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        <title><![CDATA[reiartur]]></title>
        <description><![CDATA[Bitaites e calinadas de um disléxico e pseudo ilustrador.

study #Bitcoin]]></description>
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      <pubDate>Thu, 22 Jun 2023 15:30:03 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Bitcoin e os Estados]]></title>
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      <pubDate>Thu, 22 Jun 2023 15:30:03 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre fui um grande defensor que o Bitcoin deve crescer de baixo para cima e nunca de cima para baixo, ou seja, a utilização/aceitação deve acontecer primeiro entre as pessoas e a aceitação pelos estados será por último. Porque só assim o crescimento será sustentado, as pessoas primeiro tem que perceber como funciona e a sua adesão nunca deve ser por imposição mas sim por necessidade.&nbsp;</p>
<p>As moedas <strong>FIAT</strong> é que circulam por imposição, a adesão ao Bitcoin acontece porque as pessoas reconhecem a superioridade, a <strong>lei de Gresham</strong>.</p>
<h2>El Salvador</h2>
<p><strong>El Salvador</strong> foi o primeiro país do mundo a incluir o Bitcoin como <strong><em>legal tender</em></strong>, passaram quase 2 anos, eu considero que foi um <strong>sucesso</strong>.</p>
<p>Fazendo um balanço destes dois anos, foi bom para os dois lados: foi bom para o <strong>Bitcoin</strong> e especialmente para a <strong>Lightning Network,</strong> que melhorou imenso, muitas empresas e serviços foram criados/desenvolvidos. É verdade que houve alguns problemas no início, são as chamadas dores de crescimento. Todo o ecossistema tecnologicamente melhorou, foi um excelente “teste” em escala, mas ainda está longe de ter capacidade para uma escala global. O <strong>caminho faz-se caminhando</strong>, novas ideias já estão a ser implementadas e muitas outras irão surgir.</p>
<p>Para a comunidade mundial de bitcoiners também foi muito importante, aquela ideia teórica tornou-se real, El Salvador é <strong>sinónimo de esperança</strong>.</p>
<p>Para <strong>El Salvador</strong> também foi bom, apesar da adoção pela população ainda ser baixa, permitiu ao país ser falado a nível mundial e o presidente foi muito inteligente, cavalgou a onda, os níveis de turismo cresceu exponencialmente, resultou numa excelente política de marketing. O presidente também aprovou diversas leis para beneficiar as empresas deste universo, aquele objetivo de tornar El Salvador, como a Singapura do mundo Bitcoin está cada vez mais próximo.</p>
<p>Na época, quando foi anunciado como <em>legal tender</em>, eu tinha convicção que a adoção seria mais rápida, mas foi erro de avaliação da minha parte, sobretudo pela minha falta de conhecimento sobre El Salvador. Depois de conhecer mais sobre a economia e sociedade de El Salvador, percebe-se o porquê da adoção ainda é baixa. Analisando bem, ainda bem que a adoção foi baixa, El Salvador aprovou a lei pouco antes do topo máximo, depois foi um ano sempre com o preço em queda. Isto permitiu “dar um calo” à população, aprender mais sobre o bitcoin. Todos os bitcoiners necessitam de passar por um inverno cripto para provar a nossa convicção sobre Bitcoin, é muito duro, mas dá a experiência e o conhecimento para ultrapassar mais facilmente os próximos ciclos.</p>
<p>É esta volatilidade que justifica a baixa adoção, neste momento quem compra Bitcoin deve pensar como uma poupança de médio a longo prazo, poderá ser necessário esperar&nbsp; até 2 a 4 anos para que o preço recupere. Mas isto não é viável em El Salvador, onde parte significativa da população é pobre e o que ganha hoje é para comprar comida no dia seguinte. Para mim não faz diferença o bitcoin perder 5% num dia, porque eu sei que daqui uma semana ou um mês recupera, mas para um salvadorenho, esse 5% pode significar, ter ou não ter comida no prato.&nbsp;</p>
<p>Para complicar ainda mais a adoção, em El Salvador a outra moeda oficial é o dólar, a moeda FIAT menos fraca, a que sofre menos volatilidade. Para os países que têm como moeda oficial o Dólar ou Euro, neste momento devido à volatilidade, o Bitcoin tem que ser visto como uma poupança, uma reserva de valor de médio/longo prazo. Agora em países com moedas mais fracas e com altas inflações, podem olhar para o bitcoin como uma poupança num prazo mais curto. Este dois anos permitiu os salvadorenhos perceberem o que é o Bitcoin, já estão mais conscientes para tomar boas decisões no próximo ciclo.&nbsp;</p>
<p>Apesar das minhas discordâncias a nível político com o presidente, <strong>Nayib Bukele</strong>, tenho que reconhecer que ele é um grande <strong>bitcoiner</strong>, ele tem feito tudo em prol do btc. Ele não criou só uma lei, ele foi além disso, criou condições em El Salvador para o Bitcoin proliferar. As condições que ele criou, nenhum outro país vai o fazer, não tenho a menor dúvida disso e mesmo com todas essas condições, a adoção é baixa, isto só prova que a adoção deve partir de baixo e nunca por cima.&nbsp;</p>
<p>Apesar de todos os bitcoiners esperarem uma adoção rápida, mas isso nunca vai acontecer, vai ser lenta e vai demorar pelo menos uma geração.</p>
<p>Se queremos adoção, temos que ser proativos, utilizar com o nosso vizinho, no comércio local, na economia circular e nunca ficar à espera que um governo faça esse trabalho por nós.</p>
<h2>Moeda</h2>
<p>Eu não acredito que no futuro, algum país aprove o bitcoin como <strong>único</strong> <strong><em>legal tender</em></strong>, no máximo poderá acontecer um duplo <em>legal tender</em>, mas sempre em países de pequena dimensão, semelhante a El Salvador. Dificilmente algum país de média/grande dimensão, vai <strong>aceitar perder o poder da política monetária</strong> e talvez seja o melhor para o Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>A meu ver, Bitcoin não necessita de ser <em>legal tender</em>, o importante é os países aceitarem o Bitcoin como uma moeda, sem limitações ou privilégios, <strong>apenas a livre circulação</strong>. Dar ao povo a liberdade de escolha.</p>
<h2>Reservas</h2>
<p>Os EUA ao bloquearem/congelaram as reservas russas (na guerra da Ucrânia), usaram a moeda como uma arma, foi uma jogada suicida e o estímulo necessário para o mundo mudar. O Dólar e bonds que estão espalhados e impregnados em toda a economia mundial, o congelamento criou medo e desconfiança nos estados, pensam logo: “Hoje fizeram aos russo, amanhã poderá ser a nós”.&nbsp;</p>
<p>Estamos a iniciar uma nova era, o mundo está a separar-se em dois grandes blocos económicos e onde existe desconfiança generalizada entre os estados, vão necessitar de uma moeda de confiança, baseada na matemática, sem influência humana e especialmente, que não seja controlada por um estado</p>
<p>Querendo ou não, os estados vão necessitar de Bitcoin, não necessita de ser <strong><em>legal tender</em></strong> mas vão ter que usar, <strong>será inevitável</strong>,&nbsp; ainda nesta década vão fazer reservas de bitcoin.</p>
<p>Atualmente, <a href="https://buybitcoinworldwide.com/treasuries/#countries">oficialmente só El Salvador tem reservas</a> de Bitcoin, a Ucrânia recebeu uma grande quantidade em doações, mas é público que a China e os EUA são dos maiores detentores mas estes não compraram mas sim apreenderam.</p>
<p>Eu acredito que já existem vários países a criar reservas mas não o anunciam publicamente e possivelmente vai levar muitos anos até ao anúncio oficial. Se pensarmos bem, seria estúpido os estados não comprarem um pouco de Bitcoin, porque o investimento agora é baixo, logo a margem de erro é baixo, mas terá um <strong>custo elevadissimo</strong> se o Bitcoin vingar e o estado não ter nenhum. Os estados correm mais riscos em não ter, do que ter.&nbsp;</p>
<p>Mas não existe nenhum benefício em anunciar que tem reservas de Bitcoin, porque poderia levar a uma corrida das populações e o principal prejudicado seria as próprias moedas FIAT, quanto mais btc nas mãos dos estados, menos existe em circulação para o povo.</p>
<p>Além de criar reservas, também <strong>será inevitável</strong> a utilização de Bitcoin por tarde dos estados e de grandes empresas no comércio internacional. As reservas até poderão esconder das populações, mas no comércio internacional não poderão esconder e aí inicia <strong>uma nova corrida ao “ouro”</strong>…</p>
<h2>Guerra da Liberdade</h2>
<p>O conflito entre o mundo cripto e os estados já começou há algum tempo, mas tem-se acentuado imenso nos últimos tempos. Esta guerra até ao momento, os governos limita-se a criar regulamentações ou proibições para o uso de criptoativos.&nbsp;</p>
<p>Nos EUA tem sido ainda mais severa, a chamada operação “Choke Point 2.0”, primeiro as autoridades encerraram bancos para cortar as rampas de acesso às Exchanges… mas como não resultou agora estão a atacar directamente as Exchanges e os donos, a SEC está a processar as exchanges por terem securities não registadas.&nbsp;</p>
<p>Estas legislações podem afastar as empresas do país, podem ferir mas não matam e após cada batalha a comunidade sai ainda mais forte.&nbsp;</p>
<p>Este ataque afeta essencialmente as “cripto”, o Bitcoin ficou à margem, provou a sua resiliência contra as autoridades e que a descentralização é essencial. Bitcoin é uma <em>commodities</em>, as restantes são <em>securities</em>.</p>
<p>O clímax desta guerra ainda está por vir, as CBDCs estão para muito breve, será muito além de uma guerra monetária, é uma <strong>guerra pela liberdade</strong>, ética e contra a escravidão.</p>
<p>Com a introdução das CBDCs, quase de certeza vão atacar as stablecoins, como estas têm títulos de tesouro como reserva, são um alvo fácil para as autoridades norte-americanas, mesmo que estejam sediadas em outros países.</p>
<p>O curioso é que os políticos estão a criar as CBDCs para combater o Bitcoin, mas terá o efeito contrário, vai provocar a <strong>aceleração da adoção do Bitcoin</strong>, o tiro vai sair pela culatra.</p>
<h2>Sequestro</h2>
<p>A forte regulamentação pode levar à diminuição da auto-custódia e a centralização da custódia de Bitcoin por instituições controladas diretamente ou indiretamente pelos estados.&nbsp;</p>
<p>O cenário é baixo, mas os estados poderiam fazer um ataque coordenado, tendo o controlo da maior parte dos Bitcoin poderiam fazer um hardfork na rede. Primeiro, para acontecer este <strong>ataque de sequestro</strong>, os estados, além de necessitarem da posse da maioria dos Bitcoins, tem de estar coordenados, isso é mais difícil num mundo polarizado, por muito me custe dizer, é importante os estados não G7 terem algum Bitcoin.</p>
<p>O ideal seria que toda a gente tivesse auto-custódia, mas isso não vai acontecer, infelizmente. Os ETF são um perigo, são um pau de dois bicos, vai permitir a massificação do Bitcoin, mas por outro lado, vai centralizar em empresas que estão sob controlo dos estados. Além de tornar o bitcoin apenas como uma reserva de valor, perdendo um pouco a sua essência de moeda, como meio de troca.&nbsp;</p>
<p>A utilização do Bitcoim como moeda de troca, nas compras do dia-a-dia, na economia circular, é muito essencial. Faz que a moeda circule, tornando muito simples a sua aquisição, sem a necessidade de utilizar casas de corretagem, bancos ou outras empresas centralizadas, o verdadeiro p2p.</p>
<p>Também será importante que empresas que fazem a custódia utilizem sistemas mais resilientes a pressões políticas/externas. Possivelmente a utilização de multisig e a posse dessas seeds, estar distribuídas por várias jurisdições.&nbsp;</p>
<p>Assim, para evitar um <strong>ataque de sequestro</strong>, o Bitcoin tem que ser disperso por 4 blocos, auto-custódia, países G7, países BRICS e países neutros, como o controlo fica muito dividido, não existe hegemonia de uma parte, um possível hardfork teria um efeito reduzido na rede.</p>
<h2>Nova Guerra Fria</h2>
<p>A <strong>Guerra do Hashrate</strong> pode ser um conflito futuro, mas no presente estamos a viver/sentir uma nova guerra fria. Com a divisão do mundo em dois blocos políticos, económicos e monetários, de um lado o G7 (liderado pelos EUA), do outro lado o BRICS (liderado pela China). O principal objectivo dos BRICS é diminuírem a dependência do dólar, a desdolarização, que dá uma vantagem, um poder desmedido aos EUA, em relação às restantes economias.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/8b10266af6c937637b6db8786f4bff208c5350a8dec6bc8201b88e172a9e1176.jpg"><img src="https://nostr.build/i/8b10266af6c937637b6db8786f4bff208c5350a8dec6bc8201b88e172a9e1176.jpg" alt=""></a></p>
<p>O cerne da questão é, que moeda vão utilizar os BRICS?</p>
<p>A meu ver, a única coisa certa é,&nbsp; se a solução escolhida for moeda única não terá circulação livre nos países, será apenas utilizada para transações internacionais, de resto é só incertezas.&nbsp;</p>
<p>Será o Renminbi? Talvez, nem a China o quererá, o seu crescimento depende muito das exportações, que são favorecidas com as constantes desvalorização da moeda. E Brasil e Rússia não vão querer sair da dependência dos EUA para ficarem na dependência da China.</p>
<p>Será que vão utilizar o ouro? Como farão as transações? A velocidade da economia e do mundo em que vivemos agora, não permite ficar à espera de barcos ou aviões a transportar ouro e os custos desta operação são incomportáveis.</p>
<p>Será que vão utilizar uma moeda lastreada em ouro? Quem fará a custódia do ouro, será que os países terão confiança cega no custodiante.</p>
<p>Será o bitcoin? Não acredito, ainda é demasiado cedo, não tem liquidez e o preço ainda é muito volátil.</p>
<p>Será que fazer um cabaz de moedas? Tipo SDR do FMI? Provavelmente será esta a solução. Mas também seria uma ideia muito interessante ser um cabaz de commodities, porque estes países são grandes produtores de petróleo, gás natural, cereais, soja, minérios e muitos outros.</p>
<p>Eu tenho demasiadas dúvidas, não consigo chegar a uma conclusão…</p>
<p>Mas a única coisa certa, é que os BRICS vão reduzir a utilização do dólar. Numa fase inicial, vão utilizar a moeda comum apenas entre os membros.&nbsp;</p>
<p>Se o projeto for bem sucedido e ganhar dimensão, vão querer chocar de frente com o dólar, vão pretender que as suas exportações de produtos para os G7 sejam feitas com a sua moeda comum.&nbsp;</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/dcb392c76a13845dcbd24797a128f859e79a9d8ee6faf9a0ff8b4003346bfe30.jpg"><img src="https://nostr.build/i/dcb392c76a13845dcbd24797a128f859e79a9d8ee6faf9a0ff8b4003346bfe30.jpg" alt=""></a></p>
<p>Isto será um ponto crítico, neste duelo de titãs, o Bitcoin pode emergir, porque é a única moeda neutra do mundo e apolitica. Neste futuro, o Bitcoin terá muito mais liquidez e será menos volátil e poderá ocupar o lugar da moeda no comércio internacional.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/6702e06e945bef87b983d630f4c71baa8b95f064f203b482de5fa6eb4e646e5b.jpg"><img src="https://nostr.build/i/6702e06e945bef87b983d630f4c71baa8b95f064f203b482de5fa6eb4e646e5b.jpg" alt=""></a></p>
<h2>Segurança</h2>
<p>O ataque do SEC às Exchanges, na qual resultou uma queda de preço, prova que ainda é cedo para o uso generalizado do Bitcoin como moeda de comércio internacional. O Bitcoin ainda está muito permeável a má notícia, necessita de ser mais robusto e resiliente, para que nenhum estado utilize o Bitcoin para atacar outro estado. Um ataque similar, ao dos EUA, poderia provocar uma grave crise financeira num país que tivesse uma economia muito exposta ao Bitcoin.</p>
<p>Enquanto não existir uma estabilidade regulatória nas principais economias, a adoção será lenta, as empresas até podem receber em Bitcoin mas não vão fazer grandes reservas, vão rapidamente converter em alguma moeda FIAT. Mas é apenas uma questão de tempo, vai chegar um momento onde quase <strong>todas as economias estão expostas ao Bitcoin</strong>, uma mais que outras. Se um estado fizer ataque, esse ataque afetará o inimigo mas também terá fortes consequências internas, por esse motivo, este ataque deixa de ter visibilidade.</p>
<h2>POW</h2>
<p>A corrida à mineração (POW) a nível estatal já começou, mas ainda está no início, os primeiros a reconhecer oficialmente foram o <a href="https://forbes.com.br/forbes-money/2023/05/reino-do-butao-minera-bitcoin-secretamente-ha-anos/">Reino do Butão</a> e El Salvador. Mas de forma não oficial, é sabido que o <strong>Irão</strong> anda a minerar há alguns anos e agora é a <strong>Rússia</strong>.</p>
<p>Numa fase inicial, o <strong>POW</strong> será para criar reservas de btc, mas num futuro a médio/longo prazo os países vão minerar apenas para defender as suas reservas, a sua <strong>própria soberania</strong>.</p>
<p>Imaginemos num futuro hipotético, onde parte dos países têm reservas de btc e parte do comércio internacional é em btc. Por alguma razão poderia acontecer algo similar ao embargo da Rússia ao SWIFT, mas na blockchain do Bitcoin. Na teoria, todos os mineradores poderiam bloquear as transações da Rússia, ficaria impedida de fazer transações. Assim, será <strong>imperativo</strong> à Rússia minerar, para adicionar blocos à rede com as suas transações, pelo menos para garantir que as suas transações não sejam censuradas pelos inimigos. O mesmo vai acontecer com todos os estados com grandes reservas de btc, vão minerar para <strong>garantir a sua soberania</strong>, tornando a rede ainda <strong>mais segura e mais descentralizada</strong>.&nbsp;</p>
<p>Assim, nesse futuro hipotético, onde as pool são países ou grupos de países, será muito importante existir pelo menos uma pool independente e apolítico, que adicione blocos regularmente.&nbsp;</p>
<p>Isto tornaria o <strong>Bitcoin como uma arma</strong> e como numa guerra vale quase tudo, aqui os soldados são os <strong>ASIC</strong>. Os países fabricantes poderão ter uma vantagem considerável, podem proibir a exportação de equipamentos ou exportar apenas equipamentos menos avançados. Isto vai permitir o desenvolver melhores equipamentos para poupar mais energia ou aumentar a capacidade de hashrate.</p>
<p>Será a <strong>guerra do Hashrate</strong>.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Eu sempre fui um grande defensor que o Bitcoin deve crescer de baixo para cima e nunca de cima para baixo, ou seja, a utilização/aceitação deve acontecer primeiro entre as pessoas e a aceitação pelos estados será por último. Porque só assim o crescimento será sustentado, as pessoas primeiro tem que perceber como funciona e a sua adesão nunca deve ser por imposição mas sim por necessidade.&nbsp;</p>
<p>As moedas <strong>FIAT</strong> é que circulam por imposição, a adesão ao Bitcoin acontece porque as pessoas reconhecem a superioridade, a <strong>lei de Gresham</strong>.</p>
<h2>El Salvador</h2>
<p><strong>El Salvador</strong> foi o primeiro país do mundo a incluir o Bitcoin como <strong><em>legal tender</em></strong>, passaram quase 2 anos, eu considero que foi um <strong>sucesso</strong>.</p>
<p>Fazendo um balanço destes dois anos, foi bom para os dois lados: foi bom para o <strong>Bitcoin</strong> e especialmente para a <strong>Lightning Network,</strong> que melhorou imenso, muitas empresas e serviços foram criados/desenvolvidos. É verdade que houve alguns problemas no início, são as chamadas dores de crescimento. Todo o ecossistema tecnologicamente melhorou, foi um excelente “teste” em escala, mas ainda está longe de ter capacidade para uma escala global. O <strong>caminho faz-se caminhando</strong>, novas ideias já estão a ser implementadas e muitas outras irão surgir.</p>
<p>Para a comunidade mundial de bitcoiners também foi muito importante, aquela ideia teórica tornou-se real, El Salvador é <strong>sinónimo de esperança</strong>.</p>
<p>Para <strong>El Salvador</strong> também foi bom, apesar da adoção pela população ainda ser baixa, permitiu ao país ser falado a nível mundial e o presidente foi muito inteligente, cavalgou a onda, os níveis de turismo cresceu exponencialmente, resultou numa excelente política de marketing. O presidente também aprovou diversas leis para beneficiar as empresas deste universo, aquele objetivo de tornar El Salvador, como a Singapura do mundo Bitcoin está cada vez mais próximo.</p>
<p>Na época, quando foi anunciado como <em>legal tender</em>, eu tinha convicção que a adoção seria mais rápida, mas foi erro de avaliação da minha parte, sobretudo pela minha falta de conhecimento sobre El Salvador. Depois de conhecer mais sobre a economia e sociedade de El Salvador, percebe-se o porquê da adoção ainda é baixa. Analisando bem, ainda bem que a adoção foi baixa, El Salvador aprovou a lei pouco antes do topo máximo, depois foi um ano sempre com o preço em queda. Isto permitiu “dar um calo” à população, aprender mais sobre o bitcoin. Todos os bitcoiners necessitam de passar por um inverno cripto para provar a nossa convicção sobre Bitcoin, é muito duro, mas dá a experiência e o conhecimento para ultrapassar mais facilmente os próximos ciclos.</p>
<p>É esta volatilidade que justifica a baixa adoção, neste momento quem compra Bitcoin deve pensar como uma poupança de médio a longo prazo, poderá ser necessário esperar&nbsp; até 2 a 4 anos para que o preço recupere. Mas isto não é viável em El Salvador, onde parte significativa da população é pobre e o que ganha hoje é para comprar comida no dia seguinte. Para mim não faz diferença o bitcoin perder 5% num dia, porque eu sei que daqui uma semana ou um mês recupera, mas para um salvadorenho, esse 5% pode significar, ter ou não ter comida no prato.&nbsp;</p>
<p>Para complicar ainda mais a adoção, em El Salvador a outra moeda oficial é o dólar, a moeda FIAT menos fraca, a que sofre menos volatilidade. Para os países que têm como moeda oficial o Dólar ou Euro, neste momento devido à volatilidade, o Bitcoin tem que ser visto como uma poupança, uma reserva de valor de médio/longo prazo. Agora em países com moedas mais fracas e com altas inflações, podem olhar para o bitcoin como uma poupança num prazo mais curto. Este dois anos permitiu os salvadorenhos perceberem o que é o Bitcoin, já estão mais conscientes para tomar boas decisões no próximo ciclo.&nbsp;</p>
<p>Apesar das minhas discordâncias a nível político com o presidente, <strong>Nayib Bukele</strong>, tenho que reconhecer que ele é um grande <strong>bitcoiner</strong>, ele tem feito tudo em prol do btc. Ele não criou só uma lei, ele foi além disso, criou condições em El Salvador para o Bitcoin proliferar. As condições que ele criou, nenhum outro país vai o fazer, não tenho a menor dúvida disso e mesmo com todas essas condições, a adoção é baixa, isto só prova que a adoção deve partir de baixo e nunca por cima.&nbsp;</p>
<p>Apesar de todos os bitcoiners esperarem uma adoção rápida, mas isso nunca vai acontecer, vai ser lenta e vai demorar pelo menos uma geração.</p>
<p>Se queremos adoção, temos que ser proativos, utilizar com o nosso vizinho, no comércio local, na economia circular e nunca ficar à espera que um governo faça esse trabalho por nós.</p>
<h2>Moeda</h2>
<p>Eu não acredito que no futuro, algum país aprove o bitcoin como <strong>único</strong> <strong><em>legal tender</em></strong>, no máximo poderá acontecer um duplo <em>legal tender</em>, mas sempre em países de pequena dimensão, semelhante a El Salvador. Dificilmente algum país de média/grande dimensão, vai <strong>aceitar perder o poder da política monetária</strong> e talvez seja o melhor para o Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>A meu ver, Bitcoin não necessita de ser <em>legal tender</em>, o importante é os países aceitarem o Bitcoin como uma moeda, sem limitações ou privilégios, <strong>apenas a livre circulação</strong>. Dar ao povo a liberdade de escolha.</p>
<h2>Reservas</h2>
<p>Os EUA ao bloquearem/congelaram as reservas russas (na guerra da Ucrânia), usaram a moeda como uma arma, foi uma jogada suicida e o estímulo necessário para o mundo mudar. O Dólar e bonds que estão espalhados e impregnados em toda a economia mundial, o congelamento criou medo e desconfiança nos estados, pensam logo: “Hoje fizeram aos russo, amanhã poderá ser a nós”.&nbsp;</p>
<p>Estamos a iniciar uma nova era, o mundo está a separar-se em dois grandes blocos económicos e onde existe desconfiança generalizada entre os estados, vão necessitar de uma moeda de confiança, baseada na matemática, sem influência humana e especialmente, que não seja controlada por um estado</p>
<p>Querendo ou não, os estados vão necessitar de Bitcoin, não necessita de ser <strong><em>legal tender</em></strong> mas vão ter que usar, <strong>será inevitável</strong>,&nbsp; ainda nesta década vão fazer reservas de bitcoin.</p>
<p>Atualmente, <a href="https://buybitcoinworldwide.com/treasuries/#countries">oficialmente só El Salvador tem reservas</a> de Bitcoin, a Ucrânia recebeu uma grande quantidade em doações, mas é público que a China e os EUA são dos maiores detentores mas estes não compraram mas sim apreenderam.</p>
<p>Eu acredito que já existem vários países a criar reservas mas não o anunciam publicamente e possivelmente vai levar muitos anos até ao anúncio oficial. Se pensarmos bem, seria estúpido os estados não comprarem um pouco de Bitcoin, porque o investimento agora é baixo, logo a margem de erro é baixo, mas terá um <strong>custo elevadissimo</strong> se o Bitcoin vingar e o estado não ter nenhum. Os estados correm mais riscos em não ter, do que ter.&nbsp;</p>
<p>Mas não existe nenhum benefício em anunciar que tem reservas de Bitcoin, porque poderia levar a uma corrida das populações e o principal prejudicado seria as próprias moedas FIAT, quanto mais btc nas mãos dos estados, menos existe em circulação para o povo.</p>
<p>Além de criar reservas, também <strong>será inevitável</strong> a utilização de Bitcoin por tarde dos estados e de grandes empresas no comércio internacional. As reservas até poderão esconder das populações, mas no comércio internacional não poderão esconder e aí inicia <strong>uma nova corrida ao “ouro”</strong>…</p>
<h2>Guerra da Liberdade</h2>
<p>O conflito entre o mundo cripto e os estados já começou há algum tempo, mas tem-se acentuado imenso nos últimos tempos. Esta guerra até ao momento, os governos limita-se a criar regulamentações ou proibições para o uso de criptoativos.&nbsp;</p>
<p>Nos EUA tem sido ainda mais severa, a chamada operação “Choke Point 2.0”, primeiro as autoridades encerraram bancos para cortar as rampas de acesso às Exchanges… mas como não resultou agora estão a atacar directamente as Exchanges e os donos, a SEC está a processar as exchanges por terem securities não registadas.&nbsp;</p>
<p>Estas legislações podem afastar as empresas do país, podem ferir mas não matam e após cada batalha a comunidade sai ainda mais forte.&nbsp;</p>
<p>Este ataque afeta essencialmente as “cripto”, o Bitcoin ficou à margem, provou a sua resiliência contra as autoridades e que a descentralização é essencial. Bitcoin é uma <em>commodities</em>, as restantes são <em>securities</em>.</p>
<p>O clímax desta guerra ainda está por vir, as CBDCs estão para muito breve, será muito além de uma guerra monetária, é uma <strong>guerra pela liberdade</strong>, ética e contra a escravidão.</p>
<p>Com a introdução das CBDCs, quase de certeza vão atacar as stablecoins, como estas têm títulos de tesouro como reserva, são um alvo fácil para as autoridades norte-americanas, mesmo que estejam sediadas em outros países.</p>
<p>O curioso é que os políticos estão a criar as CBDCs para combater o Bitcoin, mas terá o efeito contrário, vai provocar a <strong>aceleração da adoção do Bitcoin</strong>, o tiro vai sair pela culatra.</p>
<h2>Sequestro</h2>
<p>A forte regulamentação pode levar à diminuição da auto-custódia e a centralização da custódia de Bitcoin por instituições controladas diretamente ou indiretamente pelos estados.&nbsp;</p>
<p>O cenário é baixo, mas os estados poderiam fazer um ataque coordenado, tendo o controlo da maior parte dos Bitcoin poderiam fazer um hardfork na rede. Primeiro, para acontecer este <strong>ataque de sequestro</strong>, os estados, além de necessitarem da posse da maioria dos Bitcoins, tem de estar coordenados, isso é mais difícil num mundo polarizado, por muito me custe dizer, é importante os estados não G7 terem algum Bitcoin.</p>
<p>O ideal seria que toda a gente tivesse auto-custódia, mas isso não vai acontecer, infelizmente. Os ETF são um perigo, são um pau de dois bicos, vai permitir a massificação do Bitcoin, mas por outro lado, vai centralizar em empresas que estão sob controlo dos estados. Além de tornar o bitcoin apenas como uma reserva de valor, perdendo um pouco a sua essência de moeda, como meio de troca.&nbsp;</p>
<p>A utilização do Bitcoim como moeda de troca, nas compras do dia-a-dia, na economia circular, é muito essencial. Faz que a moeda circule, tornando muito simples a sua aquisição, sem a necessidade de utilizar casas de corretagem, bancos ou outras empresas centralizadas, o verdadeiro p2p.</p>
<p>Também será importante que empresas que fazem a custódia utilizem sistemas mais resilientes a pressões políticas/externas. Possivelmente a utilização de multisig e a posse dessas seeds, estar distribuídas por várias jurisdições.&nbsp;</p>
<p>Assim, para evitar um <strong>ataque de sequestro</strong>, o Bitcoin tem que ser disperso por 4 blocos, auto-custódia, países G7, países BRICS e países neutros, como o controlo fica muito dividido, não existe hegemonia de uma parte, um possível hardfork teria um efeito reduzido na rede.</p>
<h2>Nova Guerra Fria</h2>
<p>A <strong>Guerra do Hashrate</strong> pode ser um conflito futuro, mas no presente estamos a viver/sentir uma nova guerra fria. Com a divisão do mundo em dois blocos políticos, económicos e monetários, de um lado o G7 (liderado pelos EUA), do outro lado o BRICS (liderado pela China). O principal objectivo dos BRICS é diminuírem a dependência do dólar, a desdolarização, que dá uma vantagem, um poder desmedido aos EUA, em relação às restantes economias.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/8b10266af6c937637b6db8786f4bff208c5350a8dec6bc8201b88e172a9e1176.jpg"><img src="https://nostr.build/i/8b10266af6c937637b6db8786f4bff208c5350a8dec6bc8201b88e172a9e1176.jpg" alt=""></a></p>
<p>O cerne da questão é, que moeda vão utilizar os BRICS?</p>
<p>A meu ver, a única coisa certa é,&nbsp; se a solução escolhida for moeda única não terá circulação livre nos países, será apenas utilizada para transações internacionais, de resto é só incertezas.&nbsp;</p>
<p>Será o Renminbi? Talvez, nem a China o quererá, o seu crescimento depende muito das exportações, que são favorecidas com as constantes desvalorização da moeda. E Brasil e Rússia não vão querer sair da dependência dos EUA para ficarem na dependência da China.</p>
<p>Será que vão utilizar o ouro? Como farão as transações? A velocidade da economia e do mundo em que vivemos agora, não permite ficar à espera de barcos ou aviões a transportar ouro e os custos desta operação são incomportáveis.</p>
<p>Será que vão utilizar uma moeda lastreada em ouro? Quem fará a custódia do ouro, será que os países terão confiança cega no custodiante.</p>
<p>Será o bitcoin? Não acredito, ainda é demasiado cedo, não tem liquidez e o preço ainda é muito volátil.</p>
<p>Será que fazer um cabaz de moedas? Tipo SDR do FMI? Provavelmente será esta a solução. Mas também seria uma ideia muito interessante ser um cabaz de commodities, porque estes países são grandes produtores de petróleo, gás natural, cereais, soja, minérios e muitos outros.</p>
<p>Eu tenho demasiadas dúvidas, não consigo chegar a uma conclusão…</p>
<p>Mas a única coisa certa, é que os BRICS vão reduzir a utilização do dólar. Numa fase inicial, vão utilizar a moeda comum apenas entre os membros.&nbsp;</p>
<p>Se o projeto for bem sucedido e ganhar dimensão, vão querer chocar de frente com o dólar, vão pretender que as suas exportações de produtos para os G7 sejam feitas com a sua moeda comum.&nbsp;</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/dcb392c76a13845dcbd24797a128f859e79a9d8ee6faf9a0ff8b4003346bfe30.jpg"><img src="https://nostr.build/i/dcb392c76a13845dcbd24797a128f859e79a9d8ee6faf9a0ff8b4003346bfe30.jpg" alt=""></a></p>
<p>Isto será um ponto crítico, neste duelo de titãs, o Bitcoin pode emergir, porque é a única moeda neutra do mundo e apolitica. Neste futuro, o Bitcoin terá muito mais liquidez e será menos volátil e poderá ocupar o lugar da moeda no comércio internacional.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/6702e06e945bef87b983d630f4c71baa8b95f064f203b482de5fa6eb4e646e5b.jpg"><img src="https://nostr.build/i/6702e06e945bef87b983d630f4c71baa8b95f064f203b482de5fa6eb4e646e5b.jpg" alt=""></a></p>
<h2>Segurança</h2>
<p>O ataque do SEC às Exchanges, na qual resultou uma queda de preço, prova que ainda é cedo para o uso generalizado do Bitcoin como moeda de comércio internacional. O Bitcoin ainda está muito permeável a má notícia, necessita de ser mais robusto e resiliente, para que nenhum estado utilize o Bitcoin para atacar outro estado. Um ataque similar, ao dos EUA, poderia provocar uma grave crise financeira num país que tivesse uma economia muito exposta ao Bitcoin.</p>
<p>Enquanto não existir uma estabilidade regulatória nas principais economias, a adoção será lenta, as empresas até podem receber em Bitcoin mas não vão fazer grandes reservas, vão rapidamente converter em alguma moeda FIAT. Mas é apenas uma questão de tempo, vai chegar um momento onde quase <strong>todas as economias estão expostas ao Bitcoin</strong>, uma mais que outras. Se um estado fizer ataque, esse ataque afetará o inimigo mas também terá fortes consequências internas, por esse motivo, este ataque deixa de ter visibilidade.</p>
<h2>POW</h2>
<p>A corrida à mineração (POW) a nível estatal já começou, mas ainda está no início, os primeiros a reconhecer oficialmente foram o <a href="https://forbes.com.br/forbes-money/2023/05/reino-do-butao-minera-bitcoin-secretamente-ha-anos/">Reino do Butão</a> e El Salvador. Mas de forma não oficial, é sabido que o <strong>Irão</strong> anda a minerar há alguns anos e agora é a <strong>Rússia</strong>.</p>
<p>Numa fase inicial, o <strong>POW</strong> será para criar reservas de btc, mas num futuro a médio/longo prazo os países vão minerar apenas para defender as suas reservas, a sua <strong>própria soberania</strong>.</p>
<p>Imaginemos num futuro hipotético, onde parte dos países têm reservas de btc e parte do comércio internacional é em btc. Por alguma razão poderia acontecer algo similar ao embargo da Rússia ao SWIFT, mas na blockchain do Bitcoin. Na teoria, todos os mineradores poderiam bloquear as transações da Rússia, ficaria impedida de fazer transações. Assim, será <strong>imperativo</strong> à Rússia minerar, para adicionar blocos à rede com as suas transações, pelo menos para garantir que as suas transações não sejam censuradas pelos inimigos. O mesmo vai acontecer com todos os estados com grandes reservas de btc, vão minerar para <strong>garantir a sua soberania</strong>, tornando a rede ainda <strong>mais segura e mais descentralizada</strong>.&nbsp;</p>
<p>Assim, nesse futuro hipotético, onde as pool são países ou grupos de países, será muito importante existir pelo menos uma pool independente e apolítico, que adicione blocos regularmente.&nbsp;</p>
<p>Isto tornaria o <strong>Bitcoin como uma arma</strong> e como numa guerra vale quase tudo, aqui os soldados são os <strong>ASIC</strong>. Os países fabricantes poderão ter uma vantagem considerável, podem proibir a exportação de equipamentos ou exportar apenas equipamentos menos avançados. Isto vai permitir o desenvolver melhores equipamentos para poupar mais energia ou aumentar a capacidade de hashrate.</p>
<p>Será a <strong>guerra do Hashrate</strong>.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Consequências da CBDC]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre as possíveis consequências da CBDC dos EUA no resto do mundo.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre as possíveis consequências da CBDC dos EUA no resto do mundo.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 20 Jun 2023 13:39:42 GMT</pubDate>
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      <category>CBDC</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses foi notório, vários movimentos políticos que estão a colocar em causa a hegemonia do dólar a nível internacional, poderá demorar décadas para perder essa liderança. Mas a origem do problema/desconfiança do dólar, deve-se exclusivamente à <strong>política interna</strong> e à sua <strong>desastrosa política monetária</strong>.</p>
<p>A dívida está estratosférica, quase <strong>impagável</strong>…</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/8da31d23e76f200e2ff8c547d8cf9b8eb384b87d52f04dbd4857ce96f24b412d.jpg"><img src="https://nostr.build/i/8da31d23e76f200e2ff8c547d8cf9b8eb384b87d52f04dbd4857ce96f24b412d.jpg" alt=""></a></p>
<p>A <strong>desvalorização</strong> da moeda está sendo outra desgraça.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/65c5c9811eaf79469f02599a5c4bd25455a45e2685638bf2e891dec4b1c0e45d.jpg"><img src="https://nostr.build/i/09600287125fe16cb34f8b19f400a830e2355d447517eecda6d27eaf2f98396b.jpg" alt=""></a></p>
<p>Mas esta <strong>impressão louca de dinheiro</strong>, em especial nos últimos anos teve um efeito extremamente perverso, a inflação não foi só sentida nos EUA, foi “exportada” para o resto do mundo. O mundo inteiro está a pagar, a <strong>sofrer as consequências</strong> da desastrosa política monetária americana.</p>
<h2>Dolarização pelo mundo</h2>
<p>A perda gradual de <strong>poder de compra</strong> do dólar está a afectar indirectamente todos os países do mundo, mas existem grupos de países que também são afectados directamente.</p>
<p><strong>Grupo A:</strong> Países com US$ como moeda oficial:</p>
<ul>
<li>Timor-Leste;</li>
<li>Equador;</li>
<li>El Salvador;</li>
<li>Panamá;</li>
<li>Zimbabwe;</li>
<li>Estados Federados da Micronésia;</li>
</ul>
<p><strong>Grupo B:</strong> Territórios dos EUA, mas que não são incorporados fisicamente ao país:</p>
<ul>
<li>Porto Rico;</li>
<li>Guam;</li>
<li>Ilhas Virgens dos Estados Unidos;</li>
<li>Samoa Americana;</li>
<li>Comunidade das Ilhas Marianas do Norte;</li>
</ul>
<p><strong>Grupo C:</strong> Países que fazem uso do dólar em suas transações, mas que não houve a sua oficialização como moeda local:</p>
<ul>
<li>Ilhas Virgens Britânicas;</li>
<li>Ilhas Marshall;</li>
<li>Palau;</li>
<li>Ilhas Turcas e Caicos;</li>
<li>República do Zimbabwe;</li>
</ul>
<p><strong>Grupo D:</strong> Moedas oficiais pareadas no dólar americano:&nbsp;</p>
<ul>
<li>Dólar de Hong Kong (HKD)</li>
<li>Rial da Arábia Saudita (SAR)</li>
<li>Dirham dos Emirados Árabes Unidos (AED)</li>
<li>Dinar do Bahrein (BHD)</li>
<li>Rial de Omã (OMR)</li>
<li>Riyal do Qatar (QAR)</li>
</ul>
<p>Estas listas demonstram bem a importância e dimensão do dólar a nível internacional.</p>
<h2>Introdução</h2>
<p>Como a introdução da CBDC, possivelmente vai criar inúmeros problemas políticos internos e externos para o governo dos EUA. <strong>Nesta reflexão, os meus pensamentos apenas vão divagar em problemas políticos e económicos que a CBDC vai criar</strong>. Não vou falar da retirada dos direitos básicos que a CBDC vai provocar nas populações, isso já falei bastante anteriormente.</p>
<p>Nos EUA começaram a aparecer os primeiros <strong>movimentos cívicos</strong> e <strong>políticos anti-CBDC</strong>, sobretudo no Texas. Eu acredito que será algo muito residual, poderá atrasar um pouco em 2 ou 3 estados, nos restantes rapidamente será implementa.</p>
<p>O <strong>poder de influência do governo federal e do Fed</strong>, mais tarde ou mais cedo, os estados “desertor” vão aceitar. Se pensarmos bem, como poderão evitar? Vão sair da Federação? Não me parece. Vão criar uma moeda própria? Pouco provável… mesmo que dificultem a implementação, vai chegar o dia que o governo federal vai usar o <strong>poder coercivo</strong>, ou implementam ou começam a receber menos fundos… em último caso, algum dia um político pró-CBDC vai vencer as eleições nesses estados e vai implementar. Depois de implementado e de retirar o papel-moeda de circulação, torna-se impossível voltar atrás.</p>
<p>Com isto tudo, eu acho que será inevitável a CBDC, apenas um grande revolta popular poderia fazer mudar a ideia dos políticos.</p>
<h2>Limitações geográfica</h2>
<p>Não sei, se é por eu ser demasiado pessimista, mas eu acredito que as CBDCs vão ter <strong>limitações geográficas</strong>. Se não existir limitação, o número de utilizadores da CBDC em países com inflação altas, cresceria exponencialmente criando problemas internos nesses países, os políticos perdiam o poder de controlo de capitais e autonomia.</p>
<p>O caso mais gritante seria a <strong>Turquia</strong>, que é um país aliado nos EUA na Nato, está a sofrer com a inflação, as autoridades turcas iriam exigir o bloqueio da CBCD(US$) para os cidadãos residentes na Turquia e os EUA não vão querer entrar em conflito diplomático com um aliado.</p>
<p>A <strong>CBCD é uma arma</strong>, os EUA com ela poderia vigiar os cidadão de todo o mundo, os outros países vão combater isso. Possivelmente os EUA, só não vão bloquear aos inimigos “fracos”, como o Irão, Coreia do Norte e Cuba.</p>
<p>Até na China vai estar bloqueada, porque o PCC poderia criar represálias nas exportação e iria abalar a economia dos EUA. Por isso na generalidade vai existir uma espécie de pacto de não agressão, por isso eu acredito que CBDCs ficarão restritas ao seu respectivo aos residentes do respectivo país ou jurisdição.&nbsp;</p>
<p>Será que estou errado?</p>
<h2>Fim da privacidade e do papel-moeda</h2>
<p>As CBDCs tem apenas um <strong>objetivo</strong>, o controle absoluto por parte do estado, saber instantaneamente onde está o dinheiro, quem está a utilizar, onde está a ser utilizado e permitir confisco à distância.</p>
<p>Todas as contas criadas nas CBDCs terão <strong>KYC</strong>, o governo vai saber, quem é e onde vive(país) cada utilizador. As pessoas que vivam no “estrangeiro” que pretendam usar US$ até poderão comprar nos mercados negros um KYC e/ou usar VPN, mas mais cedo ou mais tarde o governo vão desconfiar, na mínima suspeita vão <strong>congelar os fundos</strong> e obrigar o cidadão a <strong>apresentar mais documentos e presencialmente</strong> para descongelar os fundos.</p>
<p>O <strong>fim da privacidade</strong> terá o seu clímax com o <strong>fim de circulação do papel-moeda</strong>, isso acontecerá a médio prazo, porque se for um processo muito rápido poderá criar medo à população e os movimentos anti-CBDC ganham força, como aconteceu na Nigéria. O Fed vai retirando gradualmente e silenciosamente as notas de circulação, começando com as notas de <strong>maior valor facial</strong>.</p>
<h2>Consequências no mundo</h2>
<p>O US$ é um caso particular das CBDCs, porque não afecta apenas internamente, vai ter consequências directas em outros países. Será que o processo de remoção de papel-moeda será igual, internamente e externamente?</p>
<p>O que vai acontecer aos países do <strong>Grupo A e C</strong>(lista em cima)?</p>
<p>Vão aceitar ser vigiados e controlados digitalmente pelos EUA? Muitos deles, nem tem infraestruturas para usar a CBDC dos EUA e não vão querer o fim do papel-moeda. Possivelmente a única alternativa é esses países criarem a sua <strong>própria moeda</strong> e esta ser pareada no dólar, 1 para 1. Vão fazer um sistema similar aos do <strong>Grupo D</strong>. O problema é, quanto tempo irá durar a paridade 1 para 1, possivelmente só durará até à primeira crise do país, as populações mais pobres serão as mais prejudicadas.</p>
<p>Um outra “alternativa” é o Fed criar uma espécie de dólar colonial, similar ao <strong>Franco CFA</strong>, com notas e moedas só para esses países. Seria uma das maiores aberrações neste século, mas eu ja vi de tudo, por isso não descarto esta hipótese.</p>
<p>Os do <strong>Grupo B</strong> irão implementar a CBDC com o mesmo cronograma dos EUA.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/12df55d6951571eb5256c8d0dd96e3face59c48903cdff847709a52e9d3f2c64.jpg"><img src="https://nostr.build/i/12df55d6951571eb5256c8d0dd96e3face59c48903cdff847709a52e9d3f2c64.jpg" alt=""></a></p>
<p>Mas existe um outro grupo enorme, que são os da <strong>dolarização informal</strong>, ou seja, são notas verdadeiras espalhadas pelo mundo, em especial em <strong>países africanos e na américa latina</strong>. Apesar das políticas de controlo de capitais, as populações utilizam para proteger o seu património da alta inflação, serão certamente muitos biliões de dólares espalhando pelo mundo. Estas notas levaram um longo caminho até chegar a estes países, demorou anos, muitas notas já são muito antigas. Como é que elas “vão voltar” para os EUA?</p>
<p><strong>O que fará os EUA com isto?</strong></p>
<p>Apesar de ser notas verdadeiras, isto é <strong>mercado negro</strong>. Os EUA não poderão cair na tentação de dar um curto prazo para as notas que estão fora do controle direto. Se o processo for rápido, grande parte das notas não vão ser convertidas e vão tornar num pequeno papel colorido sem valor e o FED beneficiará em biliões. As populações serão fortemente afetadas, quem tiver notas irá perder uma parte significativa do seu capital ao entregar as notas nos bancos nacionais ou perderá a totalidade se ficar com as notas.</p>
<p>Como o preço no câmbio oficial é muito inferior ao câmbio paralelo, ou como os argentinos dizem, o dólar blue.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/36d3a0ea885618f4ff1c5a8fe59876879a372c76cd3a20a89d1da25c1650ce06.jpg"><img src="https://nostr.build/i/36d3a0ea885618f4ff1c5a8fe59876879a372c76cd3a20a89d1da25c1650ce06.jpg" alt=""></a></p>
<p>Os governos vai aproveitar dessa demanda de notas e vão baixar ainda mais o <strong>cambio oficial</strong> para arrecadar divisas americanas.</p>
<h2>Stablecoins</h2>
<p>Não será só nas CBDCs a ter a obrigatoriedade do KYC, essas regras serão alargadas às <strong>Stablecoins</strong>, eu não tenho qualquer dúvida que isto vai acontecer. Quem não o fizer irá ficar com as contas congeladas e se não provar a sua identidade, será confiscado pelo estado.</p>
<p>E isto acontecerá conta todas as stablecoin de dólar, mesmo a do Tether, que não tem sede nos EUA. O Fed <strong>tem a faca e o queijo na mão</strong>, o Tether e os restantes terão que cumprir, se não o fizerem, o Fed pode <strong>congelar os bonds pertencentes às empresas, que estão a ser utilizados como colateral</strong>. É as consequências de ter criptos “pseudo” descentralizadas mas controladas por uma empresas centralizadas.</p>
<p>Se isto acontecer na prática, onde só endereços com KYC poderão ter acesso ao capital, como funcionarão as DEX e o Defi?</p>
<p>Estas terão um futuro muito negro pela frente, similar ao que já acontece com os <strong>Mixers</strong>. No caso das stablecoins, bastará cair algum capital num endereço sem KYC, as empresas vão congelar o capital à distância, para as restantes criptos que não permitem o congelamento, esses endereço ficarão mercados, quando um dia esse capital for para uma CEX ou qualquer empresa centralizada, as autoridades batem à porta.</p>
<p>Os reguladores europeus e norte-americanos estão a seguir uma <strong>política de terra queimada</strong>, vão criar leis tão severas que irão destruir uma parte significativa do atual ecossistema cripto. E depois, tudo o que for criado terá que cumprir esses regulamentos. A regulamentação não tem o objetivo de melhorar o ecossistema cripto, tem apenas o intuito de <strong>controlar o sistema, proibir/dificultar a auto-custódia, atacar a descentralização</strong> em prol da centralização. Como se provou no último bear market, a maioria dos projectos/empresas que colapsaram eram centralizados, quem tinha os fundos em auto-custódia não teve problemas.</p>
<p>Espero que num futuro próximo isto melhore, possivelmente as criptos vão sair do foco dos políticos/burocratas, existe um novo “hype” tecnológico, a Inteligência Artificial. <strong>Aqui sim é um problema, mais que uma tecnologia disruptiva, é uma tecnologia que poderá ser destrutiva</strong>, que irá provocar consequências terríveis a nível social.&nbsp;</p>
<p><strong>Tudo o que eu disse aqui não é uma recomendação de investimento, é apenas uma opinião pessoal</strong>, possivelmente contém muitos erros, mas é a minha opinião, por enquanto ainda tenho o direito de a ter.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos meses foi notório, vários movimentos políticos que estão a colocar em causa a hegemonia do dólar a nível internacional, poderá demorar décadas para perder essa liderança. Mas a origem do problema/desconfiança do dólar, deve-se exclusivamente à <strong>política interna</strong> e à sua <strong>desastrosa política monetária</strong>.</p>
<p>A dívida está estratosférica, quase <strong>impagável</strong>…</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/8da31d23e76f200e2ff8c547d8cf9b8eb384b87d52f04dbd4857ce96f24b412d.jpg"><img src="https://nostr.build/i/8da31d23e76f200e2ff8c547d8cf9b8eb384b87d52f04dbd4857ce96f24b412d.jpg" alt=""></a></p>
<p>A <strong>desvalorização</strong> da moeda está sendo outra desgraça.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/65c5c9811eaf79469f02599a5c4bd25455a45e2685638bf2e891dec4b1c0e45d.jpg"><img src="https://nostr.build/i/09600287125fe16cb34f8b19f400a830e2355d447517eecda6d27eaf2f98396b.jpg" alt=""></a></p>
<p>Mas esta <strong>impressão louca de dinheiro</strong>, em especial nos últimos anos teve um efeito extremamente perverso, a inflação não foi só sentida nos EUA, foi “exportada” para o resto do mundo. O mundo inteiro está a pagar, a <strong>sofrer as consequências</strong> da desastrosa política monetária americana.</p>
<h2>Dolarização pelo mundo</h2>
<p>A perda gradual de <strong>poder de compra</strong> do dólar está a afectar indirectamente todos os países do mundo, mas existem grupos de países que também são afectados directamente.</p>
<p><strong>Grupo A:</strong> Países com US$ como moeda oficial:</p>
<ul>
<li>Timor-Leste;</li>
<li>Equador;</li>
<li>El Salvador;</li>
<li>Panamá;</li>
<li>Zimbabwe;</li>
<li>Estados Federados da Micronésia;</li>
</ul>
<p><strong>Grupo B:</strong> Territórios dos EUA, mas que não são incorporados fisicamente ao país:</p>
<ul>
<li>Porto Rico;</li>
<li>Guam;</li>
<li>Ilhas Virgens dos Estados Unidos;</li>
<li>Samoa Americana;</li>
<li>Comunidade das Ilhas Marianas do Norte;</li>
</ul>
<p><strong>Grupo C:</strong> Países que fazem uso do dólar em suas transações, mas que não houve a sua oficialização como moeda local:</p>
<ul>
<li>Ilhas Virgens Britânicas;</li>
<li>Ilhas Marshall;</li>
<li>Palau;</li>
<li>Ilhas Turcas e Caicos;</li>
<li>República do Zimbabwe;</li>
</ul>
<p><strong>Grupo D:</strong> Moedas oficiais pareadas no dólar americano:&nbsp;</p>
<ul>
<li>Dólar de Hong Kong (HKD)</li>
<li>Rial da Arábia Saudita (SAR)</li>
<li>Dirham dos Emirados Árabes Unidos (AED)</li>
<li>Dinar do Bahrein (BHD)</li>
<li>Rial de Omã (OMR)</li>
<li>Riyal do Qatar (QAR)</li>
</ul>
<p>Estas listas demonstram bem a importância e dimensão do dólar a nível internacional.</p>
<h2>Introdução</h2>
<p>Como a introdução da CBDC, possivelmente vai criar inúmeros problemas políticos internos e externos para o governo dos EUA. <strong>Nesta reflexão, os meus pensamentos apenas vão divagar em problemas políticos e económicos que a CBDC vai criar</strong>. Não vou falar da retirada dos direitos básicos que a CBDC vai provocar nas populações, isso já falei bastante anteriormente.</p>
<p>Nos EUA começaram a aparecer os primeiros <strong>movimentos cívicos</strong> e <strong>políticos anti-CBDC</strong>, sobretudo no Texas. Eu acredito que será algo muito residual, poderá atrasar um pouco em 2 ou 3 estados, nos restantes rapidamente será implementa.</p>
<p>O <strong>poder de influência do governo federal e do Fed</strong>, mais tarde ou mais cedo, os estados “desertor” vão aceitar. Se pensarmos bem, como poderão evitar? Vão sair da Federação? Não me parece. Vão criar uma moeda própria? Pouco provável… mesmo que dificultem a implementação, vai chegar o dia que o governo federal vai usar o <strong>poder coercivo</strong>, ou implementam ou começam a receber menos fundos… em último caso, algum dia um político pró-CBDC vai vencer as eleições nesses estados e vai implementar. Depois de implementado e de retirar o papel-moeda de circulação, torna-se impossível voltar atrás.</p>
<p>Com isto tudo, eu acho que será inevitável a CBDC, apenas um grande revolta popular poderia fazer mudar a ideia dos políticos.</p>
<h2>Limitações geográfica</h2>
<p>Não sei, se é por eu ser demasiado pessimista, mas eu acredito que as CBDCs vão ter <strong>limitações geográficas</strong>. Se não existir limitação, o número de utilizadores da CBDC em países com inflação altas, cresceria exponencialmente criando problemas internos nesses países, os políticos perdiam o poder de controlo de capitais e autonomia.</p>
<p>O caso mais gritante seria a <strong>Turquia</strong>, que é um país aliado nos EUA na Nato, está a sofrer com a inflação, as autoridades turcas iriam exigir o bloqueio da CBCD(US$) para os cidadãos residentes na Turquia e os EUA não vão querer entrar em conflito diplomático com um aliado.</p>
<p>A <strong>CBCD é uma arma</strong>, os EUA com ela poderia vigiar os cidadão de todo o mundo, os outros países vão combater isso. Possivelmente os EUA, só não vão bloquear aos inimigos “fracos”, como o Irão, Coreia do Norte e Cuba.</p>
<p>Até na China vai estar bloqueada, porque o PCC poderia criar represálias nas exportação e iria abalar a economia dos EUA. Por isso na generalidade vai existir uma espécie de pacto de não agressão, por isso eu acredito que CBDCs ficarão restritas ao seu respectivo aos residentes do respectivo país ou jurisdição.&nbsp;</p>
<p>Será que estou errado?</p>
<h2>Fim da privacidade e do papel-moeda</h2>
<p>As CBDCs tem apenas um <strong>objetivo</strong>, o controle absoluto por parte do estado, saber instantaneamente onde está o dinheiro, quem está a utilizar, onde está a ser utilizado e permitir confisco à distância.</p>
<p>Todas as contas criadas nas CBDCs terão <strong>KYC</strong>, o governo vai saber, quem é e onde vive(país) cada utilizador. As pessoas que vivam no “estrangeiro” que pretendam usar US$ até poderão comprar nos mercados negros um KYC e/ou usar VPN, mas mais cedo ou mais tarde o governo vão desconfiar, na mínima suspeita vão <strong>congelar os fundos</strong> e obrigar o cidadão a <strong>apresentar mais documentos e presencialmente</strong> para descongelar os fundos.</p>
<p>O <strong>fim da privacidade</strong> terá o seu clímax com o <strong>fim de circulação do papel-moeda</strong>, isso acontecerá a médio prazo, porque se for um processo muito rápido poderá criar medo à população e os movimentos anti-CBDC ganham força, como aconteceu na Nigéria. O Fed vai retirando gradualmente e silenciosamente as notas de circulação, começando com as notas de <strong>maior valor facial</strong>.</p>
<h2>Consequências no mundo</h2>
<p>O US$ é um caso particular das CBDCs, porque não afecta apenas internamente, vai ter consequências directas em outros países. Será que o processo de remoção de papel-moeda será igual, internamente e externamente?</p>
<p>O que vai acontecer aos países do <strong>Grupo A e C</strong>(lista em cima)?</p>
<p>Vão aceitar ser vigiados e controlados digitalmente pelos EUA? Muitos deles, nem tem infraestruturas para usar a CBDC dos EUA e não vão querer o fim do papel-moeda. Possivelmente a única alternativa é esses países criarem a sua <strong>própria moeda</strong> e esta ser pareada no dólar, 1 para 1. Vão fazer um sistema similar aos do <strong>Grupo D</strong>. O problema é, quanto tempo irá durar a paridade 1 para 1, possivelmente só durará até à primeira crise do país, as populações mais pobres serão as mais prejudicadas.</p>
<p>Um outra “alternativa” é o Fed criar uma espécie de dólar colonial, similar ao <strong>Franco CFA</strong>, com notas e moedas só para esses países. Seria uma das maiores aberrações neste século, mas eu ja vi de tudo, por isso não descarto esta hipótese.</p>
<p>Os do <strong>Grupo B</strong> irão implementar a CBDC com o mesmo cronograma dos EUA.</p>
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<p>Mas existe um outro grupo enorme, que são os da <strong>dolarização informal</strong>, ou seja, são notas verdadeiras espalhadas pelo mundo, em especial em <strong>países africanos e na américa latina</strong>. Apesar das políticas de controlo de capitais, as populações utilizam para proteger o seu património da alta inflação, serão certamente muitos biliões de dólares espalhando pelo mundo. Estas notas levaram um longo caminho até chegar a estes países, demorou anos, muitas notas já são muito antigas. Como é que elas “vão voltar” para os EUA?</p>
<p><strong>O que fará os EUA com isto?</strong></p>
<p>Apesar de ser notas verdadeiras, isto é <strong>mercado negro</strong>. Os EUA não poderão cair na tentação de dar um curto prazo para as notas que estão fora do controle direto. Se o processo for rápido, grande parte das notas não vão ser convertidas e vão tornar num pequeno papel colorido sem valor e o FED beneficiará em biliões. As populações serão fortemente afetadas, quem tiver notas irá perder uma parte significativa do seu capital ao entregar as notas nos bancos nacionais ou perderá a totalidade se ficar com as notas.</p>
<p>Como o preço no câmbio oficial é muito inferior ao câmbio paralelo, ou como os argentinos dizem, o dólar blue.</p>
<p><a href="https://nostr.build/i/36d3a0ea885618f4ff1c5a8fe59876879a372c76cd3a20a89d1da25c1650ce06.jpg"><img src="https://nostr.build/i/36d3a0ea885618f4ff1c5a8fe59876879a372c76cd3a20a89d1da25c1650ce06.jpg" alt=""></a></p>
<p>Os governos vai aproveitar dessa demanda de notas e vão baixar ainda mais o <strong>cambio oficial</strong> para arrecadar divisas americanas.</p>
<h2>Stablecoins</h2>
<p>Não será só nas CBDCs a ter a obrigatoriedade do KYC, essas regras serão alargadas às <strong>Stablecoins</strong>, eu não tenho qualquer dúvida que isto vai acontecer. Quem não o fizer irá ficar com as contas congeladas e se não provar a sua identidade, será confiscado pelo estado.</p>
<p>E isto acontecerá conta todas as stablecoin de dólar, mesmo a do Tether, que não tem sede nos EUA. O Fed <strong>tem a faca e o queijo na mão</strong>, o Tether e os restantes terão que cumprir, se não o fizerem, o Fed pode <strong>congelar os bonds pertencentes às empresas, que estão a ser utilizados como colateral</strong>. É as consequências de ter criptos “pseudo” descentralizadas mas controladas por uma empresas centralizadas.</p>
<p>Se isto acontecer na prática, onde só endereços com KYC poderão ter acesso ao capital, como funcionarão as DEX e o Defi?</p>
<p>Estas terão um futuro muito negro pela frente, similar ao que já acontece com os <strong>Mixers</strong>. No caso das stablecoins, bastará cair algum capital num endereço sem KYC, as empresas vão congelar o capital à distância, para as restantes criptos que não permitem o congelamento, esses endereço ficarão mercados, quando um dia esse capital for para uma CEX ou qualquer empresa centralizada, as autoridades batem à porta.</p>
<p>Os reguladores europeus e norte-americanos estão a seguir uma <strong>política de terra queimada</strong>, vão criar leis tão severas que irão destruir uma parte significativa do atual ecossistema cripto. E depois, tudo o que for criado terá que cumprir esses regulamentos. A regulamentação não tem o objetivo de melhorar o ecossistema cripto, tem apenas o intuito de <strong>controlar o sistema, proibir/dificultar a auto-custódia, atacar a descentralização</strong> em prol da centralização. Como se provou no último bear market, a maioria dos projectos/empresas que colapsaram eram centralizados, quem tinha os fundos em auto-custódia não teve problemas.</p>
<p>Espero que num futuro próximo isto melhore, possivelmente as criptos vão sair do foco dos políticos/burocratas, existe um novo “hype” tecnológico, a Inteligência Artificial. <strong>Aqui sim é um problema, mais que uma tecnologia disruptiva, é uma tecnologia que poderá ser destrutiva</strong>, que irá provocar consequências terríveis a nível social.&nbsp;</p>
<p><strong>Tudo o que eu disse aqui não é uma recomendação de investimento, é apenas uma opinião pessoal</strong>, possivelmente contém muitos erros, mas é a minha opinião, por enquanto ainda tenho o direito de a ter.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Mais um prego no Caixão]]></title>
      <description><![CDATA[Ontem a Apple colocou mais um prego no sistema financeiro atual, começou agora nos EUA. A Apple já tinha serviço de pagamentos e de cartão de crédito, mas agora ao entrar nos serviços de poupança poderá ser mais disruptivo.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Ontem a Apple colocou mais um prego no sistema financeiro atual, começou agora nos EUA. A Apple já tinha serviço de pagamentos e de cartão de crédito, mas agora ao entrar nos serviços de poupança poderá ser mais disruptivo.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 19 Apr 2023 10:53:20 GMT</pubDate>
      <link>https://reiartur.npub.pro/post/1681901505276/</link>
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      <category>CBDC</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ontem a <strong>Apple</strong> colocou mais um <strong>prego no sistema financeiro atual</strong>, começou agora nos EUA.</p>
<blockquote>
<p><em>A Apple acaba de consolidar mais um passo na ampliação da oferta de serviços financeiros. Após lançar produtos como o Apple Card, Apple Cash e Daily Cash, a empresa se uniu ao Goldman Sachs para lançar uma conta poupança que, segundo a empresa, remunera até 10 vezes mais que a média nacional nos Estados Unidos. O serviço foi lançado para aqueles que possuem o Apple Card, cartão de crédito da empresa.</em></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p><em>Na onda de juros altos pela qual o país passa, a promessa da Apple é de um retorno de 4,15% ao ano A rentabilidade, entretanto, pode mudar sem aviso prévio, a depender da situação das taxas praticadas nos Estados Unidos.</em> in <a href="https://valorinveste.globo.com/produtos/servicos-financeiros/noticia/2023/04/18/apos-cartao-apple-lanca-poupanca-que-rende-415percent-ao-ano-em-dolar.ghtml">valorinveste.globo.com</a></p>
</blockquote>
<p>A <strong>Apple</strong> já tinha <strong>serviço de pagamentos</strong> e de <strong>cartão de crédito</strong>, mas agora ao entrar nos <strong>serviços de poupança</strong> poderá ser mais disruptivo. Os bancos dos EUA estão com um grave problema de liquidez, pode provocar uma fuga de capital dos pequenos bancos para a Apple, poderá provocar muitas falências, os 4,15% de juros é muito apetecível. Estes serviços da Apple estão a ser assegurados por bancos, no caso da conta poupança é o Goldman Sachs, mas num futuro bem próximo a Apple, vai descartar os bancos e vai criar o seu próprio banco (ou compra um já existente).</p>
<p>Os bancos tradicionais como nós conhecemos atualmente, estão condenados por culpa própria, não se modernizaram e estão a ser ultrapassados. Primeiro apareceu o <strong>Bitcoin</strong>, depois as <strong>fintech</strong>, a <strong>Libra</strong> e agora as <strong>BigTech</strong>. A <strong>Libra do Facebook</strong> foi a única que foi parada/proibida pelos <strong>bancos centrais</strong>, o projeto era demasiado audaz, mas este movimento das bigtech será imparável e vai dar <strong>mais motivos e acelerar as CBDCs</strong>.&nbsp;</p>
<p>O Elon Musk não esconde que o objectivo da compra do Twitter, é criar uma espécie de <strong>WeChat</strong>, mas ainda está muito atrás da concorrência, a Apple está na dianteira, a Google certamente vai seguir o mesmo caminho.</p>
<p>Com as apps com tudo incluído das bigtech, até serviços bancários, os bancos tradicionais possivelmente só têm um caminho, transformando-se num banco de investimentos de clientes com bastante capital, nos créditos elevados (como casas e carros) e especializarem-se no mercado empresarial. O pequeno retalho será engolido pelas bigtech.&nbsp;</p>
<p>Mas de todas as inovações que surgiram, o <strong>#Bitcoin</strong> é o único com o objetivo mais profundo, de reformar a <strong>política monetária</strong> e consequentemente do sistema bancário. Uma grande parte dos problemas políticos, sociais, financeiros e bancários são consequências de uma política monetário desastrosa, com a correção da mesma, naturalmente muitos desses problemas são auto corrigidos.<br>O curioso é que os <strong>bancos centrais</strong>, lutam com todas as forças contra o <strong>#bitcoin</strong>, mas pouco fazem contra as bigtech, que já são grandes demais, já tem mais poder que muitos países, e continuam a crescer sem serem paradas. A centralização nunca é boa ideia e quando essas empresas recolhem, usam e abusam das informações pessoais e financeiras dos seus clientes para proveito próprio, em qualquer situação um <strong>bigbrother</strong> é uma péssima ideia, quer seja criada pelo <strong>estado</strong> ou por uma <strong>empresa privada</strong>.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Ontem a <strong>Apple</strong> colocou mais um <strong>prego no sistema financeiro atual</strong>, começou agora nos EUA.</p>
<blockquote>
<p><em>A Apple acaba de consolidar mais um passo na ampliação da oferta de serviços financeiros. Após lançar produtos como o Apple Card, Apple Cash e Daily Cash, a empresa se uniu ao Goldman Sachs para lançar uma conta poupança que, segundo a empresa, remunera até 10 vezes mais que a média nacional nos Estados Unidos. O serviço foi lançado para aqueles que possuem o Apple Card, cartão de crédito da empresa.</em></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p><em>Na onda de juros altos pela qual o país passa, a promessa da Apple é de um retorno de 4,15% ao ano A rentabilidade, entretanto, pode mudar sem aviso prévio, a depender da situação das taxas praticadas nos Estados Unidos.</em> in <a href="https://valorinveste.globo.com/produtos/servicos-financeiros/noticia/2023/04/18/apos-cartao-apple-lanca-poupanca-que-rende-415percent-ao-ano-em-dolar.ghtml">valorinveste.globo.com</a></p>
</blockquote>
<p>A <strong>Apple</strong> já tinha <strong>serviço de pagamentos</strong> e de <strong>cartão de crédito</strong>, mas agora ao entrar nos <strong>serviços de poupança</strong> poderá ser mais disruptivo. Os bancos dos EUA estão com um grave problema de liquidez, pode provocar uma fuga de capital dos pequenos bancos para a Apple, poderá provocar muitas falências, os 4,15% de juros é muito apetecível. Estes serviços da Apple estão a ser assegurados por bancos, no caso da conta poupança é o Goldman Sachs, mas num futuro bem próximo a Apple, vai descartar os bancos e vai criar o seu próprio banco (ou compra um já existente).</p>
<p>Os bancos tradicionais como nós conhecemos atualmente, estão condenados por culpa própria, não se modernizaram e estão a ser ultrapassados. Primeiro apareceu o <strong>Bitcoin</strong>, depois as <strong>fintech</strong>, a <strong>Libra</strong> e agora as <strong>BigTech</strong>. A <strong>Libra do Facebook</strong> foi a única que foi parada/proibida pelos <strong>bancos centrais</strong>, o projeto era demasiado audaz, mas este movimento das bigtech será imparável e vai dar <strong>mais motivos e acelerar as CBDCs</strong>.&nbsp;</p>
<p>O Elon Musk não esconde que o objectivo da compra do Twitter, é criar uma espécie de <strong>WeChat</strong>, mas ainda está muito atrás da concorrência, a Apple está na dianteira, a Google certamente vai seguir o mesmo caminho.</p>
<p>Com as apps com tudo incluído das bigtech, até serviços bancários, os bancos tradicionais possivelmente só têm um caminho, transformando-se num banco de investimentos de clientes com bastante capital, nos créditos elevados (como casas e carros) e especializarem-se no mercado empresarial. O pequeno retalho será engolido pelas bigtech.&nbsp;</p>
<p>Mas de todas as inovações que surgiram, o <strong>#Bitcoin</strong> é o único com o objetivo mais profundo, de reformar a <strong>política monetária</strong> e consequentemente do sistema bancário. Uma grande parte dos problemas políticos, sociais, financeiros e bancários são consequências de uma política monetário desastrosa, com a correção da mesma, naturalmente muitos desses problemas são auto corrigidos.<br>O curioso é que os <strong>bancos centrais</strong>, lutam com todas as forças contra o <strong>#bitcoin</strong>, mas pouco fazem contra as bigtech, que já são grandes demais, já tem mais poder que muitos países, e continuam a crescer sem serem paradas. A centralização nunca é boa ideia e quando essas empresas recolhem, usam e abusam das informações pessoais e financeiras dos seus clientes para proveito próprio, em qualquer situação um <strong>bigbrother</strong> é uma péssima ideia, quer seja criada pelo <strong>estado</strong> ou por uma <strong>empresa privada</strong>.</p>
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      <title><![CDATA[Sigilo Bancário]]></title>
      <description><![CDATA[Um texto de reflexão sobre as CBDC e o fim do sigilo bancário]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um texto de reflexão sobre as CBDC e o fim do sigilo bancário]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 14 Apr 2023 11:51:07 GMT</pubDate>
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      <category>CBDC</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Sigilo Bancário</strong> é uma premissa essencial para garantir alguma privacidade aos cidadãos, aconselho a leitura deste <a href="https://www.doutorfinancas.pt/literacia-financeira/sigilo-bancario-quando-pode-ser-quebrado/">excelente artigo do Dr Finanças</a>, onde explica o que é e as situações onde pode ser quebrado.</p>
<p>A <strong>CBDC</strong> vai colocar tudo em causa, <strong>vai acabar com o sigilo bancário</strong> como nós conhecemos hoje em dia, estou muito curioso de saber como as Comissões de Protecção de Dados vão descalçar esta bota… como vai aceitar a vigilância em massa de toda a população.</p>
<p>Agora o <strong>sistema bancário comercial</strong> adiciona uma “camada” de privacidade, cada <strong>instituição bancária</strong> apenas guarda os dados dos seus clientes e apenas partilha informações em caso de <strong>suspeita de crime</strong>. Assim existem várias bases de dados sem conexão entre elas. Com a entrada da <strong>CBDC</strong>, vai tudo mudar, o banco central vai ter <strong>uma base de dados onde centralizada toda a informação</strong> de todos os bancos, no caso do euro digital de todos os bancos da Zona Euro.</p>
<p>Atualmente as instituições bancárias só comunicam com as autoridades tributárias e policiais em caso de suspeita, com a CBDC já não é necessário existir suspeita, estas autoridades vão <strong>monitorizar em tempo real todos os movimentos bancários de todos os europeus</strong>.</p>
<p>A presidente do BCE diz que a vai existir um limite, que os pequenos valores não serão monitorizados, mas ao mesmo tempo ela diz que os atentados em França foram <strong>financiados através de pequenas quantias</strong>, ou seja, vai ser tudo monitorizado, não tenham dúvidas disso.</p>
<p>A CBDC não tem só o problema de centralizar toda a informação nas mãos dos governos, como vai levar a violação da privacidade a outro nível, <strong>não vão apenas guardar metadados</strong>. Atualmente os bancos guardam apenas metadados, da data XPTO, a Conta X transferiu Y€ para a Conta Z. Os bancos não sabem/guardam a informação, o motivo daquela transferência, só tem acesso ao valor total do dinheiro gasto, nada mais. As CBDC além de saber o valor total gasto, também vão saber que produtos foram comprados.</p>
<p>A CBDC será uma base de dados completa em tempo real, a isto juntamos o dinheiro programável e ainda adicionamos políticas de créditos sociais, é uma mistura explosiva, uma verdadeira arma. A CBDC não é para combater o terrorismo, a <strong>CBDC é o próprio terrorista</strong>.</p>
<h2>Dinheiro programável</h2>
<p>Pela experiência que eu tenho, as pessoas têm muita dificuldade em perceber o que é <strong>dinheiro programável</strong>, mas é muito simples, é dar aos governos o <strong>poder absoluto</strong> de fazer tudo o que quiserem, sem qualquer limite, melhor dizendo, o único limite é a malvadez humana dos políticos.</p>
<p>Os ministérios das finanças será certamente o principal “utilizador” desta nova tecnologia/possibilidade, vamos a exemplo para um melhor entendimento:</p>
<p>Não sei se será a primeira, mas certamente será das primeiras medidas/funcionalidade, o <strong>pagamento directo do IVA</strong>. Quando vamos ao supermercado, fazemos uma transferência única ao supermercado, depois mais tarde o supermercado vai transferir o respectivo IVA às AT. Com o dinheiro programável, no momento do pagamento serão realizadas duas transferências, uma para o supermercado e outra para a AT, ou seja, a AT vai começar a receber o IVA de imediato.</p>
<p>O dinheiro programável vai permitir um <strong>forte upgrade nas políticas de créditos sociais</strong> que já existem, <strong>vai permitir personalizar meticulosamente a cada cidadão</strong>. Os créditos sociais não acontecem só na China, existem também na Europa e em Portugal. É claro que a China leva estas políticas a um extremo, os políticos europeus gostam de dizer que nós não somos a China… mas eu corrijo, ainda não somos a China, é uma questão de tempo para termos um sistema de Créditos sociais similar.</p>
<p>Atualmente os governos apenas conseguem colocar <strong>impostos altos ou coimas</strong> para provocar restrições/limitações, como acontece com o <strong>álcool, tabaco, açúcar</strong> e outros. A <strong>carta de condução é outro sistema de créditos</strong>, existem inúmeros na sociedade. Agora todos os sistemas de créditos estão dispersos por vários organismos do estado, a <strong>CBDC vai permitir uma integração plena, num único sítio</strong>.</p>
<p>Aos produtos mencionados anteriormente, futuramente os governos vão adicionar outros produtos à lista, com a desculpa do aquecimento global, não tenho qualquer dúvida que os primeiros serão a Gasolina/Gasóleo e a carne de vaca. </p>
<p>Os governos vão criar leis onde estipulam o limite de quantidade de cada produto, que cada cidadão pode consumir. Depois o processo será tudo <strong>automatizado e monitorizado por algoritmos</strong>. Imaginemos na carne de Vaca, a norma governamental diz que cada cidadão só pode comprar 2 quilos por mês. O cidadão compra 2kg de carne de vaca e paga com IVA6%. Noutro dia vai comprar mais 1kg, mas desta vez já pagas com 100% de IVA, ainda existe uma tolerância de 1kg. Mas ao realizares uma outra compra de carne vaca no mesmo mês, quando fores pagares, o pagamento será rejeitado e recebes uma mensagem que tu ultrapassaste o limites de compras de carne vaca, não poderá levar.</p>
<p>Além de <strong>medidas restritivas de consumo</strong>, também vai permitir a personalização de impostos consoante o seu rendimento, especialmente o IVA. Um cidadão que ganha o ordenado mínimo paga o mesmo imposto ao comprar um pacote de arroz, que um cidadão milionário. Seria justo, o cidadão com um rendimento muito alto, pagar a taxa máxima de IVA nos produtos de primeira necessidade. Em termos sociais até poderá fazer sentido, mas o problema é que estamos a dar aos governos um <strong>poder colossal</strong> e eles vão usá-lo. É uma situação semelhante à pistolas ou armas nucleares, criou-se as armas para se poder defender, mais tarde ou mais cedo, os criminosos vão ter acesso a essas mesmas armas e vão utilizá-las para atacar quem as criou, é inevitável. O ser humano é assim, temos que saber viver com isso, por isso a melhor solução é não criar as armas. </p>
<p>Os governos sabem disso, vão utilizar a “<strong>justiça social</strong>” e combate ao terrorismo como um cavalo de tróia para a implementação das CBDC e do dinheiro programável. <strong>É preciso ser muito ingénuo, acreditar que os governos vão criar as CBDC e não utilizá-las para monitorizar e limitar os direitos e liberdades civis</strong>. Não poderia faltar uma analogia, já que estamos a falar de produtos alimentares, é o mesmo que colocar um bêbedo a trabalhar numa adega e dizer para ele que não pode beber…</p>
<p>Até agora falei de ideias/funcionalidades possivelmente toleráveis no mundo ocidental, agora vamos a funcionalidade mais coercivas nos direitos. Algumas delas já foram implementadas pela China na sua CBDC.</p>
<p><strong>O dinheiro com tempo de expiração</strong>, ou seja, as pessoas recebem o dinheiro e tem x dias para gastar, senão perdem o acesso ao mesmo.</p>
<p>Pessoas que participaram em manifestações contra o governo, ficaram privados de vários serviços ou produtos, entre eles os transportes públicos. Uma arma política.</p>
<p>Pessoas que recebem apoios financeiros do estado estão <strong>proibidas de comprar certos produtos</strong>, como álcool, tabaco, limitado apenas produtos de primeira necessidade.</p>
<p><strong>Medidas de correcção de hábitos</strong>, pessoas com problemas de alcoolismo impedidos de consumir álcool. Pessoas que fumam com limites de consumo e esse limite será reduzido gradualmente.</p>
<p>Os governos para dinamizar as economias, poderão colocar <strong>juros negativos</strong>, para “obrigar” as pessoas a consumir mais, consequentemente as economias crescem.</p>
<h2>Direitos básicos</h2>
<p>O** dinheiro é um direito básico**, é impossível viver sem ele neste mundo moderno. Atualmente, se existir algum problema com o banco, podemos mudar de banco ou então podemos utilizar o papel-moeda para as compras, apesar de bastantes limitações.</p>
<p>Com as CBDC, não há alternativa, o governo terá o <strong>poder absoluto</strong>, nem o papel-moeda existirá. Sim, para quem ainda não percebeu, uma das primeiras medidas que os governos vão fazer após a implementação é <strong>acabar com o papel-moeda</strong>.</p>
<p>O fim do papel-moeda não é <strong>só</strong> um problema dos mais idosos, das pessoas infoexcluídas, vai muito mais além. <strong>O papel-moeda moeda ainda é o último resquício de privacidade e anonimato</strong> que nós ainda temos, o fim dele será o <strong>fim da liberdade, uma escravatura moderna</strong>.</p>
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<p>Bem-vindo a 1984.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O <strong>Sigilo Bancário</strong> é uma premissa essencial para garantir alguma privacidade aos cidadãos, aconselho a leitura deste <a href="https://www.doutorfinancas.pt/literacia-financeira/sigilo-bancario-quando-pode-ser-quebrado/">excelente artigo do Dr Finanças</a>, onde explica o que é e as situações onde pode ser quebrado.</p>
<p>A <strong>CBDC</strong> vai colocar tudo em causa, <strong>vai acabar com o sigilo bancário</strong> como nós conhecemos hoje em dia, estou muito curioso de saber como as Comissões de Protecção de Dados vão descalçar esta bota… como vai aceitar a vigilância em massa de toda a população.</p>
<p>Agora o <strong>sistema bancário comercial</strong> adiciona uma “camada” de privacidade, cada <strong>instituição bancária</strong> apenas guarda os dados dos seus clientes e apenas partilha informações em caso de <strong>suspeita de crime</strong>. Assim existem várias bases de dados sem conexão entre elas. Com a entrada da <strong>CBDC</strong>, vai tudo mudar, o banco central vai ter <strong>uma base de dados onde centralizada toda a informação</strong> de todos os bancos, no caso do euro digital de todos os bancos da Zona Euro.</p>
<p>Atualmente as instituições bancárias só comunicam com as autoridades tributárias e policiais em caso de suspeita, com a CBDC já não é necessário existir suspeita, estas autoridades vão <strong>monitorizar em tempo real todos os movimentos bancários de todos os europeus</strong>.</p>
<p>A presidente do BCE diz que a vai existir um limite, que os pequenos valores não serão monitorizados, mas ao mesmo tempo ela diz que os atentados em França foram <strong>financiados através de pequenas quantias</strong>, ou seja, vai ser tudo monitorizado, não tenham dúvidas disso.</p>
<p>A CBDC não tem só o problema de centralizar toda a informação nas mãos dos governos, como vai levar a violação da privacidade a outro nível, <strong>não vão apenas guardar metadados</strong>. Atualmente os bancos guardam apenas metadados, da data XPTO, a Conta X transferiu Y€ para a Conta Z. Os bancos não sabem/guardam a informação, o motivo daquela transferência, só tem acesso ao valor total do dinheiro gasto, nada mais. As CBDC além de saber o valor total gasto, também vão saber que produtos foram comprados.</p>
<p>A CBDC será uma base de dados completa em tempo real, a isto juntamos o dinheiro programável e ainda adicionamos políticas de créditos sociais, é uma mistura explosiva, uma verdadeira arma. A CBDC não é para combater o terrorismo, a <strong>CBDC é o próprio terrorista</strong>.</p>
<h2>Dinheiro programável</h2>
<p>Pela experiência que eu tenho, as pessoas têm muita dificuldade em perceber o que é <strong>dinheiro programável</strong>, mas é muito simples, é dar aos governos o <strong>poder absoluto</strong> de fazer tudo o que quiserem, sem qualquer limite, melhor dizendo, o único limite é a malvadez humana dos políticos.</p>
<p>Os ministérios das finanças será certamente o principal “utilizador” desta nova tecnologia/possibilidade, vamos a exemplo para um melhor entendimento:</p>
<p>Não sei se será a primeira, mas certamente será das primeiras medidas/funcionalidade, o <strong>pagamento directo do IVA</strong>. Quando vamos ao supermercado, fazemos uma transferência única ao supermercado, depois mais tarde o supermercado vai transferir o respectivo IVA às AT. Com o dinheiro programável, no momento do pagamento serão realizadas duas transferências, uma para o supermercado e outra para a AT, ou seja, a AT vai começar a receber o IVA de imediato.</p>
<p>O dinheiro programável vai permitir um <strong>forte upgrade nas políticas de créditos sociais</strong> que já existem, <strong>vai permitir personalizar meticulosamente a cada cidadão</strong>. Os créditos sociais não acontecem só na China, existem também na Europa e em Portugal. É claro que a China leva estas políticas a um extremo, os políticos europeus gostam de dizer que nós não somos a China… mas eu corrijo, ainda não somos a China, é uma questão de tempo para termos um sistema de Créditos sociais similar.</p>
<p>Atualmente os governos apenas conseguem colocar <strong>impostos altos ou coimas</strong> para provocar restrições/limitações, como acontece com o <strong>álcool, tabaco, açúcar</strong> e outros. A <strong>carta de condução é outro sistema de créditos</strong>, existem inúmeros na sociedade. Agora todos os sistemas de créditos estão dispersos por vários organismos do estado, a <strong>CBDC vai permitir uma integração plena, num único sítio</strong>.</p>
<p>Aos produtos mencionados anteriormente, futuramente os governos vão adicionar outros produtos à lista, com a desculpa do aquecimento global, não tenho qualquer dúvida que os primeiros serão a Gasolina/Gasóleo e a carne de vaca. </p>
<p>Os governos vão criar leis onde estipulam o limite de quantidade de cada produto, que cada cidadão pode consumir. Depois o processo será tudo <strong>automatizado e monitorizado por algoritmos</strong>. Imaginemos na carne de Vaca, a norma governamental diz que cada cidadão só pode comprar 2 quilos por mês. O cidadão compra 2kg de carne de vaca e paga com IVA6%. Noutro dia vai comprar mais 1kg, mas desta vez já pagas com 100% de IVA, ainda existe uma tolerância de 1kg. Mas ao realizares uma outra compra de carne vaca no mesmo mês, quando fores pagares, o pagamento será rejeitado e recebes uma mensagem que tu ultrapassaste o limites de compras de carne vaca, não poderá levar.</p>
<p>Além de <strong>medidas restritivas de consumo</strong>, também vai permitir a personalização de impostos consoante o seu rendimento, especialmente o IVA. Um cidadão que ganha o ordenado mínimo paga o mesmo imposto ao comprar um pacote de arroz, que um cidadão milionário. Seria justo, o cidadão com um rendimento muito alto, pagar a taxa máxima de IVA nos produtos de primeira necessidade. Em termos sociais até poderá fazer sentido, mas o problema é que estamos a dar aos governos um <strong>poder colossal</strong> e eles vão usá-lo. É uma situação semelhante à pistolas ou armas nucleares, criou-se as armas para se poder defender, mais tarde ou mais cedo, os criminosos vão ter acesso a essas mesmas armas e vão utilizá-las para atacar quem as criou, é inevitável. O ser humano é assim, temos que saber viver com isso, por isso a melhor solução é não criar as armas. </p>
<p>Os governos sabem disso, vão utilizar a “<strong>justiça social</strong>” e combate ao terrorismo como um cavalo de tróia para a implementação das CBDC e do dinheiro programável. <strong>É preciso ser muito ingénuo, acreditar que os governos vão criar as CBDC e não utilizá-las para monitorizar e limitar os direitos e liberdades civis</strong>. Não poderia faltar uma analogia, já que estamos a falar de produtos alimentares, é o mesmo que colocar um bêbedo a trabalhar numa adega e dizer para ele que não pode beber…</p>
<p>Até agora falei de ideias/funcionalidades possivelmente toleráveis no mundo ocidental, agora vamos a funcionalidade mais coercivas nos direitos. Algumas delas já foram implementadas pela China na sua CBDC.</p>
<p><strong>O dinheiro com tempo de expiração</strong>, ou seja, as pessoas recebem o dinheiro e tem x dias para gastar, senão perdem o acesso ao mesmo.</p>
<p>Pessoas que participaram em manifestações contra o governo, ficaram privados de vários serviços ou produtos, entre eles os transportes públicos. Uma arma política.</p>
<p>Pessoas que recebem apoios financeiros do estado estão <strong>proibidas de comprar certos produtos</strong>, como álcool, tabaco, limitado apenas produtos de primeira necessidade.</p>
<p><strong>Medidas de correcção de hábitos</strong>, pessoas com problemas de alcoolismo impedidos de consumir álcool. Pessoas que fumam com limites de consumo e esse limite será reduzido gradualmente.</p>
<p>Os governos para dinamizar as economias, poderão colocar <strong>juros negativos</strong>, para “obrigar” as pessoas a consumir mais, consequentemente as economias crescem.</p>
<h2>Direitos básicos</h2>
<p>O** dinheiro é um direito básico**, é impossível viver sem ele neste mundo moderno. Atualmente, se existir algum problema com o banco, podemos mudar de banco ou então podemos utilizar o papel-moeda para as compras, apesar de bastantes limitações.</p>
<p>Com as CBDC, não há alternativa, o governo terá o <strong>poder absoluto</strong>, nem o papel-moeda existirá. Sim, para quem ainda não percebeu, uma das primeiras medidas que os governos vão fazer após a implementação é <strong>acabar com o papel-moeda</strong>.</p>
<p>O fim do papel-moeda não é <strong>só</strong> um problema dos mais idosos, das pessoas infoexcluídas, vai muito mais além. <strong>O papel-moeda moeda ainda é o último resquício de privacidade e anonimato</strong> que nós ainda temos, o fim dele será o <strong>fim da liberdade, uma escravatura moderna</strong>.</p>
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<p>Bem-vindo a 1984.</p>
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