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        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

study #Bitcoin]]></description>
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      <pubDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Manta de retalhos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></description>
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      <pubDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Europa sempre foi uma enorme manta de retalhos, com uma imensidão de povos com línguas, religiões, crenças, etnias, culturas, hábitos, todos diferentes entre si.</p>
<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9eef02278c99f6388d7059559f4e77d75db5f57bf696d0fda6e6cd85dbdd5a2f.png" alt="image"></p>
<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
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<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
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<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
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