculinos e femininos. Mas nas sociedades poligâmicas, normalmente os homens mais ricos têm várias mulheres, consequentemente haveria outros homens que não teriam nenhuma mulher, isso resulta em maior revolta e conflitos sociais.<br>Isto é pura matemática, se existe quase 50/50, de um homem tem 7 mulheres, isto resulta, que 6 homens não terão qualquer mulher.<br>As religiões ao defenderem a monogamia, ao determinar que era pecado ter mais que uma mulher, resultaram em menos conflitos, numa maior paz social. Isso permitiu um maior desenvolvimento de sociedades monogâmicas, do que as poligâmicas.</p>
<p>Acabei por desviar um pouco do assunto.<br>Além disso, o valor do RBU teria que ser elevado, para que permita aos cidadãos ter acesso ao desporto, aos espetáculos, futebol, viajar, para financiar os seus tempos livres.<br>Se eu já acho difícil arranjar dinheiro para financiar a generalidade dos cidadãos, com produtos e serviços básicos, ainda será mais difícil ou impossível, se tiver que financiar os passatempos.</p>
<p>Em vez do RBU, ainda existe a opção do Imposto sobre o Rendimento Negativo (IRN), minimiza um pouco, mas o problema mantém-se. Aconselho a leitura do <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qqyrsvpcxccrxvphqgsg76dvnxuk7lz26k9e3npclewntnszmth6ulgkp8re0n3mf7f0tlgrqsqqqa28l3mj74">artigo do Tiago sobre o IRN</a>.</p>
<p>Mas o mais interessante de tudo, os governos vão criar as CBDC para controlar os cidadãos, com a ideia distópica de criar mais paz social, mas eu acredito que resultará no seu inverso.</p>
<hr>
<p>São duas ideias que eu tenho que aprofundar, futuramente.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Volatilidade em gráficos]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 05 Apr 2025 10:47:37 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Vamos analisar a volatilidade do Bitcoin em gráficos, são dados desde 2012 até à atualidade.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849650946-YAKIHONNES3.png" alt="image"><br>4.2% dos dias, o Bitcoin tem uma variação diária de ~0%, enquanto no S&amp;P500 é de ~7.7%.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849666714-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
<p>83.5% dos dias, o S&amp;P 500 teve variação entre o -1% e 1%, enquanto o bitcoin, foi apenas 39%, foram 1882 dias, desde 2012.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849758665-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
<p>Agora com os dois mercados em simultâneo, a curva da distribuição do S&amp;P500 é mais centralizada, o bitcoin é mais alargado, sinónimo de mais volatilidade.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849778273-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Vamos analisar a volatilidade do Bitcoin em gráficos, são dados desde 2012 até à atualidade.</p>
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<p>83.5% dos dias, o S&amp;P 500 teve variação entre o -1% e 1%, enquanto o bitcoin, foi apenas 39%, foram 1882 dias, desde 2012.</p>
<p><img src="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1743849758665-YAKIHONNES3.png" alt="image"></p>
<p>Agora com os dois mercados em simultâneo, a curva da distribuição do S&amp;P500 é mais centralizada, o bitcoin é mais alargado, sinónimo de mais volatilidade.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[IPC em Portugal]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 28 Mar 2025 12:18:58 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/isck6hzagbjhbl4pc1rig/</link>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/46f6dc264a638f88405951368e5767a0e2b67dfa4fad5d601cacfeb356e67a43.jpg" alt="image"></p>
<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tornei-me num acérrimo crítico do Euro, sobretudo da política monetária altamente expansionista realizada pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar de ser crítico, eu não desejo que Portugal volte a ter moeda própria.</p>
<p>No seguimento gráfico, é a variação do <a href="https://www.pordata.pt/pt/estatisticas/inflacao/taxa-de-inflacao/taxa-de-inflacao-por-bens-e-servicos-portugal">IPC de Portugal nos últimos 60 anos</a>:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/46f6dc264a638f88405951368e5767a0e2b67dfa4fad5d601cacfeb356e67a43.jpg" alt="image"></p>
<p>No gráfico inclui os momentos históricos, para uma melhor interpretação dos dados.</p>
<blockquote>
<p>O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é usado para observar tendências de inflação. É calculado com base no preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, comparando com períodos anteriores.</p>
</blockquote>
<p>É uma ferramenta utilizada para calcular a perda de poder de compra, mas é uma métrica que é facilmente manipulada em prol dos interesses dos governos.</p>
<h2>Análise histórica</h2>
<p>No período marcelista, houve uma crescente inflação, devido a fatores, como os elevados custos da guerra e o fim dos acordos de Bretton Woods contribuíram para isso. Terminando com uma inflação superior a 13%.</p>
<p>Da Revolta dos Cravos (1974) até à adesão da CEE (atual União Europeia, UE), nos primeiros anos foram conturbados a nível político, mesmo após conquistar alguma estabilidade, em termos de política monetária foi um descalabro, com inflação entre 12% a 30% ao ano. Foi o pior momento na era moderna.</p>
<p>Com a entrada da CEE, Portugal ainda manteve a independência monetária, mas devido à entrada de muitos milhões de fundos europeus, essências para construir infraestrutura e desenvolver o país. Isto permitiu crescer e modernizar o país, gastando pouco dinheiro próprio, reduzindo a necessidade da expansão monetária e claro a inflação baixou.</p>
<p>Depois com a adesão ao Tratado de Maastricht, em 1991, onde estabeleceu as bases para a criação da União Económica e Monetária, que culminou na criação da moeda única europeia, o Euro. As bases eram bastante restritivas, os políticos portugueses foram obrigados a manter uma inflação baixa. Portugal perdeu a independência monetária em 1999, com a entrada em vigor da nova moeda, foi estabelecida a taxa de conversão entre escudos e euros, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. A Euro entrou em vigor em 1999, mas o papel-moeda só entrou em circulação em 2002.</p>
<p>Assim, desde a criação até 2020, a inflação foi sempre abaixo de 5% ao ano, tendo um longo período abaixo dos 3%.</p>
<p>A chegada da pandemia, foi um descalabro no BCE, a expansão monetária foi exponencial, resultando numa forte subida no IPC, quase 8% em 2022, algo que não acontecia há 30 anos.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Apesar dos últimos anos, a política monetária do BCE tem sido péssima, mesmo assim continua a ser muito melhor, se esta fosse efetuada em exclusividade por portugueses, não tenho quaisquer dúvidas disso. O passado demonstra isso, se voltarmos a ser independentes monetariamente, será desastroso, vamos virar rapidamente, a Venezuela da Europa.</p>
<p>Até temos boas reservas de ouro, mas mesmo assim não são suficientes, mesmo que se inclua outros ativos para permitir a criação de uma moeda lastreada, ela apenas duraria até à primeira crise. É inevitável, somos um país demasiado socialista.</p>
<p>A solução não é voltar ao escudo, mas sim o BCE deixar de imprimir dinheiro, como se não houvesse amanhã ou então optar por uma moeda total livre, sem intromissão de políticos.</p>
<p>O BCE vai parar de expandir a moeda?</p>
<p>Claro que não, eles estão encurralados, a expansão monetária é a única solução para elevada dívida soberana dos estados. A única certeza que eu tenho, a expansão do BCE, será sempre inferior ao do Banco de Portugal, se este estivesse o botão da impressão à sua disposição. Por volta dos 5% é muito mau, mas voltar para a casa dos 15% seria péssimo, esse seria o nosso destino.</p>
<p>É muito triste ter esta conclusão, isto é demonstrativo da falta de competência dos políticos e governantes portugueses e o povo também tem uma certa culpa. Por serem poucos exigentes em relação à qualidade dos políticos que elegem e por acreditar que existem almoços grátis.</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> fixes this</p>
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      <title><![CDATA[Eurodigital]]></title>
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             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 19 Mar 2025 05:55:17 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Como é difícil encontrar informações sobre o eurodigital, a CBDC da União Europeia, vou colocando aqui, os documentos mais interessantes que fui encontrando:</p>
<p>FAQ:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html</a></np-embed></p>
<p>Directório BCE:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro"><a href="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro">https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro</a></np-embed></p>
<p><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html</a></np-embed></p>
<p>Documentos mais técnicos:</p>
<h2>2025</h2>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2024</h2>
<p>Relatório de progresso<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html</a></np-embed></p>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>The impact of central bank digital<br>currency on central bank profitability,<br>risk-taking and capital<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2023</h2>
<p>Progress on the investigation phase of a digital euro - fourth report<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Digital euro - Prototype summary and lessons learned<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Functional and non-functional<br>requirements linked to the market research for a potential digital euro implementation<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>A stocktake on the digital euro<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf</a></np-embed></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Como é difícil encontrar informações sobre o eurodigital, a CBDC da União Europeia, vou colocando aqui, os documentos mais interessantes que fui encontrando:</p>
<p>FAQ:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/faqs/html/ecb.faq_digital_euro.pt.html</a></np-embed></p>
<p>Directório BCE:<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro"><a href="https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro">https://www.ecb.europa.eu/press/pubbydate/html/index.en.html?topic=Digital%20euro</a></np-embed></p>
<p><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/html/index.en.html</a></np-embed></p>
<p>Documentos mais técnicos:</p>
<h2>2025</h2>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2024</h2>
<p>Relatório de progresso<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/html/ecb.deprp202412.en.html</a></np-embed></p>
<p>Technical note on the provision of multiple digital euro accounts to individual end users<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf/ecb.degov240325_digital_euro_multiple_accounts.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>The impact of central bank digital<br>currency on central bank profitability,<br>risk-taking and capital<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecb.op360~35915b25bd.en.pdf</a></np-embed></p>
<h2>2023</h2>
<p>Progress on the investigation phase of a digital euro - fourth report<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/paym/digital_euro/investigation/governance/shared/files/ecb.degov230713-fourth-progress-report-digital-euro-investigation-phase.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Digital euro - Prototype summary and lessons learned<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecb.prototype_summary20230526%7E71d0b26d55.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>Functional and non-functional<br>requirements linked to the market research for a potential digital euro implementation<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/timeline/profuse/shared/pdf//ecb.dedocs230113_Annex_1_Digital_euro_market_research.en.pdf</a></np-embed></p>
<p>A stocktake on the digital euro<br><np-embed url="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf"><a href="https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf">https://www.ecb.europa.eu/euro/digital_euro/progress/shared/pdf/ecb.dedocs231018.en.pdf</a></np-embed></p>
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      <title><![CDATA[Os Intangíveis]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
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      <pubDate>Tue, 18 Mar 2025 12:25:39 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No programa <a href="https://youtu.be/lhHli0Fjqvk?si=IDSSGoNGGgfavCkI">Pé de Meia</a> do Camilo Lourenço, o seu recorrente convidado/patrocinador, explica os critérios que utiliza para avaliar as empresas. Segundo ele, um dos principais critérios para selecionar as melhores empresas, são critérios intangíveis.</p>
<p>Curiosamente, este mesmo senhor, num <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qgN3ikDmBwk">programa anterior</a>, critica e recusa-se a investir em Bitcoin. Uma justificativa apresentada era, que não investia em algo que não podia ser palpável, que não poderia ser calculado o valor, ou seja, por ser intangível.</p>
<p>Só que neste programa, entra em contradição, ao dizer que um dos principais critérios que utiliza para avaliar as empresas são critérios intangíveis. A hipocrisia do tradiFi.</p>
<p>No programa foi apresentada a seguinte tabela:</p>
<p><img src="https://media.ditto.pub/6fd84c2c54ee6595d6f5989815753f8700e671c484b02408b39c8cb057019b6f.png" alt="image"></p>
<p>Os pontos apresentados na tabela, são essencialmente os mesmos que nós, bitcoiners, utilizamos para caracterizar o Bitcoin, os seus pontos fortes.</p>
<p>Os tradiFi vivem numa cegueira ideológica, que não o permite ver o óbvio, mas o tempo é implacável, mais tarde ou mais cedo vão mudar de opinião. E quem não mudar vai ficar para trás.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>No programa <a href="https://youtu.be/lhHli0Fjqvk?si=IDSSGoNGGgfavCkI">Pé de Meia</a> do Camilo Lourenço, o seu recorrente convidado/patrocinador, explica os critérios que utiliza para avaliar as empresas. Segundo ele, um dos principais critérios para selecionar as melhores empresas, são critérios intangíveis.</p>
<p>Curiosamente, este mesmo senhor, num <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qgN3ikDmBwk">programa anterior</a>, critica e recusa-se a investir em Bitcoin. Uma justificativa apresentada era, que não investia em algo que não podia ser palpável, que não poderia ser calculado o valor, ou seja, por ser intangível.</p>
<p>Só que neste programa, entra em contradição, ao dizer que um dos principais critérios que utiliza para avaliar as empresas são critérios intangíveis. A hipocrisia do tradiFi.</p>
<p>No programa foi apresentada a seguinte tabela:</p>
<p><img src="https://media.ditto.pub/6fd84c2c54ee6595d6f5989815753f8700e671c484b02408b39c8cb057019b6f.png" alt="image"></p>
<p>Os pontos apresentados na tabela, são essencialmente os mesmos que nós, bitcoiners, utilizamos para caracterizar o Bitcoin, os seus pontos fortes.</p>
<p>Os tradiFi vivem numa cegueira ideológica, que não o permite ver o óbvio, mas o tempo é implacável, mais tarde ou mais cedo vão mudar de opinião. E quem não mudar vai ficar para trás.</p>
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      <title><![CDATA[Inflação, guerra e políticos]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 10 Jan 2025 16:39:58 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/ufwuuhnhvkzz6mfg3n-_j/</link>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Adoro ver os fiduciários a publicarem dados, na qual desmente declarações ou atitudes dos próprios fiduciários no passado.</p>
<p>Quando estávamos em plena crise inflacionista, os políticos e economistas correram para as televisões e jornais a atribuir a responsabilidade da inflação, em exclusividade, à guerra da Ucrânia.</p>
<p>«A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, alimentou uma escalada dos preços do gás natural e da eletricidade na Europa, e o disparo da inflação para níveis históricos.» – <a href="https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/dois-anos-de-guerra-na-ucrania/2024-02-21-Guerra-na-Ucrania-precos-que-escalaram-inflacao-que-disparou--os-dois-anos-que-viraram-o-mercado-energetico-do-avesso--fb8bbbbf">Expresso</a></p>
<p>Mas antes de começar a guerra, a inflação(IPC) estava nos 5.3%, já em <a href="https://bpstat.bportugal.pt/serie/5721524">máximos históricos</a>.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9c2f161fc9c8317080dc21d30e3a752ed375a0b8e637194e5692928896c39740.jpg" alt="image"></p>
<p>É claro que a guerra contribuiu para a subida de preço, mas não foi a principal razão.</p>
<p>A subida generalizada de preços, vulga inflação, pode acontecer por dois fatores distintos.</p>
<h1>Ruptura na cadeia de abastecimento</h1>
<p>Quando existe uma ruptura na cadeia de abastecimento, ou seja, um problema na oferta ou na demanda.</p>
<p>A guerra provocou uma ruptura na oferta, sobretudo na energia e nos cereais. Na pandemia houve uma ruptura na demanda, nas máscaras e no álcool gel.</p>
<p>Só que este tipo de inflação é temporária, de curto prazo, a longo prazo acaba por corrigir. Têm um impacto inicial, o preço dos produtos sobem rapidamente, depois a indústria ajusta-se e os preços acabam por corrigir.</p>
<h1>Inflação monetária</h1>
<p>Ao contrário da ruptura da cadeia de abastecimento que é temporária, a inflação monetária é persistente, nunca mais volta aos valores anteriores.</p>
<p>Esta inflação é gerada pelo bancos centrais ou bancos comerciais, através de políticas que aumentam a base monetária, para os leigos, os bancos imprimem dinheiro.</p>
<p>O aumento da base monetária não gera inflação de imediato na economia, esse processo é demorado, os fiduciários chamam-no de tempo de transmissão.</p>
<p>É um <em>delay</em> que existe, desde o momento em que se aplica uma mudança da política monetária e os seus efeitos a serem visíveis na economia real. Este <em>delay</em> pode variar entre 6 meses a 2 anos.</p>
<hr>
<p>Observando o gráfico, a subida do IPC iniciou-se a Março de 2021, mas começou a acelerar 6 meses após, muito antes da guerra.</p>
<p>Se existe um <em>delay</em> na causa-efeito, logo a inflação é resultante de algo que aconteceu anteriormente, vamos ver o que aconteceu nos 2 anos anteriores.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/351c61cc6c8967b87b695afe63e5f49d75790b41fd3e597659d82b15c22d0cb3.jpg" alt="image"></p>
<p>Nesse período aconteceu a pandemia e o BCE efetuou o maior aumento da base monetária, desde a criação da moeda única. O início foi no primeiro trimestre de 2020 e a inflação (IPC) começou a subir no primeiro trimestre de 2021, mais ou menos um ano, correspondente ao intervalo de tempo do tempo de transmissão. A semelhança entre a impressão do banco central (EUCBBS, em azul) e o IPC (em azul) é perfeita, apenas com um <em>delay</em>.</p>
<p>O BCE imprimiu (QE) ~4 triliões de euros, corresponde a um aumento de ~90% da base monetária(EUCBBS), no seu pico, em Setembro de 2022. Nesta mesma data, o IPC atingiu os 9%, o que levou o BCE a implementar medidas mais drásticas para combater a subida de preços, aplicou políticas de redução de recompras de obrigações do Tesouro e a subida das taxas diretoras.</p>
<p>As políticas surtiram efeito, o EUCBBS teve uma correção, de 8.84 triliões para 6.36 triliões, mas se compararmos de 2020 a 2024, houve um aumento de 1.7 triliões, ~37%, ou seja, o EUCBBS não voltou aos valores anterior.</p>
<p>Passados 2 anos após a guerra, os preços da energia e dos cereais, já baixaram, estão bastante abaixo do pico. Enquanto o EUCBBS está muito longe dos valores de 2020. Para que os produtos voltassem ao preço de 2021, o EUCBBS também necessitaria voltar para valores anteriores à guerra, mas isso nunca vai acontecer.</p>
<p>A inflação monetária não é temporária, é permanente.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Adoro ver os fiduciários a publicarem dados, na qual desmente declarações ou atitudes dos próprios fiduciários no passado.</p>
<p>Quando estávamos em plena crise inflacionista, os políticos e economistas correram para as televisões e jornais a atribuir a responsabilidade da inflação, em exclusividade, à guerra da Ucrânia.</p>
<p>«A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, alimentou uma escalada dos preços do gás natural e da eletricidade na Europa, e o disparo da inflação para níveis históricos.» – <a href="https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/dois-anos-de-guerra-na-ucrania/2024-02-21-Guerra-na-Ucrania-precos-que-escalaram-inflacao-que-disparou--os-dois-anos-que-viraram-o-mercado-energetico-do-avesso--fb8bbbbf">Expresso</a></p>
<p>Mas antes de começar a guerra, a inflação(IPC) estava nos 5.3%, já em <a href="https://bpstat.bportugal.pt/serie/5721524">máximos históricos</a>.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9c2f161fc9c8317080dc21d30e3a752ed375a0b8e637194e5692928896c39740.jpg" alt="image"></p>
<p>É claro que a guerra contribuiu para a subida de preço, mas não foi a principal razão.</p>
<p>A subida generalizada de preços, vulga inflação, pode acontecer por dois fatores distintos.</p>
<h1>Ruptura na cadeia de abastecimento</h1>
<p>Quando existe uma ruptura na cadeia de abastecimento, ou seja, um problema na oferta ou na demanda.</p>
<p>A guerra provocou uma ruptura na oferta, sobretudo na energia e nos cereais. Na pandemia houve uma ruptura na demanda, nas máscaras e no álcool gel.</p>
<p>Só que este tipo de inflação é temporária, de curto prazo, a longo prazo acaba por corrigir. Têm um impacto inicial, o preço dos produtos sobem rapidamente, depois a indústria ajusta-se e os preços acabam por corrigir.</p>
<h1>Inflação monetária</h1>
<p>Ao contrário da ruptura da cadeia de abastecimento que é temporária, a inflação monetária é persistente, nunca mais volta aos valores anteriores.</p>
<p>Esta inflação é gerada pelo bancos centrais ou bancos comerciais, através de políticas que aumentam a base monetária, para os leigos, os bancos imprimem dinheiro.</p>
<p>O aumento da base monetária não gera inflação de imediato na economia, esse processo é demorado, os fiduciários chamam-no de tempo de transmissão.</p>
<p>É um <em>delay</em> que existe, desde o momento em que se aplica uma mudança da política monetária e os seus efeitos a serem visíveis na economia real. Este <em>delay</em> pode variar entre 6 meses a 2 anos.</p>
<hr>
<p>Observando o gráfico, a subida do IPC iniciou-se a Março de 2021, mas começou a acelerar 6 meses após, muito antes da guerra.</p>
<p>Se existe um <em>delay</em> na causa-efeito, logo a inflação é resultante de algo que aconteceu anteriormente, vamos ver o que aconteceu nos 2 anos anteriores.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/351c61cc6c8967b87b695afe63e5f49d75790b41fd3e597659d82b15c22d0cb3.jpg" alt="image"></p>
<p>Nesse período aconteceu a pandemia e o BCE efetuou o maior aumento da base monetária, desde a criação da moeda única. O início foi no primeiro trimestre de 2020 e a inflação (IPC) começou a subir no primeiro trimestre de 2021, mais ou menos um ano, correspondente ao intervalo de tempo do tempo de transmissão. A semelhança entre a impressão do banco central (EUCBBS, em azul) e o IPC (em azul) é perfeita, apenas com um <em>delay</em>.</p>
<p>O BCE imprimiu (QE) ~4 triliões de euros, corresponde a um aumento de ~90% da base monetária(EUCBBS), no seu pico, em Setembro de 2022. Nesta mesma data, o IPC atingiu os 9%, o que levou o BCE a implementar medidas mais drásticas para combater a subida de preços, aplicou políticas de redução de recompras de obrigações do Tesouro e a subida das taxas diretoras.</p>
<p>As políticas surtiram efeito, o EUCBBS teve uma correção, de 8.84 triliões para 6.36 triliões, mas se compararmos de 2020 a 2024, houve um aumento de 1.7 triliões, ~37%, ou seja, o EUCBBS não voltou aos valores anterior.</p>
<p>Passados 2 anos após a guerra, os preços da energia e dos cereais, já baixaram, estão bastante abaixo do pico. Enquanto o EUCBBS está muito longe dos valores de 2020. Para que os produtos voltassem ao preço de 2021, o EUCBBS também necessitaria voltar para valores anteriores à guerra, mas isso nunca vai acontecer.</p>
<p>A inflação monetária não é temporária, é permanente.</p>
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      <title><![CDATA[Previsões para 2025]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 31 Dec 2024 16:47:12 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Último dia do ano, momento para tirar o pó da bola de cristal, para fazer reflexões, previsões e desejos para o próximo ano e seguintes.</p>
<p>Ano após ano, o Bitcoin evoluiu, foi ultrapassando etapas, tornou-se cada vez mais <em>mainstream</em>. Está cada vez mais difícil fazer previsões sobre o Bitcoin, já faltam poucas barreiras a serem ultrapassadas e as que faltam são altamente complexas ou tem um impacto profundo no sistema financeiro ou na sociedade. Estas alterações profundas tem que ser realizadas lentamente, porque uma alteração rápida poderia resultar em consequências terríveis, poderia provocar um retrocesso.</p>
<h1>Código do Bitcoin</h1>
<p>No final de 2025, possivelmente vamos ter um <em>fork</em>, as discussões sobre os <em>covenants</em> já estão avançadas, vão acelerar ainda mais. Já existe um consenso relativamente alto, a favor dos <em>covenants</em>, só falta decidir que modelo será escolhido. Penso que até ao final do ano será tudo decidido.</p>
<p>Depois dos <em>covenants,</em> o próximo foco será para a criptografia post-quantum, que será o maior desafio que o Bitcoin enfrenta. Criar uma criptografia segura e que não coloque a descentralização em causa.</p>
<p>Espero muito de Ark, possivelmente a inovação do ano, gostaria de ver o Nostr a furar a bolha bitcoinheira e que o Cashu tivesse mais reconhecimento pelos <em>bitcoiners</em>.</p>
<p>Espero que surjam avanços significativos no BitVM2 e BitVMX.</p>
<p>Não sei o que esperar das layer 2 de Bitcoin, foram a maior desilusão de 2024. Surgiram com muita força, mas pouca coisa saiu do papel, foi uma mão cheia de nada. Uma parte dos projetos caiu na tentação da <em>shitcoinagem</em>, na criação de tokens, que tem um único objetivo, enriquecer os devs e os VCs.</p>
<p>Se querem ser levados a sério, têm que ser sérios.</p>
<blockquote>
<p>“À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”</p>
</blockquote>
<p>Se querem ter o apoio dos <em>bitcoiners</em>, sigam o <em>ethos</em> do Bitcoin.</p>
<p>Neste ponto a atitude do pessoal da Ark é exemplar, em vez de andar a chorar no Twitter para mudar o código do Bitcoin, eles colocaram as mãos na massa e criaram o protocolo. É claro que agora está meio “coxo”, funciona com uma <em>multisig</em> ou com os <em>covenants</em> na Liquid. Mas eles estão a criar um produto, vão demonstrar ao mercado que o produto é bom e útil. Com a adoção, a comunidade vai perceber que o Ark necessita dos <em>covenants</em> para melhorar a interoperabilidade e a soberania.</p>
<p>É este o pensamento certo, que deveria ser seguido pelos restantes e futuros projetos. É seguir aquele pensamento do J.F. Kennedy:</p>
<blockquote>
<p>“Não perguntem o que é que o vosso país pode fazer por vocês, perguntem o que é que vocês podem fazer pelo vosso país”</p>
</blockquote>
<p>Ou seja, não fiquem à espera que o bitcoin mude, criem primeiro as inovações/tecnologia, ganhem adoção e depois demonstrem que a alteração do código camada base pode melhorar ainda mais o vosso projeto. A necessidade é que vai levar a atualização do código.</p>
<h1>Reservas Estratégicas de Bitcoin</h1>
<h2>Bancos centrais</h2>
<p>Com a eleição de Trump, emergiu a ideia de uma Reserva Estratégia de Bitcoin, tornou este conceito <em>mainstream</em>. Foi um <em>pivot</em>, a partir desse momento, foram enumerados os políticos de todo o mundo a falar sobre o assunto.</p>
<p>A Senadora Cynthia Lummis foi mais além e propôs um programa para adicionar 200 mil bitcoins à reserva ao ano, até 1 milhão de Bitcoin. Só que isto está a criar uma enorme expectativa na comunidade, só que pode resultar numa enorme desilusão. Porque no primeiro ano, o Trump em vez de comprar os 200 mil, pode apenas adicionar na reserva, os 198 mil que o Estado já tem em sua posse. Se isto acontecer, possivelmente vai resultar numa forte queda a curto prazo. Na minha opinião os bancos centrais deveriam seguir o exemplo de El Salvador, fazer um DCA diário.</p>
<p>Mais que comprar bitcoin, para mim, o mais importante é a criação da Reserva, é colocar o Bitcoin ao mesmo nível do ouro, o impacto para o resto do mundo será tremendo, a teoria dos jogos na sua plenitude. Muitos outros bancos centrais vão ter que comprar, para não ficarem atrás, além disso, vai transmitir uma mensagem à generalidade da população, que o Bitcoin é “afinal é algo seguro, com valor”.</p>
<p>Mas não foi Trump que iniciou esta teoria dos jogos, mas sim foi a primeira vítima dela. É o próprio Trump que o admite, que os EUA necessitam da reserva para não ficar atrás da China. Além disso, desde que os EUA utilizaram o dólar como uma arma, com sanção contra a Rússia, surgiram boatos de que a Rússia estaria a utilizar o Bitcoin para transações internacionais. Que foram confirmados recentemente, pelo próprio governo russo. Também há poucos dias, ainda antes deste reconhecimento público, Putin elogiou o Bitcoin, ao reconhecer que “Ninguém pode proibir o bitcoin”, defendendo como uma alternativa ao dólar. A narrativa está a mudar.</p>
<p>Já existem alguns países com Bitcoin, mas apenas dois o fizeram conscientemente (El Salvador e Butão), os restantes têm devido a apreensões. Hoje são poucos, mas 2025 será o início de uma corrida pelos bancos centrais. Esta corrida era algo previsível, o que eu não esperava é que acontecesse tão rápido.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/582c40adff8833111bcedd14f605f823e14dab519399be8db4fa27138ea0fff3.jpg" alt="image"></p>
<h2>Empresas</h2>
<p>A criação de reservas estratégicas não vai ficar apenas pelos bancos centrais, também vai acelerar fortemente nas empresas em 2025.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/35a1a869cb1434e75a3508565958511ad1ade8003b84c145886ea041d9eb6394.jpg" alt="image"></p>
<p>Mas as empresas não vão seguir a estratégia do Saylor, vão comprar bitcoin sem alavancagem, utilizando apenas os tesouros das empresas, como uma proteção contra a inflação. Eu não sou grande admirador do Saylor, prefiro muito mais, uma estratégia conservadora, sem qualquer alavancagem. Penso que as empresas vão seguir a sugestão da BlackRock, que aconselha um alocações de 1% a 3%.</p>
<p>Penso que 2025, ainda não será o ano da entrada das 6 magníficas (excepto Tesla), será sobretudo empresas de pequena e média dimensão. As magníficas ainda tem uma cota muito elevada de <em>shareholders</em> com alguma idade, bastante conservadores, que têm dificuldade em compreender o Bitcoin, foi o que aconteceu recentemente com a Microsoft.</p>
<p>Também ainda não será em 2025, talvez 2026, a inclusão nativamente de wallet Bitcoin nos sistema da Apple Pay e da Google Pay. Seria um passo gigante para a adoção a nível mundial.</p>
<h1>ETFs</h1>
<p>Os ETFs para mim são uma incógnita, tenho demasiadas dúvidas, como será 2025. Este ano os <em>inflows</em> foram superiores a 500 mil bitcoins, o IBIT foi o lançamento de ETF mais bem sucedido da história. O sucesso dos ETFs, deve-se a 2 situações que nunca mais se vão repetir. O mercado esteve 10 anos à espera pela aprovação dos ETFs, a procura estava reprimida, isso foi bem notório nos primeiros meses, os <em>inflows</em> foram brutais.</p>
<p>Também se beneficiou por ser um mercado novo, não existia <em>orderbook</em> de vendas, não existia um mercado interno, praticamente era só <em>inflows</em>. Agora o mercado já estabilizou, a maioria das transações já são entre clientes dos próprios ETFs. Agora só uma pequena percentagem do volume das transações diárias vai resultar em <em>inflows</em> ou <em>outflows</em>.</p>
<p>Estes dois fenómenos nunca mais se vão repetir, eu não acredito que o número de <em>inflows</em> em BTC supere os número de 2024, em dólares vai superar, mas em btc não acredito que vá superar.</p>
<p>Mas em 2025 vão surgir uma infindável quantidade de novos produtos, derivativos, novos ETFs de cestos com outras criptos ou cestos com ativos tradicionais. O bitcoin será adicionado em produtos financeiros já existentes no mercado, as pessoas vão passar a deter bitcoin, sem o saberem.</p>
<p>Com o fim da operação ChokePoint 2.0, vai surgir uma nova onda de adoção e de produtos financeiros. Possivelmente vamos ver bancos tradicionais a disponibilizar produtos ou serviços de custódia aos seus clientes.</p>
<p>Eu adoraria ver o crescimento da adoção do bitcoin como moeda, só que a regulamentação não vai ajudar nesse processo.</p>
<h1>Preço</h1>
<p>Eu acredito que o topo deste ciclo será alcançado no primeiro semestre, posteriormente haverá uma correção. Mas desta vez, eu acredito que a correção será muito menor que as anteriores, inferior a 50%, esta é a minha expectativa. Espero estar certo.</p>
<h1>Stablecoins de dólar</h1>
<p>Agora saindo um pouco do universo do Bitcoin, acho importante destacar as <em>stablecoins</em>.</p>
<p>No último ciclo, eu tenho dividido o tempo, entre continuar a estudar o Bitcoin e estudar o sistema financeiro, as suas dinâmicas e o comportamento humano. Isto tem sido o meu foco de reflexão, imaginar a transformação que o mundo vai sofrer devido ao padrão Bitcoin. É uma ilusão acreditar que a transição de um padrão FIAT para um padrão Bitcoin vai ser rápida, vai existir um processo transitório que pode demorar décadas.</p>
<p>Com a re-entrada de Trump na Casa Branca, prometendo uma política altamente protecionista, vai provocar uma forte valorização do dólar, consequentemente as restantes moedas do mundo vão derreter. Provocando uma inflação generalizada, gerando uma corrida às <em>stablecoins</em> de dólar nos países com moedas mais fracas. Trump vai ter uma política altamente expansionista, vai exportar dólares para todo o mundo, para financiar a sua própria dívida. A desigualdade entre os pobres e ricos irá crescer fortemente, aumentando a possibilidade de conflitos e revoltas.</p>
<blockquote>
<p>“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”</p>
</blockquote>
<p>Será mais lenha, para alimentar a fogueira, vai gravar os conflitos geopolíticos já existentes, ficando as sociedade ainda mais polarizadas.</p>
<p>Eu acredito que 2025, vai haver um forte crescimento na adoção das <em>stablecoins</em> de dólares, esse forte crescimento vai agravar o problema sistémico que são as <em>stablecoins</em>. Vai ser o início do fim das <em>stablecoins</em>, pelo menos, como nós conhecemos hoje em dia.</p>
<h2>Problema sistémico</h2>
<p>O sistema FIAT não nasceu de um dia para outro, foi algo que foi construído organicamente, ou seja, foi evoluindo ao longo dos anos, sempre que havia um problema/crise, eram criadas novas regras ou novas instituições para minimizar os problemas. Nestes quase 100 anos, desde os acordos de Bretton Woods, a evolução foram tantas, tornaram o sistema financeiro altamente complexo, burocrático e nada eficiente.</p>
<p>Na prática é um castelo de cartas construído sobre outro castelo de cartas e que por sua vez, foi construído sobre outro castelo de cartas.</p>
<p>As <em>stablecoins</em> são um problema sistémico, devido às suas reservas em dólares e o sistema financeiro não está preparado para manter isso seguro. Com o crescimento das reservas ao longo dos anos, foi se agravando o problema.</p>
<p>No início a Tether colocava as reservas em bancos comerciais, mas com o crescimento dos dólares sob gestão, criou um problema nos bancos comerciais, devido à reserva fracionária. Essas enormes reservas da Tether estavam a colocar em risco a própria estabilidade dos bancos.</p>
<p>A Tether acabou por mudar de estratégia, optou por outros ativos, preferencialmente por títulos do tesouro/obrigações dos EUA. Só que a Tether continua a crescer e não dá sinais de abrandamento, pelo contrário.</p>
<p>Até o próprio mundo cripto, menosprezava a gravidade do problema da Tether/<em>stablecoins</em> para o resto do sistema financeiro, porque o <em>marketcap</em> do cripto ainda é muito pequeno. É verdade que ainda é pequeno, mas a Tether não o é, está no top 20 dos maiores detentores de títulos do tesouros dos EUA e está ao nível dos maiores bancos centrais do mundo. Devido ao seu tamanho, está a preocupar os responsáveis/autoridades/reguladores dos EUA, pode colocar em causa a estabilidade do sistema financeiro global, que está assente nessas obrigações.</p>
<p>Os títulos do tesouro dos EUA são o colateral mais utilizado no mundo, tanto por bancos centrais, como por empresas, é a charneira da estabilidade do sistema financeiro. Os títulos do tesouro são um assunto muito sensível. Na recente crise no Japão, do <em>carry trade</em>, o Banco Central do Japão tentou minimizar a desvalorização do iene através da venda de títulos dos EUA. Esta operação, obrigou a uma viagem de emergência, da Secretaria do Tesouro dos EUA, Janet Yellen ao Japão, onde disponibilizou liquidez para parar a venda de títulos por parte do Banco Central do Japão. Essa forte venda estava desestabilizando o mercado.</p>
<p>Os principais detentores de títulos do tesouros são institucionais, bancos centrais, bancos comerciais, fundo de investimento e gestoras, tudo administrado por gestores altamente qualificados, racionais e que conhecem a complexidade do mercado de obrigações.</p>
<p>O mundo cripto é seu oposto, é <em>naife</em> com muita irracionalidade e uma forte pitada de loucura, na sua maioria nem faz a mínima ideia como funciona o sistema financeiro. Essa irracionalidade pode levar a uma “corrida bancária”, como aconteceu com o UST da Luna, que em poucas horas colapsou o projeto. Em termos de escala, a Luna ainda era muito pequena, por isso, o problema ficou circunscrito ao mundo cripto e a empresas ligadas diretamente ao cripto.</p>
<p>Só que a Tether é muito diferente, caso exista algum FUD, que obrigue a Tether a desfazer-se de vários biliões ou dezenas de biliões de dólares em títulos num curto espaço de tempo, poderia provocar consequências terríveis em todo o sistema financeiro. A Tether é grande demais, é já um problema sistémico, que vai agravar-se com o crescimento em 2025.</p>
<p>Não tenham dúvidas, se existir algum problema, o Tesouro dos EUA vai impedir a venda dos títulos que a Tether tem em sua posse, para salvar o sistema financeiro. O problema é, o que vai fazer a Tether, se ficar sem acesso às venda das reservas, como fará o <em>redeem</em> dos dólares?</p>
<p>Como o crescimento do Tether é inevitável, o Tesouro e o FED estão com um grande problema em mãos, o que fazer com o Tether?</p>
<p>Mas o problema é que o atual sistema financeiro é como um curto cobertor: Quanto tapas a cabeça, destapas os pés; Ou quando tapas os pés, destapas a cabeça. Ou seja, para resolver o problema da guarda reservas da Tether, vai criar novos problemas, em outros locais do sistema financeiro e assim sucessivamente.</p>
<h3>Conta mestre</h3>
<p>Uma possível solução seria dar uma conta mestre à Tether, dando o acesso direto a uma conta no FED, semelhante à que todos os bancos comerciais têm. Com isto, a Tether deixaria de necessitar os títulos do tesouro, depositando o dinheiro diretamente no banco central. Só que isto iria criar dois novos problemas, com o Custodia Bank e com o restante sistema bancário.</p>
<p>O Custodia Bank luta há vários anos contra o FED, nos tribunais pelo direito a ter licença bancária para um banco com <em>full-reserves</em>. O FED recusou sempre esse direito, com a justificativa que esse banco, colocaria em risco toda a estabilidade do sistema bancário existente, ou seja, todos os outros bancos poderiam colapsar. Perante a existência em simultâneo de bancos com reserva fracionária e com <em>full-reserves</em>, as pessoas e empresas iriam optar pelo mais seguro. Isso iria provocar uma corrida bancária, levando ao colapso de todos os bancos com reserva fracionária, porque no Custodia Bank, os fundos dos clientes estão 100% garantidos, para qualquer valor. Deixaria de ser necessário limites de fundos de Garantia de Depósitos.</p>
<p>Eu concordo com o FED nesse ponto, que os bancos com <em>full-reserves</em> são uma ameaça a existência dos restantes bancos. O que eu discordo do FED, é a origem do problema, o problema não está nos bancos <em>full-reserves</em>, mas sim nos que têm reserva fracionária.</p>
<p>O FED ao conceder uma conta mestre ao Tether, abre um precedente, o Custodia Bank irá o aproveitar, reclamando pela igualdade de direitos nos tribunais e desta vez, possivelmente ganhará a sua licença.</p>
<p>Ainda há um segundo problema, com os restantes bancos comerciais. A Tether passaria a ter direitos similares aos bancos comerciais, mas os deveres seriam muito diferentes. Isto levaria os bancos comerciais aos tribunais para exigir igualdade de tratamento, é uma concorrência desleal. Isto é o bom dos tribunais dos EUA, são independentes e funcionam, mesmo contra o estado. Os bancos comerciais têm custos exorbitantes devido às políticas de <em>compliance</em>, como o KYC e AML. Como o governo não vai querer aliviar as regras, logo seria a Tether, a ser obrigada a fazer o <em>compliance</em> dos seus clientes.</p>
<p>A obrigação do KYC para ter <em>stablecoins</em> iriam provocar um terramoto no mundo cripto.</p>
<p>Assim, é pouco provável que seja a solução para a Tether.</p>
<h3>FED</h3>
<p>Só resta uma hipótese, ser o próprio FED a controlar e a gerir diretamente as <em>stablecoins</em> de dólar, nacionalizado ou absorvendo as existentes. Seria uma espécie de CBDC. Isto iria provocar um novo problema, um problema diplomático, porque as <em>stablecoins</em> estão a colocar em causa a soberania monetária dos outros países. Atualmente as <em>stablecoins</em> estão um pouco protegidas porque vivem num limbo jurídico, mas a partir do momento que estas são controladas pelo governo americano, tudo muda. Os países vão exigir às autoridades americanas medidas que limitem o uso nos seus respectivos países.</p>
<p>Não existe uma solução boa, o sistema FIAT é um castelo de cartas, qualquer carta que se mova, vai provocar um desmoronamento noutro local. As autoridades não poderão adiar mais o problema, terão que o resolver de vez, senão, qualquer dia será tarde demais. Se houver algum problema, vão colocar a responsabilidade no cripto e no Bitcoin. Mas a verdade, a culpa é inteiramente dos políticos, da sua incompetência em resolver os problemas a tempo.</p>
<p>Será algo para acompanhar futuramente, mas só para 2026, talvez…</p>
<p>É curioso, há uns anos pensava-se que o Bitcoin seria a maior ameaça ao sistema ao FIAT, mas afinal, a maior ameaça aos sistema FIAT é o próprio FIAT(<em>stablecoins</em>). A ironia do destino.</p>
<p>Isto é como uma corrida, o Bitcoin é aquele atleta que corre ao seu ritmo, umas vezes mais rápido, outras vezes mais lento, mas nunca pára. O FIAT é o atleta que dá tudo desde da partida, corre sempre em velocidade máxima. Só que a vida e o sistema financeiro não é uma prova de 100 metros, mas sim uma maratona.</p>
<h1>Europa</h1>
<p>2025 será um ano desafiante para todos europeus, sobretudo devido à entrada em vigor da regulamentação (MiCA). Vão começar a sentir na pele a regulamentação, vão agravar-se os problemas com os <em>compliance</em>, problemas para comprovar a origem de fundos e outras burocracias. Vai ser lindo.</p>
<p>O <em>Travel Route</em> passa a ser obrigatório, os europeus serão obrigados a fazer o KYC nas transações. A <em>Travel Route</em> é uma suposta lei para criar mais transparência, mas prática, é uma lei de controle, de monitorização e para limitar as liberdades individuais dos cidadãos.</p>
<p>O MiCA também está a colocar problemas nas <em>stablecoins</em> de Euro, a Tether para já preferiu ficar de fora da europa. O mais ridículo é que as novas regras obrigam os emissores a colocar 30% das reservas em bancos comerciais. Os burocratas europeus não compreendem que isto coloca em risco a estabilidade e a solvência dos próprios bancos, ficam propensos a corridas bancárias.</p>
<p>O MiCA vai obrigar a todas as exchanges a estar registadas em solo europeu, ficando vulnerável ao temperamento dos burocratas. Ainda não vai ser em 2025, mas a UE vai impor políticas de controle de capitais, é inevitável, as exchanges serão obrigadas a usar em exclusividade <em>stablecoins</em> de euro, as restantes <em>stablecoins</em> serão deslistadas.</p>
<p>Todas estas novas regras do MiCA, são extremamente restritas, não é para garantir mais segurança aos cidadãos europeus, mas sim para garantir mais controle sobre a população. A UE está cada vez mais perto da autocracia, do que da democracia. A minha única esperança no horizonte, é que o sucesso das políticas cripto nos EUA, vai obrigar a UE a recuar e a aligeirar as regras, a teoria dos jogos é implacável. Mas esse recuo, nunca acontecerá em 2025, vai ser um longo período conturbado.</p>
<h1>Recessão</h1>
<p>Os mercados estão todos em máximos históricos, isto não é sustentável por muito tempo, suspeito que no final de 2025 vai acontecer alguma correção nos mercados. A queda só não será maior, porque os bancos centrais vão imprimir dinheiro, muito dinheiro, como se não houvesse amanhã. Vão voltar a resolver os problemas com a injeção de liquidez na economia, é empurrar os problemas com a barriga, em de os resolver. Outra vez o efeito Cantillon.</p>
<p>Será um ano muito desafiante a nível político, onde o papel dos políticos será fundamental. A crise política na França e na Alemanha, coloca a UE órfã, sem um comandante ao leme do navio. 2025 estará condicionado pelas eleições na Alemanha, sobretudo no resultado do AfD, que podem colocar em causa a propriedade UE e o euro.</p>
<p>Possivelmente, só o fim da guerra poderia minimizar a crise, algo que é muito pouco provável acontecer.</p>
<p>Em Portugal, a economia parece que está mais ou menos equilibrada, mas começam a aparecer alguns sinais preocupantes. Os jogos de sorte e azar estão em máximos históricos, batendo o recorde de 2014, época da grande crise, não é um bom sinal, possivelmente já existe algum desespero no ar.</p>
<p>A Alemanha é o motor da Europa, quanto espirra, Portugal constipa-se. Além do problema da Alemanha, a Espanha também está à beira de uma crise, são os países que mais influenciam a economia portuguesa.</p>
<p>Se existir uma recessão mundial, terá um forte impacto no turismo, que é hoje em dia o principal motor de Portugal.</p>
<h1>Brasil</h1>
<p>Brasil é algo para acompanhar em 2025, sobretudo a nível macro e a nível político. Existe uma possibilidade de uma profunda crise no Brasil, sobretudo na sua moeda. O banco central já anda a queimar as reservas para minimizar a desvalorização do Real.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/eadb2156339881f2358e16fd4bb443c3f63d862f4e741dd8299c73f2b76e141d.jpg" alt="image"></p>
<p>Sem mudanças profundas nas políticas fiscais, as reservas vão se esgotar. As políticas de controle de capitais são um cenário plausível, será interesse de acompanhar, como o governo irá proceder perante a existência do Bitcoin e <em>stablecoins</em>. No Brasil existe um forte adoção, será um bom <em>case study</em>, certamente irá repetir-se em outros países num futuro próximo.</p>
<p>Os próximos tempos não serão fáceis para os brasileiros, especialmente para os que não têm Bitcoin.</p>
<h1>Blockchain</h1>
<p>Em 2025, possivelmente vamos ver os primeiros passos da BlackRock para criar a primeira bolsa de valores, exclusivamente em <em>blockchain</em>. Eu acredito que a BlackRock vai criar uma própria <em>blockchain</em>, toda controlada por si, onde estarão os RWAs, para fazer concorrência às tradicionais bolsas de valores. Será algo interessante de acompanhar.</p>
<hr>
<p>Estas são as minhas previsões, eu escrevi isto muito em cima do joelho, certamente esqueci-me de algumas coisas, se for importante acrescentarei nos comentários. A maioria das previsões só acontecerá após 2025, mas fica aqui a minha opinião.</p>
<p>Isto é apenas a minha opinião, <strong>Don’t Trust, Verify</strong>!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Último dia do ano, momento para tirar o pó da bola de cristal, para fazer reflexões, previsões e desejos para o próximo ano e seguintes.</p>
<p>Ano após ano, o Bitcoin evoluiu, foi ultrapassando etapas, tornou-se cada vez mais <em>mainstream</em>. Está cada vez mais difícil fazer previsões sobre o Bitcoin, já faltam poucas barreiras a serem ultrapassadas e as que faltam são altamente complexas ou tem um impacto profundo no sistema financeiro ou na sociedade. Estas alterações profundas tem que ser realizadas lentamente, porque uma alteração rápida poderia resultar em consequências terríveis, poderia provocar um retrocesso.</p>
<h1>Código do Bitcoin</h1>
<p>No final de 2025, possivelmente vamos ter um <em>fork</em>, as discussões sobre os <em>covenants</em> já estão avançadas, vão acelerar ainda mais. Já existe um consenso relativamente alto, a favor dos <em>covenants</em>, só falta decidir que modelo será escolhido. Penso que até ao final do ano será tudo decidido.</p>
<p>Depois dos <em>covenants,</em> o próximo foco será para a criptografia post-quantum, que será o maior desafio que o Bitcoin enfrenta. Criar uma criptografia segura e que não coloque a descentralização em causa.</p>
<p>Espero muito de Ark, possivelmente a inovação do ano, gostaria de ver o Nostr a furar a bolha bitcoinheira e que o Cashu tivesse mais reconhecimento pelos <em>bitcoiners</em>.</p>
<p>Espero que surjam avanços significativos no BitVM2 e BitVMX.</p>
<p>Não sei o que esperar das layer 2 de Bitcoin, foram a maior desilusão de 2024. Surgiram com muita força, mas pouca coisa saiu do papel, foi uma mão cheia de nada. Uma parte dos projetos caiu na tentação da <em>shitcoinagem</em>, na criação de tokens, que tem um único objetivo, enriquecer os devs e os VCs.</p>
<p>Se querem ser levados a sério, têm que ser sérios.</p>
<blockquote>
<p>“À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”</p>
</blockquote>
<p>Se querem ter o apoio dos <em>bitcoiners</em>, sigam o <em>ethos</em> do Bitcoin.</p>
<p>Neste ponto a atitude do pessoal da Ark é exemplar, em vez de andar a chorar no Twitter para mudar o código do Bitcoin, eles colocaram as mãos na massa e criaram o protocolo. É claro que agora está meio “coxo”, funciona com uma <em>multisig</em> ou com os <em>covenants</em> na Liquid. Mas eles estão a criar um produto, vão demonstrar ao mercado que o produto é bom e útil. Com a adoção, a comunidade vai perceber que o Ark necessita dos <em>covenants</em> para melhorar a interoperabilidade e a soberania.</p>
<p>É este o pensamento certo, que deveria ser seguido pelos restantes e futuros projetos. É seguir aquele pensamento do J.F. Kennedy:</p>
<blockquote>
<p>“Não perguntem o que é que o vosso país pode fazer por vocês, perguntem o que é que vocês podem fazer pelo vosso país”</p>
</blockquote>
<p>Ou seja, não fiquem à espera que o bitcoin mude, criem primeiro as inovações/tecnologia, ganhem adoção e depois demonstrem que a alteração do código camada base pode melhorar ainda mais o vosso projeto. A necessidade é que vai levar a atualização do código.</p>
<h1>Reservas Estratégicas de Bitcoin</h1>
<h2>Bancos centrais</h2>
<p>Com a eleição de Trump, emergiu a ideia de uma Reserva Estratégia de Bitcoin, tornou este conceito <em>mainstream</em>. Foi um <em>pivot</em>, a partir desse momento, foram enumerados os políticos de todo o mundo a falar sobre o assunto.</p>
<p>A Senadora Cynthia Lummis foi mais além e propôs um programa para adicionar 200 mil bitcoins à reserva ao ano, até 1 milhão de Bitcoin. Só que isto está a criar uma enorme expectativa na comunidade, só que pode resultar numa enorme desilusão. Porque no primeiro ano, o Trump em vez de comprar os 200 mil, pode apenas adicionar na reserva, os 198 mil que o Estado já tem em sua posse. Se isto acontecer, possivelmente vai resultar numa forte queda a curto prazo. Na minha opinião os bancos centrais deveriam seguir o exemplo de El Salvador, fazer um DCA diário.</p>
<p>Mais que comprar bitcoin, para mim, o mais importante é a criação da Reserva, é colocar o Bitcoin ao mesmo nível do ouro, o impacto para o resto do mundo será tremendo, a teoria dos jogos na sua plenitude. Muitos outros bancos centrais vão ter que comprar, para não ficarem atrás, além disso, vai transmitir uma mensagem à generalidade da população, que o Bitcoin é “afinal é algo seguro, com valor”.</p>
<p>Mas não foi Trump que iniciou esta teoria dos jogos, mas sim foi a primeira vítima dela. É o próprio Trump que o admite, que os EUA necessitam da reserva para não ficar atrás da China. Além disso, desde que os EUA utilizaram o dólar como uma arma, com sanção contra a Rússia, surgiram boatos de que a Rússia estaria a utilizar o Bitcoin para transações internacionais. Que foram confirmados recentemente, pelo próprio governo russo. Também há poucos dias, ainda antes deste reconhecimento público, Putin elogiou o Bitcoin, ao reconhecer que “Ninguém pode proibir o bitcoin”, defendendo como uma alternativa ao dólar. A narrativa está a mudar.</p>
<p>Já existem alguns países com Bitcoin, mas apenas dois o fizeram conscientemente (El Salvador e Butão), os restantes têm devido a apreensões. Hoje são poucos, mas 2025 será o início de uma corrida pelos bancos centrais. Esta corrida era algo previsível, o que eu não esperava é que acontecesse tão rápido.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/582c40adff8833111bcedd14f605f823e14dab519399be8db4fa27138ea0fff3.jpg" alt="image"></p>
<h2>Empresas</h2>
<p>A criação de reservas estratégicas não vai ficar apenas pelos bancos centrais, também vai acelerar fortemente nas empresas em 2025.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/35a1a869cb1434e75a3508565958511ad1ade8003b84c145886ea041d9eb6394.jpg" alt="image"></p>
<p>Mas as empresas não vão seguir a estratégia do Saylor, vão comprar bitcoin sem alavancagem, utilizando apenas os tesouros das empresas, como uma proteção contra a inflação. Eu não sou grande admirador do Saylor, prefiro muito mais, uma estratégia conservadora, sem qualquer alavancagem. Penso que as empresas vão seguir a sugestão da BlackRock, que aconselha um alocações de 1% a 3%.</p>
<p>Penso que 2025, ainda não será o ano da entrada das 6 magníficas (excepto Tesla), será sobretudo empresas de pequena e média dimensão. As magníficas ainda tem uma cota muito elevada de <em>shareholders</em> com alguma idade, bastante conservadores, que têm dificuldade em compreender o Bitcoin, foi o que aconteceu recentemente com a Microsoft.</p>
<p>Também ainda não será em 2025, talvez 2026, a inclusão nativamente de wallet Bitcoin nos sistema da Apple Pay e da Google Pay. Seria um passo gigante para a adoção a nível mundial.</p>
<h1>ETFs</h1>
<p>Os ETFs para mim são uma incógnita, tenho demasiadas dúvidas, como será 2025. Este ano os <em>inflows</em> foram superiores a 500 mil bitcoins, o IBIT foi o lançamento de ETF mais bem sucedido da história. O sucesso dos ETFs, deve-se a 2 situações que nunca mais se vão repetir. O mercado esteve 10 anos à espera pela aprovação dos ETFs, a procura estava reprimida, isso foi bem notório nos primeiros meses, os <em>inflows</em> foram brutais.</p>
<p>Também se beneficiou por ser um mercado novo, não existia <em>orderbook</em> de vendas, não existia um mercado interno, praticamente era só <em>inflows</em>. Agora o mercado já estabilizou, a maioria das transações já são entre clientes dos próprios ETFs. Agora só uma pequena percentagem do volume das transações diárias vai resultar em <em>inflows</em> ou <em>outflows</em>.</p>
<p>Estes dois fenómenos nunca mais se vão repetir, eu não acredito que o número de <em>inflows</em> em BTC supere os número de 2024, em dólares vai superar, mas em btc não acredito que vá superar.</p>
<p>Mas em 2025 vão surgir uma infindável quantidade de novos produtos, derivativos, novos ETFs de cestos com outras criptos ou cestos com ativos tradicionais. O bitcoin será adicionado em produtos financeiros já existentes no mercado, as pessoas vão passar a deter bitcoin, sem o saberem.</p>
<p>Com o fim da operação ChokePoint 2.0, vai surgir uma nova onda de adoção e de produtos financeiros. Possivelmente vamos ver bancos tradicionais a disponibilizar produtos ou serviços de custódia aos seus clientes.</p>
<p>Eu adoraria ver o crescimento da adoção do bitcoin como moeda, só que a regulamentação não vai ajudar nesse processo.</p>
<h1>Preço</h1>
<p>Eu acredito que o topo deste ciclo será alcançado no primeiro semestre, posteriormente haverá uma correção. Mas desta vez, eu acredito que a correção será muito menor que as anteriores, inferior a 50%, esta é a minha expectativa. Espero estar certo.</p>
<h1>Stablecoins de dólar</h1>
<p>Agora saindo um pouco do universo do Bitcoin, acho importante destacar as <em>stablecoins</em>.</p>
<p>No último ciclo, eu tenho dividido o tempo, entre continuar a estudar o Bitcoin e estudar o sistema financeiro, as suas dinâmicas e o comportamento humano. Isto tem sido o meu foco de reflexão, imaginar a transformação que o mundo vai sofrer devido ao padrão Bitcoin. É uma ilusão acreditar que a transição de um padrão FIAT para um padrão Bitcoin vai ser rápida, vai existir um processo transitório que pode demorar décadas.</p>
<p>Com a re-entrada de Trump na Casa Branca, prometendo uma política altamente protecionista, vai provocar uma forte valorização do dólar, consequentemente as restantes moedas do mundo vão derreter. Provocando uma inflação generalizada, gerando uma corrida às <em>stablecoins</em> de dólar nos países com moedas mais fracas. Trump vai ter uma política altamente expansionista, vai exportar dólares para todo o mundo, para financiar a sua própria dívida. A desigualdade entre os pobres e ricos irá crescer fortemente, aumentando a possibilidade de conflitos e revoltas.</p>
<blockquote>
<p>“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”</p>
</blockquote>
<p>Será mais lenha, para alimentar a fogueira, vai gravar os conflitos geopolíticos já existentes, ficando as sociedade ainda mais polarizadas.</p>
<p>Eu acredito que 2025, vai haver um forte crescimento na adoção das <em>stablecoins</em> de dólares, esse forte crescimento vai agravar o problema sistémico que são as <em>stablecoins</em>. Vai ser o início do fim das <em>stablecoins</em>, pelo menos, como nós conhecemos hoje em dia.</p>
<h2>Problema sistémico</h2>
<p>O sistema FIAT não nasceu de um dia para outro, foi algo que foi construído organicamente, ou seja, foi evoluindo ao longo dos anos, sempre que havia um problema/crise, eram criadas novas regras ou novas instituições para minimizar os problemas. Nestes quase 100 anos, desde os acordos de Bretton Woods, a evolução foram tantas, tornaram o sistema financeiro altamente complexo, burocrático e nada eficiente.</p>
<p>Na prática é um castelo de cartas construído sobre outro castelo de cartas e que por sua vez, foi construído sobre outro castelo de cartas.</p>
<p>As <em>stablecoins</em> são um problema sistémico, devido às suas reservas em dólares e o sistema financeiro não está preparado para manter isso seguro. Com o crescimento das reservas ao longo dos anos, foi se agravando o problema.</p>
<p>No início a Tether colocava as reservas em bancos comerciais, mas com o crescimento dos dólares sob gestão, criou um problema nos bancos comerciais, devido à reserva fracionária. Essas enormes reservas da Tether estavam a colocar em risco a própria estabilidade dos bancos.</p>
<p>A Tether acabou por mudar de estratégia, optou por outros ativos, preferencialmente por títulos do tesouro/obrigações dos EUA. Só que a Tether continua a crescer e não dá sinais de abrandamento, pelo contrário.</p>
<p>Até o próprio mundo cripto, menosprezava a gravidade do problema da Tether/<em>stablecoins</em> para o resto do sistema financeiro, porque o <em>marketcap</em> do cripto ainda é muito pequeno. É verdade que ainda é pequeno, mas a Tether não o é, está no top 20 dos maiores detentores de títulos do tesouros dos EUA e está ao nível dos maiores bancos centrais do mundo. Devido ao seu tamanho, está a preocupar os responsáveis/autoridades/reguladores dos EUA, pode colocar em causa a estabilidade do sistema financeiro global, que está assente nessas obrigações.</p>
<p>Os títulos do tesouro dos EUA são o colateral mais utilizado no mundo, tanto por bancos centrais, como por empresas, é a charneira da estabilidade do sistema financeiro. Os títulos do tesouro são um assunto muito sensível. Na recente crise no Japão, do <em>carry trade</em>, o Banco Central do Japão tentou minimizar a desvalorização do iene através da venda de títulos dos EUA. Esta operação, obrigou a uma viagem de emergência, da Secretaria do Tesouro dos EUA, Janet Yellen ao Japão, onde disponibilizou liquidez para parar a venda de títulos por parte do Banco Central do Japão. Essa forte venda estava desestabilizando o mercado.</p>
<p>Os principais detentores de títulos do tesouros são institucionais, bancos centrais, bancos comerciais, fundo de investimento e gestoras, tudo administrado por gestores altamente qualificados, racionais e que conhecem a complexidade do mercado de obrigações.</p>
<p>O mundo cripto é seu oposto, é <em>naife</em> com muita irracionalidade e uma forte pitada de loucura, na sua maioria nem faz a mínima ideia como funciona o sistema financeiro. Essa irracionalidade pode levar a uma “corrida bancária”, como aconteceu com o UST da Luna, que em poucas horas colapsou o projeto. Em termos de escala, a Luna ainda era muito pequena, por isso, o problema ficou circunscrito ao mundo cripto e a empresas ligadas diretamente ao cripto.</p>
<p>Só que a Tether é muito diferente, caso exista algum FUD, que obrigue a Tether a desfazer-se de vários biliões ou dezenas de biliões de dólares em títulos num curto espaço de tempo, poderia provocar consequências terríveis em todo o sistema financeiro. A Tether é grande demais, é já um problema sistémico, que vai agravar-se com o crescimento em 2025.</p>
<p>Não tenham dúvidas, se existir algum problema, o Tesouro dos EUA vai impedir a venda dos títulos que a Tether tem em sua posse, para salvar o sistema financeiro. O problema é, o que vai fazer a Tether, se ficar sem acesso às venda das reservas, como fará o <em>redeem</em> dos dólares?</p>
<p>Como o crescimento do Tether é inevitável, o Tesouro e o FED estão com um grande problema em mãos, o que fazer com o Tether?</p>
<p>Mas o problema é que o atual sistema financeiro é como um curto cobertor: Quanto tapas a cabeça, destapas os pés; Ou quando tapas os pés, destapas a cabeça. Ou seja, para resolver o problema da guarda reservas da Tether, vai criar novos problemas, em outros locais do sistema financeiro e assim sucessivamente.</p>
<h3>Conta mestre</h3>
<p>Uma possível solução seria dar uma conta mestre à Tether, dando o acesso direto a uma conta no FED, semelhante à que todos os bancos comerciais têm. Com isto, a Tether deixaria de necessitar os títulos do tesouro, depositando o dinheiro diretamente no banco central. Só que isto iria criar dois novos problemas, com o Custodia Bank e com o restante sistema bancário.</p>
<p>O Custodia Bank luta há vários anos contra o FED, nos tribunais pelo direito a ter licença bancária para um banco com <em>full-reserves</em>. O FED recusou sempre esse direito, com a justificativa que esse banco, colocaria em risco toda a estabilidade do sistema bancário existente, ou seja, todos os outros bancos poderiam colapsar. Perante a existência em simultâneo de bancos com reserva fracionária e com <em>full-reserves</em>, as pessoas e empresas iriam optar pelo mais seguro. Isso iria provocar uma corrida bancária, levando ao colapso de todos os bancos com reserva fracionária, porque no Custodia Bank, os fundos dos clientes estão 100% garantidos, para qualquer valor. Deixaria de ser necessário limites de fundos de Garantia de Depósitos.</p>
<p>Eu concordo com o FED nesse ponto, que os bancos com <em>full-reserves</em> são uma ameaça a existência dos restantes bancos. O que eu discordo do FED, é a origem do problema, o problema não está nos bancos <em>full-reserves</em>, mas sim nos que têm reserva fracionária.</p>
<p>O FED ao conceder uma conta mestre ao Tether, abre um precedente, o Custodia Bank irá o aproveitar, reclamando pela igualdade de direitos nos tribunais e desta vez, possivelmente ganhará a sua licença.</p>
<p>Ainda há um segundo problema, com os restantes bancos comerciais. A Tether passaria a ter direitos similares aos bancos comerciais, mas os deveres seriam muito diferentes. Isto levaria os bancos comerciais aos tribunais para exigir igualdade de tratamento, é uma concorrência desleal. Isto é o bom dos tribunais dos EUA, são independentes e funcionam, mesmo contra o estado. Os bancos comerciais têm custos exorbitantes devido às políticas de <em>compliance</em>, como o KYC e AML. Como o governo não vai querer aliviar as regras, logo seria a Tether, a ser obrigada a fazer o <em>compliance</em> dos seus clientes.</p>
<p>A obrigação do KYC para ter <em>stablecoins</em> iriam provocar um terramoto no mundo cripto.</p>
<p>Assim, é pouco provável que seja a solução para a Tether.</p>
<h3>FED</h3>
<p>Só resta uma hipótese, ser o próprio FED a controlar e a gerir diretamente as <em>stablecoins</em> de dólar, nacionalizado ou absorvendo as existentes. Seria uma espécie de CBDC. Isto iria provocar um novo problema, um problema diplomático, porque as <em>stablecoins</em> estão a colocar em causa a soberania monetária dos outros países. Atualmente as <em>stablecoins</em> estão um pouco protegidas porque vivem num limbo jurídico, mas a partir do momento que estas são controladas pelo governo americano, tudo muda. Os países vão exigir às autoridades americanas medidas que limitem o uso nos seus respectivos países.</p>
<p>Não existe uma solução boa, o sistema FIAT é um castelo de cartas, qualquer carta que se mova, vai provocar um desmoronamento noutro local. As autoridades não poderão adiar mais o problema, terão que o resolver de vez, senão, qualquer dia será tarde demais. Se houver algum problema, vão colocar a responsabilidade no cripto e no Bitcoin. Mas a verdade, a culpa é inteiramente dos políticos, da sua incompetência em resolver os problemas a tempo.</p>
<p>Será algo para acompanhar futuramente, mas só para 2026, talvez…</p>
<p>É curioso, há uns anos pensava-se que o Bitcoin seria a maior ameaça ao sistema ao FIAT, mas afinal, a maior ameaça aos sistema FIAT é o próprio FIAT(<em>stablecoins</em>). A ironia do destino.</p>
<p>Isto é como uma corrida, o Bitcoin é aquele atleta que corre ao seu ritmo, umas vezes mais rápido, outras vezes mais lento, mas nunca pára. O FIAT é o atleta que dá tudo desde da partida, corre sempre em velocidade máxima. Só que a vida e o sistema financeiro não é uma prova de 100 metros, mas sim uma maratona.</p>
<h1>Europa</h1>
<p>2025 será um ano desafiante para todos europeus, sobretudo devido à entrada em vigor da regulamentação (MiCA). Vão começar a sentir na pele a regulamentação, vão agravar-se os problemas com os <em>compliance</em>, problemas para comprovar a origem de fundos e outras burocracias. Vai ser lindo.</p>
<p>O <em>Travel Route</em> passa a ser obrigatório, os europeus serão obrigados a fazer o KYC nas transações. A <em>Travel Route</em> é uma suposta lei para criar mais transparência, mas prática, é uma lei de controle, de monitorização e para limitar as liberdades individuais dos cidadãos.</p>
<p>O MiCA também está a colocar problemas nas <em>stablecoins</em> de Euro, a Tether para já preferiu ficar de fora da europa. O mais ridículo é que as novas regras obrigam os emissores a colocar 30% das reservas em bancos comerciais. Os burocratas europeus não compreendem que isto coloca em risco a estabilidade e a solvência dos próprios bancos, ficam propensos a corridas bancárias.</p>
<p>O MiCA vai obrigar a todas as exchanges a estar registadas em solo europeu, ficando vulnerável ao temperamento dos burocratas. Ainda não vai ser em 2025, mas a UE vai impor políticas de controle de capitais, é inevitável, as exchanges serão obrigadas a usar em exclusividade <em>stablecoins</em> de euro, as restantes <em>stablecoins</em> serão deslistadas.</p>
<p>Todas estas novas regras do MiCA, são extremamente restritas, não é para garantir mais segurança aos cidadãos europeus, mas sim para garantir mais controle sobre a população. A UE está cada vez mais perto da autocracia, do que da democracia. A minha única esperança no horizonte, é que o sucesso das políticas cripto nos EUA, vai obrigar a UE a recuar e a aligeirar as regras, a teoria dos jogos é implacável. Mas esse recuo, nunca acontecerá em 2025, vai ser um longo período conturbado.</p>
<h1>Recessão</h1>
<p>Os mercados estão todos em máximos históricos, isto não é sustentável por muito tempo, suspeito que no final de 2025 vai acontecer alguma correção nos mercados. A queda só não será maior, porque os bancos centrais vão imprimir dinheiro, muito dinheiro, como se não houvesse amanhã. Vão voltar a resolver os problemas com a injeção de liquidez na economia, é empurrar os problemas com a barriga, em de os resolver. Outra vez o efeito Cantillon.</p>
<p>Será um ano muito desafiante a nível político, onde o papel dos políticos será fundamental. A crise política na França e na Alemanha, coloca a UE órfã, sem um comandante ao leme do navio. 2025 estará condicionado pelas eleições na Alemanha, sobretudo no resultado do AfD, que podem colocar em causa a propriedade UE e o euro.</p>
<p>Possivelmente, só o fim da guerra poderia minimizar a crise, algo que é muito pouco provável acontecer.</p>
<p>Em Portugal, a economia parece que está mais ou menos equilibrada, mas começam a aparecer alguns sinais preocupantes. Os jogos de sorte e azar estão em máximos históricos, batendo o recorde de 2014, época da grande crise, não é um bom sinal, possivelmente já existe algum desespero no ar.</p>
<p>A Alemanha é o motor da Europa, quanto espirra, Portugal constipa-se. Além do problema da Alemanha, a Espanha também está à beira de uma crise, são os países que mais influenciam a economia portuguesa.</p>
<p>Se existir uma recessão mundial, terá um forte impacto no turismo, que é hoje em dia o principal motor de Portugal.</p>
<h1>Brasil</h1>
<p>Brasil é algo para acompanhar em 2025, sobretudo a nível macro e a nível político. Existe uma possibilidade de uma profunda crise no Brasil, sobretudo na sua moeda. O banco central já anda a queimar as reservas para minimizar a desvalorização do Real.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/eadb2156339881f2358e16fd4bb443c3f63d862f4e741dd8299c73f2b76e141d.jpg" alt="image"></p>
<p>Sem mudanças profundas nas políticas fiscais, as reservas vão se esgotar. As políticas de controle de capitais são um cenário plausível, será interesse de acompanhar, como o governo irá proceder perante a existência do Bitcoin e <em>stablecoins</em>. No Brasil existe um forte adoção, será um bom <em>case study</em>, certamente irá repetir-se em outros países num futuro próximo.</p>
<p>Os próximos tempos não serão fáceis para os brasileiros, especialmente para os que não têm Bitcoin.</p>
<h1>Blockchain</h1>
<p>Em 2025, possivelmente vamos ver os primeiros passos da BlackRock para criar a primeira bolsa de valores, exclusivamente em <em>blockchain</em>. Eu acredito que a BlackRock vai criar uma própria <em>blockchain</em>, toda controlada por si, onde estarão os RWAs, para fazer concorrência às tradicionais bolsas de valores. Será algo interessante de acompanhar.</p>
<hr>
<p>Estas são as minhas previsões, eu escrevi isto muito em cima do joelho, certamente esqueci-me de algumas coisas, se for importante acrescentarei nos comentários. A maioria das previsões só acontecerá após 2025, mas fica aqui a minha opinião.</p>
<p>Isto é apenas a minha opinião, <strong>Don’t Trust, Verify</strong>!</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Juros Compostos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma analise aos juros compostos no padrão FIAT e no Bitcoin. ]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma analise aos juros compostos no padrão FIAT e no Bitcoin. ]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 28 Dec 2024 12:19:02 GMT</pubDate>
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      <category>Bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O nosso amigo Camilo Lourenço, voltou a dedicar <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RT5bV-w6bcY">mais um programa</a> ao Santo Graal de todos os influencers de finanças pessoais, os juros compostos.<br>Para não fugir à regra, utilizaram o mesmo exercício para explicar o que é os juros compostos.</p>
<p>O exercício:<br>Preferia receber?</p>
<p><strong>2 milhões de euros agora.</strong><br>ou<br><strong>1 cêntimo a duplicar todos os dias, durante 30 dias</strong></p>
<hr>
<p>Este exercício é interessante, o primeiro instinto leva-nos a escolher os 2 milhões, é o efeito Marshmallow. Mas fazendo as contas, o 1 cêntimo vai transformar-se em:</p>
<p>€0.01 x 2^(29) = €5368709.12</p>
<p>Ao fim de 30 dias seriam mais de 5 milhões!!</p>
<p>Depois das contas feitas parece que a melhor escolha é o 1 cêntimo, mas será mesmo a melhor escolha?</p>
<h2>Padrão FIAT</h2>
<p>Para já vou olhar para o exercício com um olhar fiduciário.<br>Como diz o Camilo, o juro composto é algo que se estuda nas faculdades, com um pensamento exclusivamente keynesiano. Só que este exercício só funciona na teoria, apenas dentro das faculdades, esquecendo por completo, da complexidade do mundo real e das economias.</p>
<p>Para este exercício ser condizente com a realidade que todos os seres humanos sentem na pele, falta uma premissa na equação, que é essencial, a inflação da moeda.<br>Num cenário com uma valorização de 100% (como no exercício), a inflação real deve rondar no mínimo de 20%. Como o imobiliário é um dos ativos que melhor preserva o poder de compra perante a inflação. Ao optar por recever os 2 milhões e comprar de imediato um casa:</p>
<p>€2M x 1.2^(29) = €395 627 189</p>
<p>Assim, ao fim de 30 dias, a casa já valeria mais de €395 milhões, um resultado muito superior aos juros compostos, que valeriam €5 milhões.<br>Este é o grande problema do mundo keynesiano, utiliza um unidade de medida (moeda) que muda ao longo do tempo, que desvirtua por completo qualquer conta ou estatística que se faça.</p>
<h2>Padrão Bitcoin</h2>
<p>Agora, vou olhar para o exercício com um olhar de bitcoiner. </p>
<p>Preferia receber?</p>
<p><strong>2 btc agora.</strong><br>ou<br><strong>1 sat a duplicar todos os dias, durante 30 dias</strong></p>
<p>Curiosamente este exercício, o juro composto funciona na perfeição no padrão Bitcoin.</p>
<p>Imediato:<br>no 1º dia, os 2 btc equivale a ~0,0000095% da base monetária<br>no 30º dia, os 2 btc equivale a ~0,0000095% da base monetária</p>
<p>Juros Compostos:<br>no 1º dia, 1 sat equivale a ~0,0000000000000476% da base monetária<br>no 30º dia, os 5.36 btc equivale a ~0,0000255% da base monetária</p>
<p>Aqui sem dúvida nenhuma, os juros compostos seriam a melhor escolha, porque a base monetária não aumenta.<br>No padrão bitcoin, os juros compostos funcionam…</p>
<p><np-embed url="https://www.youtube.com/watch?v=RT5bV-w6bcY"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RT5bV-w6bcY">mais um programa</a></np-embed></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O nosso amigo Camilo Lourenço, voltou a dedicar <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RT5bV-w6bcY">mais um programa</a> ao Santo Graal de todos os influencers de finanças pessoais, os juros compostos.<br>Para não fugir à regra, utilizaram o mesmo exercício para explicar o que é os juros compostos.</p>
<p>O exercício:<br>Preferia receber?</p>
<p><strong>2 milhões de euros agora.</strong><br>ou<br><strong>1 cêntimo a duplicar todos os dias, durante 30 dias</strong></p>
<hr>
<p>Este exercício é interessante, o primeiro instinto leva-nos a escolher os 2 milhões, é o efeito Marshmallow. Mas fazendo as contas, o 1 cêntimo vai transformar-se em:</p>
<p>€0.01 x 2^(29) = €5368709.12</p>
<p>Ao fim de 30 dias seriam mais de 5 milhões!!</p>
<p>Depois das contas feitas parece que a melhor escolha é o 1 cêntimo, mas será mesmo a melhor escolha?</p>
<h2>Padrão FIAT</h2>
<p>Para já vou olhar para o exercício com um olhar fiduciário.<br>Como diz o Camilo, o juro composto é algo que se estuda nas faculdades, com um pensamento exclusivamente keynesiano. Só que este exercício só funciona na teoria, apenas dentro das faculdades, esquecendo por completo, da complexidade do mundo real e das economias.</p>
<p>Para este exercício ser condizente com a realidade que todos os seres humanos sentem na pele, falta uma premissa na equação, que é essencial, a inflação da moeda.<br>Num cenário com uma valorização de 100% (como no exercício), a inflação real deve rondar no mínimo de 20%. Como o imobiliário é um dos ativos que melhor preserva o poder de compra perante a inflação. Ao optar por recever os 2 milhões e comprar de imediato um casa:</p>
<p>€2M x 1.2^(29) = €395 627 189</p>
<p>Assim, ao fim de 30 dias, a casa já valeria mais de €395 milhões, um resultado muito superior aos juros compostos, que valeriam €5 milhões.<br>Este é o grande problema do mundo keynesiano, utiliza um unidade de medida (moeda) que muda ao longo do tempo, que desvirtua por completo qualquer conta ou estatística que se faça.</p>
<h2>Padrão Bitcoin</h2>
<p>Agora, vou olhar para o exercício com um olhar de bitcoiner. </p>
<p>Preferia receber?</p>
<p><strong>2 btc agora.</strong><br>ou<br><strong>1 sat a duplicar todos os dias, durante 30 dias</strong></p>
<p>Curiosamente este exercício, o juro composto funciona na perfeição no padrão Bitcoin.</p>
<p>Imediato:<br>no 1º dia, os 2 btc equivale a ~0,0000095% da base monetária<br>no 30º dia, os 2 btc equivale a ~0,0000095% da base monetária</p>
<p>Juros Compostos:<br>no 1º dia, 1 sat equivale a ~0,0000000000000476% da base monetária<br>no 30º dia, os 5.36 btc equivale a ~0,0000255% da base monetária</p>
<p>Aqui sem dúvida nenhuma, os juros compostos seriam a melhor escolha, porque a base monetária não aumenta.<br>No padrão bitcoin, os juros compostos funcionam…</p>
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      <title><![CDATA[BTCsdr]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 02 Dec 2024 15:12:21 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>BTCsdr</strong> parte do princípio, que o bitcoin é o ouro digital, logo terá que ter um valor igual ou superior ao ouro. Desde que existe Bitcoin, o máximo histórico do ouro, em poder de compra, foi em Setembro de 2011, atingiu aproximadamente $11 triliões. Neste mesmo período, coincide com o aparecimento das primeiras <em>exchanges</em>. Por esse motivo, Setembro de 2011 será o ponto de referência.</p>
<p>Se nós dividirmos os $11 triliões por 21 milhões de <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>, dá ~$523809, ou seja, para o <em>marketcap</em> do Bitcoin superar o do ouro, cada <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> teria de valer mais de 523 mil dólares em 2011. Para facilitar as contas, vão arredondar para $500 mil.</p>
<p>Para calcular o poder de compra do ouro, não utilizei apenas a perda de poder de compra do dólar, mas sim de um cesto de moedas, porque <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> é global. Utilizei o cesto e as percentagens dos SDR do FMI:    </p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9dd8e1ca2294f6aab30f1d5b44d121aa7991fd22455aa46243b551c078bcf80f.jpg" alt="image"></p>
<h2>Resultado:</h2>
<p><img src="https://image.nostr.build/fbf1f46b83da2a33b7ed2b3400476ebca124873c40494c7e5bc95ca8fcae08bd.jpg" alt="image"></p>
<p><img src="https://image.nostr.build/671878790164529728d3c7144b74abffa7d6cdff8958a2d24a4bb0caf54abaf7.jpg" alt="image"></p>
<p>O cesto de moedas FIAT perdeu quase 40% do poder de compra, o Ouro perdeu quase 10%. O bitcoin está apenas a 13% (linha azul) para superar o valor do ouro.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O <strong>BTCsdr</strong> parte do princípio, que o bitcoin é o ouro digital, logo terá que ter um valor igual ou superior ao ouro. Desde que existe Bitcoin, o máximo histórico do ouro, em poder de compra, foi em Setembro de 2011, atingiu aproximadamente $11 triliões. Neste mesmo período, coincide com o aparecimento das primeiras <em>exchanges</em>. Por esse motivo, Setembro de 2011 será o ponto de referência.</p>
<p>Se nós dividirmos os $11 triliões por 21 milhões de <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>, dá ~$523809, ou seja, para o <em>marketcap</em> do Bitcoin superar o do ouro, cada <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> teria de valer mais de 523 mil dólares em 2011. Para facilitar as contas, vão arredondar para $500 mil.</p>
<p>Para calcular o poder de compra do ouro, não utilizei apenas a perda de poder de compra do dólar, mas sim de um cesto de moedas, porque <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> é global. Utilizei o cesto e as percentagens dos SDR do FMI:    </p>
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<h2>Resultado:</h2>
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<p>O cesto de moedas FIAT perdeu quase 40% do poder de compra, o Ouro perdeu quase 10%. O bitcoin está apenas a 13% (linha azul) para superar o valor do ouro.</p>
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      <title><![CDATA[O Pensamento de Saylor]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre a entrevista de Michael Saylor e o seu pensamento.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre a entrevista de Michael Saylor e o seu pensamento.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 25 Nov 2024 16:16:48 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
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<p>Uma excelente entrevista de Natalie Brunell a Michael Saylor, aconselho a sua visualização.</p>
<p>Sem dúvida alguma, Saylor é muito inteligente, mas algo que sempre me inquietou ou gerou muitas dúvidas, é o seu ponto de vista sobre o Bitcoin como meio de troca(MoE). O seu pensamento (como MoE) sempre foi muito abstrato, evitava falar do assunto, era quase um tabu. Eu acreditava que essa atitude era devido a ter receio das autoridades dos EUA.</p>
<p>Mas nesta entrevista, ele falou mais do assunto, defendendo um mundo onde o Bitcoin como uma reserva de valor(SoV) e o dólar como a MoE, uma moeda global. Ou seja, o pensamento geral dos milionários de Wall Street, que só vê EUA, não tem a mínima noção da realidade ao seu redor, de como vivem os mais pobres em todo o mundo. Quando viajam, só vão para hotéis de 5 estrelas ou para condomínios de luxo ou fechados, não conhecem a realidade.</p>
<p>Não faz qualquer sentido, o dólar ser uma moeda oficial de todos os países, utilizada por todas as pessoas do mundo. Certamente algumas beneficiaram, mas no geral não haveria benefícios, a não ser para o EUA, que poderia financiar-se inesgotável e exportar diretamente inflação para todos os países. Se hoje em dia, o dólar como moeda de reserva mundial, indiretamente consegue exportar inflação, como MoE global, seria bem pior. Era o mundo inteiro a financiar um único governo, um único país. Os países do mundo e os seus cidadãos ficariam escravos, dependente das opiniões e da atitude do governo dos EUA. Seria um Franco CFA global.</p>
<p>É claro que o mundo beneficiaria com a existência de uma MoE global, mas este tem que ser neutro politicamente e economicamente, ter inflação zero é fulcral.</p>
<p>Saylor nunca escondeu que só olha para o Bitcoin como uma SoV, descartando o MoE e a auto-custódia.</p>
<p>Eu tenho opinião contrária, a meu ver, o que é revolucionário no bitcoin é o MoE, permitir a qualquer indivíduo do mundo ser livre, ter acesso a uma conta bancária, ter um dinheiro que não é monitorizado ou controlado por um governo. Permitir aos mais podres, que a sua única riqueza, são meia dúzia de moedas, que permitem apenas comprar a refeição do dia seguinte, não ser roubado pelo seu governo através da desvalorização cambial ou inflação.</p>
<p>É claro que o Bitcoin necessita de ser uma boa SoV, mas ao mesmo tempo também tem que ser uma MoE. Este é o principal problema das moedas FIAT, não são uma boa SoV, foram projectadas para perder poder de compra continuamente. Ter as duas características em simultâneo e ser acessível para todos os cidadãos do planeta, é que é revolucionário.</p>
<p>Na maneira como o Saylor olha para o Bitcoin, no meu ponto de vista, faria mais sentido ele ter apostado no ouro. Ele olha para o Bitcoin, apenas com as mesmas caraterísticas que o ouro, mas Bitcoin vai muito mais além disso. Em todas as características onde o Bitcoin é melhor que o ouro, o Saylor não usa/gosta. A divisibilidade, portabilidade, verificabilidade, fungibilidade,&nbsp; sem contra-parte e a soberania são características especialmente úteis para quem usa o bitcoin como MoE.</p>
<p>As caraterísticas onde (agora) o ouro é melhor que o Bitcoin, como a história e a adoção, sobretudo nos bancos centrais e no mundo financeiro, é apenas isto que o Saylor procura, possivelmente faria muito mais sentido ter apostado no ouro.</p>
<p>Volto a frisar, eu compreendo que o Saylor evite defender publicamente o&nbsp; Bitcoin como MoE, por ter medo de represálias, mas não faz qualquer sentido defender o dólar como moeda global. É completamente legítimo alguém querer apenas o Bitcoin como SoV, não querer utilizá-lo como moeda. Cada um é livre de fazer o que quer da sua vida e do seu património. Mas o Saylor ao dizer que o dólar é melhor que o Bitcoin, como MoE, só demonstra que ele não reconhece o real valor do Bitcoin.</p>
<h1>MicroStrategy</h1>
<p>O Saylor, ao mesmo tempo que defende o sistema financeiro FIAT, aproveita-se dele para fazer um ataque especulativo, ao próprio sistema. Aproveita as lacunas, do crédito barato existente, para comprar mais Bitcoin. Na entrevista, reafirma, que a MicroStrategy é um ativo alavancado de Bitcoin.</p>
<p>É curioso como ele o descreve, é alavancado mas sem a chamada de margem.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/e2c4a4f79add17291750e1f59ed3e8d4a448ab397b8d4ac9582453413902c36a.png" alt="image"></p>
<p>Pode não ter chamada de margem, mas continua a ser alavancado, continua a existir um risco, as notas conversíveis tem que ser devolvidas. É provável que no fim das maturidades das notas, o Bitcoin valerá mais que hoje, neste caso não existirá grande problema. Apesar de ser pouco provável, pode acontecer o contrário e se isso acontecer, será problemático.</p>
<p>O Saylor não pára de comprar Bitcoin, os créditos são cada vez mais elevados. A MicroStrategy começa a ser um problema. O curioso, é que o mercado está extremamente confiante e continua a comprar as notas conversíveis, na última emissão foram com uma maturidade de 2029 e com taxa de juro de 0%.</p>
<p>Enquanto escrevia este artigo, mais uma emissão:<br><a href="https://image.nostr.build/8857844f7ce5ac64b53f6d39df22a201825f1c26a2e7412b2061f91771e4627e.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/8857844f7ce5ac64b53f6d39df22a201825f1c26a2e7412b2061f91771e4627e.jpg"></a></p>
<h1>Ativos digitais</h1>
<p>Outro ponto que gerou alguma controvérsia, é o Sayler defender os RWAs. Alguns <em>bitcoiners</em> criticaram-no e disseram que ele deixou de ser maximalista e os <em>shitcoiners</em> começaram a comemorar.</p>
<p>Neste ponto, eu compreendo o seu ponto de vista e até concordo com o Saylor, o sistema financeiro necessita de se modernizar, de estar disponível 24 por 7. Eu acredito que o futuro do sistema financeiro vai passar pela <em>blockchain</em>, mas será algo muito diferente daquilo que os <em>shitcoiners</em> imaginam. Os RWAs não vão ser em Solana ou Ethereum, não haverá <em>tokens</em> nativos ou <em>tokens</em> dos protocolos.</p>
<p>Eu vejo a BlockRock a criar uma <em>blockchain</em> própria, um sistema que fará concorrência direta à bolsa de New York, mas esse ecossistema terá como <em>tokens</em> nativos um sistémico do dólar, uma <em>stablecoin</em>. Tudo será monitorizado e controlado pela BlockRock, incluindo as regras de consenso da rede e os validadores, KYC e a emissão dos RWAs.</p>
<p><em>Blockchain</em> é uma tecnologia que poderá ser muito útil, quando bem utilizada. O grande problema, é que os shitcoiners utilizam a tecnologia apenas para enriquecer, para vender <em>tokens</em> nativos ou <em>tokens</em> de protocolos ou <em>tokens</em> de governança, são <em>tokens</em> por tudo e por nada, isto é que não faz qualquer sentido. E como Saylor voltou a frisar: “<em>There is no second best</em>”.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><np-embed url="https://www.youtube.com/watch?v=pQ7fjpqzUS4"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQ7fjpqzUS4">https://www.youtube.com/watch?v=pQ7fjpqzUS4</a></np-embed></p>
<p>Uma excelente entrevista de Natalie Brunell a Michael Saylor, aconselho a sua visualização.</p>
<p>Sem dúvida alguma, Saylor é muito inteligente, mas algo que sempre me inquietou ou gerou muitas dúvidas, é o seu ponto de vista sobre o Bitcoin como meio de troca(MoE). O seu pensamento (como MoE) sempre foi muito abstrato, evitava falar do assunto, era quase um tabu. Eu acreditava que essa atitude era devido a ter receio das autoridades dos EUA.</p>
<p>Mas nesta entrevista, ele falou mais do assunto, defendendo um mundo onde o Bitcoin como uma reserva de valor(SoV) e o dólar como a MoE, uma moeda global. Ou seja, o pensamento geral dos milionários de Wall Street, que só vê EUA, não tem a mínima noção da realidade ao seu redor, de como vivem os mais pobres em todo o mundo. Quando viajam, só vão para hotéis de 5 estrelas ou para condomínios de luxo ou fechados, não conhecem a realidade.</p>
<p>Não faz qualquer sentido, o dólar ser uma moeda oficial de todos os países, utilizada por todas as pessoas do mundo. Certamente algumas beneficiaram, mas no geral não haveria benefícios, a não ser para o EUA, que poderia financiar-se inesgotável e exportar diretamente inflação para todos os países. Se hoje em dia, o dólar como moeda de reserva mundial, indiretamente consegue exportar inflação, como MoE global, seria bem pior. Era o mundo inteiro a financiar um único governo, um único país. Os países do mundo e os seus cidadãos ficariam escravos, dependente das opiniões e da atitude do governo dos EUA. Seria um Franco CFA global.</p>
<p>É claro que o mundo beneficiaria com a existência de uma MoE global, mas este tem que ser neutro politicamente e economicamente, ter inflação zero é fulcral.</p>
<p>Saylor nunca escondeu que só olha para o Bitcoin como uma SoV, descartando o MoE e a auto-custódia.</p>
<p>Eu tenho opinião contrária, a meu ver, o que é revolucionário no bitcoin é o MoE, permitir a qualquer indivíduo do mundo ser livre, ter acesso a uma conta bancária, ter um dinheiro que não é monitorizado ou controlado por um governo. Permitir aos mais podres, que a sua única riqueza, são meia dúzia de moedas, que permitem apenas comprar a refeição do dia seguinte, não ser roubado pelo seu governo através da desvalorização cambial ou inflação.</p>
<p>É claro que o Bitcoin necessita de ser uma boa SoV, mas ao mesmo tempo também tem que ser uma MoE. Este é o principal problema das moedas FIAT, não são uma boa SoV, foram projectadas para perder poder de compra continuamente. Ter as duas características em simultâneo e ser acessível para todos os cidadãos do planeta, é que é revolucionário.</p>
<p>Na maneira como o Saylor olha para o Bitcoin, no meu ponto de vista, faria mais sentido ele ter apostado no ouro. Ele olha para o Bitcoin, apenas com as mesmas caraterísticas que o ouro, mas Bitcoin vai muito mais além disso. Em todas as características onde o Bitcoin é melhor que o ouro, o Saylor não usa/gosta. A divisibilidade, portabilidade, verificabilidade, fungibilidade,&nbsp; sem contra-parte e a soberania são características especialmente úteis para quem usa o bitcoin como MoE.</p>
<p>As caraterísticas onde (agora) o ouro é melhor que o Bitcoin, como a história e a adoção, sobretudo nos bancos centrais e no mundo financeiro, é apenas isto que o Saylor procura, possivelmente faria muito mais sentido ter apostado no ouro.</p>
<p>Volto a frisar, eu compreendo que o Saylor evite defender publicamente o&nbsp; Bitcoin como MoE, por ter medo de represálias, mas não faz qualquer sentido defender o dólar como moeda global. É completamente legítimo alguém querer apenas o Bitcoin como SoV, não querer utilizá-lo como moeda. Cada um é livre de fazer o que quer da sua vida e do seu património. Mas o Saylor ao dizer que o dólar é melhor que o Bitcoin, como MoE, só demonstra que ele não reconhece o real valor do Bitcoin.</p>
<h1>MicroStrategy</h1>
<p>O Saylor, ao mesmo tempo que defende o sistema financeiro FIAT, aproveita-se dele para fazer um ataque especulativo, ao próprio sistema. Aproveita as lacunas, do crédito barato existente, para comprar mais Bitcoin. Na entrevista, reafirma, que a MicroStrategy é um ativo alavancado de Bitcoin.</p>
<p>É curioso como ele o descreve, é alavancado mas sem a chamada de margem.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/e2c4a4f79add17291750e1f59ed3e8d4a448ab397b8d4ac9582453413902c36a.png" alt="image"></p>
<p>Pode não ter chamada de margem, mas continua a ser alavancado, continua a existir um risco, as notas conversíveis tem que ser devolvidas. É provável que no fim das maturidades das notas, o Bitcoin valerá mais que hoje, neste caso não existirá grande problema. Apesar de ser pouco provável, pode acontecer o contrário e se isso acontecer, será problemático.</p>
<p>O Saylor não pára de comprar Bitcoin, os créditos são cada vez mais elevados. A MicroStrategy começa a ser um problema. O curioso, é que o mercado está extremamente confiante e continua a comprar as notas conversíveis, na última emissão foram com uma maturidade de 2029 e com taxa de juro de 0%.</p>
<p>Enquanto escrevia este artigo, mais uma emissão:<br><a href="https://image.nostr.build/8857844f7ce5ac64b53f6d39df22a201825f1c26a2e7412b2061f91771e4627e.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/8857844f7ce5ac64b53f6d39df22a201825f1c26a2e7412b2061f91771e4627e.jpg"></a></p>
<h1>Ativos digitais</h1>
<p>Outro ponto que gerou alguma controvérsia, é o Sayler defender os RWAs. Alguns <em>bitcoiners</em> criticaram-no e disseram que ele deixou de ser maximalista e os <em>shitcoiners</em> começaram a comemorar.</p>
<p>Neste ponto, eu compreendo o seu ponto de vista e até concordo com o Saylor, o sistema financeiro necessita de se modernizar, de estar disponível 24 por 7. Eu acredito que o futuro do sistema financeiro vai passar pela <em>blockchain</em>, mas será algo muito diferente daquilo que os <em>shitcoiners</em> imaginam. Os RWAs não vão ser em Solana ou Ethereum, não haverá <em>tokens</em> nativos ou <em>tokens</em> dos protocolos.</p>
<p>Eu vejo a BlockRock a criar uma <em>blockchain</em> própria, um sistema que fará concorrência direta à bolsa de New York, mas esse ecossistema terá como <em>tokens</em> nativos um sistémico do dólar, uma <em>stablecoin</em>. Tudo será monitorizado e controlado pela BlockRock, incluindo as regras de consenso da rede e os validadores, KYC e a emissão dos RWAs.</p>
<p><em>Blockchain</em> é uma tecnologia que poderá ser muito útil, quando bem utilizada. O grande problema, é que os shitcoiners utilizam a tecnologia apenas para enriquecer, para vender <em>tokens</em> nativos ou <em>tokens</em> de protocolos ou <em>tokens</em> de governança, são <em>tokens</em> por tudo e por nada, isto é que não faz qualquer sentido. E como Saylor voltou a frisar: “<em>There is no second best</em>”.</p>
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      <title><![CDATA[Plano de emergência]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 05 Nov 2024 12:36:46 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Uma interessante discussão que aconteceu na conferência de Bitcoin nos Países Baixos deste ano. Não é algo técnico sobre bitcoin, mas sim, mais sobre economia e política monetária, mas aconselho muito a sua visualização.</p>
<p><np-embed url="https://www.youtube.com/watch?v=YoNGKUqO8Bc"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YoNGKUqO8Bc">https://www.youtube.com/watch?v=YoNGKUqO8Bc</a></np-embed></p>
<p>Logo no início, Willem Middelkoop defende uma tese muito interessante, os bancos centrais mantém ouro como um plano de emergência, como uma medida extrema para evitar um cenário de hiperinflação, poderiam restabelecer o padrão ouro para salvar as economias.</p>
<p>Vamos analisar a distribuição do ouro disponível nas reservas dos centrais, inclui a quantidade de ouro em toneladas e o correspondente valor em milhões:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/75f712b5bfaae33f6d5cfdb08f80e8b5635e29c8f248b6c8b577a9a8fafa6de9.jpg" alt="image"></p>
<p>Na tabela também inclui o agregado monetário M2.</p>
<p>O EUA é o país com mais ouro, 8133 toneladas, mas apenas corresponde a 4% do seu respetivo M2.</p>
<p>Na tabela, os países com rácio superior a 100%, como a Venezuela, Líbano, Turquia e Rússia, tem uma característica em comum: são países com bastante ouro e estão a atravessar uma grave crise económica e monetária, fazendo com que o M2 esteja demasiado desvalorizado, ficando os valores muito enviesados, não correspondendo ao real valor da economia.</p>
<p>Uma surpresa (pela negativa) é o Canadá, que tem uma das maiores economias mundiais, mas não tem qualquer ouro. Na mesma situação estão Israel, Noruega, Nova Zelândia e outros de menor dimensão.</p>
<p>Portugal está bastante bem situado, na 13° posição, mas as reservas de ouro correspondem a 12% do M2.</p>
<h1>Reavaliação</h1>
<p>Na tabela, recolhi dados de 121 países, a soma dos M2, são 121 trilhões de dólares, mas o ouro é apenas 3.1 trilhões de dólares, correspondendo apenas a 2.5%.</p>
<p>Vamos fazer um exercício, sem qualquer rigor, se voltássemos ao padrão ouro, logo, o ouro detido pelos países teria de ter um valor aproximado às somas dos respectivos M2. Isso provocaria uma reavaliação do preço do ouro em 3900%.</p>
<p>É claro que este x39, é apenas teórico, na prática possivelmente seria inferior, os governos tomarem outras medidas extremas para contornar o problema, como confiscar o ouro dos cidadãos.</p>
<p>Se ouro valoriza-se 3900%:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7cafba136711419dda0c226ca25bedc495b7e612afba41456f82ee0c1217351a.jpg" alt="image"></p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Se isto um dia acontecer, é pouco provável mas concordo com o Willem Middelkoop: Se houver uma hiperinflação ou uma descredibilização completa da moeda FIAT, os bancos centrais terão que efectuar medidas extremas, como fizeram em Bretton Woods.</p>
<p>Se a medida extrema é voltar ao padrão ouro, tenho muitas dúvidas, aqueles países que tem bastante ouro até poderão optar, mas os outros, certamente irão optar por outra ou por várias <em>commodities</em>. Só que isto tornaria altamente complexo o comércio internacional e os câmbios entre moedas. Durante um período seria muito confuso, mas a médio prazo, inevitavelmente um padrão irá sobressair, será adotado pela generalidade dos países.</p>
<p>Se é bitcoin, acho pouco provável, os países vão preferir o ouro porque já têm reservas consideráveis e conseguem o controlar. Os estados nunca vão querer perder o controle da moeda.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Uma interessante discussão que aconteceu na conferência de Bitcoin nos Países Baixos deste ano. Não é algo técnico sobre bitcoin, mas sim, mais sobre economia e política monetária, mas aconselho muito a sua visualização.</p>
<p><np-embed url="https://www.youtube.com/watch?v=YoNGKUqO8Bc"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YoNGKUqO8Bc">https://www.youtube.com/watch?v=YoNGKUqO8Bc</a></np-embed></p>
<p>Logo no início, Willem Middelkoop defende uma tese muito interessante, os bancos centrais mantém ouro como um plano de emergência, como uma medida extrema para evitar um cenário de hiperinflação, poderiam restabelecer o padrão ouro para salvar as economias.</p>
<p>Vamos analisar a distribuição do ouro disponível nas reservas dos centrais, inclui a quantidade de ouro em toneladas e o correspondente valor em milhões:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/75f712b5bfaae33f6d5cfdb08f80e8b5635e29c8f248b6c8b577a9a8fafa6de9.jpg" alt="image"></p>
<p>Na tabela também inclui o agregado monetário M2.</p>
<p>O EUA é o país com mais ouro, 8133 toneladas, mas apenas corresponde a 4% do seu respetivo M2.</p>
<p>Na tabela, os países com rácio superior a 100%, como a Venezuela, Líbano, Turquia e Rússia, tem uma característica em comum: são países com bastante ouro e estão a atravessar uma grave crise económica e monetária, fazendo com que o M2 esteja demasiado desvalorizado, ficando os valores muito enviesados, não correspondendo ao real valor da economia.</p>
<p>Uma surpresa (pela negativa) é o Canadá, que tem uma das maiores economias mundiais, mas não tem qualquer ouro. Na mesma situação estão Israel, Noruega, Nova Zelândia e outros de menor dimensão.</p>
<p>Portugal está bastante bem situado, na 13° posição, mas as reservas de ouro correspondem a 12% do M2.</p>
<h1>Reavaliação</h1>
<p>Na tabela, recolhi dados de 121 países, a soma dos M2, são 121 trilhões de dólares, mas o ouro é apenas 3.1 trilhões de dólares, correspondendo apenas a 2.5%.</p>
<p>Vamos fazer um exercício, sem qualquer rigor, se voltássemos ao padrão ouro, logo, o ouro detido pelos países teria de ter um valor aproximado às somas dos respectivos M2. Isso provocaria uma reavaliação do preço do ouro em 3900%.</p>
<p>É claro que este x39, é apenas teórico, na prática possivelmente seria inferior, os governos tomarem outras medidas extremas para contornar o problema, como confiscar o ouro dos cidadãos.</p>
<p>Se ouro valoriza-se 3900%:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7cafba136711419dda0c226ca25bedc495b7e612afba41456f82ee0c1217351a.jpg" alt="image"></p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Se isto um dia acontecer, é pouco provável mas concordo com o Willem Middelkoop: Se houver uma hiperinflação ou uma descredibilização completa da moeda FIAT, os bancos centrais terão que efectuar medidas extremas, como fizeram em Bretton Woods.</p>
<p>Se a medida extrema é voltar ao padrão ouro, tenho muitas dúvidas, aqueles países que tem bastante ouro até poderão optar, mas os outros, certamente irão optar por outra ou por várias <em>commodities</em>. Só que isto tornaria altamente complexo o comércio internacional e os câmbios entre moedas. Durante um período seria muito confuso, mas a médio prazo, inevitavelmente um padrão irá sobressair, será adotado pela generalidade dos países.</p>
<p>Se é bitcoin, acho pouco provável, os países vão preferir o ouro porque já têm reservas consideráveis e conseguem o controlar. Os estados nunca vão querer perder o controle da moeda.</p>
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